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Santa Casa Challenge procura ideias ligadas à transição digital e sustentabilidade ambiental

“Os novos desafios na educação e no trabalho para a transição digital e ação climática” dão o mote para a sétima edição do Santa Casa Challenge. Competição promovida pela Casa do Impacto, da Misericórdia de Lisboa, que foi esta terça feira, 14 de dezembro, apresentada, através de uma transmissão virtual via Facebook, e que visa premiar as melhores soluções digitais, em vários domínios dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

O evento contou com a participação de Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, Catarina Fernandes Martins, jornalista e co-produtora do documentário “From Devil’s Breath”, Felipe de Oliveira, coordenador de projetos da Youth Climate Leaders em Portugal e António Alexandre, colaborador da 2adapt, no projeto europeu 1planet4all.

“Este é um concurso que premeia soluções tecnológicas disruptivas que respondam ao desafio lançado”, afirma Inês Sequeira, frisando que, para o challenge “procuramos empreendedores motivados e que, através de soluções inovadoras, deem resposta aos problemas e necessidades sociais e ambientais, sempre alinhando a sua ação com os ODS”.

“Queremos não só dar algum apoio financeiro, mas também espaço aos projetos vencedores, para que possam acelerar as suas propostas e desenvolvê-las”, acrescenta.

As soluções apresentadas podem resultar de novas ideias já testadas e exequíveis do ponto de vista tecnológico, mas também de ideias que ainda não estejam comercializadas ou disponíveis no mercado.

Para a edição deste ano vão ser aceites soluções exclusivamente destinadas aos ODS 4: Educação de Qualidade; ODS 8: Trabalho Digno e Crescimento Económico e ODS 13: Ação Climática.

“Esperamos encontrar projetos inovadores que venham dar resposta a esta ‘empregabilidade verde’, mas também projetos dedicados à educação ou informação que possam ser veículos credíveis para a promoção de uma sociedade melhor informada e consciente da temática ambiental”, explica Inês Sequeira.

As candidaturas podem ser feitas através do site da Casa do Impacto até 27 de março e serão avaliadas segundo os seguintes critérios: adequação do perfil e envolvimento dos candidatos na concretização da solução; grau de inovação; aplicabilidade da solução ao desafio; grau de replicabilidade; impacto no público-alvo da aplicação da solução; e exequibilidade tecnológica.

Serão premiados três projetos e todos eles receberão o Alpha Pack para participar no Web Summit 2022. Ao primeiro classificado é atribuído um prémio no valor de 15 mil euros para investimento no projeto apresentado, além de incubação gratuita, à semelhança do que acontece com o segundo classificado, por um período de 1 ano.

Circuito Mundial de ondas grandes na Nazaré. Muito mais do que ondas

Depois do nevoeiro da véspera, o céu limpo permitiu a milhares de espetadores assistirem, a partir do anfiteatro natural das encostas da Praia do Norte e do Forte de São Miguel Arcanjo, a ondas entre 12 e 15 metros no TUDOR Nazaré Tow Surfing Challenge apresentando pelos Jogos Santa Casa, primeira etapa do Circuito Mundial de ondas grandes.

O brasileiro Pedro Scooby fez o tubo do dia (pontuação de 9,5) e a manobra valeu-lhe o Prémio Superação Jogos Santa Casa. Sucede assim à equipa de segurança de água, eleita em 2020 entre os surfistas pelo salvamento de Alex Botelho, surfista português vítima, então, de um grave acidente e que envolveu também Hugo Vau, no jet-ski.

Nazaré Tow Surfing Challenge_Prémio Superação

Numa jornada iniciada pouco depois das oito da manhã, ao longo de seis baterias de 50 minutos cada, o brasileiro Lucas Chianca esteve em destaque ao arrecadar o Prémio de Melhor Performance Masculina, sucedendo a Kai Lenny (Havai), vencedor da edição 2019-2020.

O jovem brasileiro fez dupla com o havaiano e terminou à frente entre as 18 equipas em prova, recebendo o Prémio Melhor Performance de Equipa. Justine Dupont (puxada por Pierre Rollet) conquistou o Prémio Feminino superando as brasileiras Maya Gabeira e Michelle des Bouillons. A surfista francesa, residente nas imediações da Nazaré, repetiu o triunfo da edição de fevereiro de 2020.

A par do evento principal, a World Surf League e os Jogos Santa Casa convidaram um grupo de atletas olímpicos portugueses para assistirem de perto e em exclusivo ao evento. Maria Martins (Ciclismo), João Pereira e Melanie Santos (Triatlo), Filipa Martins (Ginástica) e Telma Monteiro (Judo) acompanharam as incríveis manobras dos surfistas num barco preparado para o efeito e comandado por profissionais. As ondas grandes não os demoveram. Pelo contrário, estavam bastante ansiosos por saber o que é surfar ondas de 10, 12 e mais metros. Tratou-se de uma experiência única que deixou estes experimentados atletas olímpicos com pele de galinha e a adrenalina a 100%.

Com este apoio os Jogos Santa Casa reiteram a sua estratégia de apoio ao surf, que tem vindo a ganhar consistência nos últimos anos, com forte impacto social e mediático, à qual estão associados valores que se enquadram no eixo estratégico de atuação dos Jogos Santa Casa, como a orientação para estilos de vida saudáveis, criação e superação de obstáculos e associação a uma modalidade desportiva com cada vez mais adeptos, transversal e inclusiva.

Créditos fotográficos: Word Surf League 

Santa Casa distingue projetos que abrem novos caminhos nas neurociências

Premiar a melhor investigação em Portugal: é este o objetivo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa nos três prémios que atribui, anualmente. Da necessidade de complementar as respostas que já presta no dia a dia, no âmbito dos serviços de saúde e sociais que oferece, e sempre tendo em conta a melhoria da qualidade de vida dos mais vulneráveis, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa criou, em 2013, dois prémios para promover a investigação científica e médica de excelência. Hoje, são três os prémios da instituição que apoiam projetos que permitem às neurociências chegar mais além.

Os projetos das equipas de Maria José Diógenes e de António Salgado são os grandes vencedores dos Prémios Santa Casa Neurociências 2021. O trabalho de cada um dos grupos foi distinguido com 200 mil euros. Já Daniela Pimenta da Silva recebe 40 mil euros do Prémio João Lobo Antunes 2021, para um projeto sobre a doença de Parkinson. Numa cerimónia restrita, os prémios foram entregues esta segunda-feira, 13 de dezembro, na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Os vencedores

A equipa de Maria José Diógenes sagrou-se vencedora do Prémio Mantero Belard. O projeto da investigadora do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (Lisboa) é sobre um composto que pode ser um neuroprotetor para a doença de Alzheimer. “A molécula tem um mecanismo de ação neuroprotetor totalmente inovador, prevenindo a destruição de um recetor fundamental para mecanismos de memória e aprendizagem – o recetor da neurotrofina BDNF – que está comprometido na doença de Alzheimer”, explicou a cientista, que também já tinha sido líder do projeto que venceu o Prémio em 2017.

Por outro lado, a equipa de António Salgado foi galardoada com o Prémio Melo e Castro. O projeto do cientista da Universidade do Minho, ICVS/3B`s Laboratório Associado (vencedor do mesmo Prémio em 2013 e 2017) pretende investigar de forma profunda os efeitos do secretoma de células estaminais como terapia regenerativa de lesões vertebromedulares. O grande objetivo? Vir a ter terapias com base na sua utilização. Nos próximos anos, a equipa de António Salgado irá fazer a sua investigação com base na cultura dinâmica de células estaminais, nos modelos tridimensionais in vitro, bem como nos modelos de animais pré-clínicos e clínico veterinários.

O Prémio João Lobo Antunes, no valor de 40 mil euros, foi concedido a Daniela Pimenta da Silva, interna de neurologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte. Criada em homenagem ao neurocirurgião João Lobo Antunes, esta distinção destina-se a licenciados em medicina em regime de internato médico. Daniela Pimenta da Silva foi distinguida com o projeto “Realidade virtual para uma gestão não farmacológica da doença de Parkinson”. O trabalho consiste num ensaio clínico (em humanos) em que se pretende testar um software de realidade virtual imersiva como ferramenta de reabilitação para doentes com Parkinson. “Esta será uma oportunidade única para estudar o valor acrescido da tecnologia de realidade virtual imersiva em programas convencionais de fisioterapia em doentes com a doença de Parkision”, sublinha Daniela Pimenta da Silva.

Na sua intervenção, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, sublinhou que os Prémios Santa Casa Neurociências são “uma grande iniciativa” da Misericórdia de Lisboa, cumprindo dois objetivos. Por um lado, diz o provedor, “a Santa Casa está na linha da frente no apoio à investigação científica em áreas que nos dizem respeito, com é o caso da reabilitação e das doenças neurodegenerativas que são um flagelo na nossa sociedade. Por outro, este apoio à investigação contribui muito para melhorar o trabalho da instituição e a forma como apoiamos os utentes da Santa Casa”.

“Sinto muito orgulho por fazer parte da continuidade deste projeto. Hoje, creio que todos sentimos que estes prémios têm um quadro de reconhecimento global na comunidade científica, que fazem parte daquele que é o desenvolvimento da investigação em Portugal”. Edmundo Martinho manifestou ainda a forte convicção de continuar a apoiar a investigação nestes domínios.

Santa Casa e PSP reforçam parceria no âmbito do projeto Radar

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Polícia de Segurança Pública assinaram, esta segunda-feira, 13 de dezembro, um protocolo que reforça o compromisso das duas instituições no apoio, identificação e acompanhamento da população com mais de 65 anos, na cidade de Lisboa. Durante a cerimónia, foram ainda entregues aos agentes daquela força de segurança que integram o Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade (MIPP), 42 tablets que irão permitir uma maior eficiência no trabalho desenvolvido.

O protocolo, assinado pelo administrador da ação social da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra e pelo comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, Paulo Pereira, visa melhorar a dinâmica, abrangência e sustentabilidade do projeto, reforçando a colaboração entre as instituições, com a finalidade de potenciar um maior envolvimento dos agentes MIPP na apropriação e utilização da plataforma Radar.

Para Sérgio Cintra, esta parceria com a PSP é “essencial para o sucesso do Radar”, reconhecendo que “as pessoas que necessitam de apoio sentem-se mais confortáveis quando é dado pelos ‘anjos’ vestidos de azul”. O administrador apontou ainda que os tempos complexos que a sociedade atravessa, devido à pandemia de Covid-19, “colocaram várias fragilidades a esta população, que anteriormente não se colocavam, com destaque para as questões da saúde mental”.

Sérgio Cintra defendeu também que o projeto só alcança o seu verdadeiro potencial “porque é trabalhado numa ótica de partilha de experiências e saberes, entre as várias instituições que integram o Radar”, frisando que a instituição que representa “tudo fará para apoiar e disponibilizar todos os meios que consiga para o sucesso”.

No final da sua intervenção, o administrador reforçou que “em breve voltaremos a ultrapassar os 30.000 idosos identificados e inseridos na plataforma”, concluindo que “no rescaldo da pandemia terá de ser feito um diagnóstico social atualizado às circunstâncias de cada um dos territórios da cidade”.

“É com grande satisfação que recebemos mais uma ferramenta importantíssima para prosseguirmos um projeto extremamente relevante na cidade de Lisboa”, afirmou o superintendente Paulo Pereira, durante a cerimónia, admitindo que a PSP “pode e deve ser um parceiro estratégico para o Radar”, relembrando algum dos programas que a PSP já tem para apoiar esta população, como é o caso do “Apoio 65 – Idosos em Segurança”.

Para Paulo Pereira, a intervenção da PSP neste processo é complementar a “todo o trabalho desenvolvido por todos os parceiros”, reforçando que “as ações de todos devem ter, como fim único, uma melhoria considerável nas condições de vida desta população”.

O Radar é um projeto pioneiro em Lisboa, liderado pela Santa Casa, que tem como objetivo identificar a população com mais de 65 anos, em situação de isolamento na cidade. Conta com o apoio da PSP, da Câmara Municipal de Lisboa e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, entre outros, e está integrado no programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades”.

Museu de São Roque acolhe exposição “O Menino Jesus de Cebu”

No âmbito das comemorações dos 500 anos do descobrimento das Filipinas, pelo navegador português, Fernão de Magalhães, que se notabilizou por ter liderado a primeira viagem de circunavegação ao globo, foi inaugurada, esta quinta-feira, 9 de dezembro, na Galeria de Exposições Temporárias do Museu de São Roque, a exposição “O Menino Jesus de Cebu: um ícone da cultura e da história das Filipinas”.

Organizada em quatro núcleos, a mostra permite aos visitantes acompanhar a história do culto ao Menino Jesus de Cebu, que evoca a chegada de Fernão de Magalhães à ilha de Cebu e o batismo católico dos soberanos e de 800 autóctones.

Construída em madeira, a estátua de “O Menino Jesus de Cebu” é o símbolo da chegada do cristianismo às Filipinas. Segundo a tradição, este foi doado, em 1521, pelo explorador português à rainha de Cebu.

Do espólio presente na exposição fazem parte, entre outras peças, duas vestes, do século XIX, do “Santo Niño de Cebu”, um colete frontal com tecido bordado a prata e ouro e enfeites de pedras preciosas, e uma capa magna de veludo vermelho e pano de cetim, com fios costurados a ouro.

A instalação convoca a atenção dos visitantes para um tema que, apesar de bem vivo na cultura filipina, permanece desconhecido em Portugal. A imagem do “Santo Niño de Cebu” – que encontra paralelo na tradição católica no Menino Jesus da Cartolinha, de Miranda do Douro, e no Menino Jesus de Praga, entre outros – é a mais antiga relíquia católica das Filipinas, e encontra-se na Basílica Menor do Sto. Niño de Cebu.

Exposição

Paralelamente à exposição, a Santa Casa preparou uma série de atividades que acompanham esta mostra. No dia 14 de dezembro a Sala do Brazão do Museu de São Roque recebe as conferências, “Fernão Magalhães e o início do Cristianismo nas Filipinas” e “A Devoção do Sto. Nino nas Philippine”, onde decorrerá uma breve apresentação que relembra os momentos definidores dos 500 anos do Cristianismo nas Filipinas.

A 26 de janeiro, também no Museu de São Roque, a tarde tem início com a conferência “O local da primeira missa nas Filipinas em debate: o contributo da cartografia portuguesa”, por Miguel Rodrigues Lourenço, do Centro de Humanidades da Universidade NOVA de Lisboa. No mesmo dia, acontece outra palestra, “Pobre, & despido por seu amor: o Menino Jesus e a prática de vestir imagens na Época Moderna”, que, partindo de várias leituras, pretende contribuir para um entendimento mais alargado do papel das roupas no culto do Menino Jesus, em Portugal.

Com entrada livre, a exposição resulta de um projeto da Embaixada das Filipinas em Portugal, da National Historical Commission of the Philippines e da Basílica Menor do Sto. Niño de Cebu, em colaboração com o Museu de São Roque e pode ser visitada até ao dia 6 de fevereiro, de terça-feira a domingo, das 10h às 12h e das 14h30 às 18h (última entrada às 17h30).

New Talent: já pode votar no maior jovem talento nacional

O concurso New Talent pretende destacar os jovens portugueses mais talentosos em áreas ligadas ao lifestyle. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a NiT e a TVI juntaram-se, pelo terceiro ano consecutivo, para realizar esta iniciativa que vai premiar o maior jovem talento nacional com uma bolsa de 10 mil euros. O vencedor poderá desenvolver um projeto profissional ao longo de 2022.

O júri do concurso escolheu, entre centenas de candidatos, 27 jovens com menos de 27 anos que aproveitaram o período do confinamento ou em que ficaram desempregados por causa da crise económica para criarem um projeto original, disruptivo e verdadeiramente surpreendente. No final, a lista dos selecionados foi avaliada pelo diretor de patrocínios da Santa Casa, Nuno Moura Pires, e pelo publisher da NiT, Jaime Martins Alberto, que escolheram os 10 finalistas.

Agora, cabe ao público decidir quem merece vencer a terceira edição deste concurso nacional. Para escolher o seu finalista favorito, só precisa de aceder ao site do New Talent 2021, carregar sobre o respetivo nome do candidato, fazer o login e votar. Cada leitor só pode votar uma única vez. A votação online arrancou na passada sexta-feira, 3 de dezembro, e termina no dia 17 do presente mês. O grande vencedor será anunciado nas plataformas digitais da Misericórdia de Lisboa, NiT e TVI no dia 18 de dezembro.

Os dez finalistas

  • Mariana Duarte Santos, 25 anos, Lisboa | Artista
  • Phoebe, 25 anos, Lisboa | DJ
  • Marco Mendonça, 26 anos, Lisboa | Ator
  • Rita Ornellas, 25 anos, Barcelona | Fotógrafa
  • Mess Jess, 27 anso, Lisboa | Designer
  • Ana Cláudia Santos, 25 anos, Lisboa | Poeta
  • Cece, 27 anos, Coimbra | Baterista
  • HALB, 22 anos, Amadora | Fotógrafo
  • Beatriz Bagulho, 24 anos, Almada | Ilustradora
  • João Moreira, 26 anos, Lisboa | Ator

10 finalistas NiT

Valor T: a plataforma da Santa Casa que está a transformar o mercado de trabalho

Em maio, enquanto João Antunes folheava o jornal Correio da Manhã, escrito a letras capitais estava a oportunidade de uma vida: a Misericórdia de Lisboa anunciava a criação da Valor T. Ao ler aquele artigo, o jovem natural de Lisboa percebeu que a Santa Casa tinha acabado de criar um canal de oportunidades para que pessoas com deficiência pudessem ingressar no mercado de trabalho. “Conheci a Valor T através de um artigo publicado num jornal. Após ter lido a notícia fui à procura do site da Valor T e fiz a inscrição na plataforma”, refere.

A Valor T nasceu em plena pandemia, com o desemprego a crescer e as distâncias a aumentarem. Trata-se de um projeto com uma abordagem que não se fixa na deficiência, mas antes na pessoa, no seu talento e determinação. Para João Antunes “a criação da Valor T foi uma lufada de ar fresco” para pessoas que, tal como ele, estão em “circunstâncias complicadas”. Para este engenheiro multimédia, de 36 anos, a distrofia muscular progressiva rara provocou-lhe limitações físicas, mas também poucas expetativas de emprego. A sua, já vasta, experiência profissional permite-lhe afirmar que há uma certa marginalização por parte das entidades empregadoras, que o próprio já sentiu na pele.

“O empregador pensa logo que não temos o perfil de uma pessoa normal. Cheguei a apresentar-me numa entrevista e a pessoa disse que me dizia qualquer coisa, mas nunca mais recebi feedback dessa empresa. Submeti o currículo e fui aceite. Quando fui chamado para a entrevista é que ocorreram alguns problemas. Na altura tive receio porque já sabia que existia esse preconceito no mercado de trabalho”, revela.

Mas a Valor T quer mudar o paradigma. Este projeto da Misericórdia de Lisboa pretende unir os seus parceiros e as empresas num desafio transformador da sociedade e do mercado de trabalho. O principal objetivo é que diferença não seja um problema no acesso a oportunidades. Foi a esse trabalho “muito exigente” que a diretora da Valor T, Vanda Nunes, e restante equipa, se dedicaram nos últimos sete meses.

Vanda Nunes, diretora da Valor T

O sucesso da agência de empregabilidade para pessoas com deficiência cresce, dia após dia, mas só é possível graças ao apoio da Rede Colaborativa T, que agrega várias áreas da Santa Casa. Desde logo a Direção de Sistemas e Tecnologias de Informação (DISTI), que traduziu a metodologia da Valor T em plataforma, e que permite a qualquer pessoa do país efetuar o registo no site. Foi devido ao trabalho desenvolvido por esta direção que o primeiro desafio foi superado: garantir a acessibilidade da plataforma. “Este não é um trabalho só nosso. É da DISTI, mas também dos colegas da área da ação social e da saúde que foram colaborando connosco na definição da metodologia”, explica Vanda Nunes.

Sete meses a potenciar talentos

A Valor T nasceu no passado dia 1 de maio, fruto de vários meses de trabalho interno de conceção do projeto. É um processo que resulta do contributo de parceiros como o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), federações, associações e empresas. Ao longo dos sete meses de atividade, a equipa da Valor T dedicou-se à análise pormenorizada de todos os registos feitos na plataforma. Como lembra Vanda Nunes, “cada pessoa é uma pessoa, cada caso é um caso”, o que implica um trabalho à medida de cada um. Foram dias a fio a conhecer os candidatos, contabilizando já cerca de 700 entrevistas realizadas.

Logo nos meses de maio e junho, centenas de candidatos bateram à porta do projeto. João Antunes é um dos cerca de 1000 candidatos de vários locais de Portugal que já efetuaram a sua inscrição na plataforma Valor T. Cumpriu todas as fases do processo de recrutamento: registo; fase de ativação (onde o candidato se descreve e revela as suas preferências); fase de avaliação (candidato recebe um contacto telefónico da Valor T para agendamento de uma entrevista); entrevista com psicólogo; perfil do candidato divulgado na plataforma; eventual match entre o candidato e uma empresa.

E o tão desejado match aconteceu. Em janeiro de 2022, graças à Valor T, João vai iniciar uma nova aventura profissional numa consultora tecnológica, a Bee Engineering. Para trás ficam quase 11 anos de serviço numa empresa portuguesa de conteúdos digitais, que fechou portas em outubro.

https://www.youtube.com/watch?v=vPAmgztIL20&list=PLh8iFb9B569hYyOGpbgX1Uq0azTBdb1a9&index=2&ab_channel=Miseric%C3%B3rdiaLisboa

Mercado de trabalho mais solidário

As empresas têm vindo a dizer “presente” à Valor T. Cerca de 120 entidades empregadoras de todo o país já efetuaram também o seu registo na plataforma. A equipa da Valor T está empenhada em ajudar as empresas a contribuírem para um mercado de trabalho mais solidário, no qual todos podem vir a ter a oportunidade de conseguir um trabalho digno.

“Estamos a tentar perceber em que fase é que as empresas estão. Precisamos de perceber quais são, ao que vêm, se já iniciaram este processo de contratação de pessoas com deficiência ou se nos procuram precisamente para começarem esse percurso. A diferença é imensa. Temos empresas que já têm experiência nesta área, mas outras que não, e, por isso, vêm até nós para iniciarem esse caminho”, realça Vanda Nunes, lembrando que, neste momento, a Valor T “está a trabalhar de forma próxima com as empresas, de modo a preparar o ano de 2022”.

Durante o mês de novembro, a Valor T apresentou a empresas mais de 20 perfis para diferentes áreas de trabalho. Agora, começaram a ser feitos os primeiros pedidos para entrevistar algumas das pessoas que lhes foram dadas a conhecer. É neste último ponto, de ligação entre candidato e empregador, que culmina o trabalho da Valor T. É quebrar barreiras no acesso ao mercado de trabalho, mobilizando as empresas para um país solidário, mais coeso e, por isso, melhor.

Lisboa, Gaia e Portimão recebem as melhores festas de Natal

O Wonderland, em Lisboa, e Um Sonho de Natal Jogos Santa Casa, em Portimão, foram inaugurados esta quarta-feira, 1 de dezembro. Já a Praça de Natal Jogos Santa Casa, em Gaia, será no próximo dia 8. Estas “aldeias” prometem, com as suas luzes, atrações e decorações natalícias, trazer um brilho especial ao Natal das famílias portuguesas.

Pelo sexto ano consecutivo, os Jogos Santa Casa estão no Wonderland Lisboa, uma parceria com a TVI e a Câmara Municipal de Lisboa. Já em Gaia, e pela quarta vez, a marca associou-se à Praça de Natal Jogos Santa Casa, em conjunto com a Global Media Group e a Câmara Municipal, enquanto em Portimão, a marca vai associar-se ao evento Um Sonho de Natal Jogos Santa Casa.

No Wonderland Lisboa, e a par das sempre requisitadas roda gigante e pista de gelo, figuram ainda os carrosséis e a casa do Pai Natal. Como já se tornou habitual, existe um mercado de Natal que promove os produtos portugueses mais típicos.

Já em Gaia, a casa do Pai Natal, a pista de gelo, os espetáculos de video mapping e todas as restantes atrações prometem deliciar os visitantes. Depois de um ano em que decorreu num formato diferente do habitual, a Praça de Natal volta ao Centro Cívico de Gaia, perto do edifício dos Paços do Concelho.

Rumando a sul, e contando pela primeira vez com apoio dos Jogos santa Casa, Portimão conta com uma variedade de espetáculos, mercadinho de Natal e pista de gelo, numa iniciativa que vai estar repleta de felicidade, alegria e solidariedade.

Estes três eventos, além de espalharem a magia do Natal, são também símbolo de sorte para muitos dos apostadores da Lotaria Nacional – que escolhem estas iniciativas para adquirir a sua fração da Lotaria do Natal, cuja tradicional extração decorre no próximo dia 27.

Provedor na Wonderland

Na inauguração da Wonderland Lisboa, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, explicou os motivos pelo quais os Jogos Santa Casa continuam a patrocinar os mercados de Natal. “Este ano, o evento tem um significado duplo, por um lado, celebra-se a festa do Natal, a alegria e a partilha, por outro, celebramos a capacidade da renovação das cidades e da sociedade, depois de tempos difíceis.” Edmundo Martinho sublinhou, ainda, que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não podia deixar de se associar à festa da família e da solidariedade.

As emoções dos mercados de Natal vão continuar até janeiro, sempre de forma gratuita. Em Gaia, esta celebração familiar estende-se até dia 31 de dezembro, já em Lisboa o espírito natalício só termina no dia 2 de janeiro. Em Portimão, a animação termina a 6 de janeiro.

“Esta bata tem poderes”

Todos os dias, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), jogam-se partidas muito difíceis. São batalhas muitas vezes desiguais. Mas em cada desafio que os utentes enfrentam, há sempre um elemento extra pronto para ajudar. Tal como no futebol, aqui também há o “12º jogador”. No CMRA, esse papel é assumido por uma equipa multidisciplinar que, todos os dias, ajuda a promover a máxima funcionalidade dos utentes e a potenciar as capacidades de cada indivíduo para que possam voltar à vida normal, à escola e até aos estádios.

Para alguns dos 13 utentes em idade pediátrica internados neste equipamento da Santa Casa, todos os dias são marcados por pequenas conquistas. A força extraordinária necessária pode ser extraída de vários elementos e, não raras vezes, esse elemento capaz de fazer a diferença pode estar em pequenos nadas. Porque não substituir as aborrecidas batas verdes hospitalares por poderosas camisolas de jogadores de futebol, para que seja possível potenciar um espírito vencedor nas crianças internadas?

Durante o mês de novembro, a Santa Casa, em parceria com a Fundação do Futebol – Liga Portugal e a Fundação do Gil, promoveu o projeto “Esta Bata Tem Poderes”, onde converteu camisolas de jogadores das 34 Sociedades Desportivas da Liga Portugal BWIN e Liga Portugal SABSEG em poderosas batas hospitalares. Para a diretora do Serviço de Pediatria do CMRA, Isabel Batalha, esta iniciativa “é muito importantes para as crianças e jovens que estão a viver um período crítico nas suas vidas”, até porque muitos deles “têm como referência jogadores de futebol”.

O objetivo é que os jovens utentes encontrem nestas novas batas uma energia que lhes permita fazer frente ao maior rival da vida deles: a reabilitação. É vestir a camisola do Everton Cebolinha para fintar as adversidades; ser duro como o Luís Neto para aguentar os adversários; ter a visão de jogo do Silvestre Varela para gerir os problemas; ou ser o Ricardo Quaresma para quando tudo isto passar podermos olhar para trás e ver que foi um percurso de conquistas, que só está acessível aos melhores do mundo.

Luís Neto - Esta Bata Tem Poderes

O pontapé de saída desta iniciativa foi dado no CMRA, com o jogador do Sporting CP, Luís Neto, a proporcionar um momento de alegria, recheado de força e ânimo às crianças e jovens hospitalizados neste equipamento da Misericórdia de Lisboa. O internacional português mostrou-se muito feliz por fazer parte desta iniciativa e “por ter podido trazer alguma felicidade a estes jovens que enfrentam dias difíceis”. No regresso a casa, o futebolista parte com a certeza de que, no CMRA, os “utentes estão bem entregues”, mas também que o futebol, independentemente da cor futebolística, consegue fazer a diferença.

Neste tipo de missões não existem rivalidades futebolísticas. O projeto “Esta Bata Tem Poderes” foi abraçado por todos os clubes da primeira e segunda ligas, que estão unidos nesta missão solidária. De norte a sul do país, foram vários os jogadores que proporcionaram momentos felizes a várias crianças internadas: Everton (SL Benfica) visitou o Hospital de Santa Maria, Ricardo Quaresma (Vitória SC) e Silvestre Varela (FC Porto) viajaram até ao CMIN (Centro Materno ou Infantil no Porto). Ricardo Quaresma proporcionou um dia diferente a crianças que “estão frágeis e hospitalizadas”. Para o jogador do Vitória SC, o melhor deste projeto “foi ver um sorriso em cada uma das crianças”.

O surf como terapia

Promovido pela associação Surf for Good, o Wave by Wave começou, em 2016, como um projeto de verão, pela idealização de Ema Evangelista, psicóloga clínica e especialista na área da saúde mental. Dessa experiência nasceu a vontade de juntar os princípios de uma intervenção terapêutica em grupo, com o mar e a prática de surf.

Desde a sua ligação a este projeto, em 2018, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já levou mais de 60 crianças e jovens, com idades entre os seis e os 18 anos, da direção de Infância, Juventude e Família, a experimentarem os benefícios do surf terapêutico.

Para António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da instituição, o Wave by Wave permitiu “validar uma metodologia específica de terapia, utilizando o surf e o mar como meios privilegiados de interação com fins terapêuticos”, frisando que “o surf e a metodologia utilizada permitiram que muitas das crianças e jovens pudessem colocar à prova alguns dos seus limites e medos no confronto com o mar”.

O projeto que leva para a praia uma terapia baseada na consistência, continuidade, previsibilidade e intencionalidade, aliando uma atividade de risco ao contacto com a natureza, tem como objetivo promover a criação de vínculos positivos, valorização individual e promoção da autoestima e bem-estar.

Ao longo dos últimos três anos, e tendo como base a praia de Carcavelos, foram várias as ações em que a Misericórdia de Lisboa participou. “Para algumas crianças a prática do surf ficou e mantém-se na atividade até hoje”, realçou António Santinha, concluindo que “o impacto é essencialmente visível na capacidade de relacionamento interpessoal que estas apresentam, pelo sentimento de pertença a um grupo e pela sua associação a uma atividade desportiva de contacto com a natureza”.

Wave by wave

No mar somos todos iguais

No passado dia 11 de novembro, a imagem de marca do projeto Wave by Wave foi renovada e, nesse âmbito, foi lançada uma campanha com uma nova assinatura da marca: “De fato somos todos iguais”. Este vídeo tem como objetivo alavancar o papel da organização de forma a poder ser uma plataforma para a defesa dos direitos das crianças e jovens em risco, para a sensibilização para questões relacionadas com a saúde mental e benefícios do contacto com o mar, para a sustentabilidade ambiental, assim como para a promoção do acolhimento familiar em Portugal.

Na campanha publicitária integram alguns dos melhores surfistas nacionais como o Vasco Ribeiro, o Tiago Pires e a Francisca Veselko e ainda alguns jovens que foram beneficiários do projeto.

O projeto Wave by Wave está inserido no Programa Cidadãos Ativos, da Fundação Calouste Gulbenkian, e tem como coordenadores o antigo campeão nacional de surf, José Ferreira e a psicóloga clínica, Ema Shaw Evangelista.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas