“O futuro dos museus: recuperar e reimaginar” é o tema da celebração do Dia Internacional dos Museus, proposto pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) para 2021. É um convite a todos os que queiram visitar os museus e descobrir o património dos locais onde vivem. A data é celebrada anualmente a 18 de maio, desde 1977, por proposta do ICOM, organismo da UNESCO.
No Dia Internacional dos Museus de 2021, convidamo-lo a conhecer melhor a história do Museu de São Roque, através de duas visitas guiadas temáticas (uma presencial e outra virtual), promovidas pela Cultura Santa Casa.
O Museu de São Roque foi um dos primeiros museus de arte a serem criados em Portugal. Abriu ao público em 11 de janeiro de 1905, com a designação de Museu do Thesouro da Capela de São João Baptista, no edifício da antiga Casa Professa da Companhia de Jesus. Ao longo do século XX, foi objeto de várias remodelações, mas a mais profunda foi levada a cabo entre 2006 e 2008, permitindo duplicar a sua área de exposição permanente.
Através de uma visita virtual, poderá, igualmente, conhecer a história do teto da igreja de São Roque. O único teto pintado quinhentista que ainda hoje persiste na cidade de Lisboa. Trata-se de uma obra de extrema beleza que ao longo dos séculos continua a surpreender os visitantes desta igreja jesuíta. Esta exposição tenta mostrar não só a beleza desta obra, mas também a riqueza iconográfica da mesma, explorando detalhes que não são percetíveis a quem a visita in loco, no corpo da igreja.
Lotaria instantânea do Património
O Dia Internacional dos Museus foi também a data escolhida para o lançamento da Raspadinha do Património. Inscrita no Orçamento do Estado de 2021, esta nova lotaria instantânea é lançada com o propósito de ajudar a responder a “necessidades de intervenção de salvaguarda e investimento”, em património classificado ou em vias de classificação, segundo as prioridades definidas pelo Governo para este ano.
Entre os dias 21 de maio e 26 de junho, o evento Santa Casa Portugal ao Vivo vai apresentar mais 20 espetáculos, 10 em Lisboa e 10 no Porto, que terão como palco, dois espaços emblemáticos nacionais: o Campo Pequeno, em Lisboa e o Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Linda Martini e António Zambujo foram os escolhidos para o arranque desta nova edição, com concertos agendados para os dias 21 e 28 de maio, respetivamente.
À semelhança da primeira edição, o cartaz da segunda temporada do Santa Casa Portugal ao Vivo vai promover, na sua maioria, concertos musicais, mas também alguns momentos de comédia.
Mantendo a premissa de “Cultura para Todos” e o objetivo de contribuir para a retoma e o incentivo a este setor, a Santa Casa volta a associar-se à iniciativa, na qualidade de naming sponsor.
Integrar a cultura nos hábitos diários dos portugueses, apoiar artistas e equipas técnicas, promover o reencontro entre o público e artistas e trazer aos palcos o melhor da música e da comédia nacional são os grandes objetivos deste evento. Uma iniciativa que garante, ainda, a devolução de parte das receitas angariadas para apoiar diretamente o setor da cultura.
Cada espetáculo é pensado com base no cumprimento rigoroso das normas impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS). O uso de máscaras é obrigatório, num espaço delimitado para o efeito, onde todos os lugares estão identificados, cumprindo o distanciamento obrigatório entre os espectadores, que não façam parte do mesmo agregado. De modo a evitar qualquer tipo de congestionamento entre pessoas, todas as entradas e saídas terão circuitos próprios com a devida sinalização.
O novo equipamento foi inaugurado na tarde desta sexta-feira, 14 de maio, na rua Ferreira Borges n.º 122, por Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa. Na cerimónia estiveram, igualmente, presentes Sérgio Cintra e Maria João Mendes, administradores da instituição.
Situado em pleno coração de Campo de Ourique, em Lisboa, o Centro Intergeracional Ferreira Borges abriu portas para todas as gerações, experiências e origens.
Este novo equipamento social da Santa Casa vai promover atividades para crianças e jovens, fomentar ações de cidadania e estimular a solidariedade entre gerações distintas, procurando ir ao encontro das expetativas e necessidades da comunidade.
As respostas sociais disponibilizadas por este novo equipamento da Misericórdia de Lisboa serão várias: centro de dia, residência assistida (reinstalação da Residência Carlos da Maia, com perspetivas futuras de resposta a necessidades de residentes em Lisboa), atividades sócios educativas direcionadas a crianças e jovens, espaço de inclusão digital e apoio alimentar à comunidade.
O Centro Intergeracional Ferreira Borges funcionará em rede com todas as entidades locais e estará aberto a utentes de todas as idades e condições socioeconómicas, apostando numa resposta de proximidade e dinâmica.
Na sua intervenção, Ana Mendes Godinho sublinhou que “este é um dia especial, um dia de um enorme orgulho, porque cria respostas para o envelhecimento. É um espaço de vida, de integração geracional e inclusão que promove o envelhecimento saudável e ativo”.
Já Fernando Medina defendeu que o novo centro “é uma infraestrutura da maior importância, porque serve e dá resposta a uma necessidade central da moderna cidade, a necessidade de cuidar melhor dos idosos, assegurando as suas necessidades fundamentais e de o fazer numa filosofia moderna: a partilha de um espaço aberto, dinâmico e com vida”.
Para o provedor da instituição, Edmundo Martinho, “o Centro Intergeracional Ferreira Borges é um primeiro passo no domínio da reconfiguração deste tipo de respostas”, acrescentando que a Misericórdia de Lisboa pretende “que esta casa [o Centro] seja um organismo vivo na cidade, na freguesia, e que as pessoas que aqui vivem a sintam como sua”.
Reformular as respostas da cidade para dar apoio a todas as idades
O Centro Intergeracional Ferreira Borges é um espaço requalificado, moderno e inovador, em que a participação de todos será a base do sucesso. Neste momento, estão a residir seis idosos no centro, oriundos da Residência Carlos da Maia. As restantes valências vão abrir de forma gradual e de acordo com a possibilidade do espaço.
O novo paradigma da longevidade
A Santa Casa tem seguido o princípio da promoção de um envelhecimento ativo, saudável e inclusivo e tem desenvolvido um trabalho essencial na cidade de Lisboa no apoio às pessoas mais velhas.
O Centro Intergeracional Ferreira Borges integra um dos dez centros de dia já em intervenção no âmbito do InterAge. Projeto que tem como objetivo requalificar 20 centros de dia da Misericórdia de Lisboa, transformando-os em espaços de convívio entre gerações e abertos à comunidade. A recuperação dos equipamentos deve estar concluída até 2026.
O InterAge vai beneficiar mais de 1600 utentes e representa um investimento de 12 milhões de euros. O projeto insere-se no programa “Lisboa. Cidade de Todas as Idades”, uma parceria da Santa Casa e da Câmara Municipal de Lisboa que assenta em três eixos: vida ativa, vida apoiada e vida autónoma.
Depois de uma primeira edição muito participada e enriquecedora, o concurso que quer dar visibilidade a uma nova geração de criativos, em todo o país, está de volta.
Em parceria com o Clube de Criativos de Portugal (CCP), os Jogos Santa Casa voltam a promover o “Brief Aberto”, destinado a todos os jovens profissionais com menos de 30 anos, que têm a escrita como paixão, ideias inovadoras e fora da caixa. O prémio do concurso é de mil euros.
Lançada esta quarta-feira, 13 de maio, a segunda edição do concurso “Brief Aberto” pretende criar oportunidades para jovens criativos que querem ter portefólio na rua. “Gente com talento, com vontade de mostrar ideias e responder a desafios reais de marcas fortes. É uma oportunidade de entrar no radar do mercado. Para alguns é a oportunidade de ganhar o seu primeiro prémio CCP, com a vantagem de ser um concurso remunerado”, explica Susana Albuquerque do Clube de Criativos de Portugal.
Cumprindo o seu desígnio de promover e apoiar o talento jovem em Portugal, os Jogos Santa Casa, em conjunto com o CCP, procuram assim descobrir o potencial criativo que existe no mercado de trabalho nacional e proporcionar novas oportunidades de carreira aos vencedores dos desafios reais lançados no âmbito deste concurso.
As inscrições para os desafios propostos pelo “Brief Aberto” já estão a decorrer e podem ser entregues até 20 de agosto, através da respetiva plataforma online.
Os vencedores são apresentados na gala do XXIII Festival CCP, prevista a 2 de outubro. O júri deste concurso é constituído por três representantes do CCP e dois representantes de cada uma das marcas.
Todos os detalhes sobre o “Brief Aberto” estão disponíveis online, aqui.
Combater o desperdício alimentar e fazer com que todos os alimentos sejam valorizados, minimizando o desperdício e gerando valor. Este é o grande objetivo da Equal Food Co., a vencedora da 2ª edição do Rise for Impact, que arrecadou um prémio no valor de três mil euros para apoio ao desenvolvimento do projeto. O anúncio foi feito esta quinta-feira, nas plataformas digitais da Casa do Impacto, após deliberação de um júri composto por membros da direção do hub de empreendedorismo da Misericórdia de Lisboa, entidades parceiras e intervenientes do setor.
A Equal Food Co. nasceu de uma viagem à volta do mundo e da diferença de culturas. Foi o contraste de realidades entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento que fez com que Alberto Mojtar e Lukas Friedemann, os cofundadores desta startup, embarcassem na missão de mudar o planeta. Experienciaram, em primeira mão, como a pobreza alimentar afeta os países em desenvolvimento e como, ali, o desperdício não é opção. Por outro lado, ficaram perplexos ao ver que nos países ocidentais o desperdício é a norma.
Essa viagem acabaria também por ter paragem em Portugal. Foi no nosso país que começaram a acompanhar de perto o trabalho da Casa do Impacto. “Conhecíamos algumas pessoas que faziam parte do ecossistema da Casa do Impacto e parecia ser espaço do qual queríamos fazer parte”, explicam.
Quando efetuaram a candidatura ao Rise for Impact estavam longe de imaginar que seriam os grandes vencedores da 2ª edição do programa de capacitação da Casa do Impacto. Na altura estavam numa fase inicial, a construir uma plataforma e a trabalhar com restaurantes. Desde então, muita coisa aconteceu. “Voltámo-nos para um negócio virado para o consumidor com resultados muito bons e com um impacto exponencial”, revelam.
Desde que iniciou a sua caminhada no Rise for Impact, a Equal Food Co. resgatou 40 toneladas de alimentos que teriam sido desperdiçados e gerou cerca de 45 mil euros para uma rede de mais de 40 agricultores.
Alberto Mojtar e Lukas Friedemann contam que elevaram a Equal Food Co. “a um nível cinco vezes maior” do que quando iniciaram. “Mudámos de armazém três vezes. Contratámos dois funcionários e estamos atualmente em processo de contratação de um terceiro. E, mesmo com tudo isso, ainda parece que há muito a fazer. Estamos ansiosos para alcançar todos os nossos objetivos futuros”.
A Equal Food Co. foi o projeto que melhor correspondeu aos objetivos da Casa do Impacto, que pretende com o Rise for Impact chegar a empreendedores motivados, com sentido de missão e com propostas que promovam soluções inovadoras na resolução de problemas e necessidades sociais de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
“Aos poucos a inovação ambiental e social está a acontecer, mas incentivos como o Rise for Impact são essenciais, pois promove o desenvolvimento dos negócios, capacita empreendedores, ajuda a catapultar e a acelerar esta transformação que é tão precisa”, frisa Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto.
“Exemplos de soluções capazes e necessárias no mercado”
Os três projetos finalistas “percorreram uma maratona” que começou a 28 de junho de 2020 e que terminou a 28 de fevereiro de 2021. Foram oito meses divididos em três fases: bootcamp, capacitação e incubação. A Equal Food Co. acabaria por ser a startup vencedora, mas para Inês Sequeira os três finalistas “são, sem dúvida, exemplos de soluções capazes e necessárias no mercado”.
O programa de capacitação da Casa do Impacto distinguiu ainda os projetos Ambigular e Matter, segundo e terceiro classificados, respetivamente. A estes foram atribuídos prémios monetários para apoio ao desenvolvimento das ideias de negócio, no valor de 2000 euros (2º classificado) e 1000 euros (3º classificado).
Mas a que se dedicam estas startups que também subiram ao pódio do Rise for Impact?
Ambigular
Oficinas de storytelling com comunidades marginalizadas, que resultam em eventos públicos, revistas e livros impressos e digitais, vídeos e exposições. Nessas oficinas, os participantes treinam e desenvolvem competências úteis, como a comunicação, falar em público, confiança e habilidades criativas.
Matter
Startup CleanTech que oferece soluções premium e de valor acrescentado, de design e arquitetura, através da utilização de subprodutos e resíduos orgânicos, numa lógica de economia circular. Transformam os resíduos sólidos orgânicos da indústria do vinho, café, chocolate, cerveja ou cacau em painéis únicos, que podem ser aplicados em revestimentos interiores, mobiliário ou design.
A edição deste ano da Semana da Reabilitação Urbana voltou a ter o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e ficou marcada por um programa rico em conferências e mesas redondas onde se discutiram vários temas atuais, como a estratégia de longo prazo para a renovação dos edifícios, o plano de recuperação e resiliência, a habitação acessível e o impacto da pandemia na reabilitação urbana.
A participação da Santa Casa na VIII edição desta iniciativa visou dar a conhecer o que tem sido feito em matéria de património da instituição e da sua reabilitação, bem como apresentar novos projetos em curso. Neste âmbito, foi promovida a conferência “A Habitação ao Longo da Vida e o Impacto da Pandemia”, que marcou o início do último dia deste evento.
Nesta sessão, foi ainda apresentado o espaço que vai nascer no Beato, o Lisboa Social Mitra, que agregará no mesmo local várias respostas da instituição, com destaque para os pavilhões dedicados à Valor T e à Casa do Impacto.
Ana Vitória Azevedo, administradora da Misericórdia de Lisboa, abriu a conferência destacando que a reabilitação da Mitra foi pensada para “criar um conjunto de valências suportadas na inovação e no empreendedorismo, que pretendem facilitar e apoiar as pessoas com mais dificuldades de integração na sociedade”.
Nesse sentido, salvaguardou ainda que “o espaço vai acolher projetos de natureza social, económica, ambiental e de empreendedorismo, a par de espaços comunitários”.
Com um investimento a rondar os 10 milhões de euros, o projeto Lisboa Social Mitra vai fazer nascer uma creche, uma academia de formação dedicada à economia social, uma quinta comunitária, um espaço aberto à comunidade com um jardim de lazer, para além de novos espaços de trabalho dedicados ao empreendedorismo social (com a mudança da Casa do Impacto do Convento de São Pedro de Alcântara para o Palácio da Mitra) e da reabilitação da atual Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) já existente no local.
Ana Vitória Azevedo salientou, ainda, que a Santa Casa “tem vindo a desenvolver, nos últimos anos, um conjunto de projetos com conceitos alternativos de habitação para os mais velhos e para os mais novos”, frisando que o Centro Intergeracional Ferreira Borges, que será inaugurado a 14 de maio é “o exemplo perfeito desta política”.
A par desta nova valência, a Misericórdia de Lisboa está também a desenvolver projetos que vão colocar no mercado de arrendamento um número significativo de frações habitacionais, que “permitem num mesmo edifício coexistirem e interagirem diferentes faixas etárias”, destacou a administradora na sua intervenção. Alguns exemplos desta atuação da instituição são o prédio existente na Rua Jau (obra concluída), o projeto de edifícios para arrendamento na Av. das Forças Armadas e o espaço na Rua Sousa Martins (ainda em fase de obra).
No final da manhã desta quarta-feira, 13 de maio, houve ainda lugar a uma Mesa Redonda, moderada por Sofia Alçada, diretora do Impulso Positivo, onde participaram Helena Lucas, diretora do Departamento de Gestão Imobiliária e Património da Misericórdia de Lisboa; Ricardo Sousa, da Century 21; Aline Guerreiro, CEO do Portal Construção Sustentável; Ana Sepúlveda, CEO da 40+Lab; Sandra Marques Pereira, socióloga, e Rui Alves e Teresa Rodeia, da RA+TR Arquitetos.
Na sua intervenção, Helena Lucas sublinhou que a Santa Casa “desenvolve uma ampla e diversificada intervenção na reabilitação do seu património”, salientando que “é necessário que todo o nosso edificado esteja preparado, tanto para ser utilizado por mais novos, como por mais velhos”. “Todos os projetos que temos em curso promovem a intergeracionalidade. Acreditamos que esta componente é fundamental para uma habitação inclusiva e acessível”, concluiu a responsável.
A Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa é uma iniciativa da revista Vida Imobiliária e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, das Ordens Profissionais e principais associações do setor.
Simultaneamente aos debates principais que decorreram, ao longo dos três dias desta iniciativa, tiveram também lugar um conjunto de sessões paralelas, organizadas por várias entidades e empresas como o LNEC, a Confidencial Imobiliário, o LiderA, o Revigrés e o Portal da Construção Sustentável.
Num ano marcado pela pandemia, em que os profissionais de saúde estiveram na linha da frente do combate à Covid-19, o Dia Internacional do Enfermeiro – celebrado a 12 de maio – ganha um significado redobrado. Mais do que assinalar a efeméride, este dia é uma homenagem à coragem, sacrifício pessoal e espírito de resiliência destes profissionais, os verdadeiros heróis num cenário difícil e imprevisto para todos nós.
A saúde é uma das principais áreas de atuação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que, ao longo dos anos, tem vindo a constituir respostas em áreas como saúde mental, cuidados continuados e lares, saúde oral, saúde de proximidade e medicina de reabilitação, além de preparar os profissionais do futuro, através da Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
Os enfermeiros da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa cuidam, diariamente, da saúde dos que mais precisam. Em tempo de pandemia, foram a esperança e o conforto dos que necessitaram de cuidados de saúde. A Misericórdia de Lisboa associa-se às comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro, reforçando o compromisso de gratidão a todos os enfermeiros, especialmente aos que trabalham na instituição.
Não há palavras para expressar a gratidão que temos para aqueles que cuidam a tempo inteiro. A todos os enfermeiros que trabalham na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, obrigado!
A génese da efeméride
O Dia Internacional do Enfermeiro celebra-se a 12 de maio. Foi criado pelo Conselho Internacional dos Enfermeiros e a data escolhida remete para o aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.
Florence Nightingale nasceu em Florença no dia 12 de maio de 1820. As visitas constantes que fazia com sua mãe a doentes foram decisivas na escolha de Florence pelo curso de enfermagem. Florence estudou, publicou estudos comparativos e foi convidada para superintendente de enfermeiras voluntárias na Guerra da Cimeira, em 1853. Nessa altura, as inovações trazidas por ela à enfermagem resultavam na diminuição de mortes de 42,2% para 2,2%. A sua dedicação rendeu-lhe a condecoração da Cruz Vermelha Real em 1883.
A distinção atribuída às Unidades de Retaguarda para idosos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi recebida por Tiago Nascimento, enfermeiro da instituição, na cerimónia realizada esta segunda-feira, 10 de maio, a propósito do Dia nacional da Segurança Social (assinalado a 8 de maio).
O galardão é o reconhecimento do contributo prestado pela instituição na concretização dos valores da solidariedade social, em resposta à pandemia da Covid-19. Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, marcou presença na cerimónia.
Os 14 profissionais homenageados representam diferentes áreas de resposta à pandemia da Covid-19 e, sobretudo, a importância do estado social e do sistema de proteção social.
Na sua intervenção, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, considerou que este é um gesto simbólico de reconhecimento de “todo o trabalho que, no último ano, fizeram ao serviço dos outros”.
A cerimónia, que ocorreu no âmbito da celebração do Dia nacional da Segurança Social, assinalado dois dias antes (a 8 de maio), pretendeu distinguir simbolicamente um conjunto de profissionais e de instituições parceiras.
Unidades de Retaguarda
As Unidades de Retaguarda para Idosos, criadas em março de 2020, para alojamento de pessoas em isolamento profilático e/ou em situação de infeção confirmada de SARS-CoV-2, são um projeto pioneiro da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que teve como objetivo dar uma resposta emergente às necessidades colocadas pela pandemia, especialmente no que concerne às pessoas integradas em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas da cidade de Lisboa. Trata-se de uma operação articulada entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Instituto de Segurança Social, e a Administração Regional de Saúde Lisboa e Vale do Tejo.
Ao longo do último ano estiveram em funcionamento três Unidades de Retaguarda para Idosos em equipamentos da Misericórdia de Lisboa: no Centro de Desenvolvimento Comunitário da Charneca, no Hospital de Sant’Ana e no Centro de Dia de Santo Eugénio. No seu conjunto, permitiram cuidar de mais de 200 pessoas oriundas de mais de 20 instituições, com uma média de idades superior a 80 anos, e com um elevado grau de dependência.
Durante dois dias (7 e 8 de maio), a cidade do Porto foi o coração da Europa. 24 dos 27 líderes dos Estados-membros estiveram reunidos na Cimeira Social do Porto, o evento que foi o ponto alto dos seis meses da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) e que permitiu definir a agenda social europeia para a próxima década. A Misericórdia de Lisboa, através do provedor Edmundo Martinho, foi uma das entidades representadas na reunião. O encontro que decorreu na Alfândega do Porto foi também uma oportunidade para a UE reforçar o diálogo com os parceiros sociais e com os cidadãos.
Depois da proclamação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, a União Europeia quer passar à ação. Na Cimeira Social do Porto, os líderes europeus reforçaram o compromisso com a implementação do Plano de Ação apresentado pela Comissão Europeia, em março deste ano. O documento estabelece três metas principais a atingir até 2030: taxa de emprego de pelo menos 78% na União Europeia; pelo menos 60% dos adultos devem participar anualmente em formação; redução do número de pessoas em risco de exclusão social ou de pobreza em pelo menos 15 milhões de pessoas, entre as quais cinco milhões de crianças.
Em 2020, a Comissão Europeia recolheu sugestões de várias entidades públicas e privadas, que ajudaram na elaboração do Plano de Ação para a concretização dos 20 princípios enunciados no Pilar Europeu dos Direitos Sociais. A Misericórdia de Lisboa foi uma das entidades nacionais que participou na referida consulta pública, através de uma sessão dedicada às pessoas idosas, que decorreu no dia 29 de outubro de 2020. As opiniões dos utentes seniores da Santa Casa foram contributos fundamentais para que o plano de ação, apresentado pela Comissão Europeia e discutido pelos líderes europeus na Cimeira do Porto, contemplasse políticas que reforcem o bem-estar desta franja da população, promovendo uma Europa mais justa e mais social.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é patrocinadora oficial da primeira edição da Nutrition Science Student Conference (N2S), uma iniciativa que pretende inspirar a nova geração de profissionais da área da saúde a contemplarem as ciências da nutrição na sua atividade diária. O congresso científico que decorre entre os dias 7 e 9 de maio, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, é organizado pela associação de estudantes daquela universidade e por estudantes da licenciatura em Ciências da Nutrição e do mestrado integrado em Medicina.
O programa da conferência reparte-se entre o online, via Zoom, e o presencial. O primeiro dia (7 de maio) do evento conta com nove workshops, que vão desde a “Alimentação Vegetariana”, passando pelas “Técnicas de Marketing Aplicadas à Nutrição Clínica”, até ao “Zero Desperdício Alimentar”. Os dias 8 e 9 de maio serão dedicados a vários webinars conduzidos por profissionais das ciências da nutrição, onde se discutirá, entre muito outros temas, o futuro da alimentação.
A N2S é dirigida a todos os estudantes universitários e profissionais da área das ciências da vida e da saúde. A organização prevê que pelas sessões virtuais e presenciais passem cerca de 200 participantes, 22 oradores e nove formadores, onde se incluem nutricionistas de renome nacional.
O apoio à educação e formação são áreas centrais da atuação da Misericórdia de Lisboa. Esse trabalho tem-se expandido para novos públicos e novos contextos, procurando, através da educação, contribuir para a promoção da qualidade de vida da população.