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Acolher uma criança é dar e receber amor

“Dar é receber”. Esta é uma das mensagens transmitidas na nova campanha do LX Acolhe, da Misericórdia de Lisboa. São três palavras que traduzem na perfeição o objetivo que fez Vera e Paulo, Marta e Sérgio embarcar na missão de acolher uma criança: dar amor, mas também recebê-lo. Só assim, com a ajuda de famílias que tenham muito afeto para dar e receber, é que o acolhimento familiar da Santa Casa consegue promover os direitos das crianças, proporcionando-lhes um ambiente familiar, indispensável ao seu bem-estar físico e emocional.

Receber uma criança é dar-lhe o afeto, segurança e a confiança essenciais ao seu desenvolvimento. É fazer a diferença. O acolhimento familiar é uma solução temporária, mas essencial para defender crianças em perigo. Nos casos em que é necessário encontrar uma alternativa à sua família, o acolhimento familiar constitui-se como medida prioritária de colocação de uma criança, decorrendo até que a família da criança desenvolva condições para dela voltar a cuidar ou, caso tal não se revele viável, se identifique outro contexto familiar com caráter permanente.

Vera e Paulo sabiam do caráter transitório e temporário que o acolhimento familiar implica. Hoje, o Luís (nome fictício) já não corre pelos corredores da casa deste casal, uma vez que regressou para a família de origem. Na memória de Luís, a Vera e o Paulo ficarão sempre como duas pessoas que foram fundamentais num período difícil daquela criança. Para o resto da vida, Vera e Paulo recordarão sempre aquela criança com o carinho e amor que ela merece.

“Sem dúvida que pondo tudo na balança, a parte positiva, a parte boa, ganha sempre. Ele percebe qual foi a nossa missão naquele espaço de tempo. E isso não tem valor. Ele percebe que a Vera e o Paulo são amigos”, confessa o casal.

Desde 2006 que Portugal tem vindo a assistir a uma diminuição do total das famílias de acolhimento existentes, fruto da ausência de investimento político na sensibilização da comunidade para uma cultura de exercício de cidadania e de corresponsabilização de todos na proteção da infância, o que permitiria a renovação do universo de famílias de acolhimento.

Em 2018, existiam cerca de 150 famílias de acolhimento em todo o país. Só no distrito de Lisboa, 1250 crianças estavam à procura de uma família de acolhimento. Em 2020, esta tendência inverteu-se. Para tal terá contribuído o lançamento pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa da campanha de sensibilização da comunidade e captação de candidatos a famílias de acolhimento, em novembro de 2019. Em dois anos, o Programa LX Acolhe reuniu quase 70 famílias que acolheram já mais de 80 crianças.

 

Um “amor à camisola”. Dia Internacional do Enfermeiro

No dia em que se comemora o Dia Internacional do Enfermeiro, 12 de maio, celebramos não só estes profissionais de saúde, mas também o esforço, dedicação e abnegação que esta classe profissional teve e tem tido, sobretudo, nos últimos dois anos.

Os últimos tempos têm sido muito desafiantes para os enfermeiros, muitos dos quais se viram deslocados das suas famílias, levados ao limite e a uma exaustão física e psicológica sem precedentes. Numa altura de incerteza no universo desta profissão é necessário reconstruir alicerces e olhar para o que foi concretizado até agora, de forma a garantir a construção de um futuro melhor e mais sustentável para os que asseguram os melhores cuidados de saúde a quem mais precisa dos mesmos.

Um dos rostos mais conhecidos da enfermagem na instituição é Manuela Marques. Enfermeira diretora da Saúde Santa Casa, desde 2016, recorda os tempos complicados que estes profissionais viveram durante a pandemia de Covid-19, frisando que “é fundamental reconhecer o esforço e dedicação dos nossos enfermeiros”, considerando ainda que “foram uns verdadeiros heróis”.
Enfermeira há mais de 40 anos, Manuela Marques ingressou pela primeira vez na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 1981. Desses tempos relembra com saudade a relação de amizade e companheirismo que existia entre todos os profissionais.

Depois de uma carreira dedicada aos cuidados de saúde, onde teve oportunidade de passar por várias instituições públicas, chegando a integrar projetos inovadores, como foi o caso do Serviço de Planeamento Familiar no Complexo de São Roque, nos anos 80, Manuela Marques assume que nunca deixou de “pensar como uma enfermeira” e que os vários cargos que exerceu, ao longo da sua vida profissional, fizeram com que olhasse para a classe “com mais orgulho e respeito”.

“Este percurso bastante insólito e muito atípico numa enfermeira, resultou sempre de desafios que se interligavam e que me faziam todo o sentido. Arrisco até dizer, que nunca esquecendo que era enfermeira, muito aprendi e capitalizei para o meu crescimento pessoal e profissional, sem nunca esquecer o início de tudo, a enfermagem”, recorda com emoção, a antiga diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho.

Como um marco importante da sua carreira, Manuela Marques não tem dúvidas em apontar a crise pandémica como um dos maiores desafios da sua vida profissional. Foi logo no início de 2020, sem qualquer aviso prévio, que a área da saúde enfrentou uma das suas maiores crises das últimas décadas. Ninguém se encontrava preparado para o maior e mais desafiante acontecimento que marcaria o Ano Internacional do Enfermeiro.

Enfermeira

Enquanto o mundo parava, os enfermeiros, “heróis sem capa”, iam ao encontro do desconhecido, pondo em risco, na maioria das vezes, a sua própria saúde.

“Ninguém estava preparado para o que aí vinha, com o Covid-19. Olhando para trás, só posso mostrar gratidão e um reconhecimento especial pelo valente trabalho que todos os colegas enfermeiros tiveram, durante estes dois últimos anos. Foram de uma solidariedade extrema, conseguiram ultrapassar medos e receios e foram para esta batalha com um espírito de missão que é de louvar”, conta a enfermeira.

Visivelmente emocionada, Manuela Marques, recorda com carinho algumas das histórias que os enfermeiros da Santa Casa experienciaram durante a pandemia, realçando que “os enfermeiros e muitos profissionais de saúde têm amor à camisola”.

 

Fundo Rainha D. Leonor apoia ampliação da Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia de Santiago do Cacém

A inauguração da ampliação da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém (SCMSC) realizou-se na passada terça-feira, 10 de maio, naquela localidade. A cerimónia contou com as presenças de Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, de Inez Dentinho, membro do Conselho de Gestão do FRDL, Jorge Nunes, provedor da Misericórdia de Santiago do Cacém, e demais entidades locais.

Tratou-se de uma candidatura para a ‘última pedra’ da ampliação desta Unidade de Cuidados Continuados. A obra resulta um aumento de capacidade de seis camas (passa de 25 para 31 utentes), sem a necessidade de criação de novos postos de trabalho. Um aspeto essencial para uma maior sustentabilidade não só desta valência, como da própria misericórdia local.

Com o acréscimo de uma ala no edifício do antigo hospital da Misericórdia de Santiago do Cacém, verifica-se agora uma maior integração arquitetónica naquele que é um símbolo para a população de Santiago do Cacém. Na memória da população local, o antigo hospital representa a primeira frente de apoio à saúde local, um símbolo que reforça o valor da “marca” misericórdia.

A Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém foi fundada em 1499, e desde então que é uma reconhecida associação de apoio social de grande importância no concelho. Segundo a própria entidade, trata-se de “uma associação pública de fiéis, constituída na Ordem Jurídica Canónica, com o objetivo de satisfazer carências sociais e praticar atos de culto católico, de harmonia com os princípios da doutrina e morais cristãs”.

Nascido de um acordo de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, assinado a 23 de abril de 2014, o Fundo Rainha Dona Leonor vem dar apoio a causas sociais prioritárias das misericórdias de todo o país, cumprindo, deste modo, a vontade da instituição em intervir além das fronteiras da capital.

“A falta de visão nunca foi um obstáculo”. Como o Programa IMPULSO permite que Tomás continue a sonhar

O mundo de Tomás Delfim está-lhe nas mãos. É com elas que escreve sobre a forma como vê o tudo em seu redor, ou com que marca golos no goalball, uma modalidade desportiva adaptada. Aprendeu que o tato e a audição seriam armas importantes para fazer frente às adversidades. Tomás Delfim nasceu com uma má formação do nervo ótico no olho direito, que lhe causou um descolamento na retina. Aos quatro anos, acabaria por ficar sem visão depois de um retinoblastoma no olho esquerdo.

Hoje, não consegue lembrar-se detalhadamente de uma cara. A imagem que tem daqueles que o rodearam até aos quatro anos de idade vai-se perdendo. A visão, apesar de efémera, deu-lhe bases para conseguir imaginar. O pouco tempo que viu ajuda-o a orientar-se no tempo e no espaço. Tomás resgata memórias que lhe permitem sonhar: “Tenho imagens, cores e, basicamente, o que aparece nos meus sonhos é uma imaginação do que acho que são as coisas, juntando com aquilo que sei”, confessa.

Simpósio Interações deu origem a um eBook repleto de ideias e recomendações para uma sociedade para todas as idades

Em 2021, durante a pandemia de Covid-19, a Misericórdia de Lisboa conseguiu encurtar a distância que se impunha na altura. A 3ª edição do Simpósio Interações, que decorreu entre janeiro e maio de 2021, foi organizada em 18 sessões temáticas online, todas dedicadas ao debate em torno dos desafios da construção de uma sociedade para todas as idades. Como referiu o administrador da Ação Social da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra, organizar o Interações durante a pandemia “foi um desafio, mas simultaneamente um privilégio por termos conseguido realizar um conjunto de sessões tão importantes”.

Um ano depois, os conhecimentos e as perspetivas dos 85 palestrantes que passaram pelas sessões do Interações estão sistematizadas num eBook, que foi apresentado ontem, 9 de abril, no Fórum Lisboa. Em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e sob a iniciativa do programa Lisboa Cidade de Todas as Idades, o eBook – 3ª Edição do Simpósio Interações permite uma divulgação alargada a todos os interessados nestas matérias, constituindo-se como uma forma de sistematizar os conhecimentos e as diferentes perspetivas apresentadas durante o Interações.

As 182 páginas reúnem projetos e programas nacionais e internacionais, contribuindo para a reflexão sobre as políticas públicas da longevidade, com vista à melhoria dos modelos e práticas que se têm revelado pouco ou nada adequados às necessidades e desejos das pessoas para a sua velhice. O eBook agrega o contributo dos oradores, mas também tem páginas dedicadas à dignidade e inclusão social, ao lazer ou ao suporte comunitário.

“A finalidade deste eBook não está apenas associada ao facto de termos realizado o Simpósio Interações, mas foi feito sobretudo para não perdermos a riqueza dos contributos dos oradores, permitindo uma partilha alargada a todos os interessados nesta matéria. Mas este eBook não pretende ser apenas a compilação das intervenções. Tivemos associado a ele três pressupostos: condensar as ideias chave, organizar as recomendações expressas pelos diversos oradores e sintetizar as ideias divulgadas ao longo das 18 edições”, explica Sérgio Cintra.

A sessão de apresentação contou com a presença da vereadora dos Direitos Humanos e Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, Laurinda Alves, que sugere que o eBook “funcione como documento de cabeceira”. “É algo que podemos consultar. Está lá tudo, está muito afinado até com esta realidade nova da Covid-19”, destaca.

A rede “Lisboa, Cidade de Todas as Idades” também está neste eBook. Sérgio Cintra e Laurinda Alves partilham da certeza de que o sucesso do trabalho realizado com a população +65 anos da cidade de Lisboa em muito se deve à rede de “homens e mulheres” que fazem com que “Lisboa seja uma cidade para todos, e para todas as idades”.

“Todo o trabalho que temos estado a fazer resulta do esforço, do pensamento e da crítica de um conjunto de pessoas e de entidades. A governação integrada é habitual na área da ação social. Sabemos que os problemas mais complexos não são possíveis de serem ultrapassados por uma única organização”, acrescenta ainda o administrador.

Misericórdia de Lisboa promove ciclo de debates sobre o trabalho desenvolvido na instituição

A instituição anuncia um novo ciclo de debates com o objetivo de assegurar a fundamentação e a validação de saberes e experiências da instituição numa perspetiva de alcance da melhoria contínua nos serviços prestados à comunidade. A iniciativa pretende ainda incentivar à aproximação entre profissionais de vários setores e academia, com vista a à reflexão entre a teoria e a prática. Todos os debates serão moderados pelo provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho.

As primeiras três sessões serão centradas no tema “Políticas Públicas na Longevidade”, com o primeiro evento a acontecer já na próxima sexta-feira, 13 de maio, na Sala das Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O primeiro evento abordará importância da integração dos cuidados sociais e de saúde na longevidade, e contará com a participação do antigo ministro do Trabalho e da Solidariedade, Paulo Pedroso, e do anterior ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Num formato híbrido, é possível assistir à mesma na Sala de Extrações ou online, através do seguinte vídeo:

No segundo encontro, previsto para junho, estará a debate a “Revolução da longevidade” com o contributo do médico e gerontólogo Alexandre Kalache e do fundador e presidente honorário da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural, Victor Ventosa, como oradores convidados.

 

Santa Casa e Rádio Renascença lançam Prémio de Jornalismo Jovem

Joana Marques, Ana Galvão e Inês Lopes Gonçalves, as apresentadoras do programa “As Três da Manhã” da Rádio Renascença, receberam na manhã desta sexta-feira, 6 de maio, os responsáveis da Misericórdia de Lisboa e Rádio Renascença. No estúdio, Edmundo Martinho e D. Américo Aguiar explicaram que a iniciativa representa uma vontade de refletir sobre os problemas, desafios e oportunidades que os jovens enfrentam nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, de apresentar soluções que permitam que este público acredite no futuro.

O concurso desafia jornalistas até aos 35 anos a apresentarem trabalhos que incidam sobre os problemas, desafios e oportunidades colocados atualmente aos jovens. No valor total de 8500 euros, o Prémio do Jornalismo Jovem divide-se em quatro categorias.

Edmundo Martinho sublinhou a importância de reconhecer o trabalho dos jornalistas mais novos. “Aceitámos de imediato este projeto de premiar trabalhos de jornalistas jovens, pois sabemos das dificuldades em que muitas vezes exercem a sua profissão, porque é conhecida a forma como hoje a pressão é imensa. Nos mais jovens, essa pressão acentua-se e, em muitas circunstâncias, acaba por ser muito pouco estimulante para a atividade. Portanto, este é um contributo modesto que queremos dar”. Segundo o provedor, a iniciativa, além de refletir sobre a problemática, pretende “criar soluções e estimular a criatividade, reconhecendo o mérito do trabalho de jornalistas jovens”.

Por outro lado, D. Américo Aguiar lembrou que “infelizmente, nestes últimos dois anos, há jovens que não deixaram de viver apenas em situação de limite, seja pela questão económica passada, seja pela pandemia que vivemos. (…) Eu acredito que muitos jovens têm tido dificuldades em permitir-se sonhar. Por isso, é muito importante nós fazermos o levantamento, fazermos o estado da nação, daquilo que possam ser os principais problemas e dificuldades.”

Em relação à parceria da Rádio Renascença com a Santa Casa, o presidente do Conselho de Administração da Renascença, afirma que “esta é uma das boas causas que, de facto, temos que abraçar como sociedade e ter a capacidade de olhar para trás e fazer o diagnóstico certo e, depois, ser capaz de lançar o futuro”. Resumidamente, o bispo auxiliar de Lisboa pretende que esta parceria ajude os jovens a sonhar de novo.

Prémio Anual de Jornalismo

O prémio prevê quatro categorias:

  • Prémio Rádio, no valor de 2500 euros;
  • Prémio Multimédia, no valor de 2500 euros;
  • Grande Prémio Jornalismo Jovem Renascença/Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no valor de 1000 euros, que acresce aos 2500 euros do Prémio Rádio ou Multimédia. O valor total deste prémio é, assim, de 3500 euros;
  • Grande Prémio Renascença, dedicada apenas a jornalistas da Renascença, no valor de 2500 euros. Sendo a Renascença uma das entidades promotoras do concurso, por uma questão de transparência, os seus jornalistas têm uma categoria própria a que podem concorrer.

Tendo como pano de fundo as Jornadas Mundiais da Juventude em 2023, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Renascença estabeleceram uma parceria para refletir sobre os problemas da juventude. Uma parceria que além do lançamento do Grande Prémio do Jornalismo Jovem prevê também a realização de uma grande conferência dedicada à juventude. Veja ou reveja a participação de Edmundo Martinho e D. Américo Aguiar no programa “As Três da Manhã”, aqui.

 

Prémios Play 2022: Santa Casa reforça o seu apoio à cultura e talento nacional

O Coliseu dos Recreios abriu as suas portas para acolher, esta quinta-feira, a edição de 2022 dos Play – Prémios da Música Portuguesa. Apresentada por Filomena Cautela e Carolina Torres, a cerimónia contou, uma vez mais, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na qualidade de Parceiro Cultural.

Um dos grandes vencedores da noite foi Dino D’Santiago, autor do recente álbum “Badiu” que ganhou, pela terceira vez, a categoria de Melhor Artista Masculino. O galardão foi entregue pelas mãos de Filipa Klut, administradora da Santa Casa com o pelouro da cultura, e do vocalista dos Black Mamba, Tatanka. Nesta categoria estavam igualmente nomeados trabalhos de Camané, António Zambujo e Tony Carreira.

Visivelmente emocionado o cantor, que venceu também o Prémio Crítica dos Play, dedicou o prémio à sua irmã e sobrinha, que irá nascer este ano. Entre os vários agradecimentos, Dino D’Santiago fez questão de salientar que a música portuguesa é “uma cultura de todos”.

Para Filipa Klut, a associação da Santa Casa aos Prémio Play surge no âmbito do apoio da instituição à cultura e talento nacional, realçando que os Prémios “Play têm uma simbologia especial, pelo reconhecimento que dão, pelo empenho dos artistas, músicos e técnicos e ainda de todos os que contribuem para esta magnífica festa da música portuguesa”.

“A música é universal, é inclusiva, une as pessoas e, por isso, a Santa Casa tem privilegiado o apoio a iniciativas na área da música de vários tipos, quer promovendo a nossa temporada anual de música clássica, quer estando em festivais tradicionais, ou festividades populares. Esta democratização do acesso à cultura musical tem conseguido objetivos e por isso continuamos empenhados nesse caminho”, destaca a administradora.

Outra das novidades desta edição dos Play foi a presença de público no Coliseu dos Recreios. Entre as largas centenas de espetadores presentes no espaço, 40 jovens de alguns equipamentos da Santa Casa tiveram a oportunidade de ver e ouvir ao vivo alguns dos seus ídolos da música portuguesa.

Em noite de alegria e de celebração, houve ainda lugar a uma ovação de pé foi para a vencedora do Prémio Carreira: Simone de Oliveira, que recentemente despediu-se dos palcos, ao fim de 65 anos de carreira.

“Não sei se voltarei aqui, mas espero que vocês continuem a achar que a música portuguesa e este país valem a pena. Até sempre”, frisou Simone de Oliveira.

Os prémios Play são promovidos pela Audiogest (Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos) e pela GDA — Gestão dos Direitos dos Artistas, em parceria com a RTP e a Vodafone.

 

Valor T, há um ano a incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho: “Ter conseguido um emprego é uma conquista”

Ângelo Pereira dá por ele a olhar em redor. Observa o entra e sai dos clientes da loja Stradivarius, no centro comercial UBBO (Amadora), e a forma cuidadosa como aqueles que serão os seus novos colegas de trabalho manuseiam as roupas. Quando Ângelo Pereira recebeu um telefonema da Valor T , não esperava que do outro lado da linha fosse anunciada a oportunidade que tanto queria. A técnica da agência de empregabilidade para pessoas com deficiência da Misericórdia de Lisboa indicava que era chegada a hora de o jovem regressar ao mercado de trabalho.

Para trás ficam os corredores do Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, local onde Ângelo trabalhou como assistente técnico entre agosto de 2020 e julho de 2021. Naquela unidade de saúde, não existia nada no departamento de logística que não passasse pelas suas mãos. A gestão de stocks e o armazenamento de materiais eram parte das suas tarefas diárias. Foram também essas competências que fizeram com que o Grupo INDITEX avançasse para a sua contratação. O dia 29 de abril marca, assim, o primeiro dia de Ângelo como funcionário da Stradivarius, uma das marcas deste grupo empresarial.

Aos 22 anos, o currículo de Ângelo também se faz de dois estágios curriculares em informática. A paixão pelos computadores apareceu quase como necessidade, como uma área capaz de responder às dificuldades que a paralisia cerebral impõe. “Devido à dificuldade que tenho no lado direito do corpo, aconselharam-me a seguir informática. Fiz dois estágios na área, que me permitiram adquirir conhecimentos de programação e até de atendimento ao público”, conta sem esquecer que desde muito novo que “ambicionava trabalhar na área de multimédia”, mas que a paralisia cerebral obrigou-o a abandonar o sonho.

Boa sorte à Missão Portuguesa aos Jogos Surdolímpicos Caxias do Sul 2021

Reforçando o seu apoio ao desporto nacional, sob o já conhecido lema “O desporto tem todo o nosso apoio”, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa congratula toda a comitiva nacional que irá participar nos Jogos Surdolímpicos Caxias do Sul.

A Missão Portuguesa aos Jogos Surdolímpicos Caxias do Sul 2021 tem como protagonistas 12 atletas de seis modalidades e é composta por um total de 29 elementos.

A convocatória oficial, já divulgada pelo Comité Paralímpico de Portugal, revela que a natação com Diogo Neves, Miguel Cruz, Ricardo Belezas e Tiago Neves é a modalidade mais representada, seguida pelo atletismo com Hemilton Costa, Ricardo Gomes e Rui Rodrigues e pelo ciclismo com André Soares e João Marques. As modalidades de judo, luta greco-romana e tiro fecham o elenco nacional na maior competição mundial de desporto para surdos, com a representação de Joana Santos, Hugo Passos e Vyacheslav Sushchyk, respetivamente.

Na oitava participação portuguesa em Jogos Surdolímpicos destaque, ainda, para a estreia nacional na modalidade de tiro. Dos 12 atletas que compõem a Missão Portuguesa, três são estreantes em Jogos Surdolímpicos (André Soares, Diogo Neves e Vyacheslav Sushchyk) e dois são medalhados e campeões surdolímpicos (Joana Santos e Hugo Passos).

Antes da partida para a cidade canarinha, onde decorrem os jogos, a comitiva nacional foi recebida, numa audiência protocolar, esta quarta-feira, 27 de abril, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no antigo Picadeiro Real do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa.

Surdolimpicos

Fotografia: Comité Paralímpico de Portugal

Os Jogos Surdolímpicos Caxias do Sul 2021, decorrem no Brasil, entre 1 e 15 de maio. Esperam-se perto de 4500 atletas, de 100 países, para competirem nas 20 modalidades do calendário surdolímpico. Ao longo das várias edições de Jogos Surdolímpicos em que Portugal participou, os atletas nacionais arrecadaram um total de 13 medalhas.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas