logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Obra Social do Pousal: Inclusão pelo Emprego

ESSAlcoitão organiza seminário “Inclusão, Transição e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência e/ou Doença Mental”

A ESSAlcoitão – Escola Superior de Saúde do Alcoitão, estabelecimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, vai organizar o seminário “Inclusão, Transição e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência e/ou Doença Mental”, no âmbito do arranque da nova pós-graduação com o mesmo nome. O evento está agendado para o próximo sábado, 8 de fevereiro, no auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

O programa arranca com uma palestra sobre a situação da pessoa com deficiência e/ou doença mental em Portugal, desde a educação até à inclusão no mercado de trabalho. Seguem-se três mesas redondas ao longo do dia, sempre em torno da inclusão destas pessoas, e o seminário termina com nova palestra, esta sobre a inclusão como caminho para a equidade.

Este seminário é aberto a familiares, empregadores e profissionais da área e tem como objetivo primário a partilha de experiências e a aprendizagem conjunta sobre um tema premente na sociedade. A participação é gratuita, mas requer inscrição, que pode ser feita aqui.

Programa completo:

10h00: Abertura

10h15: Palestra – A situação da pessoa com deficiência e/ou doença mental em Portugal: da Educação à inclusão no mercado de trabalho – Paula Campos Pinto, ISCSP-UL | Observatório da Deficiência e Direitos Humanos

11h: Café Joyeux

11h30: Mesa-redonda 1 – Oportunidades que Transformam: Trajetórias de Educação e Trabalho
Moderação: Paula Campos Pinto, ISCSP-UL | ODDH
Célia Fernandes | FORMEM
Cristina Espadinha | FMH-UL
Sofia Ferreira | ASSOL
Sofia Sakellarides | Academia Semear
Susana Pinto | Fora da Caixa

12h30: Almoço

14h00: Mesa-redonda 2 – Valorização pessoal para a Inclusão no horizonte da vida adulta
Moderação: Celeste Simões | FMH-UL
Isabel Passarinho | Cidade das Profissões-CMC
José Ornelas | ISPA
Ricardo Rodrigues | Centro de Capacitação D. Carlos I -SCML
Sandra Pinho | CADIN
Sebastião Palha | Valor T-SCML

15h00: Café Semear

15h30: Mesa-redonda 3 – Sinergias para a Inclusão: Empresas e Comunidades em Transformação
Moderação: Lúcia Canha | ISAMB-FM-UL
Sara Pestana | OED
Irina Chaves | APEA
Frederico Oliveira Pinto| ICF-UNova
Ana Castro Santos | Vila com Vida
Alexandre Guedes da Silva | SPEM

16h30: Palestra – A Inclusão como caminho para a Equidade
Professor Doutor David Rodrigues | Conselheiro Nacional de Educação

Santa Casa e Fundação Sporting inauguram camarote inclusivo em Alvalade

A Santa Casa e a Fundação Sporting inauguraram no passado sábado, 25 de janeiro, o camarote inclusivo ‘The Green Box’, antes do jogo entre os leões e o Clube Desportivo Nacional, no Estádio de Alvalade, numa ação que contou com a presença de Ângela Guerra, administradora da Misericórdia de Lisboa.

Este espaço visa melhorar a experiência de jogo de pessoas com deficiência, cegas, surdas e com neurodivergência, através de tecnologias específicas, e acolheu já os primeiros utilizadores, todos utentes de equipamentos da Santa Casa: Centro Condessa de Rilvas, Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Capacitação D. Carlos I e Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian.

Assim, o novo camarote já apresentou, neste jogo de estreia, coletes de vibração para pessoas surdas, audiodescrição para pessoas cegas e ferramentas de regulação para pessoas com neurodivergência.

“As boas sensações que o desporto promove têm de envolver todos os cidadãos. Um estádio de emoções, sentimento e inclusivo estará agora disponível e acessível a todos”, afirmou Ângela Guerra, vogal da Mesa da Santa Casa.

Por seu lado, Inês Sêco, coordenadora executiva da Fundação Sporting, lembrou que “o desporto tem o poder único de unir as pessoas”: “Este camarote inclusivo é um marco na nossa jornada para derrubar barreiras e proporcionar oportunidades iguais para todos os adeptos viverem a paixão pelo Sporting”.

Para assinalar esta ação, os jogadores dos leões entraram em campo com os nomes escritos em Braille nas camisolas.

Recorde-se que este camarote inclusivo tem origem num protocolo entre a Fundação Sporting e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assinado em 2023, do qual têm resultado diversas ações e projetos de inovação e desenvolvimento social, envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade social e abrangendo áreas como o combate ao abandono escolar precoce, o envelhecimento ativo, a inclusão de pessoas com deficiência e o desporto adaptado.

“Acrescentar valor na diferença”, o seminário que debateu a inclusão de pessoas com deficiência

Do programa constaram temas como o percurso de vida das pessoas com deficiência, desde a saída da escola ao envelhecimento, passando pela integração laboral, abordados tanto pela provedora da Santa Casa, Ana Jorge, como pela secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes.

“A Santa Casa tem como uma das suas missões ir ao encontro dos mais vulneráveis, e a área da deficiência nunca foi esquecida”, afirmou Ana Jorge.

Elogiando o trabalho desenvolvido pela Valor T – a agência de empregabilidade vocacionada para a deficiência com a chancela da Misericórdia de Lisboa –, a provedora considerou que este serviço “completa o ciclo”. Um ciclo que se inicia nos vários equipamentos da instituição que apoiam as pessoas com deficiência, desde a infância, e que se prolonga até ao momento da procura de emprego. “Estaremos, obviamente, muito envolvidos e empenhados para fazermos mais e melhor”, assegurou Ana Jorge.

 

Seminário "Acrescentar valor na diferença"

Ana Sofia Antunes, por sua vez, realçou o trabalho desenvolvido pelo Governo ao longo dos últimos anos, destacando medidas como os apoios sociais para pessoas com deficiência ou a prestação social para a inclusão.

A secretária de Estado elogiou ainda a realização do seminário, acreditando que traria “ideias inspiradoras e novas parcerias”. E deixou uma garantia: “A provedora sabe que conta comigo. Esta casa tem o conhecimento, as pessoas, o saber e a capacidade de fazer, pelo que nunca iremos deixar de apoiar projetos e ideias”.

Seminário "Acrescentar valor na diferença"

Santa Casa organiza conferência sobre empregabilidade de pessoas com deficiência

A iniciativa, que teve lugar no Convento de São Pedro de Alcântara, promovida por várias unidades orgânicas da Santa Casa, visou discutir alguns modelos de integração das pessoas com deficiência no mundo do trabalho e a plena integração destas pessoas na sociedade, durante a sua transição da adolescência para a vida adulta.

A conferência contou com a participação de Laura Owens, especialista internacional nesta matéria e presidente da TransCen, organização sem fins lucrativos dedicada a melhorar os resultados educacionais e de emprego para pessoas com deficiência.

Logo no início da sua intervenção, Laura Owens elogiou o trabalho que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) tem vindo a desenvolver na área da deficiência, destacando que é “importante que as organizações olhem cada vez mais para as questões da inclusão das pessoas com deficiência na sociedade”.

“Todo o trabalho que fazem aqui na Santa Casa é merecedor dos maiores elogios. É importante trabalhar a deficiência nos vários escalões etários e vocês (SCML) têm respostas adequadas e ajustadas a cada caso, para isso”, disse a presidente da TransCen.

Para Laura Owens é necessário compreender que “uma vida com significado para as pessoas com algum tipo de deficiência é sempre um desafio”, considerando que é importante “ouvir os interesses delas e as necessidades que têm, porque o que é significativo para a maioria de nós não o é para elas”. Para destacar este ponto, a especialista deu a conhecer aos presentes o exemplo de uma jovem com quem teve oportunidade de trabalhar na TransCen.

“Há alguns anos conheci a Anne e para ela o importante para ser verdadeiramente feliz não era ter dinheiro, nem um carro. Era principalmente ter amigos, ter uma família, mas acima de tudo ser parte da comunidade e ser útil a ela”.

Para a professora universitária, a integração de uma pessoa com deficiência, no quotidiano diário de uma sociedade, nem sempre é verdadeiramente inclusiva. “Mais do que habilitar as pessoas a conseguirem fazer a maioria das coisas que todos nós fazemos diariamente, precisamos igualmente de incluir e não apenas integrar. Não basta conseguir ir a um café e pedir uma bebida. É também importante que as pessoas conheçam a pessoa que está à sua frente, que falem e interagem com ela. Isso sim, é integrar e incluir”, concluiu a investigadora.

“A sorte bateu-me à porta”. Candidatos da Valor T participam na Rock in Rio Academy

O Rock in Rio é, por definição, um festival de música, mas, nos últimos anos, tornou-se em algo muito maior. Pode ouvir-se música, é certo, mas também aprender. Esta quarta-feira, 22 de junho, as colunas desligaram-se para dar tempo à Rock in Rio Academy. Neste evento, seis candidatos da Valor T – que, entretanto, já estão inseridos no mercado de trabalho – fizeram o acolhimento e a credenciação dos participantes da Academia do Rock in Rio.

A Cidade do Rock de Lisboa abriu novamente as portas para receber a 3ª edição do Rock in Rio Academy – uma ação de formação em gestão com base no modelo de negócio de uma das maiores marcas de experiência do mundo.

A Valor T, a agência de empregabilidade dedicada a pessoas com deficiência da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, convidou Maria, Miguel, Marcos, Ronica, Tiago e Cânia para participar no evento. Uns encaminhavam os participantes, outros asseguravam a credenciação. Sempre acompanhados pela equipa da Valor T. À medida que as tarefas foram distribuídas, o nervoso inicial passou rapidamente. Orgulhosos pela oportunidade, estes homens e mulheres desejavam intensamente mostrar o seu valor e capacidade de trabalho.

“Já tinha desistido de procurar”

Entre os seis elementos, está Maria Moreira, 36 anos, de Sintra. Inscreveu-se logo no início do lançamento da Valor T. “O processo levou algum tempo”, recorda. Mas hoje está “feliz e realizada”. “Como se sabe, é difícil para as pessoas com deficiência entrar no mercado de trabalho. Trabalhei nas limpezas, mas não era o que gostava de fazer”.

A candidata tem uma lesão no plexo braquial, afetando principalmente os movimentos e a sensibilidade do ombro e cotovelo. Movimentos como levantar e abrir o braço, e dobrar o cotovelo ficam difíceis ou impossíveis. Por esta razão, cada vez que procurava emprego, “as portas fechavam-se”, conta.

Quando Maria recebeu um telefonema da Valor T, não esperava que do outro lado da linha fosse anunciada a oportunidade que tanto queria. Hoje é operadora ajudante de loja no El Corte Inglés. “Estou feliz. Já tinha desistido de procurar e, quando menos esperava, a sorte bateu-me à porta”, lembra, sorridente. “Vim apenas pela experiência, nem foi pelo bilhete que nos oferecem. Normalmente, apenas escolhem os modelos e perfeitos para fazerem parte destes eventos. Hoje é o meu dia”, rematou.

“É uma oportunidade para socializar”

Também Tiago Ferreira, 26 anos, de Santa Iria da Azoia, encontrou na agência de empregabilidade para pessoas com deficiência, da Misericórdia de Lisboa, um porto de abrigo. A história repete-se. “As pessoas com deficiência têm uma dificuldade acrescida em entrar no mercado de trabalho”, sublinha.

O jovem candidatou-se em 2021. Atualmente está a trabalhar como auxiliar de jardinagem no Pingo Doce. “Senão fosse a Valor T, não teria conseguido entrar no mercado de trabalho. Há um estigma enorme em relação às pessoas com deficiência”, nota.

Tiago sofre de uma doença crónica que o impede de absorver cálcio, estando medicado para o efeito. Sobre a iniciativa desta quarta-feira, o jovem jardineiro acredita que “é uma oportunidade para socializar, conhecer novas pessoas e perder um pouco da timidez” que tem.

“Faço o que gosto”

Já Marcos Rosa, 39 anos, de Porto Alegre (Brasil), há quatro anos em Portugal, encontrou a agência Valor T através do Google. Fez entrevista em janeiro e depois começou a receber várias propostas de trabalho ao seu perfil. Em abril, começou a trabalhar na Zara. “Comecei como part-time, o salário é bom em comparação com outros que já vi, e, agora, vou ter um horário completo. Faço o que gosto, trabalho com pessoas, com público, com vendas. Era exatamente o que eu procurava”, diz, satisfeito.

O brasileiro está a recuperar de cancro e à espera de transplante de médula. Enquanto recupera, confessa estar “feliz” por sentir-se útil de novo. Para finalizar, Marco conta que é a primeira vez que irá participar no Rock in Rio. “Eu estou a realizar um sonho”, diz, sorridente.

 

Diversidade e inclusão. “O que é para todos, começa em nós”

Esta é uma campanha que reflete a estratégia da Santa Casa no que respeita à sua política de diversidade e inclusão, e que surge após a aprovação do primeiro Plano para a Diversidade e Inclusão e a consequente elaboração da Política da Diversidade e Inclusão da Misericórdia de Lisboa, na qual se reconhece a importância de promover estes valores entre todos na instituição.

A Misericórdia de Lisboa fecha o Mês Europeu da Diversidade (maio) com a divulgação desta que começou por ser uma campanha direcionada a todos os colaboradores, envolvendo os próprios como protagonistas, mas que é divulgada agora, também, ao público em geral.

Paulo Silva, Lino Gomes, Catarina Almeida, Neli Costa, Leandro Culita, Eduarda Gomes, Alexandre Freitas e Irene Vieira são os protagonistas do filme institucional que alerta para a importância da diversidade e da inclusão na sociedade. E como os exemplos devem começar internamente, foi com a “prata da casa” que esta campanha se materializou. Oito colaboradores, com nacionalidades e experiências de vida distintas, a comprovarem que aquilo que distingue cada um de nós deve ser respeitado e naturalmente aceite, para que o mundo se torne cada vez mais inclusivo.

A representar os valores de diversidade de inclusão, inerentes à Misericórdia de Lisboa, cada um dos participantes nesta iniciativa transmite um pouco de si, relembrando que na instituição todos são iguais, independentemente de possuírem características ou representarem escolhas distintas.

Os rostos da campanha

Foi no final do verão de 2021 que a Misericórdia de Lisboa anunciou, internamente, que procurava quem representasse a diversidade existente na instituição: pessoas com diferentes identidades de género, orientação sexual, etnias, religião, território de origem, cultura, línguas, nacionalidades diferentes, entre outros fatores.

Ao apelo responderam dezenas de colaboradores que, um mês depois, participaram num casting. Os escolhidos foram, em novembro, mostrar o seu à-vontade frente às câmaras de filmar e fotografar, num dia de gravações repleto de animação e nervosismo, com recordações que ficarão na memória de todos.

Sob o lema “O que é para todos, começa em nós”, Paulo, Lino, Catarina, Neli, Leandro, Eduarda, Alexandre e Irene vestiram, com orgulho, a camisola da instituição, dando rosto à primeira campanha institucional da Misericórdia de Lisboa dedicada à diversidade, à não discriminação e à inclusão.

Assista ao vídeo da campanha, em baixo.

Um mundo para todos: “A rádio permite-me construir imagens mentais do que ouço”

Há uma relação muito estreita entre a rádio e os deficientes visuais. A rádio é um meio democrático, de linguagem particular e com características que o tornam além de informativo, emotivo e imaginativo, permitindo que os ouvintes construam as suas próprias imagens.

Esta terça-feira, 24 de maio, nas instalações do Grupo da Rádio Renascença, na Buraca, o grupo do Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos (CRNSA), propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, espera com alguma ansiedade a visita. O coração bate mais depressa, sente-se emoção. Vão sentir onde se faz a magia da rádio.

A receção não poderia ser melhor. Após um breve resumo histórico do Grupo da Renascença, foi feita uma audiodescrição dos corredores, da redação, dos estúdios, das pessoas, como estão vestidas, se são altas ou baixas. O objetivo era descrever da melhor forma possível todos os elementos e pessoas nas instalações.

Os testemunhos

João Fernandes, 21 anos, com cegueira total, destaca-se pelo seu entusiasmo e curiosidade. Está a realizar um sonho de criança. Conhece como ninguém os locutores, as estações de rádio, os programas e tudo o que tenha a ver com este mundo.

Enquanto esperam para entrar, João explica a sua paixão pela rádio e o sonho que tem de conhecer o Pedro Azevedo da Renascença. Para o jovem utente do CRNSA o locutor está ao nível de um Cristiano Ronaldo. Um marca golos que valem milhões, outro faz relatos que são verdadeiras imagens. Um pequeno milagre para quem nada vê.

Nesse instante, João improvisa um relato de um jogo de futebol digno de qualquer emissora.

 

 

“A rádio é um modo de vida para mim. É uma companhia diária que me transporta para o mundo e que, pela descrição pormenorizada, me permite contruir imagens mentais do que ouço”, finaliza.

Carlos Pereira, 55 anos, perdeu a visão quando tinha 20. Foi técnico de som e é locutor numa rádio online. “A rádio é uma grande companhia para quem não vê, algo que a televisão não consegue fazer. A rádio tem uma descrição aprofundada que permite ao deficiente visual (com cegueira ou baixa-visão) construir imagens. O relato de futebol é um bom exemplo. Os detalhes e a descrição pormenorizada do locutor transportam-nos para uma construção de uma imagem do que se está a passar a cada segundo do jogo”, nota. “Gostava de um dia trabalhar numa rádio a sério, numa rádio grande. Esse é um dos meus sonhos”, confessa Carlos.

O sentimento é geral entre os utentes. A rádio é um importante meio de comunicação. Sentem-se valorizados e incluídos, pois podem “ouvir o mundo com palavras”, compreender melhor os mais variados temas e conhecer várias realidades.

 

Diversidade e Inclusão na Santa Casa

Em maio, o mês Europeu da Diversidade na União Europeia,  mostramos um retrato da diversidade e da inclusão presentes na Misericórdia de Lisboa. A temática é facilmente relacionada com a própria instituição, já que a sua missão é realizar a melhoria do bem-estar da pessoa no seu todo, prioritariamente dos mais desprotegidos. Nesta Casa, todos são respeitados, incluídos e valorizados, independentemente do género, idade, origem, orientação sexual, religião, contexto social, cultura ou incapacidade.

Um retrato de diversidade e inclusão no universo interno da instituição

Pelas diversas respostas da Santa Casa, numa manhã ouve-se português de Portugal, do Brasil, de Angola, de Moçambique, da Guiné, de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe. Já pela tarde, ouve-se espanhol de Espanha, de Cuba ou da Venezuela. Continuando o roteiro, na Misericórdia de Lisboa também se fala ucraniano, italiano, francês, polaco, moldavo, romeno e inglês. É uma instituição do mundo, onde cachupa de Cabo Verde, cozido à portuguesa, paella de Espanha, borscht da Ucrânia, feijoada à brasileira, calulu de Angola ou kotlet schabowy da Polónia fazem parte do menu. Um olá, pode ser oi, um hello, um holla, um ciao ou salut, entre tantas outras versões linguísticas que no universo da instituição se fazem ouvir.

Diariamente, a instituição promove locais de trabalho inclusivos, onde todos se sentem seguros, respeitados e valorizados. É uma organização de “porta aberta” a todos, onde se privilegia a ética, a heterogeneidade, a diversidade, a não discriminação e a liberdade de crenças religiosas e pessoais. É uma casa onde trabalham pessoas do mundo inteiro – com diversos atributos físicos, emocionais, intelectuais, materiais – para dar “um mundo” a quem não o tem.

Trabalham na Misericórdia de Lisboa 6210 pessoas. 4738 são mulheres e 1466 são homens. Cerca de 160 têm mais de 60% de incapacidade. São oriundos de 17 países e de quatro continentes. Têm várias profissões e interesses. 369 têm até 29 anos. 1373 estão na faixa etária dos 30-39 anos, 1929 dos 40-49 e 1685 dos 50-59. 659 pessoas têm entre 60 e 69 anos. Já na faixa etária dos “mais de 65 anos” registam-se 193 colaboradores.

Formar equipas diversas e criar ambientes acolhedores é uma preocupação constante na Santa Casa. Numa sociedade cada vez mais globalizada, o respeito pelas diferenças tem sido a regra dentro e fora das organizações. Por isso, diversidade e inclusão fazem parte do ambiente da instituição.

 

 

Mas o que é a diversidade nas organizações?

Cada um de nós é um universo. A frase pode explicar o conceito de diversidade. As pessoas não são iguais, elas têm particularidades que as fazem grandiosas e únicas.

A diversidade é um conjunto de diferenças e semelhanças de género, crença, habilidades intelectuais e físicas, etnia, ideologias, idade, orientação sexual, deficiências, limitações, estatuto socioeconómico, nacionalidade e opiniões.
No caso das organizações, a diversidade está ligada à compreensão e aceitação de diferentes perfis. Devemos ser capazes de conviver harmoniosamente com a diversidade cultural, principalmente em grupo, estabelecendo relacionamentos pautados na inclusão, na dignidade, na equidade e na liberdade.

E a inclusão?

Inclusão tem que ver com o ato de criar um ambiente no qual as pessoas possam pertencer e prosperar. No mercado de trabalho, ser inclusivo significa criar estratégias para acolher as diversidades e garantir que os profissionais diversos tenham oportunidades iguais de crescimento e um ambiente seguro dentro da empresa.

Qual é a diferença entre diversidade e inclusão na prática?

Enquanto a diversidade está relacionada com a representatividade, a inclusão está ligada à instauração de uma mudança de cultura e comportamento em relação às pessoas diversas. Ou seja, é possível observar que a diferença entre diversidade e inclusão também reflete a diferença entre ambientes diversos e ambientes inclusivos — e a importância e necessidade de combiná-los.

Planeta terra

Cinco respostas sociais e projetos de inclusão da Santa Casa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem várias respostas e projetos que espelham o seu comprometimento no desenvolvimento de práticas de promoção de igualdade de oportunidades, em combater a discriminação e em criar um ambiente de inclusão. Na impossibilidade de mencionar todos, destaque para a Valor T, a agência de empregabilidade dedicada a pessoas com deficiência. A Valor T – o “T” traduz-se em talento e transformação – nasceu a 1 de maio de 2021 com o objetivo de ajudar, apoiar e suportar pessoas com deficiência na construção de carreiras profissionais estáveis e adequadas às capacidades de cada um, contribuindo para a transformação da vida destas pessoas através da empregabilidade.

A Obra Social do Pousal é outro exemplo. Esta resposta é uma Estrutura Residencial para Pessoas com Perturbações do Neurodesenvolvimento. Com um modelo de intervenção centrado na pessoa e nas atividades ocupacionais, neste espaço, o utente deve sentir-se útil com o seu trabalho. O objetivo é que esta situação tenha impacto na sua autoestima e autoconfiança, além de promover outras competências sociais e comportamentais.

Com mais de 50 anos de história, o Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos é um estabelecimento integrado na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tem como missão promover a reabilitação de pessoas com cegueira adquirida ou baixa visão, visando a sua autonomia e inclusão.

Já o projeto da Orquestra Geração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem como objetivo constituir uma orquestra juvenil na instituição. A essência do projeto é o trabalho social. A Orquestra Geração não é um conservatório, não é uma escola de música, é um trabalho social que acontece através da música, da prática de orquestra de conjunto. A música é utilizada como veículo de integração social, fazendo chegar a educação e a cultura a grupos sociais que não têm acesso ou têm acesso limitado.

Sob gestão da Misericórdia de Lisboa, o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian presta cuidados a bebés, crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral e condições neuromotoras limitadas, de modo a tornar a vida do paciente mais confortável, independente e inclusiva. O Centro garante, também, o acesso a serviços e a programas inovadores e de qualidade, graças a uma equipa multidisciplinar.

Cultura para todos. Santa Casa e Teatro D. Maria II renovam parceria

Esta parceria, válida para o triénio 2021-2024, permite oferecer mais-valias a profissionais e utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa provenientes de todas as áreas, nomeadamente infância e juventude, família e comunidade, população idosa, pessoas com necessidades especiais e outros segmentos populacionais mais vulneráveis.

De acordo com uma abordagem intergeracional e inclusiva, a parceria assume uma tripla vertente considerando as seguintes áreas de atuação: infância e seniores numa abordagem integrada – projeto Boca Aberta; adolescência – oficinas para jovens; formação – desenvolvimento de oficinas de formação para técnicos da Santa Casa.

O teatro é um lugar de todos e para todos

O projeto Boca Aberta visa dar a conhecer textos dos mais diversos géneros literários, estimulando o pensamento crítico; desafiar a criatividade partindo de linguagens narrativas diferentes; estimular a imaginação e a interpretação criativa da palavra escrita e contada; abordar as diferentes perspetivas e possibilidades de interpretação/representação de um texto , promovendo o gosto pela leitura e pelas artes performativas.

Já as oficinas para jovens visam a participação de jovens apoiados pela Santa Casa em oficinas de formação, a realizar nas férias escolares de Páscoa e Verão.

Por outro lado, as oficinas de formação para técnicos da Santa Casa têm por objetivo possibilitar a reflexão sobre ferramentas pedagógicas e estratégias de comunicação em sala de aula ou em contexto de trabalho.

Esta parceria é também um projeto de acessibilidade, que tem como intuito possibilitar o acesso universal ao edifício, à programação e a outras iniciativas desenvolvidas ao longo da temporada.

Créditos fotografia: Filipe Ferreira

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas