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Utentes do Pousal operados no Hospital de Sant’Ana no Dia Mundial da Saúde Oral

Um grupo de utentes da Obra Social do Pousal, com perturbações do neurodesenvolvimento, foi submetido a intervenções cirúrgicas em bloco operatório no Hospital Ortopédico de Sant’Ana, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde Oral.

As cirurgias resultam da articulação com a Unidade de Saúde Santa Casa Ocidental, onde estes utentes são acompanhados regularmente, garantindo continuidade de cuidados e resposta adequada a situações de maior complexidade clínica.

As intervenções foram realizadas por André Brandão de Almeida, administrador da Santa Casa com o pelouro da Saúde, que mantém atividade clínica de forma pontual, tendo neste caso assinalado o Dia Mundial da Saúde Oral com a realização destas cirurgias. Os procedimentos contaram com a presença do médico dentista Luís Gomes Peres, que segue os utentes na USSC Ocidental, e de alunos finalistas da Egas Moniz School of Health and Science, em contexto de observação.

“A saúde oral continua a ser uma das áreas onde as desigualdades são mais silenciosas. Estes doentes não podem depender da exceção ou da boa vontade, precisam de respostas estruturadas, seguras e consistentes. É isso que estamos a construir: um modelo que garante acesso real a quem mais precisa”, sublinha André Brandão de Almeida.

Esta iniciativa integra-se numa estratégia mais ampla da Santa Casa, que inclui circuitos dedicados para utentes com necessidades especiais, assegurando acesso a cuidados diferenciados em ambiente hospitalar sempre que necessário.

O espetáculo tem de continuar

O espetáculo tem de continuar: como Daniel quer voltar aos palcos com a ajuda do CMRA

“O que me dá mais força é ver o corpo a reagir ao longo do tempo e ver pequenos passos de uma semana para a outra”. No ginásio de adultos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), Daniel Cardoso atinge com força o saco de boxe à sua frente. Só pausa para receber indicações do fisioterapeuta André, mas rapidamente volta à ação. Sente a agilidade a voltar-lhe ao corpo e nem mais uma cirurgia recente o impede de continuar o seu longo caminho de recuperação.

Em agosto do ano passado, em mais um dos normais dias quentes de verão, ia a sair de casa de mota quando foi abalroado por um automóvel. Foi uma travagem brusca na sua vida profissional de bailarino, coreógrafo e fundador da Quorum Dance Company, uma companhia de dança contemporânea sediada na Amadora há cerca de 20 anos.

“Tive muitas fraturas, tíbia, fémur, vértebras, sacro, cotovelo, nariz, uma lesão na medula… Parei completamente e não foi só o trabalho, foi a vida”, resume Daniel.

Quase três meses depois entrava pela primeira vez no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, decidido a recuperar o que o acidente lhe tirou: o seu verdadeiro instrumento de trabalho.

Play Video about Daniel sorri para o terapeuta

“Há muitas formas de se trabalhar na área da dança contemporânea e no meu caso é tudo muito físico. Para criar as coisas, eu faço-as também. Por isso, hoje a minha luta é esta: conseguir voltar a trabalhar. Porque se não conseguir fazê-lo, para mim é quase impossível conseguir criar”, explica o coreógrafo.

Já atuou em mais de 20 países com a sua companhia, mas o mundo de Daniel centra-se agora em Alcoitão. Neste que é o seu segundo internamento no CMRA, os ensaios deram lugar aos tratamentos e Daniel ‘atua’ em vários palcos de manhã à noite: piscina, terapia ocupacional e fisioterapia preenchem-lhe a agenda, muitas vezes para lá da hora marcada, tal é a vontade de se reerguer: “O meu primeiro desafio é poder voltar à normalidade como pessoa, no dia a dia. E o desafio ainda maior é conseguir voltar à minha atividade profissional! Conseguir que o meu corpo volte ao normal e o mais perto possível do que era antigamente. Quero perceber com que limitações vou ficar. Vou ter de me adaptar à nova realidade, mas estou a trabalhar para que seja preciso o mínimo de adaptação possível”.

“CMRA é um sítio muito especial”

Alcoitão tem sido a casa de Daniel nos últimos meses e técnicos como o fisioterapeuta André ou a terapeuta ocupacional Anabela já são quase família. O coreógrafo não se cansa, de resto, de elogiar a capacidade que a equipa tem de acolher os utentes como se estivessem em casa.

“É um sítio muito especial, que ultrapassa a ideia de estarmos hospitalizados. Quase conseguimos sentir que não estamos num hospital! Nunca me senti um doente, senti-me uma pessoa e isso faz uma diferença gigante. Estarei para sempre agradecido a estes profissionais! O trabalho que fazem, não apenas na fisioterapia e nos outros tratamentos, mas a nível humano, faz com que as pessoas ultrapassem as dificuldades e consigam crescer. Têm aqui um grupo de profissionais muito especial mesmo!”, resume.

Se Maomé não vai à montanha…

Impossibilitado de trabalhar com a Quorum Dance Company, Daniel Cardoso soube, entretanto, que Alcoitão dispunha de um auditório, o que significava… um palco. E a ligação foi imediata: se Daniel não podia estar com a sua companhia, a companhia podia vir ao seu encontro. Assim, no passado mês de fevereiro, o CMRA recebeu o espetáculo GATE 57, até em forma de agradecimento pela maneira como o fundador da companhia tem sido tratado.

“Se calhar, a maior parte das pessoas nunca tinha visto um espetáculo de dança contemporânea e por isso propus fazê-lo. Foi um sucesso enorme!”, descreve o coreógrafo, orgulhoso da sua equipa.

“Por isso mesmo, no futuro, quando ficar bom e voltar à normalidade, quero que isto seja uma coisa anual. Quero continuar a poder contribuir para o ambiente de Alcoitão com dança e proporcionar dias diferentes às pessoas que aqui estão internadas. Obrigado!”, conclui.

Daniel Cardoso subiu ao palco com a equipa no CMRA

Dia Europeu da Terapia da Fala: Recuperar o poder de comunicar com o mundo

A comunicação está na base da evolução do ser humano e é um pilar basilar da vida em sociedade. Por isso mesmo, quando existem problemas na capacidade de comunicar, ou quando ela falha de forma total ou parcial, pode ser necessária ajuda profissional. É aqui que intervém a Terapia da Fala, cujo Dia Europeu se assinala esta sexta-feira, 6 de março.

A data, instituída em 2004, pretende sensibilizar para as perturbações da comunicação e da deglutição, bem como o seu efeito sobre a saúde humana e a importância dos profissionais desta área no bem-estar e na saúde das pessoas afetadas.

O caso de Rui

A Terapia da Fala ocupa um lugar de destaque no Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nomeadamente no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), onde fomos conhecer o caso de Rui Ferreira, cuja vida deu uma volta de 180 graus em 2023, quando sofreu um AVC que, entre outros efeitos, o privou da sua normal capacidade de comunicação.

Utente em sessão de Terapia da Fala

“O Rui tem o que chamamos de afasia, uma alteração na linguagem que compromete várias áreas, não só a expressão oral, mas também a compreensão. Numa etapa inicial, além de ter dificuldade em transmitir, o Rui também tinha dificuldade em compreender o que dizíamos, embora essa tenha sido a componente que mais melhorou ao longo do tempo. E na afasia também existem alterações ao nível da leitura e da escrita. A leitura do Rui tem melhorado bastante, mas anda tem muita dificuldade a escrever, tal como tem a falar”, descreve Daniela Parente, terapeuta da fala no CMRA.

Com 40 anos, Rui Ferreira, que antes do AVC era coordenador de equipa numa empresa de software de faturação, está a reaprender a comunicar. Consegue falar, embora tenha muita dificuldade em aceder às palavras guardadas no seu cérebro.

“Bem, a afasia…”, lamenta Rui com um suspiro, quando tenta apresentar-se. É amparado na tentativa pela terapeuta, que explica que as patologias atendidas em Alcoitão se dividem em três áreas e uma delas é precisamente o caso do seu paciente.

Afasia, disartria e disfagia

“Existem alterações da linguagem, como é o caso do Rui, que se chamam afasias; alterações de fala, a que damos o nome de disartrias; e alterações de deglutição, as disfagias. No caso do Rui a alteração na linguagem decorre de uma lesão no hemisfério esquerdo do cérebro, que geralmente afeta o lado direito do corpo. Se a lesão fosse no hemisfério direito, teria dificuldade em mexer o lado esquerdo e teria mais dificuldades na parte motora da fala e não na linguagem. Se tivesse uma lesão no hemisfério direito, ocasionalmente no esquerdo ou principalmente no tronco cerebral, aí teria uma alteração na deglutição, uma disfagia”, relata Daniela.

Utente em sessão de terapia da fala

Ao contrário do que acontece na área pediátrica, na qual a maior parte dos problemas está relacionada com questões como a dislexia, o setor de Adultos do CMRA atende essencialmente alterações da comunicação e da deglutição de etiologia neurológica.
“Após uma alteração neurológica podem surgir alterações na comunicação. A mais frequente é o AVC, que é o caso do Rui. Depois há os traumatismos crânio-encefálicos, algumas doenças neurodegenerativas ou tumores cerebrais”, enumera a terapeuta.

Os truques do cérebro

“Sem dúvida”. É assim que Rui Ferreira responde quando lhe perguntamos se sente a evolução da sua comunicação desde que iniciou as sessões de terapia da fala. Mas, quando tenta uma resposta mais trabalhada, surgem as pausas à procura das palavras, que por vezes encontra… noutra língua. Daniela Parente explica a razão e o segredo está, uma vez mais, no nosso cérebro.

“Embora o Rui não fosse bilingue, após o AVC ele não conseguia comunicar em português e, muitas vezes, responde em inglês, uma língua que ele utilizava muito no trabalho. A explicação para isto é que a língua está representada no cérebro em determinadas localizações. Se a pessoa for bilingue, a representação das duas línguas estaria no mesmo local. Mas, neste caso, como é uma língua adquirida posteriormente, a localização no cérebro é diferente”, argumenta.

Daí ser natural que, quando a terapeuta pergunta a Rui em que ano anda o seu filho na escola, este responda imediatamente ‘One’ e só depois corrija para ‘primeiro’. Ou que diga ‘That’s it’ quando Daniela adivinha o que pretende dizer.

Utente escreve numa sessão de terapia da fala

A sessão continua com vários exercícios e Rui Ferreira usa diversos meios para se fazer expressar, desde uma simples folha de papel na qual vai escrevendo ou esquematizando, até objetos que procura na sala, passando pela preciosa ajuda do telemóvel, no qual tem uma aplicação com frases suas pré-gravadas para comunicar melhor em casa, junto da sua família.

“Ajuda sim, mas quando…”, refere Rui, secundado depois por Daniela ao explicar que é impossível prever todos os cenários na aplicação, pelo que o esforço para se fazer entender é constante ao longo do dia. Uma luta dura, mas com resultados e sorrisos pelo meio.

Sinergia CMRA - ESSAlcoitão

A sessão com Rui Ferreira e a terapeuta Daniela Parente foi acompanhada de perto por outra Daniela, esta Félix. Está a fazer um estágio no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, no âmbito da licenciatura em Terapia da Fala na vizinha Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

O facto de estes dois equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estarem – e trabalharem – tão próximos permite amplas mais-valias na formação dos novos terapeutas, que têm no CMRA uma oportunidade única de completarem a sua formação com casos reais e, quiçá, iniciar ali a sua vida profissional.

Terapeuta e estagiária em sessão de terapia da fala com utente

A licenciatura em Terapia da Fala oferecida pela ESSAlcoitão tem um desenho curricular com várias estratégias de ensino e aprendizagem, e o destaque vai, efetivamente, para essa Aprendizagem em Contexto Real (estágio), realizada no CMRA, mas também noutros hospitais, centros de saúde, clínicas, estabelecimentos de ensino, residências assistidas, centros de reabilitação, entre outros.

Ao longo do curso, o estágio é supervisionado por Terapeutas da Fala com reconhecida experiência profissional, que integram o corpo de educadores clínicos, em colaboração com o corpo docente interno do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão. Existe ainda a oportunidade de adquirir competências a nível internacional, através do programa de mobilidade europeia ERASMUS+.

Saiba mais sobre a licenciatura em Terapia da Fala da ESSAlcoitão.

Grupos terapêuticos do CMRA de portas abertas aos visitantes

Será através de um circuito dinâmico que os grupos de intervenção terapêutica do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) irão abrir as suas portas, circuito esse no qual os visitantes percorrerão um conjunto de estações dedicadas ao ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, assim como à terapia pela música.

O circuito de sexta-feira irá decorrer entre as 09h00 e as 12h00, sem pausas, com cada participante a permanecer 30 minutos em cada estação, por forma a que possa percorrer os cinco grupos terapêuticos.

A participação neste circuito pelos grupos terapêuticos do CMRA está aberta a todos, sendo apenas necessária inscrição prévia.

Saúde com autonomia: estratégias para pessoas idosas

A iniciativa, agendada para dia 24 de fevereiro, às 14h30, tem como objetivo explorar estratégias eficazes que apoiem as pessoas idosas na gestão ativa da própria saúde, reforçando a autonomia, o bem-estar e a capacidade de participação na comunidade.

O encontro insere-se no projeto europeu KORALE, cofinanciado pela União Europeia, por meio do programa Interreg Europe, que promove a prevenção e o combate à solidão por meio de políticas públicas.

O webinar decorre em língua inglesa e destina-se a profissionais, técnicos, decisores e a todos os interessados nas áreas do envelhecimento, saúde e inclusão social.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pelo formulário.

Santa Casa inaugura Piso 3 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inaugurou, na passada sexta-feira, 9 de janeiro, o Piso 3 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), um espaço remodelado e modernizado para internamento de reabilitação de adultos, com capacidade para 68 camas, num investimento de cerca de 2 milhões de euros.

Esta obra enquadra-se numa estratégia mais ampla de intervenção na infraestrutura e serviços deste equipamento da Misericórdia de Lisboa, consolidando o seu estatuto de unidade de referência nacional e internacional na Medicina Física e de Reabilitação e robustecendo o compromisso da Instituição com a comunidade na área da Saúde.

Marcaram presença na cerimónia de inauguração Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, ambos recebidos por Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e restantes membros da Mesa.

Para o Provedor da Santa Casa, o projeto de transformação que envolve o CMRA “vai muito para além da obra física”, passando igualmente por “um investimento nas pessoas, na tecnologia e na transformação digital, para garantir uma melhoria substancial dos cuidados”.

“Em 2026 temos a honra de celebrar 60 anos de existência do Centro de Alcoitão. São seis décadas de dedicação ininterrupta à reabilitação, um legado de inovação e cuidado que nos enche de orgulho e nos impulsiona para o futuro”, referiu Paulo Sousa.

Por seu lado, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, comentou que “a reabilitação deste andar era merecidíssima” e reforça, no seu entender, “a retoma da Ação Social por parte da Santa Casa no que faz de melhor, que é cuidar dos que precisam”.

Também Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, demonstrou a sua “enorme satisfação” por esta inauguração, que “simboliza renovação, compromisso e visão de futuro, por respeito a uma história longa, sólida e profundamente humana” como a do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Comemorações do 60.º aniversário do CMRA “arrancam” no dia 15

“Alcoitão: Cuidado Humanizado em Reabilitação” foi o tema escolhido para a mesa-redonda que assinalará a abertura das comemorações oficiais de aniversário do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, uma das “joias da Coroa” da Misericórdia de Lisboa. A cerimónia iniciar-se-á às 09h30 de dia 15 com uma intervenção de Paulo Sousa, o provedor da Santa Casa, seguindo-se um debate que terá como convidados vários especialistas: Maria de Lurdes Martins (da Universidade Católica de Lisboa), Sérgio Deodato (presidente da Comissão de Ética do Centro Hospitalar da SCML) e Maria Rosário Feijóo (presidente da Comissão de Humanização do mesmo centro hospitalar). António Fantasia, o vice-presidente da Comissão de Humanização, irá assumir as funções de moderador.

Mais tarde, às 11h30, as atenções irão dirigir-se para alguns utentes do CMRA, que irão partilhar com a assistências os seus testemunhos, os quais são verdadeiramente inspiradores. Luís Granja, Felismina Gomes, Diana Wong e Hugo Maia serão os protagonistas deste momento, que terá Isabel Batalha (diretora do Serviço de Reabilitação Pediátrica) e Sónia Sérvulo (psicóloga do mesmo serviço) como moderadoras.

Ao longo dos 12 meses de 2026, várias iniciativas irão assinalar o 60.º aniversário do CMRA. Com uma programação pensada para celebrar o trabalho que se realiza diariamente neste centro de reabilitação desde há seis décadas, todos estão convidados a celebrar, desde público em geral, parceiros e instituições, sem esquecer os profissionais do centro, os seus utentes e respetivos familiares.

Santa Casa assume gestão definitiva do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian

A Santa Casa, o Instituto da Segurança Social e a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa assinaram, na quarta-feira, 17 de dezembro, um memorando para a transferência definitiva do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCG) para a Misericórdia de Lisboa.

Este equipamento, dedicado totalmente a pessoas com paralisia cerebral e situações neuromotoras afins, funcionava até agora sob gestão da Santa Casa mediante um decreto que era renovado anualmente há mais de uma década. A transição agora oficializada vai permitir o fortalecimento dos serviços deste equipamento de saúde, a remodelação e reforço das suas infraestruturas e o consequente melhoramento do apoio prestado aos utentes.

Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, que marcou presença na assinatura do memorando acompanhado por André Brandão de Almeida, administrador com o pelouro da Saúde, salientou “a enorme satisfação” por este momento, só possível graças ao “diálogo construtivo e contínuo ao longo de vários anos” entre as três entidades.

“Este passo representa mais do que uma mudança administrativa: é um compromisso com a sustentabilidade, a modernização e a melhoria das respostas para pessoas com paralisia cerebral e as suas famílias”, acrescentou o Provedor.

Por seu lado, Telmo Antunes, vice-presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Segurança Social, afirmou que “este é um virar de página que vai permitir o aprofundamento das respostas sociais” do CRPCCG.

Já Orlando Borges, presidente da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, agradeceu o empenho de todos neste processo e falou de “uma expectativa enorme” sobre a evolução das respostas deste equipamento aos utentes com paralisia cerebral, uma doença para a qual, recordou, não há cura.

Dia Nacional do Terapeuta da Fala centra-se nos Cuidados Paliativos

Assinala-se esta sexta-feira, 14 de novembro, o Dia Nacional do Terapeuta da Fala, celebrado pela Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala (APTF) sob o lema “Intervir em Cuidados Paliativos”.

Além dos objetivos principais da terapia da fala, que atua na prevenção, avaliação e tratamento de todas as perturbações da comunicação humana, tanto oral quanto escrita, bem como nas alterações do processo normal de deglutição, a intervenção desta área nos cuidados paliativos destaca-se pelo esforço em preservar a capacidade de comunicação dos utentes, contribuindo para o seu bem-estar e assegurando a manutenção da dignidade ao longo de todas as fases da vida.

Para sintetizar estes intuitos, a ATPF criou a página O Terapeuta da Fala Pode Fazer a Diferença, concentrando informação útil sobre o tema da efeméride deste ano.

Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Terapia da Fala assume uma importância de relevo, não apenas pelos terapeutas que desempenham a função nos diversos equipamentos da Instituição, mas também pela ligação desta área à Escola Superior de Saúde do Alcoitão, que oferece a Licenciatura em Terapia da Fala no seu leque de cursos.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas