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Famílias de acolhimento reuniram-se em Oeiras num dia de celebração, partilha e reconhecimento

Os Jardins da Quinta de Cima, em Oeiras, receberam este sábado o Encontro de Famílias de Acolhimento do Distrito de Lisboa, uma iniciativa integrada na campanha nacional #TodosJuntosPeloAcolhimentoFamiliar, que reuniu famílias de acolhimento, crianças e jovens acolhidos, equipas técnicas e entidades parceiras num dia marcado pela partilha, pelo reconhecimento e pela celebração.

Promovido com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, o encontro juntou representantes dos Programas de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Casa Pia de Lisboa, Fundação “O Século” e Movimento ao Serviço da Vida, num momento que evidenciou a importância desta resposta para a proteção e o desenvolvimento de crianças e jovens.

Ao longo do dia, os participantes tiveram acesso a diversas atividades lúdicas e de convívio, incluindo insufláveis, jogos, momentos de reflexão e iniciativas especialmente preparadas para as famílias presentes. O tradicional piquenique partilhado contribuiu para reforçar o ambiente de proximidade e espírito comunitário que caracterizou todo o encontro.

A manhã ficou marcada por uma participação muito especial de Éder, antigo internacional português e autor do golo que garantiu a conquista do UEFA EURO 2016 pela Seleção Nacional. Num momento de grande entusiasmo para as crianças e jovens presentes, Éder participou num minijogo de futebol, conviveu com as famílias e entregou certificados de participação e cachecóis da Seleção Nacional. A sua presença trouxe uma dimensão particularmente inspiradora ao encontro, promovendo valores como a perseverança, a solidariedade, o espírito de equipa e a importância de acreditar nas próprias capacidades.

Um dos momentos mais significativos da tarde foi a sessão comemorativa dedicada ao acolhimento familiar, que contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e de Teresa Bacelar, Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, em representação do Presidente da autarquia.

Durante este momento simbólico, foi assinalado o contributo extraordinário das famílias de acolhimento, cuja generosidade, disponibilidade e compromisso continuam a transformar vidas e a proporcionar a muitas crianças e jovens a oportunidade de crescerem num ambiente familiar seguro, estável e afetivo.

Mais do que um encontro de celebração, a iniciativa constituiu também uma oportunidade para sensibilizar a comunidade para a importância do acolhimento familiar e para a necessidade de mobilizar novas famílias para esta missão.

A forte participação registada e o ambiente de proximidade vivido ao longo do dia demonstraram, uma vez mais, a relevância desta resposta social e o impacto positivo que as famílias de acolhimento têm na construção de percursos de vida mais seguros, protegidos e felizes para muitas crianças e jovens.

“Seja a família que elas procuram”: Santa Casa lança nova campanha de acolhimento familiar

“Seja a família que elas procuram” é o mote de mais uma campanha de acolhimento familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Dedicada às mais de 1000 crianças que esperam por uma família de acolhimento no distrito de Lisboa, esta quarta campanha reforça, assim, o compromisso de aumentar o número de famílias disponíveis para acolher crianças e jovens nesta região, contribuindo para o movimento nacional de desinstitucionalização, em linha com as orientações nacionais e internacionais.

Com mais de 250 acolhimentos concretizados e com uma bolsa de 120 famílias certificadas, a Santa Casa mantém, em todo o caso, a necessidade de dar resposta aos pedidos de acolhimento que continuam a ser superiores ao número de famílias disponíveis. Apesar do impacto das campanhas anteriores, é necessária uma mobilização pública no sentido de capitalizar este esforço para chegar ainda a mais crianças, esclarecendo mitos, reforçando a literacia sobre o acolhimento familiar e aproximando esta resposta da comunidade.

Recorde-se que o acolhimento familiar é uma medida temporária, protetora e centrada no bem‑estar da criança, garantindo um direito fundamental: o direito a crescer em família, com afeto individualizado, estabilidade relacional e rotinas seguras. Neste sentido, Portugal assumiu, no seu quadro legal e estratégico, o compromisso de privilegiar respostas familiares e reduzir a permanência de crianças em instituições.

Saiba mais sobre o acolhimento familiar e candidate-se a ser família de acolhimento.

“O direito ao colo não é negociável”: Santa Casa debate proteção familiar antes da rutura

Nuno Comando, diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto, abriu o encontro lembrando o propósito do espaço: criar pontes entre a Santa Casa, o empreendedorismo e outras organizações, através de conversas mensais. O tema do dia, sublinhou, “está no coração da missão da Santa Casa”. E deixou o mote: proteger não pode ser apenas reagir à emergência. “Proteger é criar condições para que a emergência não chegue mesmo a acontecer.”

Do esquecimento à “nova era”

Coube a Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, traçar o percurso histórico de uma medida que Portugal criou cedo e durante décadas quase ignorou. O acolhimento familiar existe desde a década de 1970 e foi regulamentado pela primeira vez em 1984, quando o país foi pioneiro neste domínio. Depois, disse, “ficou adormecido, esquecido no tempo”, enquanto o sistema foi construindo um caminho fortemente assente no acolhimento residencial.

A viragem chegou em 2019, com o Decreto-Lei n.º 139/2019, que a responsável apelidou de marco de uma “nova era”,  e do qual se orgulha de ter ajudado a construir. Uma das inovações mais significativas é a possibilidade de os próprios familiares ou redes afetivas da criança servirem como família de acolhimento, preservando vínculos, identidade e continuidade emocional.

Os números, porém, continuam a exigir urgência. Existem quase 6000 crianças em acolhimento residencial no país, cerca de 1000 só no distrito de Lisboa. A Santa Casa realizou até à data 255 acolhimentos familiares, acompanhando atualmente 117 famílias. “Uma casa de acolhimento, por melhor que seja, por mais recursos que tenha, nunca vai conseguir substituir o colo, a atenção individualizada e o amor que uma família pode dar”, afirmou Patrícia Bacelar. “O direito de crescer em família não é negociável, não é opcional, não é um luxo.”

patrícia bacelar a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML

O testemunho que silenciou a sala: “É duro, é tramado, vai doer. E tem de doer”

Mariana Martins, mãe de três filhos biológicos que, juntamente com o marido, decidiu tornar-se família de acolhimento pela Santa Casa, foi direta desde o início. Recusou o rótulo de heroísmo com que a sociedade por vezes envolve quem acolhe e deslocou o foco para onde considera que ele realmente pertence: os filhos Francisco, Carmo e António, que aceitaram partilhar os pais, a casa e os irmãos com crianças que sabem que um dia irão partir. “São eles os heróis”, disse.

A convidada descreveu o acolhimento como “um ato de amor. Um amor louco e muito absurdo”, capaz de transformar para sempre a história de uma família, com laços inquebráveis, mas sem ilusões: “Não existe esta linha ténue de ‘é como se fosse vosso filho’. Não é. E ainda bem que não é, porque ele terá direito à sua família para sempre.”

Sobre a chegada do bebé diretamente do hospital, foi simples: “Com um pijama, uma chupeta, um dodot e um leite em pó pequenino, e nos dizem ‘tomem’ (…) é impossível isto não mexer com as entranhas.”

O relato culminou numa conversa com o filho António sobre a despedida iminente: “Mãe, quando o bebé for embora, eu vou chorar imenso.” E propôs um plano para o luto em família: chorar a ver um filme da Disney e comer um pote de açaí.

Mariana terminou com um apelo direto: “Estas quase 6000 crianças precisam de alguém. Não se pode ficar indiferente.”

mariana martins, família de acolhimento a falar nas conversas com impacto
Mariana Martins, família de acolhimento

Chegar antes do perigo

O painel “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado pela jornalista Ângela Roque, da Rádio Renascença, reuniu três profissionais de terreno. Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, descreveu o trabalho preventivo junto das famílias no seu meio natural de vida, atuando sobre sinais subtis de mudança comportamental nas crianças, antes que a situação de risco se torne perigo declarado. Patrícia Costa, vice-presidente do Projeto Alkantara, trouxe anos de presença contínua em Alcântara e a consciência de que as problemáticas originais persistem e se agravam. Já Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge, sublinhou que a maioria das sinalizações ainda chega tarde: “O timing da intervenção é crucial.” E que a responsabilidade de olhar e sinalizar não é exclusiva dos técnicos: “Todos nós podemos ser agentes sinalizadores e temos de ter um olhar atento.”

quatro senhoras falam nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Da esq. para a dta., Ângela Roque (Rádio Renascença), Patrícia Costa (Projeto Alkantara), Susana Bernardo (Pressley Ridge) e Ana Polido (Unidade de Intervenção Familiar da SCML)

“Ninguém protege sozinho”

O encerramento das Conversas com Impacto ficou a cargo de Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa, que não escondeu o peso de trabalhar nesta área: decisões difíceis, longe dos holofotes, com elevado custo emocional. E reconheceu o que muitas vezes fica por dizer: que há um trabalho silencioso, diário e persistente que evita tragédias antes de elas acontecerem. “Proteger não é apenas responder à emergência, mas é criar condições para que a emergência não aconteça”, afirmou. E sublinhou que isso só é possível em conjunto: “Ninguém protege sozinho.”

A sessão terminou com a certeza de que proteger crianças é tarefa de todos, feita, muitas vezes, em silêncio, todos os dias, muito antes de qualquer rutura.

vice provedora da SCML a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Relançada campanha nacional “Todos Juntos Pelo Acolhimento Familiar”

A campanha nacional “Todos Juntos Pelo Acolhimento Familiar”, criada há um ano numa parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Casa Pia de Lisboa e o Instituto da Segurança Social, foi esta quinta-feira, 20 de novembro, relançada, com uma apresentação que decorreu no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, no Dia Internacional dos Direitos das Crianças.

Sendo o Acolhimento Familiar uma medida de promoção dos direitos e de proteção das crianças, foi esta a data escolhida, assinalando a aprovação da Declaração dos Direitos da Criança, em 1959, e a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança pelas Nações Unidas, em 1989, ambas neste mesmo dia.

Numa manhã preenchida, Clara Marques Mendes, secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, deu o pontapé de saída nos trabalhos, aos quais assistiu Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa.

“Temos três entidades gestoras do Acolhimento Familiar: a Casa Pia de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Instituto da Segurança Social. Estes três organismos faziam as suas campanhas de forma isolada e, há um ano, lançámos-lhes o desafio para se juntarem e fazerem uma campanha a nível nacional. Foi assim que nasceu o “Todos Juntos Pelo Acolhimento Familiar”, uma campanha de sensibilização, de informação e de destruição de mitos”, sumarizou Clara Marques Mendes.

Apesar de sublinhar que ainda há trabalho a fazer, até porque o acolhimento residencial ainda predomina, a secretária de Estado divulgou os números positivos alcançados por esta campanha no último ano, passando de 388 para 504 o total de famílias de acolhimento certificadas. “Este é o caminho certo”, concluiu.

Seguiu-se uma conferência que arrancou com Benjamin Perks, que desempenha o cargo de Head of Advocacy and Campaigns na UNICEF, cuja apresentação versou sobre os problemas que afetam as crianças na sua infância e as consequências que daí advêm para o seu futuro.

Posteriormente o debate estendeu-se à saúde mental infantojuvenil pelas vozes de Paula Carrinho, diretora técnica da Casa de Acolhimento Especializado Solar da Praia, Ricardo Rodrigues, diretor do Centro de Capacitação D. Carlos I, da Santa Casa, e Rita Teixeira, pedopsiquiatra e terapeuta familiar, com moderação de Helena Gonçalves, Procuradora-Geral Regional de Lisboa.

A jornada terminou com a apresentação do livro “100 anos – Declaração dos Direitos das Crianças”, de Paulo Macedo, jurista da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, que contou também com a presença de Maria João Fernandes, vice-presidente da referida Comissão, e com a moderação de Teresa Nicolau, diretora da Cultura da Santa Casa.

Família de Acolhimento multiplicou o amor com a chegada de um bebé: “É avassalador!”

Mariana Coimbra Martins e o marido têm três filhos, com três, seis e oito anos. Uma família já grande, mas que há seis meses ficou maior: tornaram-se uma Família de Acolhimento e receberam um bebé com apenas um mês de vida. A ideia de ajudar alguma criança a precisar de um lar surgiu há mais tempo e a Santa Casa foi um destino natural na pesquisa de Mariana sobre o assunto.

“Costumo dizer que ter só serve para dar. Se eu tenho, se tenho amor e tenho tempo, é-me quase impossível dizer não a uma criança que tem o direito a ter um colo e uma casa”, resume Mariana, para quem tudo começou com uma recolha de informação online, antes da inscrição na formação da Misericórdia de Lisboa.

Num “processo exaustivo, mas que por si só já valia a pena”, esta família participou numa formação em grupo e teve visitas domiciliárias de técnicas especializadas. “Fomos avaliados até ao tutano e ainda bem! Os sentimentos de medo acompanhavam-nos, embora a vontade e a coragem ganhassem”, admite.

Play Video about Mãe de Família de Acolhimento com bebé ao colo à janela

Finalmente, deu-se a chegada do novo membro da família e tudo mudou lá em casa.

“Veio, obviamente, alterar muitas rotinas e dinâmicas familiares. Mas creio que não se consegue medir o que crescemos enquanto casal e enquanto família. No outro dia, o nosso filho mais velho dizia: ‘Mãe, nós estamos mesmo diferentes desde que este bebé chegou!’ E isso é mesmo verdade! Muda a nossa perspetiva da vida, posiciona-nos de outra forma e ajuda-nos a perceber o que de verdade importa. Acredito muito que o amor é mesmo um motor para vivermos bem a nossa vida”, afirma a mãe desta Família de Acolhimento.

Mariana confessa que toda a família ficou mais tolerante com o mundo à sua volta, tudo graças a uma criança que, apesar de ter ganho uma casa, também deu muito a ganhar aos seus novos cuidadores: “É avassalador. Ganhamos muito mais do que este bebé. Das situações que mais nos comoveram neste processo foi a forma como, tão naturalmente, os nossos três filhos acolheram este bebé, que não é irmão deles e que não é nosso filho, mas que é nosso! Embora não vá pertencer-nos para o resto da vida”.

“Os miúdos vieram ter connosco a dizer que já queriam preparar o Natal e nós dissemos que ainda era cedo. Mas quando um dos nossos filhos nos diz ‘Mãe, este é o único Natal que o bebé vai estar connosco’, foi impossível não nos arrepiarmos e não alterarmos a nossa resposta.”

Sobre esse momento de despedida, que há de acontecer, mas ainda não tem data marcada, Mariana tenta preparar-se a si e aos seus desde o primeiro dia: “Um dos desafios é tornar esta questão presente diariamente. Desde o início os nossos filhos souberam no que consistia este projeto. Vai doer e vamos chorar, mas é sinal de que cumprimos bem a nossa missão. E o nosso amor por este bebé poderá permanecer de outra forma, se assim for desejo de quem ficar com ele”.

Acolher mais crianças no futuro? Mariana não fecha a porta à ideia, mas quer primeiro viver esta experiência transformadora por completo: “Queremos ser uma família de amor ilimitado e de número indeterminado, por isso queremos acreditar que vamos estar sempre disponíveis para viver esta missão por muitos anos e acolher muitos bebés e crianças. Mas acho importante passar primeiro por esta transição. Devemos ser realistas: nem todas as fases da nossa vida nos permitem acolher esta missão”.

Uma medida de proteção

Este e outros casos de Acolhimento Familiar resultam, primeiramente, de uma medida de proteção da criança, como explica Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da Santa Casa.

“Oferece à criança um ambiente seguro, estável e afetivo, enquanto as equipas técnicas avaliam a capacidade real da família de origem e exploram toda a rede familiar alargada. Durante este período, são assegurados direitos essenciais da criança: proteção, saúde, estabilidade, educação, vínculo familiar, participação e projeto de vida. Quando esgotadas todas as possibilidades de retorno à família de origem, o projeto de vida contempla uma resposta familiar permanente, sempre centrada no superior interesse da criança”, assegura.

Para esta responsável da Misericórdia de Lisboa, o caso deste bebé é um exemplo de alguém que encontrou nesta Família de Acolhimento “um espaço para crescer e construir o seu futuro com dignidade, num caso que demonstra como o acolhimento protege, avalia e transforma vidas”.

Saiba mais sobre Acolhimento Familiar.

Acolhimento Familiar – O poder do amor

Dia Internacional do Acolhimento Familiar: Uma prioridade na Santa Casa

O Acolhimento Familiar continua a ser uma prioridade na atuação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Na semana em que se assinala o Dia Internacional desta medida, a 31 de maio, recordamos os importantes passos que a Instituição tem dado, numa área ainda com muito caminho a percorrer no nosso país.

Por definição, o Acolhimento Familiar é uma medida de promoção dos direitos e de proteção das crianças, com caráter transitório e temporário, cujo objetivo é proporcionar à criança ou jovem um ambiente familiar, indispensável ao seu bem-estar físico e emocional e ao seu desenvolvimento harmonioso.

Praticamente sem avanços na área da grande Lisboa antes de 2019, foi a Santa Casa que deu os primeiros passos no sentido de inverter a tendência nacional de institucionalizar as crianças que se vissem impossibilitadas de viver normalmente com as suas famílias biológicas. De forma pioneira, a Misericórdia de Lisboa lançou o seu programa LxAcolhe, que foi reforçando nos anos seguintes, atraindo, selecionando e capacitando Famílias de Acolhimento.

Já no início de 2024, o programa LxAcolhe foi novamente impulsionado pela Santa Casa, sob a mensagem de que só uma Família de Acolhimento pode dar a infância, carinho, amor, mimo, segurança e proteção em a falta a estas crianças.

No mesmo ano, o seminário “Acolher e (é) cuidar – O Acolhimento Familiar como promotor de Saúde Mental”, organizado pela Misericórdia de Lisboa em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras, mostrou outra (boa) faceta desta medida. Na altura, Paulo Sousa, Provedor da Instituição, aproveitou para recordar que a Santa Casa tem, em termos de acolhimento, uma vasta experiência de mais de 500 anos, ou não fosse a mais antiga instituição do mundo a acolher crianças.

Panfletos da campanha de acolhimento familiar

Campanha nacional

Como a união faz a força, em novembro de 2024 a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa juntou-se à campanha nacional de Acolhimento Familiar lançada pelo governo, da qual também foram parceiras o Instituto da Segurança Social e a Casa Pia de Lisboa. O principal objetivo foi, uma vez mais, ampliar o leque disponível de Famílias de Acolhimento disponíveis a receber crianças em situações de risco e vulnerabilidade.

Já este ano, e com o contributo da Santa Casa enquanto parte de um grupo de trabalho sobre o tema, a legislação mudou. Passou a ser garantido, por exemplo, que as crianças em acolhimento têm um terapeuta e frequentem uma escola próxima do local onde residem. Mas uma das mudanças mais determinantes foi que as Famílias de Acolhimento passaram a poder ser candidatas a adoção, um tema há muito debatido.

Onde estamos hoje

Com o passar dos anos, os resultados das campanhas que apelam à priorização do Acolhimento Familiar em detrimento do institucional/residencial começaram a dar frutos. Hoje, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que nesta área atua pelo distrito de Lisboa, tem uma bolsa composta por 105 Famílias de Acolhimento, todas elas ativas e certificadas.

Atualmente, há 70 Famílias de Acolhimento a acolher crianças. Graças a elas, a Misericórdia de Lisboa conseguiu que 77 crianças e jovens estejam hoje com uma família, da qual recebem cuidados individualizados e referenciação afetiva, num ambiente familiar caloroso, afetivo e reparador, segurança e tranquilidade, através do sentimento de pertença e estabilidade, assim como atenção, escuta e orientação.

Como explicado por Rui Godinho, da Direção de Infância, Juventude e Família da Santa Casa, “uma instituição, por melhor que seja, nunca substitui uma família”.

“Há um ditado africano que diz que para proteger uma criança, é preciso toda uma aldeia. É isso que achamos: não devem ser apenas as instituições a cuidar da proteção das crianças, mas toda a comunidade”, referiu o responsável no podcast “O Boletim”.

Desta forma, o Acolhimento Familiar continua nas prioridades da Santa Casa, que tem organizado frequentes sessões informativas sobre o tema, nas quais técnicos especializados prestam toda a informação necessária sobre os procedimentos inerentes à formalização da candidatura, seleção, formação, avaliação e reconhecimento da Família de Acolhimento. A sessão informativa mais recente aconteceu esta semana.

Visite a página do Acolhimento Familiar e saiba mais sobre a medida, campanhas e candidaturas.

Play Video about reportagem do Dia do Pai

NOVA SBE recebe sessão informativa sobre Acolhimento Familiar

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa continua apostada em divulgar a medida de Acolhimento Familiar, esclarecendo dúvidas e desmistificando preconceitos acerca deste tema. Desta vez, as sessões informativas vão passar pelo Campus da NOVA SBE, em Carcavelos, já na próxima quarta-feira, 28 de maio.

A partir das 17 horas, o Auditório B011 recebe especialistas na matéria que vão debater esta importante medida, na qual a Santa Casa pretende ser uma referência, assumindo-se esta como a prática preferencial entre as medidas de acolhimento.

A sessão, para a qual todos se podem inscrever, vai contar com o testemunho de um jovem acolhido por uma Família de Acolhimento, bem como uma conversa com famílias desta medida, em colaboração com a Fundação O Século.

Rui Godinho, diretor da Direção de Infância e Juventude da Santa Casa, também será orador no evento, sob o tema “A desinstitucionalização – O acolhimento familiar como uma resposta”.

Pedro Oliveira, diretor da NOVA SBE, e Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa, farão a abertura e o encerramento da sessão, respetivamente.

Consulte o programa e inscreva-se na sessão.

Santa Casa organiza sessões informativas sobre Acolhimento Familiar

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa continua apostada em reforçar os números do acolhimento familiar na sua área de atuação, privilegiando assim aquela que é uma medida de promoção dos direitos e de proteção das crianças e jovens, cujo objetivo é proporcionar-lhes um ambiente familiar, indispensável ao seu bem-estar físico e emocional e ao seu desenvolvimento harmonioso.

Para tal, a Instituição quer dar a conhecer esta medida aos interessados, através de várias sessões informativas espalhadas ao longo deste ano. Estas sessões destinam-se a todas as famílias que pretendam constituir-se como famílias de acolhimento e ocorrem previamente à formalização da candidatura, em prazo não superior a 30 dias a partir da data da manifestação de interesse da família junto da Misericórdia de Lisboa.

Nestes encontros, que vão decorrer sempre na Sala de Extrações da Santa Casa, será prestada toda a informação necessária sobre os procedimentos inerentes à formalização da candidatura, seleção, formação, avaliação e reconhecimento da família de acolhimento, bem como da atividade de família de acolhimento.

Saiba mais na página do Acolhimento Familiar e confira as datas das sessões informativas:

24 de janeiro
7 de fevereiro
21 de fevereiro
7 de março
21 de março
11 de abril
24 de abril
9 de maio
23 de maio
6 de junho
27 de junho
11 de julho
25 de julho
12 de setembro
26 de setembro
10 de outubro
24 de outubro
7 de novembro
21 de novembro
12 de dezembro
19 de dezembro

Jogadores do Sporting levam o Natal à Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar

Este foi um “jogo” diferente, mas ao qual os atletas se entregaram com a mesma dedicação e energia que costumam demonstrar em campo. Conrad Harder e João Simões, acompanhados do Jubas, proporcionaram uma tarde memorável para todos os presentes, ao mesmo tempo que ajudaram a divulgar o projeto da Misericórdia de Lisboa, cujo objetivo principal é “assegurar que as crianças em situações de risco tenham um futuro digno”, tal como destacou Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento da SCML.

A Fundação Sporting escolheu apoiar a instituição neste período tão significativo, alinhando-se ao lema de Natal do clube deste ano, “Família há só duas”, e ao da Fundação, “Na distância, somos presença”. Inês Sêco, coordenadora-executiva da Fundação Sporting, declarou: “Viemos aqui, como fazemos todos os meses, mas o Natal traz sempre uma sensação especial. Recebemos muitos pedidos e, desta vez, escolhemos a SCML, nossa parceira de longa data, em função dos temas do ano e da oportunidade de estarmos com as famílias de acolhimento. Trazer calor humano e esperança nesta época natalícia foi positivo para todos.”

Conrad Harder e João Simões sentiram o mesmo. Entre a sua disponibilidade inexcedível, os sorrisos, os autógrafos que distribuíram, as fotografias e selfies, tiveram ainda tempo para jogarem uma partida de futebol e mostrarem o seu talento nos trabalhos manuais em pinturas que fizeram com as crianças da UACAF (Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar) da Direção de Infância, Juventude e Família.

“É uma época especial e é bom estar aqui. Dar e receber amor é sempre importante, mostrando que há muitas coisas boas na vida e que todos podemos ser felizes. No Sporting Clube de Portugal somos uma grande família e é maravilhoso partilhar esse amor com todos”, declarou Harder.

João Simões concordou com o colega e destacou o altruísmo das famílias de acolhimento: “É importante reconhecer o trabalho destas famílias, que ajudam as crianças a crescer e a ter as mesmas oportunidades que as outras. O Natal é um momento de estar com a família e amigos.”

Foi mesmo uma tarde que, tão cedo, não será esquecida por todos os que nela participaram.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas