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Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva abre novos cursos para 2021/22

Estes cursos têm como público-alvo jovens adultos com o 9º ano, mas também maiores de idade com níveis de qualificação mais elevado, como por exemplo licenciados que pretendam prosseguir uma perspetiva de aprendizagem ao longo da vida e de complementaridade de formações. As formações profissionais ministradas na Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS) garantem acesso qualificado ao mercado de trabalho, após o estágio integrado.

Os dois anos de formação agora lançados têm uma carga horária de 1.510 horas, que inclui estágio integrado nas oficinas da FRESS, e garantem certificação nas áreas da Marcenaria, Pintura Decorativa e Conservação e Restauro (Cursos EFA de Dupla Certificação – Nível 4).

Saber-fazer

A transmissão do saber-fazer é um fio condutor no que aos métodos tradicionais diz respeito. O contexto formativo atual acrescenta-lhe novos produtos, novos equipamentos e, consequentemente, novos métodos e novos resultados. A Fundação procura manter vivas as técnicas de manufatura tradicionais, algumas das quais únicas no contexto português e europeu. Com o crescimento do mercado do luxo a nível mundial, aumenta a procura por estes saberes manuais de grande qualidade e precisão.

A formação da FRESS assegura a transmissão de uma cultura construída e aperfeiçoada ao longo de séculos. A este conhecimento junta-se uma componente prática, essencial à qualificação do/a artesão/ã.

FRESS

Criada em 1953, a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva é uma instituição que resulta da doação do Palácio Azurara e de uma coleção de artes decorativas portuguesas. Tem por missão a defesa, a promoção, a divulgação e a transmissão da arte de bem-fazer nas artes decorativas – património móvel e integrado – nas suas vertentes museológicas, académicas, oficinais e de conservação e restauro.

Note-se que a Fundação atravessou nos últimos anos sérias dificuldades financeiras. Por essa razão, foi assinado, a 6 de maio de 2016, um contrato de parceria “para a viabilidade socioeconómica” com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

 

 

 

 

Reabertura dos centros de dia: “Estava deserta para vir para cá”

A pandemia chegou e com ela trouxe o confinamento, o distanciamento físico, a crise económica e a incerteza no futuro. A população idosa foi das que mais sofreu com a separação física e o isolamento. Mais dependentes, com problemas de saúde e/ou mobilidade, muitos ficaram limitados à sua própria casa. Os planos foram adiados, mas os sonhos não. Conheça os três utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que todos os dias ansiavam em voltar ao seu centro de dia… para partilhar a vida!

Riqueza é ter com quem contar. É partilhar a vida!

Aurélia Ricardo, de 94 anos, foi uma mulher dos sete ofícios: serviu, limpou, trabalhou em casa de famílias e foi cozinheira. Quando era jovem, veio para Lisboa à procura de uma vida melhor, como era frequente na altura. Conquistou a vida a pulso e com um sorriso no rosto. Teve um casamento “feliz” com cerca de 50 anos. “Fui muito feliz. Vivíamos um para o outro. O amor era só para nós”.

Apesar de contar mais de nove décadas, a utente do Centro de Dia do Centro Comunitário do Bairro da Flamenga mantém um espírito jovem e uma atitude positiva invejável. Frequenta o Centro de Dia da Santa Casa há quatro anos. “Sentia-me só. O meu marido tinha morrido há pouco tempo. As pessoas falavam-me bem do centro e resolvi experimentar. Fez-me bem vir para cá. O convívio é bom, faz-nos bem. É uma terapia”, salienta.

Idosa a falar com outra idosa

A nonagenária expressa-se com facilidade, não escondendo o que sente. “O amor é cada vez mais raro. As amizades já não são o que eram. Por essa razão, respeito tanto aquilo que o centro de dia me proporciona”, observa.

Os centros de dia fecharam durante o confinamento, algo que deixou os idosos sem o seu habitual espaço de convívio, atividades e partilha. “Foi difícil estar sozinha, deixei de ter as minhas amigas, mas habituei-me, que remédio!”.

“As saudades eram mais do que muitas”. Foram muitos dias sem o convívio, as colegas e as atividades do equipamento da Santa Casa. Mas um dia, as portas de centro voltaram a abrir. “Estava deserta para vir para cá. É a minha segunda casa, sinto-me feliz aqui”, desabafa, entre sorrisos.

Arminda Pereira, 83 anos, também encontrou no centro de dia uma segunda casa, amigos e uma razão para continuar. “Precisava de apoio, não tinha ninguém para me ajudar. Os meus filhos estão no estrangeiro”, explica.

Deixou Angola após o 25 de Abril com o marido, dois filhos e a roupa no corpo. Nunca deixou de batalhar, mas a morte do marido e o facto de estar numa cadeira de rodas foram um duro golpe. Este espaço é quase tudo para Arminda. É onde passa o tempo, convive, joga, faz atividades e passeios. É o seu mundo!

Idosaa no centro de dia

Arminda não recebeu bem a notícia do encerramento dos centros de dia. “Foi tão mau. Eu chorei tanto. O confinamento foi horrível. Eu deixei de ter vida. Já viu o que é um idoso – sem poder andar -, estar fechado em casa?”, questiona. “A minha sorte foi o centro enviar uma funcionária todas as semanas para eu fazer um passeio higiénico”, recorda. “Recebi a notícia da reabertura com muita alegria. Este lugar é um céu aberto, uma segunda família”, confessa.

Após alguns problemas de saúde, Cezar Freire, 62 anos, começou a frequentar o Centro de Dia do Centro Comunitário do Bairro da Flamenga para estar mais ocupado. Tomava conta do café que está nas instalações do equipamento da Misericórdia de Lisboa. Sentia-se valorizado, promovia a sua autoestima e participava em várias atividades. “O café era a minha forma de estar ocupado, ajudava as funcionárias e sentia-me bem”, recorda.

idoso a fazer trabalhos manuais

Embora seja o mais novo, o ex-empregado de comércio é dos utentes mais antigos do equipamento da Santa Casa, e também não tem boas recordações do confinamento. “No princípio custou-me muito. Fiquei isolado”, revela. Como a maioria destes utentes vivem sozinhos, a vida deixou de ser partilhada e instalou-se a tristeza. “O que vou eu fazer um dia inteiro em casa?”, perguntava, sem ter a resposta.

Já em abril, os centros de dia da Misericórdia de Lisboa retomaram as atividades de apoio social, ainda que com limitações. Algo que deixou o lisboeta feliz. “Eu precisava de voltar a ver estas caras, mesmo com máscaras”, disse, sorridente.

Esmeralda Maria Correia Saragoça, 55 anos, diretora do Centro Social Comunitário do Bairro da Flamenga, sublinha que o confinamento teve um “impacto fortíssimo” na vida dos idosos e das instituições. “Foi complicado para nós”, admite, mas a resposta da Santa Casa ganhou nova dinâmica, valorizou-se e soube adaptar-se aos novos tempos.

Diretora C.C. Bairro da Flamenga

“Estes espaços são importantes, porque são locais de socialização e de relação, e isso é significativo para as pessoas. A relação é aquilo que dá sentido à vida. O encerramento forçou-nos a uma reorganização, fomos criativos, não deixámos de estar próximos e procurámos assegurar acompanhamento e apoio a todos os utentes”, explica.

Num tempo marcado por mudanças, Esmeralda sublinha que os utentes passaram “a valorizar e olhar o Centro de Dia de outra forma. Muito mais do que garantir as necessidades básicas do seu dia a dia, reconheceram uma «casa» que acolhe e se preocupa com todos os que «abriga»”, salienta.

Uma comunidade, uma casa

O Centro Comunitário do Bairro da Flamenga da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é uma estrutura comunitária onde são desenvolvidos serviços e atividades que visam a prevenção de problemáticas sociais e a promoção de um projeto de desenvolvimento local.

O equipamento conta com as respostas sociais de Creche e Animação Socioeducativa (ASE). No apoio a idosos integra a resposta de Centro de dia /Espaço InterAge. Na área da Família e Comunidade, responde ao serviço de Apoio Comunitário a Indivíduos e Famílias em situação de Exclusão Social e Espaço de Inclusão Digital.

Jogos Santa Casa lançam campanha de apoio aos atletas nacionais presentes nas olimpíadas de Tóquio

Os Jogos Santa Casa (JSC) lançam, esta sexta-feira, 23 de julho, a sua mais recente campanha multimeios de apoio ao desporto nacional, assinalando assim o dia em que começam os Jogos Olímpicos 2020, que decorrem até 8 de agosto.

Sob o já conhecido lema “O desporto tem todo o nosso apoio”, a marca que explora os jogos sociais do estado envia, desta maneira, uma mensagem de incentivo e apoio à comitiva portuguesa que vai estar presente em Tóquio. Ao todo são 92 os atletas apurados (54 masculinos, 34 femininos e quatro misto), em 17 modalidades, o mesmo número das últimas olimpíadas, realizadas no Rio de Janeiro, em 2016.

Depois de meses de paragem forçada, e no momento em que as principais competições desportivas estão a regressar ao ativo a todo o gás, esta campanha aproveita também para destacar que os JSC estiveram sempre ao lado dos seus parceiros desportivos, mantendo a responsabilidade social que detêm neste setor da sociedade.

“Fruto da paragem imprevista do desporto nacional, dos eventos desportivos e das competições, a marca JSC mostrou-se ainda mais disponível para a continuidade dos apoios que já vinha entregando, viabilizando provas virtuais e provas presenciais quando foi possível. Afirmando a sua disponibilidade, como sempre, para ajudar quem precisou e quem precisa.”, assinala Maria João Matos, diretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Desde 2012 que a Misericórdia de Lisboa, através dos Jogos Santa Casa, prossegue uma estratégia de patrocínios focada no apoio ao desporto nacional, ao talento desportivo e aos grandes eventos desportivos nacionais, transformando os apoios concedidos e as parcerias realizadas em ferramentas de integração e coesão social.

“Em conjunto com os nossos parceiros, são desenhadas iniciativas e projetos focados nos vários utentes da instituição, nas pessoas com mobilidade reduzida ou com deficiências, nos mais desfavorecidos, ou nos jovens a quem se pretende estimular a educação e a continuação dos estudos, em paralelo com carreiras desportivas de alta competição. Apoiando o desporto nacional, os JSC ganham uma intervenção na sociedade portuguesa com real impacto na inclusão de todos sem limitações, amplificando e reforçando o papel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”, concluiu Maria João Matos.

Os Jogos Santa Casa assumem-se como o principal patrocinador e impulsionador do desporto português. Atualmente, os apoios chegam a 17 federações, a mais de 100 seleções e dois comités nacionais (Comité Paralímpico de Portugal e Comité Olímpico de Portugal). Desde 2013, já foram atribuídas 325 bolsas de educação a atletas-estudantes.

Santa Casa recupera exemplar do Compromisso da Misericórdia encontrado em Melgaço

O conjunto, restaurado pelo Gabinete de Conservação e Restauro da Misericórdia de Lisboa, foi apresentado ao público, no dia 13 de julho, no antigo edifício do hospital da Misericórdia de Melgaço, no distrito de Viana do Castelo.

Francisco d’Orey, diretor do Arquivo Histórico da Misericórdia de Lisboa explicou que a intervenção feita no Compromisso teve em conta “a consolidação dos rasgões, a reintegração do suporte nas zonas de lacuna, a hidratação dos cabedais e a reconstituição da encadernação”, frisando, ainda, que este restauro “encerra também o único exemplar identificado, até ao momento, da edição de 1609, reimprimida, do texto do Compromisso publicado em 1577″.

O exemplar de 1516 do primeiro Compromisso impresso da Confraria de Misericórdia, é um documento raro, com mais de cinco séculos, do qual apenas existem apenas dez exemplares em Portugal e um na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América.

Para o responsável do Arquivo Histórico da Santa Casa é importante “alertar as diversas Misericórdias para um trabalho de análise da sua documentação, de modo a podermos salvar mais alguns exemplares quinhentista do Compromisso da Misericórdia”, concluindo que “estes volumes são uma preciosidade e é fundamental que os novos exemplares também sejam analisados e comparados com os outros que, entretanto, já foram estudados”.

Detentora de um vasto património quinhentista, a Santa Casa de Melgaço foi uma das misericórdias nacionais apoiadas, em 2017, pelo Fundo Rainha D. Leonor (FRDL). Na altura e durante uma visita técnica efetuada para a realização das obras de conservação e restauro da igreja da Misericórdia de Melgaço, foi ainda descoberto a Real Bandeira da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, importante símbolo da história e peso que a instituição ocupa na cidade.

A Real Bandeira foi descoberta em avançado estado de degradação e posteriormente recuperada, com o apoio do FRDL, nas oficinas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, onde, no espaço de dois meses, foi possível proceder ao restauro integral da peça, que foi oficialmente apresentada ao público, em setembro de 2018, na exposição “Património, Memória e Inovação”, patente na Galeria de Exposições Temporárias do Museu de São Roque, onde ocupou lugar de destaque.

 

Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas visita SOL

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, visitou o SOL – Saúde Oral em Lisboa, esta quarta-feira, 21 de julho. Recebido por André Brandão de Almeida, coordenador e diretor clínico do SOL, e por Tânia Matos, diretora da Direção de Saúde Santa Casa, o responsável ficou mais próximo do propósito deste serviço, o seu funcionamento, a organização e os novos projetos em curso.

Depois de visitar as instalações, conhecer o equipamento e a equipa médica, o bastonário da Ordem dos Médicos elogiou a resposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e defendeu que o SOL deveria replicado no resto do país.

“Eu já conhecia o projeto (SOL). Fiquei agradavelmente surpreendido. Sabemos que a resposta do setor social para a área da saúde oral e para a medicina dentária é fundamental. As condições são excelentes, há uma equipa muito consolidada, muito capaz e com grande competência técnica que dá uma resposta ao mais alto nível, não diferenciando ninguém”, considerou Miguel Pavão.

“Tenho dito que o sol (SOL) deveria nascer para todos, não deveria ficar apenas confinado na zona de Lisboa, e temos aqui a importância e provas dadas de um projeto que não envergonha ninguém a nível internacional”, acrescentando que “era fundamental que o setor social pudesse receber estímulos para replicar este projeto”.

Visivelmente satisfeito pela visita do bastonário, André Almeida sublinhou que esta visita foi uma oportunidade para o bastonário “conhecer in loco a resposta da Misericórdia de Lisboa, ou seja, os princípios fundamentais, o projeto, a missão, a equipa, os equipamentos e os seus cuidados personalizados. Eu creio, sem falsas modéstias, que o senhor bastonário ficou bem impressionado” com o trabalho aqui realizado.

Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas visita SOL

Já Tânia Matos defendeu que a Santa Casa pode “incentivar e reforçar” as vantagens que este tipo de respostas têm para a população. “E, portanto, seria uma grande mais valia poder replicar esta resposta no resto do país”.

O coordenador e diretor clínico do SOL e a responsável da Direção de Saúde Santa Casa consideram que o SOL veio alterar o paradigma da saúde oral. Ao apostar na prevenção e nos tratamentos precoces, evitam-se muitas complicações no futuro, promovendo-se a qualidade de vida e o bem-estar das famílias, que são o público-alvo desta resposta.

O SOL – Saúde Oral em Lisboa, o primeiro serviço odontopediátrico de Lisboa, situa-se no coração da cidade, mais concretamente na Avenida Almirante Reis nº 219. Foi inaugurado a 20 de agosto de 2019, e é uma resposta disponibilizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, isenta de pagamento, a todas as crianças e jovens (dos 0 aos 18 anos) residentes ou estudantes em Lisboa.

Quinta Alegre foi palco de assinatura de protocolo entre Governo e setor social

A Quinta Alegre – uma das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas da Misericórdia de Lisboa – recebeu hoje vários representantes do Governo e do setor social nacional, para a assinatura de um protocolo para um investimento de 465 milhões de euros, a ser implementado até 2026, em três grandes áreas: saúde, habitação e educação.

Presente na cerimónia, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que este programa “não é um plano para o Estado e feito pelo Estado, é um plano feito para o conjunto do país”, assegurando que esta fatia do PRR português será aplicada a “todo o país e não apenas às zonas metropolitanas”.

António Costa lembrou que faz hoje um ano que foi aprovado o lançamento deste programa de recuperação por Bruxelas e que é fundamental a mobilização de toda a sociedade. “Só conseguimos realizar e bem, com rigor e transparência, mobilizando todos os parceiros e trabalhando em rede”.

Na sua intervenção, Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, anunciou a constituição de 28 mil novas vagas em lares e creches, assim como novas medidas para o apoio domiciliário. “Nesta parceria com o setor social, assumimos a concretização articulada e uma parceria de colaboração para uma implementação eficiente do PRR, concretamente nas dimensões das respostas sociais à infância, às pessoas com deficiência e ao envelhecimento”, concluiu a responsável.

Durante o mesmo evento, Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, comunicou que a aplicação de “30% do PRR vai permitir que o Serviço Nacional de Saúde seja reforçado, sobretudo nos cuidados primários e ainda nos cuidados continuados, onde, neste último caso, serão adicionadas mais 5.500 camas”.

Assinaram o protocolo, além do Governo, os representantes da União das Misericórdias, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, da União das Mutualidades e da Confederação Cooperativa Portuguesa.

“Não Caia Nisso”: campanha alerta para a prevenção de quedas dos idosos

Pelo quinto ano consecutivo, a campanha “Não Caia Nisso” regressa para alertar e informar a população portuguesa para as causas das quedas nos idosos, os riscos de fratura, a necessidade de cuidados, assim como para a perda de autonomia e da qualidade de vida que, muitas vezes, podem levar à imobilidade total.

Segundo dados revelados pela SPOT, 75% da população portuguesa acima dos 65 anos tem mais probabilidades de cair e o osso mais afetado é o colo do fémur, seguido dos pulsos, costelas e coluna. Os indicadores revelam, ainda, que 30% dos idosos já caiu pelo menos uma vez, e 28% das mortes entre pessoas seniores deveram-se a quedas.

Carlos Evangelista, médico do Hospital Ortopédico de Sant’Ana (HOSA) e coordenador do Grupo de Estudo de Ortopedia Geriátrica (GEOGER) da SPOT, sublinha que a campanha “Não Caia Nisso” pretende ser uma chamada de atenção para os riscos que podem ser evitados e que ocorrem, geralmente, em casa. “Evitar uma queda significa prolongar a vida e a qualidade da mesma. Queremos chamar a atenção da sociedade, particularmente das pessoas de idade, sobre a problemática da queda e de todos os problemas que daí advêm”.

Prevenir ainda é o melhor remédio

O especialista alerta para a importância da prevenção, enumerando alguns comportamentos de forma a evitar este tipo de quedas: “ter uns tapetes que sejam antiaderentes e que protejam da queda, ter o telefone sempre por perto, ter luzes de presença noturnas para não andar no escuro e ter a preocupação sobre o que podemos comer ou não”, são alguns comportamentos aconselhados, não esquecendo “privilegiar uma melhor saúde. O exercício físico é fundamental para a pessoa manter o seu tónus muscular e o equilíbrio, tal como ter alguma atividade mental e interesse pela vida”.

O médico explica ainda que “a grande problemática das quedas está em primeiro lugar relacionada com as fraturas do colo do fémur. Estas fraturas podem condicionar a qualidade de vida de um indivíduo, caso não sejam bem orientadas ou não realizadas num curto espaço de tempo. Uma fratura, particularmente num sénior e ao nível do colo do fémur, deve exigir uma equipa multidisciplinar, cirurgiões e anestesistas bem treinados que permitam cirurgias minimamente invasivas, rápidas, associadas a uma recuperação integrada e apoiada.”

Carlos Evangelista termina, defendendo que “prevenir será sempre mais saudável e menos dispendioso para todos. Modificar as mentalidades de toda uma sociedade virada para atuar sobre a doença e não na sua prevenção, será o grande desafio das sociedades médicas”.

Há 117 anos na vanguarda da ortopedia

O Hospital Ortopédico de Sant’Ana, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, é uma referência na área da ortopedia em Portugal. Respondendo a uma preocupação com o envelhecimento da população, dispõe, desde 2010, da primeira unidade de ortopedia geriátrica nacional, assegurando a prestação de respostas de saúde únicas e de excelência.

Consulte mais recomendações, aqui.

“Será uma vida diferente, mas não desisto”

O dia 22 de julho de 2020, dificilmente ficará esquecido por Dariane. Foi com a sua família até ao Porto Brandão, no concelho de Almada, para se refrescar do calor que se fazia sentir. Já no fim da tarde, naquele que seria o último mergulho, o imprevisto aconteceu. A jovem, na altura com 31 anos, bateu com a cabeça ao mergulhar.

Infelizmente, o caso de Dariane não é isolado. No verão, os acidentes em atividades lúdicas aumentam e os mais temidos são os traumatismos cranianos e os traumatismos da coluna cervical resultantes de mergulhos em águas rasas.

“Eu apercebi-me logo da gravidade. Perdi imediatamente os movimentos das pernas”, recorda. Foi em desespero que chegou ao Hospital Garcia de Orta. A vida transformou-se num segundo. Mais tarde, recebeu cuidados na Liga de Amigos do Hospital Garcia de Orta. Já em abril de 2021, chegou ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), da Misericórdia de Lisboa, onde iniciou um processo de reabilitação.

Reaprender a viver

“Já consigo sentar-me melhor, já consigo mexer os braços e assinar, ainda que com algumas dificuldades”, explica, acrescentando que ainda tem “um longo caminho pela frente. Não faço muitos planos, mas não quero perder a esperança. Vou-me adaptando. Vivo um dia de cada vez”.

Passou quase um ano desde o acidente. Aceitar é um processo e o tempo ajuda. Dariane não tem ilusões, sabe que é impossível voltar a andar, mas não desiste de ter uma vida digna e de melhorar através do processo de reabilitação, que é fundamental para uma adaptação adequada às novas condições de vida.

A jovem do Monte da Caparica encontra forças nos filhos, na família, nos amigos. “Não é fácil, mas tenho vida. Será uma vida diferente, mas não desisto, não posso desistir, por mim e pelos meus filhos!”. Vou ultrapassar o que me aconteceu, tenho muita força. E a vida segue!”.

Na semana que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa relança a campanha “Mergulho Seguro” com o objetivo alertar os portugueses para os perigos dos mergulhos mal calculados, Dariane sublinha que não gosta de dar conselhos a ninguém, mas alerta que “estas coisas acontecem quando menos se espera, a adrenalina faz o momento. Por isso, por favor, tenham cuidado, porque há consequências para a vida”.

Dariane João - Mergulho Seguro

“Mergulho Seguro”: sensibilizar é fundamental

A campanha “Mergulho Seguro” foi lançada, em 2013, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia. Oito anos depois o alerta mantém-se, porque “mais vale prevenir do que remediar”. As consequências dos acidentes de mergulho são devastadoras. O Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão recebe, todos os anos, casos de jovens com lesões medulares provocadas por acidentes dentro de água.

“A consequência mais frequente de um acidente de mergulho é o traumatismo da coluna cervical, frequentemente com fratura e/ou luxação de vértebras e instalação de tetraplegia, ou seja, perda do controlo motor e da sensibilidade nos quatro membros e tronco e alterações do controlo de esfíncteres”, explica Filipa Faria, diretora do Serviço de Reabilitação de Adultos 1, do Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão.

Em Portugal, à semelhança da casuística descrita a nível internacional, os envolvidos neste tipo de acidentes são quase sempre jovens do sexo masculino com idades entre os 15 e os 30 anos. Esta é a população mais propensa a comportamentos de risco, tais como atirar-se, de cabeça, para a água sem saber qual a profundidade.

Justifica-se, portanto, na opinião da responsável, uma campanha de sensibilização direcionada a um público mais jovem. “As campanhas de sensibilização são sempre muito importantes para informar e alertar as pessoas para os perigos e eventuais consequências de um mergulho mal dado. Muitos jovens não têm consciência do que pode acontecer. Ou pensam que acontece apenas aos outros. Assim, divulgar testemunhos de pessoas jovens, como eles, que sofreram um acidente de mergulho pode ser a forma mais eficaz de sensibilizar”, defende.

“A reabilitação tem como objetivo explorar, desenvolver e potenciar as capacidades funcionais remanescentes e ajudar o indivíduo a adquirir a máxima autonomia possível, condicionada pelas sequelas neurológicas. Quase sempre, as lesões resultantes de acidentes de mergulho são lesões cervicais completas, irreversíveis. Afetam todo o corpo abaixo do nível de lesão, com graves repercussões na função motora, sensitiva e também no controlo de esfíncteres. O programa de reabilitação é estabelecido de forma individual, tendo em conta o tipo de lesão e as caraterísticas e necessidades daquela pessoa”, explica Filipa Faria.

“A abordagem da reabilitação é holística, não exclusivamente física mas também psicológica e social. A equipa de reabilitação, coordenada pelo médico fisiatra e por uma vasta equipa de enfermeiros de reabilitação, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, estabelece objetivos específicos, realistas e definidos no tempo. Esses objetivos são equacionados com o doente e sua família, para que sejam adequados àquela pessoa e às suas circunstâncias”, observa.

A responsável pelo Serviço de Reabilitação de Adultos 1 do CMRA considera que “a existência de uma incapacidade permanente grave, resultante de acidente de mergulho, implica quase sempre a necessidade de reconversão profissional ou de orientação vocacional/académica. Colaboramos neste processo, em articulação com a universidade ou a entidade empregadora, de forma a eliminar barreiras e a facilitar a integração do indivíduo.”

“Sendo a lesão medular uma situação crónica e podendo surgir complicações ao longo do tempo, é importante manter o acompanhamento periódico em consulta aos nossos doentes, prevenindo e fazendo a ponte sempre que necessário com outros especialidades médicas/cirúrgicas”, finalizou.

Prémios Play. Na festa da música portuguesa, a Santa Casa reforçou o apoio à cultura

“Agradeço do fundo do coração ter nascido fadista e por cantar a nossa música portuguesa”. As palavras dirigidas ao público presente no Coliseu dos Recreios parecem sair do coração de Sara Correia. Cada palavra carrega uma mistura de emoção e surpresa, de paixão, quase em jeito de homenagem não planeada à sua mais recente obra, que lhe valeu uma distinção na 3ª edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa. “Do Coração”, o segundo álbum de Sara Correia, lançado em setembro de 2020, venceu o prémio Play “Melhor Álbum de Fado”, categoria onde também estavam nomeados trabalhos de Mariza, Cuca Roseta e Buba Espinho.

A fadista recebeu o galardão das mãos de Filipa Klut, administradora da Santa Casa com o pelouro da cultura, e do fadista Camané. O compromisso assumido com a cultura fez com que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa voltasse a associar-se aos Play, agora na qualidade parceiro cultural, uma relação que se justifica pela forma como esta cerimónia homenageia todos os músicos nacionais.

“A associação da Santa Casa aos Play surgiu naturalmente. Foi fácil pensarmos que era absolutamente clara a nossa ligação a esta cerimónia. Os Play assumem o papel de valorizar os talentos nacionais. É o setor da música a ser elogiado, valorizado e festejado nestes prémios. Portanto, faz todo o sentido estar ao lado destes prémios, uma vez que a Santa Casa tem como eixo estratégico o apoio à cultura e ao talento nacional”, explica Filipa Klut.

“Chegou tão tarde” é o título de uma das faixas do mais recente trabalho de Sara Correia, mas que não pode ser ajustado ao percurso da artista. Sara nasceu numa família de fadistas, começou a atuar aos 12 anos de idade e aos 14 triunfou na “Grande Noite do Fado”. Ontem, aos 28 anos, viu o seu último álbum, “Do Coração”, vencer um prémio Play. Em cada faixa do álbum mora a alma de quem trata o fado por tu, mas sempre com o respeito que a guitarra portuguesa lhe merece.

São 16 anos de uma carreira elogiada pela crítica. Ainda assim, como a própria diz, o “fado requer maturidade” algo que Sara foi conquistando com o tempo. “Este prémio tem todo o sabor pelo facto de ainda ser jovem e porque acho que o fado é algo que se vai ganhando com amadurecimento”, revela. Mas para quem já a viu atuar, por exemplo, na última edição do festival Santa Casa Alfama, sabe que a fadista assume em palco a postura própria de uma veterana.

“É verdade que eu canto desde os meus nove anos, mas penso sempre que tenho de cantar para algo maior. Para mim esta é a grande porta para uma nova geração do fado e principalmente para dizer às pessoas para não terem qualquer timidez”, apela a artista deixando ainda o alerta para a “necessidade de dar continuidade à cultura portuguesa nas mais variadas áreas”.

Cultura que, para Sara, sempre foi “a coisa mais importante do mundo”. E não só a música. “A arte é aquilo que nos aquece e que nos dá a energia que precisamos para a vida”. A única coisa que pede, todos os dias, ao público é que “nunca se esqueça que a arte é a coisa mais maravilhosa que existe e que sem ela não vivemos”. Certo é que, enquanto existir palco, continuaremos a ouvir a voz de Sara Correia, que em cada palavra cantada exalta o fado, “que com orgulho é nosso, que com orgulho é a nossa alma portuguesa”.

Filipa Klut e Sara Correia

Palácio de São Roque recebe menção honrosa

Na corrida à 9ª edição do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU) estiveram 87 projetos, oriundos de 23 concelhos, de norte a sul do país. A maioria dos projetos a concurso (56%) são de uso habitacional, seguidos dos de impacto social (20%), de turismo (13%) e, por fim, dos projetos de comercial e serviços (11%). As categorias a concurso incluem: Cidade de Lisboa; Cidade do Porto; Impacto Social; Residencial; Turismo; Comércio & Serviços; Reabilitação Estrutural; Restauro; Intervenção inferior a 1.000 m2 e Sustentabilidade.

Com o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, concedido através da Direção Geral do Património Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura, a iniciativa tem como objetivo reconhecer anualmente os melhores projetos de reabilitação e requalificação urbana desenvolvidos em Portugal, que representam uma maior valia para a sociedade, nas suas diversas valências.

Destaque, na edição deste ano, para o Palácio de São Roque, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que recebeu uma menção honrosa na categoria de melhor intervenção de Impacto Social. Já em 2018, a Quinta Alegre, antigo Palácio do Marquês de Alegrete, na Charneca do Lumiar – hoje um espaço residencial intergeracional da instituição – venceu o prémio na categoria Restauro.

Os vencedores da edição de 2021 foram eleitos por um júri independente constituído pelo economista João Duque, os arquitetos João Carlos Santos e João Santa-Rita, o engenheiro Manuel Reis Campos e pelo coordenador do projeto “Reabilitar como Regra”, Raimundo Mendes da Silva. O prémio na área da Sustentabilidade contou com a assessoria técnica da ADENE – Agência Nacional de Energia e da imobiliária Savills.

Palácio de São Roque

Sobre o Palácio de São Roque

Exemplo da arquitetura palaciana, e cuja data de construção remontará a meados do século XVII, resulta de várias alterações, evoluções e melhoramentos levados a cabo ao longo de três séculos e meio de história.

Sob o mote de “trazer a cidade para dentro do edifício”, o projeto de reabilitação procurou tornar o palácio mais permeável à cidade, estando este de portas abertas, para a fruição de todos. A sua história e os aspetos originais foram preservados, de forma a oferecer um complemento cultural inigualável na oferta da Igreja e Museu de São Roque.

O projeto de reabilitação prevê a criação de um espaço museológico para acolher a “Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo”, bem como de um espaço de restauração.

A abertura, ainda sem data prevista, do Palácio de São Roque à cidade de Lisboa é de grande impacto na comunidade, não só pela natureza do edifício, como também pelo seu novo uso, um novo museu, que fortalece a oferta turística, dinamizando toda a zona comercial circundante.

Escadas Palácio de São Roq

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

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