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Santa Casa e Fundação Benfica unidos contra o absentismo e abandono escolar

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Fundação Benfica celebraram na última sexta-feira, 9 de dezembro, um novo protocolo de colaboração que pressupõe a continuidade da parceria estabelecida em múltiplos projetos sociais. A cerimónia aconteceu no Estádio da Luz e contou com a presença de Sérgio Cintra, administrador de Ação Social da Santa Casa, de Rui Costa, presidente do Sport Lisboa e Benfica e de Carlos Moia, presidente da Fundação Benfica.

Entre os vários projetos inseridos nesta renovação de parceria destaca-se o “Para ti Se não faltares!”, que se desenvolve no Agrupamento de Escolas de Benfica. Trata-se de um projeto de combate ao absentismo e abandono escolar que, através do presente protocolo, permite a dinamização de sessões regulares, atribuição de prémios e participação em diversas experiências, em função dos seus resultados, para mais de 60 alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos. Este grupo de crianças e jovens junta-se, desta forma, a um conjunto mais vasto de alunos do “Para ti Se não faltares!” de diferentes territórios do país, num total de mais de 350 alunos.

Ainda inserido neste protocolo, estão outros projetos e iniciativas, cujos objetivos comuns entre a Misericórdia de Lisboa e a Fundação Benfica conduzem a um trabalho conjunto de ambas as instituições, com destaque, para o “Walking Football”, através do qual utentes da Santa Casa participam em equipas do projeto de envelhecimento ativo da Fundação Benfica, para o projeto KidFun – Educação para Valores, que visa apoiar a escola e a família na educação das crianças, ao nível do saber ser, motivando-as à descoberta e aprofundamento dos valores fundamentais de conduta e da vida em sociedade.

O desporto adaptado também não foi esquecido nesta parceria e as duas entidades comprometeram-se a desenvolver várias iniciativas, junto de crianças e jovens com deficiência de maneira a integrá-las na sociedade através do desporto, proporcionando-lhes experiências enriquecedoras e motivadoras, tendo em vista o seu desenvolvimento pessoal e social.

Durante a sua intervenção Sérgio Cintra afirmou que “sempre foi uma ambição nossa (SCML) voltar a ter protocolo com a Fundação Benfica”, considerando que a “capacidade que a Fundação tem em cada um dos territórios de ser um elemento de orgulho e simultaneamente de responsabilidade para as crianças e para as famílias é absolutamente extraordinário”.

“Mais importante do que ajudarmos a fazer campeões é ajudarmos a fazer homens com responsabilidade, com todos os valores associados à ética desportiva, à Fundação Benfica e à intervenção da Santa Casa da Misericórdia na cidade de Lisboa”, frisou o administrador.

Já Carlos Moia assinalou a importância de as duas entidades terem retomado “uma parceria de há longo tempo”, que, “infelizmente, tinha sido interrompida”, frisando que a Fundação Benfica “pode ser fundamental para dar o impulso que todos queremos a estes projetos”.

Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, onde as pequenas batalhas trazem grandes vitórias

Criado em 1999, o Centro de Mobilidade resultou numa parceria entre o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão (CMRA), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e o projeto Fiat Autonomy, com o objetivo de estudar alternativas para a condução para pessoas com mobilidade reduzida. A possibilidade de conduzir de forma autónoma um veículo automóvel expande ainda mais a liberdade de movimento de pessoas com alguma deficiência motora e facilita deste modo a sua participação enquanto cidadãos. Desde a sua criação, já passaram pelo centro mais de 4000 utentes.

“O primeiro simulador consistia num modelo da Fiat. Permitia a realização de diversos testes para avaliação da força muscular de cada membro, da destreza manual nas manobras de volante, e ainda permitia avaliar a coordenação oculomotora, realizar um despiste de deficits auditivos e do campo visual, entre outros”, realça Filipa Faria, diretora do serviço de reabilitação do Centro.

A ideia principal deste “simulador” é que quem viu a sua capacidade de conduzir afetada por doença neuromuscular, paraplegia, lesão ou envelhecimento, tenha ou não carta de condução, possa voltar ao volante através de uma avaliação à aptidão para a condução adaptada.

“Avaliamos sobretudo pessoas com incapacidades motoras resultantes de doenças (como o AVC, esclerose múltipla, síndrome de Guillain-Barré, doenças neuromusculares, mielites, neuropatias, entre outras) lesões ou traumatismos (lesões medulares, amputados dos membros ou TCE – Traumatismo Crânio Encefálico, entre outros)”, explica Filipa Faria.

Constituída por dois fisiatras, três terapeutas ocupacionais, um psicólogo e um engenheiro biomédico, a equipa clínica do projeto testa a destreza dos utentes para conduzir, apesar das suas limitações. “Todas podem ser avaliadas no Centro de Mobilidade, mesmo que não tenham carta de condução. Na realidade, a avaliação no Centro de Mobilidade destina-se a indivíduos cuja capacidade de condução foi afetada por doença, lesão ou mesmo envelhecimento ou que tenham tido uma alteração do seu estado funcional que possa afetar a sua capacidade de conduzir de forma segura”, esclarece a diretora.

A avaliação final do utente e a elaboração do relatório tem a duração de cerca de uma a duas horas, se for necessária a avaliação psicotécnica, é agendada essa avaliação e realizado um relatório final. Sempre que existam dúvidas sobre a aptidão psicotécnica é realizada uma avaliação psicológica específica para a condução utilizando a bateria de testes de Viena.

“Testamos força, destreza, coordenação oculomotora, despistamos alterações sensoriais, cognitivas e propomos as adaptações necessárias para a condução. Com o relatório da avaliação no Centro de Mobilidade, os candidatos que não têm ainda carta de condução poderão dirigir-se a uma escola de condução que disponha de veículos adaptados para tirar a carta”, frisa a médica.

Nos últimos anos, são vários os casos de sucesso que já passaram pelo Centro de Mobilidade. Após a avaliação final e depois de realizarem as adaptações necessárias aos veículos, muitos destes doentes, sobretudo paraplégicos, “puderam voltar ao trabalho, levar os filhos à escola, ir ao supermercado e participar de forma independente e ativa na vida familiar e social”, concluiu Filipa Faria.

“Dedicarmo-nos aos outros para sempre”. As histórias de quem vê no voluntariado uma forma de fazer a diferença

Estar ao serviço de uma causa sem esperar nada em troca. Esta será, eventualmente, a frase que melhor define o voluntariado. As histórias contadas pelos voluntários da Santa Casa refletem isso mesmo: um ato de amor que marca significativamente a vida de quem dá e de quem recebe.

Dar, mas também receber, sempre, alguma coisa. É nesta troca que Maria Odete Martins sustenta o seu voluntariado. É assim há cinco anos. “Muitas vezes as pessoas pensam que fazer voluntariado é só dar de nós. Eu dou e recebo sempre alguma coisa. Há uma troca de saberes, muitas vezes sem darmos conta. Sempre fui assim toda a vida”, explica.

O voluntariado de Maria Odete deve-se, em grande medida, à dedicação que sempre teve ao outro. Começou a carreira de professora aos 21 anos. Aposentou-se 38 anos depois. O voluntariado surge dessa necessidade de continuar a dar algo de mim aos outros. “Ser professor é dedicarmo-nos aos outros para sempre. Por isso, o voluntariado é mais uma etapa da minha vida. O voluntariado, a meu ver, está muito próximo do ensino”.

Hoje, Maria Odete prefere dizer que dá continuidade à carreira de professora, mas sem a exigência horária de outrora. O seu voluntariado é uma continuação da vida que teve durante 38 anos, mas sem a azáfama da altura. No Centro Comunitário de Telheiras, tem um grupo de idosos, “mais ou menos dez”, um dia por semana, a quem explica o que viu no Egito, na Grécia, em Itália ou no Uruguai.

Todas as viagens que faz têm uma componente de entretenimento, mas, sobretudo, de pedagogia. O que fazia, antigamente, com os alunos é a mesma coisa que faz agora no Centro Comunitário de Telheiras: elabora um powerpoint com uma reconstituição da visita que efetuou a um determinado país e passa as experiências vividas nesses locais aos outros. “O meu objetivo com o voluntariado é esse: falar para os outros, ensinar as pessoas a conhecerem o mundo”, refere.

Ao receber a distinção pelos cinco anos de voluntariado, Maria Odete diz que não deu pelo tempo passar. “Não penso nisso. Vou fazendo as coisas com gosto e dedicação. Não estou à espera de distinções e reconhecimentos. Mas já passaram cinco anos? Não dei por isso, o que é bom. É sinal de que gosto muito do que faço”.

15 anos de dedicação

Carla Figueira e Pedro Roberto são voluntários como “família amiga” de uma criança, um tipo de voluntariado que já não existe na Santa Casa. Na altura, quando decidiram avançar com este projeto, “Luís” (nome fictício) tinha cinco anos. Hoje, tem 22. Ao longo destes 15 anos de dedicação, o casal proporcionou a “Luís” o ambiente familiar que ele não tinha.

“Ele integrou-se perfeitamente na nossa família. Costumamos dizer que não somos só nós os dois os voluntários, uma vez que toda a família participa neste voluntariado. Apoiamo-lo no que for necessário. Somos amigos”, revela Pedro Roberto.

Na altura, Carla e Pedro ingressaram no voluntariado por vontade da mulher. Foi através de uma colega, que tinha adotado uma criança, que Carla conheceu esta “vertente da Santa Casa” de possibilitar que as famílias possam ter um amigo. A vida que têm vindo a partilhar com “o miúdo muito meigo e querido”, nem sempre foi fácil. Carla fala de “uma aprendizagem constante para todos”.

Tudo vale a pena quando percebem a evolução que “Luís” foi tendo. Ao longo do tempo, o casal foi sentindo que enquanto família tem sido fundamental para a estrutura do jovem. “Nós vemos o desenvolvimento dele. Como estamos com ele desde os cinco anos acompanhámos várias etapas da vida dele: infância, adolescência e jovem-adulto. Tem sido muito gratificante para nós. Ele faz parte da nossa família. Temos mais um membro na família, uma pessoa de quem gostamos, com quem nos preocupamos. Ele tem trazido muitas alegrias”, conta o casal.

Estas são as histórias de Carla, Pedro e Maria Odete, mas podia ser um texto dedicado à história de qualquer um dos mais de 400 voluntários que, desde 1998, têm contribuído para que a Misericórdia de Lisboa consiga cumprir a sua missão de apoiar quem mais precisa.

Carla e Pedro completam 15 anos de voluntariado Santa Casa. Maria Odete Martins conta já com cinco anos de dedicação. Em 2022, são cerca de 30 os voluntários que completam marcos dignos de distinção. A todos eles, muito obrigado.

Quem será o próximo vencedor do Prémio New Talent?

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a revista New in Town (NiT) e a TVI juntam-se, pelo quarto ano consecutivo, para promover a iniciativa que pretende premiar o próximo jovem talento de Portugal, com uma bolsa de 10 mil euros. O vencedor poderá desenvolver um projeto profissional ao longo do próximo ano.

Depois de uma pré-seleção, realizada pela NiT, de 27 jovens talentos, com menos de 27 anos, que mais se têm destacado nas áreas da cultura e do lifestyle em Portugal, é chegada a hora de o público votar e decidir quem merece vencer a edição de 2022 do concurso New Talent.

Para escolher o finalista favorito basta aceder ao site do projeto New Talent, selecionar o nome do candidato, fazer o login e votar. Cada leitor pode votar uma única vez. A votação online arrancou na passada sexta-feira, 2 de dezembro, e termina no dia 16 deste mês. O vencedor será revelado no dia 17 de dezembro.

Os dez finalistas foram selecionados por um painel composto por três jurados: um representante da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, um representante da MadMen e um representante da Media Capital.

Os finalistas da edição de 2022

Conheça os trabalhos dos dez finalistas da 4ª edição do Prémio New Talent e vote no seu favorito.

Also, 22 e 26 anos, Lisboa | Músicos

Sofia Miguel Castro, 22 anos, Oliveira de Azeméis | Atriz

Luís Gala, 25 anos, Lisboa | Fotógrafo

Rita Comedida, 25 anos, Lisboa | Revisora de conteúdos

João Lima, 27 anos, Lisboa | Ator

Marianne Harlé , 24 anos, Lisboa | Realizadora e Artista visual

Artur Castro, 20 anos, Bragança | Estudante

Molly 98, 24 anos, Caldas da Rainha | Designer de moda e estilista

FK, 24 anos, Lisboa | Designer de multimédia

Ana Magalhães, 26 anos, Porto | Chef de cozinha

Combater desigualdades através do desporto

Desde 2014 que os Jogos Santa Casa são o patrocinador principal do Comité Paralímpico de Portugal. A relação da marca com o desporto para pessoas com deficiência reflete-se, atualmente, no apoio a 12 seleções nacionais de desporto adaptado.

Na matriz da instituição está inscrito o combate às desigualdades e o desporto não foge à regra. Seja através do patrocínio de competições de desporto adaptado, ou no apoio às carreiras duais dos atletas paralímpicos, o objetivo é assegurar que ninguém fique impedido de alcançar os objetivos a que se propõe por ser portador de deficiência.

Maria João Matos, diretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa, lembra que “o contributo que cada um faz para a sociedade é sempre diferente consoante o tipo de vida que temos, a nossa experiência e a forma como a vivemos – e ter uma deficiência não deve ser um obstáculo ou uma dificuldade para se contribuir de forma válida para a sociedade, muito pelo contrário, eventualmente é a sociedade que está cheia de ‘obstáculos’ para pessoas com tipos diferentes de necessidades”.

A responsável pela comunicação da instituição dá o exemplo do programa IMPULSO Jogos Santa Casa, que anualmente atribui bolsas de educação a atletas paralímpicos, surdolímpicos e também olímpicos (decorrente da parceria com o Comité Olímpico de Portugal), como mais um dos mecanismos para garantir que as pessoas com deficiência também consigam conciliar a prática desportiva com a sua formação profissional.

Debate “Veste a Bandeira pelas pessoas com deficiência”

Na véspera do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, assinalada a 3 de dezembro, a Federação Portuguesa de Futebol celebra a efeméride com a realização do debate “Veste a Bandeira pelas pessoas com deficiência”. Como patrocinadores desta federação, os Jogos Santa Casa associam-se a este momento, que conta com a participação de atletas e treinadores, entre outros elementos ligados ao desporto adaptado. O evento tem início às 17 horas, desta sexta-feira, 2 de dezembro, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

O debate será moderado por Catarina Oliveira, produtora de conteúdos e responsável pela “Espécie rara sobre rodas”, e tem por objetivo promover a discussão em torno do desporto e deficiência. O evento terá a presença de elementos da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, Associação Salvador, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Acesslab e do Comité Paralímpico de Portugal.

E quando o desporto acaba, o que fazer?

São 25 jovens, antigos atletas olímpicos e paralímpicos, que em muitos destes casos ganharam várias medalhas olímpicas e diversos títulos de prestígio no desporto de alta competição. Eles são os recém formados do curso de Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócio, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), que terminou esta terça-feira, 29 de novembro, com a entrega dos respetivos diplomas de conclusão do curso.

A formação, que resulta de uma parceria entre o ISEG e a Associação dos Atletas Olímpicos de Portugal (AAOP), com o apoio dos Jogos Santa Casa e da Fundação AGEAS, contou com vários ex-atletas entre os alunos da primeira edição. Um deles é Tiago Venâncio, antigo atleta de alto rendimento de natação tendo representado o país em três olimpíadas (Londres 2012, Pequim 2008 e Atenas 2004), que viu neste curso a oportunidade “de aprofundar e explorar algumas ideias de negócio”.

“Estou a pensar lançar uma empresa de gestão de carreira de atletas de modalidades e durante o curso tive a oportunidade de questionar algumas das dúvidas que tinha, entre as quais a mais importante, de perceber como é que uma ideia pode ser um negócio e, de preferência, rentável”, frisou o antigo atleta.

O curso, que teve a duração de três meses, começou no final de setembro. Explorou algumas das ideias de negócio dos formandos e capacitou estes antigos atletas para o mundo atual da gestão de negócios, explorando não só o mercado nacional, mas incluindo nos módulos de formação alguns exemplos de sucesso de empresas internacionais.

“Aqui tivemos contacto com pessoas que já abriram empresas, umas que cresceram outras que ficaram pelo caminho, mas que nos deram um feedback tremendo e que permite-nos ultrapassar algumas das etapas, até porque aprendemos e crescemos muito mais com os insucessos, do que com os sucessos”, comenta o filho da antiga glória do futebol do Sporting, Pedro Venâncio.

Outra das atletas que frequentou este curso foi Yahima Ramirez, antiga bolseira do agora designado programa IMPULSO Jogos Santa Casa, que disse sentir-se “orgulhosa” por concluir esta primeira edição do curso.

“Este curso foi muito importante, porque até agora eu só me via como atleta, não tinha a mínima noção do que poderia fazer daqui para a frente, e este curso deu-me outra perspetiva para o meu futuro e uma descarga de novas ideias na minha mente”, afirmou a judoca luso-cubana.

Yahmina, que está na transição do pós competição, alerta ainda para a importância de os atletas que estão no ativo a começarem a pensar desde já “numa alternativa profissional para quando o desporto de alta competição terminar”.

Luís Alves Monteiro, presidente da Associação de Atletas Olímpicos de Portugal (AAOP), que propôs esta parceria, admitiu que este projeto “é um casamento perfeito entre a associação e todos os nossos parceiros”.

“O curso acontece no seguimento da nossa estratégia de trabalharmos para os atletas, pelos atletas e para a sociedade. Nós queremos quebrar o paradigma e fazer com que estes atletas tenham um papel interventivo na sociedade”, salienta o presidente do AAOP, considerando ainda que “os atletas de alta competição são pessoas com bastante capacidade e dedicam-se aos estudos com a mesma dedicação e comprometimento que se dedicaram ao desporto”.

Torneio de efootball celebra jogo de Portugal frente ao Uruguai

O evento do passado dia 28 de novembro que juntou os participantes no torneio “Portugal Challenge by Jogos Santa Casa”, atletas de seleções nacionais de outras modalidades, algumas caras mais conhecidas do grande público e ainda de jovens de casas de autonomia da Misericórdia de Lisboa, ficou marcado por dois momentos distintos: um primeiro de entretenimento e competição saudável, que culminou com a atribuição de um troféu à dupla vencedora do torneio, e um segundo que juntou o grupo para assistir ao jogo de Portugal no Mundial, numa iniciativa de apoio à Seleção Nacional.

Os Jogos Santa Casa estão associados à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) desde 2012, uma parceria assente no apoio às Seleções e às competições das modalidades desenvolvidas pela FPF. O efootball é mais um projeto da Federação, que tem associado a si uma das grandes propriedades do futebol, a Seleção Nacional de Futebol Virtual, por si só um ativo de enorme foco para o público em geral e que, nesta modalidade, foi distinguida recentemente com o 1ª lugar no ranking da FIFA.

Torneio efootballFotografia: Federação Portuguesa de Futebol

“No âmbito do patrocínio à FPF, chegou agora a vez de potenciar esta parceria numa área ainda não muito conhecida. Esta foi a razão pela qual decidimos juntar, na Cidade do Futebol, atletas das várias seleções patrocinadas pelos Jogos Santa Casa e atletas profissionais de efootball para disputarem um torneio de futebol virtual. Paralelamente, convidámos também os jovens de várias casas de autonomia da nossa instituição para um primeiro contacto com o jogo virtual e para, de seguida, assistirem à partida entre Portugal e Uruguai, num ambiente festivo, de inclusão e de partilha. Porque tudo isto é futebol e tudo isto são Boas Causas”, destacou Maria João Matos, diretora da Direção de Comunicação e Marcas da Santa Casa.

Fundo Rainha D. Leonor apoia reabilitação do lar de São José da Misericórdia de Montargil

O projeto de requalificação, agora concluído, contemplou a adaptação dos quartos, em formato de camarata, para quartos triplos no r/chão do equipamento e no primeiro andar da Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) foram adaptados os espaços para quartos duplos.

No rés do chão foram criados quatro quartos triplos, para 11 utentes. No andar superior foram intervencionados onze quartos, que vão apoiar 22 pessoas. As acomodações contam agora com casas de banho adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida.

Nesta intervenção foi também introduzida uma rede de segurança contra incêndios, em cada um dos pisos.

Além de proporcionar uma significativa melhoria da qualidade de vida dos utentes, a obra possibilitou igualmente incrementar a qualidade dos serviços prestados, oferecendo melhores condições de conforto e bem-estar a estes idosos.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o país, no princípio da autonomia cooperante.

Desafios do processo tutelar nas crianças em debate

Organizado pela Misericórdia de Lisboa, através da Unidade de Supervisão e Qualificação de Assessoria ao Tribunal (USQAT), o seminário: “A Criança no Processo Tutelar Cível”, contou com a participação de diversas individualidades e especialistas da área, que partilharam com o público as suas experiências, conhecimentos e visões sobre esta temática.

A abertura do evento foi conduzida pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Edmundo Martinho deu nota de que “este seminário resulta de um processo de aprendizagem da instituição, por força do protocolo assumido com a Segurança Social neste âmbito. Temos vindo a assumir responsabilidades crescentes na grande Lisboa. Tem sido um processo progressivo de instalação de equipas especializadas, de adequação de competências, mas considero que temos respondido às expetativas depositadas em nós”, realçou ainda o responsável da instituição.

Edmundo Martinho relembrou que “todos os intervenientes neste processo devem ter sempre em mente o superior interesse da criança”, considerando que “a responsabilidade principal da Santa Casa é a de contribuir, de uma forma correta e responsável, para uma decisão nos tribunais que respeite os direitos dos pais e crianças”.

Este seminário dá continuidade ao trabalho efetuado pela Misericórdia de Lisboa, que assumiu, em 2019, na sequência de um protocolo de cooperação celebrado com o Instituto de Segurança Social, a intervenção em matéria de infância e juventude, nomeadamente a assessoria técnica aos tribunais no território da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos III (NUT III), que agrega os concelhos da Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira.

Para Teresa Cadavez, diretora desta unidade orgânica da Santa Casa e moderadora da mesa redonda “Caminhos possíveis para as situações complexas”, realizada no âmbito do seminário, esta iniciativa representa uma oportunidade “única” de “reflexão profunda no processo de audição judicial das crianças e ainda sobre as possíveis respostas às situações mais complexas de rutura familiar”. “É nesta reflexão conjunta, entre pessoas de diferentes saberes e com intervenção também diversificada no âmbito de processos tutelares cíveis, que conseguimos encontrar novas e melhores formas de intervir e de responder às necessidades das crianças”, destaca a especialista.

Na mesa redonda participaram, ainda, Lídia Gamboa, Juíza de Direito, Rui Alves Pereira, advogado, Francisco Gonçalves Ferreira, psicoterapeuta e terapeuta familiar, Pedro Morais Martins, mediador familiar, e Telma Marques, psicóloga.

O seminário contou, também, com as intervenções de Rui Godinho, diretor de Infância, Juventude e Família da Santa Casa, Maria Oliveira Mendes, Procuradora da República e docente do Centro de Estudos Judiciários, Rita Severino, técnica da USQAT, Ana Trindade, Procuradora da República do Juízo de Família e Menores de Lisboa, Pedro Raposo Figueiredo, magistrado de Direito e docente do Centro de Estudos Judiciários, e Dora Pereira, professora da Faculdade de Artes e Humanidades, da Universidade da Madeira.

De realçar que, em três anos de funcionamento da USQAT, esta equipa recebeu 2476 solicitações judiciais, acompanhou 841 crianças em audição judicial, realizou 366 audições técnicas especializadas e acompanhou 26 supervisões de convívio e 68 execuções de regime estabelecidos.

 

Sobre o processo tutelar cível

As providências tutelares cíveis são os processos judiciais em que se discutem e resolvem questões relativas à criança, com exceção das emergentes, das situações de perigo para a criança (processos de promoção e proteção) e das resultantes da prática pela criança/jovem de facto qualificado como crime (processo tutelar educativo).

De entre as providências tutelares cíveis que se encontram definidas e reguladas pelo Regime Geral do Processo Tutelar Cível, a equipa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apenas intervém na regulação do exercício das responsabilidades parentais, na fixação de alimentos devidos à criança e ao filho maior, na entrega judicial da criança, na inibição (total ou parcial) e no estabelecimento de limitações ao exercício das responsabilidades parentais, na instauração da tutela e da administração de bens, bem como na regulação dos convívios da criança com os irmãos e ascendentes.

Administrador da Santa Casa distinguido pela PSP

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi homenageado pela PSP, pelo “seu percurso profissional e a sua dádiva à causa da segurança pública”. A distinção aconteceu na passada quarta-feira, 16 de novembro, durante as comemorações do aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS), no Cineteatro Dom João V, na Amadora.

Neste contexto, entendeu o COMETLIS enaltecer a postura do administrador da instituição ao longo dos últimos anos, reconhecendo “como fundamental e distinta”, destacando em particular o trabalho que a área da ação social da Santa Casa tem vindo a realizar na “aproximação à sociedade civil mais desfavorecida”.

Um dos exemplos frisados pelo COMETLIS é o projeto RADAR, do qual a PSP é parceira e onde assume um papel preponderante na identificação e acompanhamento da população +65, na cidade de Lisboa.

Distinção

Fotografia: Núcleo de Imprensa e Relações Públicas da Polícia de Segurança Pública

PSP e Santa Casa. Uma relação de parceria em prol do bem-estar da população 65+

A Polícia de Segurança Pública é parceira do projeto RADAR desde a sua criação, em 2019.

De recordar que, em dezembro de 2021, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Polícia de Segurança Pública renovaram um protocolo que reforça o compromisso das duas instituições no apoio, identificação e acompanhamento da população com mais de 65 anos, na cidade de Lisboa.

Uma parceria que, no entender de Sérgio Cintra, é “essencial para o sucesso do RADAR”, na medida em que “as pessoas que necessitam de apoio sentem-se mais confortáveis quando este é dado pelos ‘anjos’ vestidos de azul”.

O RADAR é um projeto pioneiro em Lisboa, liderado pela Santa Casa, que tem como objetivo identificar a população com mais de 65 anos, em situação de isolamento na cidade. Conta com o apoio da PSP, da Câmara Municipal de Lisboa e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, entre outros, e está integrado no programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades”.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas