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Misericórdia de Lisboa quer saber impacto da Covid-19 nos lares

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é uma de quatro entidades parceiras que estão a desenvolver o estudo “O impacto da Covid-19 nos lares de idosos”, que deverá ficar concluído em junho de 2021. A iniciativa organizada no âmbito do Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social (CoLABOR), conta ainda com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, do Instituto da Segurança Social e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

O estudo, que é coordenado por Pedro Adão e Silva, pretende avaliar o impacto da Covid-19 em Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI) e Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM), da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, do território continental. O objetivo passa por compreender de que forma é que a pandemia afetou o normal funcionamento destas estruturas e daí retirar informações que permitam definir linhas de orientação a desenvolver no futuro.

“Considero este estudo da maior importância pela informação que irá ser reunida sobre a situação vivida nos lares, ao longo deste ano. Este conhecimento permitirá propor mudanças que irão melhorar a qualidade de vida e a segurança daqueles que vivem e trabalham nas Estruturas Residenciais de Pessoas Idosas e nas Unidades de Longa e Média Duração de Cuidados Continuados”, refere Jorge Torgal, diretor da Escola Superior de Saúde do Alcoitão, e membro do Conselho Nacional de Saúde Pública.

A Misericórdia de Lisboa participa neste estudo através da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico, representada por Jorge Torgal, enquanto perito de saúde pública, e Fernanda Belo, como representante da Santa Casa no Grupo de Trabalho do Plano de Desenvolvimento Social de Lisboa e responsável pela Carta Social de Lisboa. Além de financiar a elaboração deste estudo, a Santa Casa tem voz ativa na formulação do projeto – na definição de objetivos, elaboração do questionário e  aplicação experimental do mesmo.

Pai também só há um

Nas últimas décadas, com a crescente valorização do papel da mulher na sociedade, assistiu-se a uma maior participação do homem nos cuidados dos filhos. O último ano trouxe ainda maiores desafios e mudanças. No Dia do Pai, Pedro Pinto, João Cunha e Bruno Pífano, trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, contam o que é ser pai durante a pandemia… assim como em outros dias.

Pedro Pinto: “Não descobri agora o que é que é ser pai”

Pedro Pinto, 40 anos, já leva 11 anos na Santa Casa. É designer gráfico. Está a trabalhar em casa e a tomar conta dos dois filhos, a Camila e o Vicente, com oito e seis anos respetivamente. A mãe está a trabalhar presencialmente. Conciliar o trabalho em casa com a necessidade de cuidar e ajudar os seus filhos nas aulas online tem sido o grande desafio, desde há um ano.

O designer da Direção de Comunicação e Marcas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa sublinha que o confinamento lhe permitiu estar “mais tempo” com os filhos e “acompanhá-los mais de perto nas tarefas da escola e no dia a dia”, mas admite que “às vezes é um bocadinho complicado conciliar as tarefas profissionais com o facto de estar com eles em casa”.

No entanto, Pedro considera que estar com os filhos em casa tem sido uma “boa experiência” e que veio reforçar os elos de ligação entre ele e os filhos. “O segundo confinamento é mais exigente, sobretudo porque estamos muito tempo dentro de casa. São 24 horas sobre 24 horas”, recorda. “Por vezes, por qualquer coisa, explodimos. Nada que um “passeio higiénico ou de bicicleta não resolva”, afirma, sorridente.

Pedro Pinto_pai e trabalhador da SCML

O funcionário da Santa Casa confessa-se um adepto das novas tecnologias, de outra forma nem sempre seria possível cumprir os objetivos do seu trabalho. “Eles não usam muita tecnologia, mas dá muito jeito”, admite. “Já passam muitas horas à frente do computador por causa das aulas. Quando não têm aulas, tento que façam atividades, mas não é fácil. Se tiver um trabalho ou uma reunião que tenha que estar concentrado, não tenho muitas hipóteses, e recorro às tecnologias”, revela.

“Fiquei feliz com a notícia da reabertura das escolas, sobretudo, por eles, porque é importante para a sua aprendizagem, educação e socialização”, refere ainda. O confinamento não transformou Pedro Pinto. “Não descobri agora o que é que é ser pai. Sou muito próximo dos meus filhos e acompanho-os muito”, explica.

Esta sexta-feira, 19 de março, no Dia do Pai, Pedro fará uso de um trunfo bem guardado: vai levar os filhos a um parque infantil, algo que os pequenos têm pedido desde o confinamento. Uma prova que, às vezes, não é preciso muito para fazer sorrir um filho.

João Cunha: “Sinto que estou a descartar o meu papel enquanto pai”

O mesmo não se passa com João Cunha, 25 anos, auxiliar de serviços gerais na Unidade de Cuidados Continuados Integrados de São Roque (UCCISR). Tanto o auxiliar como a sua mulher são trabalhadores de serviços essenciais e, por isso, continuam a exercer funções no local de trabalho. Não há mundos perfeitos. João não toma conta do filho enquanto trabalha, mas passa o dia sem ele.

“O confinamento mudou as rotinas e, acima de tudo, tivemos que pensar se era benéfico o meu filho continuar na escola”, assume. Por uma questão de estabilidade, ficou decidido que o filho, João Dinis, de dois anos, ficaria ao cuidado da avó materna, evitando horários madrugadores e tempo a mais na escola para uma criança tão pequena. “O mais importante era o bem-estar do João Dinis”, lembra.

João Cunha_pai e trabalhador da SCML

João Cunha ambiciona recuperar alguma normalidade e passar mais tempo em família. “Faz-me falta ir ao parque com o miúdo e estarmos tranquilos. Viver sem medo e conviver à vontade. Jogar futebol”, exemplifica, lembrando que, acima de tudo, quer “passar tempo” e “acompanhar o crescimento do meu filho”, seja no Dia do Pai ou em qualquer outro dia.

Bruno Pífano: “… sou um bocado pai galinha”

Quis o destino que Bruno Pífano, de 30 anos, assistente social da Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade (UDIP) Tejo, fosse pai durante a pandemia. O “milagre” aconteceu em julho de 2020. Tem receios, anseios e é um fiel cumpridor das regras sanitárias, mas está ávido por mostrar um mundo novo ao filho de sete meses.

Atualmente a trabalhar em casa, o colaborador da Misericórdia de Lisboa prefere destacar os aspetos positivos do confinamento. “Acompanhei a gravidez de perto. Trabalhava ao lado da minha mulher, numa secretária ao lado um do outro, e o David podia ouvir a minha voz dentro da barriga da mãe”, adianta, com um sorriso de orelha a orelha, sublinhando que “é um privilégio estar perto do meu filho e acompanhar o seu desenvolvimento”.

Bruno Pífano_pai e trabalhador da SCML

Mas nem tudo são rosas. O menino de sete meses nunca foi à creche. Os contactos sociais são bastante limitados. Entre confinamentos e desconfinamentos, turnos de trabalho alternados, os números de contágios voltaram a aumentar, e o casal acabou por optar pela estabilidade e o bebé ficou em casa.

Neste momento, Bruno e a mulher esperam que o filho possa, finalmente, ingressar na creche. Até porque “é praticamente impossível conciliar o trabalho com a tarefa de cuidar de um bebé”, assegura.

No entanto, o pai está dividido entre a necessidade de trabalhar e o facto de ter de se separar do filho. “É um misto de sentimentos. Por um lado, posso focar-me no meu trabalho. Por outro, o David nunca teve interação com outra criança de forma regular. Estou ansioso! Mas sou um bocado pai galinha”, justifica, sorridente.

O ritmo é acelerado durante a semana. Não há muito tempo livre para muitas atividades ou passeios higiénicos. E quando o David adormece, o assistente social trabalha para compensar o que não conseguiu assegurar no horário de trabalho normal.

Bruno revela que desconfia que a sua mulher tem uma surpresa reservada para o Dia do Pai, mas finge não saber (risos). Mais do que festejar a efeméride, o que este pai quer é mostrar ao seu filho, com segurança, os familiares, o parque, o jardim zoológico, a natureza e as ruas da cidade. Coisas simples para todos nós, mas que para o pequeno David são um mundo novo.

Afinal, o que mudou no papel do pai?

Para Vera Moreno, psicóloga e psicoterapeuta da Unidade W+ da Misericórdia de Lisboa, “o papel do pai na família sempre foi de grande relevância, mas, hoje em dia, há muito mais condições para que a paternidade seja exercida em pleno. Há poucas gerações, o homem era o ‘chefe de família’ mas estava maioritariamente ausente e quando presente, o seu papel era pautado pela autoridade na qual mantinha uma distância afetiva”.

Mas este cenário “alterou-se profundamente”, segundo a psicóloga da Santa Casa. “A entrada da mulher para o mercado de trabalho teve implicações profundas na organização social. Atualmente, os pais são cada vez mais presentes”, afirma.

“Num contexto de reformulação da própria masculinidade, destacaria como mudanças fundamentais do modelo de paternidade, a mudança para um pai mais afetivo, com uma expressão mais livre dos afetos e uma relação mais afetiva com a família, e a mudança para uma participação ativa nos cuidados aos filhos e nas tarefas domésticas”, considera, destacando que “as vantagens deste novo modelo são imensas e todos iremos beneficiar no futuro, começando pelos próprios homens, mas também os filhos e as mulheres”, finaliza.

 

CMRA, um sinónimo de inovação e tecnologia

Criado em 1998, o Laboratório de Marcha do CMRA é um meio complementar de diagnóstico, que fornece informações indispensáveis para a tomada de decisões clínicas fundamentadas.

Recentemente, o laboratório foi alvo de obras de requalificação do espaço, bem como de melhorias e atualizações tecnológicas dos equipamentos existentes, permitindo a sua adequação às necessidades sentidas e aumentando assim, a qualidade do serviço prestado.

Com a implementação destas novas tecnologias, o Laboratório de Marcha do CMRA, através da utilização de diversos equipamentos e software diferenciados, analisa e regista de forma objetiva vários aspetos do movimento, implicados na execução da marcha e no controlo postural, impossíveis de observar apenas com o olhar.

Entre as suas valências, é ainda possível caraterizar os graus e tipos de défice, quantificar os desvios em relação à normalidade, comparar sujeitos, orientar decisões e avaliar os resultados de diferentes tipos de intervenção terapêutica.

Todos os exames efetuados são realizados, mediante solicitação médica, a adultos e crianças, com patologias nas áreas, da neurologia, do neuro-desenvolvimento, do músculo-esquelética e de amputações dos membros.

O CMRA foi inaugurado em 1966, com o duplo objetivo de reabilitar pessoas com incapacidade motora e formar pessoal especializado em Portugal. Atualmente é reconhecido mundialmente como uma das melhores instituições na área da medicina física de reabilitação.

Santa Casa participa em reunião sobre o novo Fundo Social Europeu para o período 2021-2027

“Com o agravar da qualidade de vida de muitos devido à pandemia, é necessário preparar o futuro, de maneira a mitigar as desigualdades”, afirmou Edmundo Martinho na reunião dedicada ao esclarecimento sobre a aplicação do Fundo Social Europeu Mais em território nacional, para o período 2021-2027, que decorreu esta sexta-feira, 12 de março, em formato online. Uma sessão que contou igualmente com a participação de Miguel Amorim e Laurent Sens, da Comissão Europeia, entre vários dirigentes da Santa Casa e representantes de organizações externas.

Na sua intervenção, o provedor da Misericórdia de Lisboa destacou que “é possível e expetável que a situação da pobreza em Portugal se acentue ainda mais nas camadas mais fragilizadas da sociedade” e que “o apoio da Comissão Europeia é crucial para travarmos situações de exclusão social”.

“Nesta fase que aí vem, o nosso papel [Santa Casa da Misericórdia de Lisboa] será importantíssimo para apoiar e ajudar quem mais necessita”, pelo que a instituição “estará sempre disponível e de portas abertas para novos projetos”, concluiu Edmundo Martinho.

Miguel Amorim, da Direção Geral do Emprego, Serviços Sociais e Inclusão da Comissão Europeia, afirmou que a aplicação deste fundo “teve de ser repensado devido à pandemia de Covid-19 que assolou todos os estados membros”. “Os desafios para Portugal devem ser separados em três pilares essenciais, o apoio ao emprego jovem, a proteção dos grupos mais desfavorecidos e uma aposta forte na digitalização”.

Já Laurent Sens, chefe de unidade na Comissão Europeia, chamou a atenção para o envelhecimento da população portuguesa salientando que a Comissão Europeia quer “promover a transição dos cuidados institucionais aos mais velhos para a família, mantendo como base a dignidade da pessoa humana de maneira a promover um envelhecimento ativo fora das instituições”, lembrando que a filosofia do FSE+ é a “igualdade de género, a criação de oportunidades iguais para todos e a não descriminação”.

Sobre o Fundo Social Europeu Mais (FSE+)

Nos últimos anos, o Fundo Social Europeu tem sido o principal instrumento financeiro da União Europeia para investir nas pessoas, ajudando-as a obterem melhores empregos e garantindo oportunidades de trabalho mais equitativas para todos os cidadãos da UE.

Prosseguindo o mesmo espírito de apoio aos estados membros, o renovado fundo plurianual passa agora a ser o principal mecanismo de financiamento e um vetor fundamental para reforçar a coesão social, melhorar a justiça social e aumentar a competitividade, entre os estados membros europeus.

O principal objetivo do FSE+ é contribuir para uma Europa mais social e concretizar o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, também como forma de contribuir para uma maior convergência económica e social em toda a Europa.

O financiamento do FSE+ contribuirá igualmente para aplicação das orientações para o emprego definidas no âmbito do Semestre Europeu de coordenação das políticas e para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Saúde mental. Ciclo de seminários esclarece dúvidas das equipas da Santa Casa

Os direitos humanos constituem uma questão prioritária nos cuidados prestados às pessoas que sofrem de doenças mentais? Foi para esclarecer esta e outras dúvidas que mais de 200 pessoas participaram no “Seminário Direitos Humanos e Saúde Mental”, que decorreu na passada sexta-feira, 12 de março, via Zoom. Depois de sucessivos adiamentos provocados pela Covid-19, o evento teve de adaptar-se ao contexto pandémico – com uma transição para o digital – para dar início a um ciclo de conferências, que irá estender-se até fevereiro de 2022.

Na primeira sessão de formação deste evento, organizado pelo Lisbon Institute of Global Mental Health em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a abertura oficial esteve a cargo do administrador da Ação Social da Misericórdia de Lisboa. Sérgio Cintra deu nota de que “o ciclo de seminários tem como tema central a saúde mental” e que a primeira sessão seria subordinada à “importância dos direitos humanos, nomeadamente no internamento compulsivo e noutras medidas coercivas”.

Sérgio Cintra aproveitou ainda para revelar os principais pontos do programa do ciclo de seminários que prolongar-se-á até 25 de fevereiro de 2022. A próxima sessão decorre a 14 de maio, numa conferência onde o impacto da Covid-19 na saúde mental dos utentes e na prestação de cuidados será o tema central. A saúde mental nas pessoas idosas, em vítimas de violência doméstica ou a experiência dos Serviços de Saúde Mental de Lille, em França, serão alguns dos temas abordados ao longo das seis sessões que compõem o programa.

Este seminário dá continuidade ao protocolo assinado em março de 2018 entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Lisbon Institute of Global Mental Health, que pretende dotar as equipas da Santa Casa de conhecimentos e técnicas na área da saúde mental. Na altura, as duas entidades firmaram este acordo com o propósito de qualificar a intervenção psicossocial dos técnicos das unidades de desenvolvimento e intervenção de proximidade da instituição.

Ainda que com a necessária adaptação ao contexto pandémico, os objetivos traçados no protocolo de colaboração têm vindo a ser cumpridos. Numa lógica de dar resposta às necessidades identificadas pelas equipas, foi já possível conhecer, em seminários anteriores, experiências de respostas residenciais e de saúde mental de Espanha e Itália, abordar temas como a saúde mental na adolescência, abuso de substâncias ou o manejo de situações relacionadas com perturbações de acumulação compulsiva.

Testagem de colaboradores permite regresso em segurança às creches da Santa Casa

Depois do plano de desconfinamento anunciado pelo Governo, a 11 de março, que determinou a reabertura das  creches, do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa procedeu à realização de testes Covid-19 aos 644 colaboradores dos equipamentos de 1ª e 2ª Infância (creches, jardins de infância, creche familiar e babysitting), que reabrem esta segunda-feira. Este plano, montado e colocado em prática entre os dias 12 e 13 de março, garante a abertura dos equipamentos de infância e o regresso em segurança às creches das cerca de 1140 crianças que frequentam estes equipamentos.

Para a responsável da Direção do Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da Misericórdia de Lisboa, Etelvina Ferreira, “os testes efetuados aos colaboradores transmitem uma maior tranquilidade às famílias e às equipas. É pretendido que todos se sintam bem, seguros e tranquilos neste novo reinício”, explica.

Carla Rezende foi uma das colaboradoras testadas durante este período. Para a educadora do Centro de Acolhimento Infantil (CAI) de Campolide este regresso significa uma oportunidade para dar continuidade a tudo aquilo que ficou suspenso devido ao confinamento provocado pela pandemia de Covid-19.

“Sinto confiança. Com todos os cuidados necessários, podemos continuar a receber as crianças e as suas famílias com a mesma empatia, carinho e alegria de quem, de braços abertos, está pronta para esta etapa. Um caminho que me faz pensar nos dias que aí vêm: cheios de sol e recheados de momentos vividos ao ar livre, momentos de vivências e descobertas felizes”, refere.

O CAI Bairro Padre Cruz é outro equipamento da instituição, que reabre as portas esta segunda-feira. À medida que os dias vão passando, cresce um sentimento de ansiedade na educadora Patrícia Oliveira. Mais do que a vontade de regressar, é a necessidade de retomar o que ficou pendente que lhe provoca este anseio. “É essencial, ainda que dentro dos limites do bom senso, devolver o barulho saudável das brincadeiras com as crianças, sem nunca esquecer o afeto”.

Durante o período de confinamento, o carinho das educadoras nunca faltou. Ainda que à distância, Carla e Patrícia mantiveram sempre contacto com as crianças e respetivas famílias. Por telemóvel ou por email foram falando com os encarregados de educação e escutando as suas preocupações, angustias e conquistas. Por email eram enviadas sugestões de atividades para que pais e filhos pudessem vivenciar momentos lúdicos e pedagógicos.

“As diversas atividades foram planeadas sempre com o máximo de cuidado para que fossem viáveis de serem realizadas em casa. Durante este período, reforçámos a importância da partilha de evidências, com o propósito de enriquecerem os portefólios dos seus filhos, e foram muitos aqueles que fizeram”, explica Patrícia Oliveira.

As sucessivas reuniões com as famílias permitiram a Patrícia Oliveira perceber o quão importante tem sido o papel das educadoras no desenvolvimento das crianças. “Realizámos, uma vez por semana, uma reunião de grupo. Essas reuniões foram muito gratificantes e mostraram como realmente a nossa presença é muito importante na vida destes meninos”, lembra. Hoje, no dia em que os equipamentos de 1ª e 2ª Infância da Santa Casa reabrem portas, Patrícia está de braços abertos para receber as crianças que pertencem a esta casa, com o sentimento de que está “mais próxima das famílias” e de que a sua “missão está no rumo certo”.

“Tudo é mais difícil” para elas. As mulheres requerentes de asilo que batem à porta da Santa Casa

Depois da entrevista com a diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira, sobre igualdade de género e empreendedorismo social, a próxima conversa é com Ana Sofia Branco, assistente social e coordenadora da Equipa de Acolhimento dos Requerentes de Asilo e Recolocados, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

E que apoio oferece a Misericórdia de Lisboa aos requerentes de asilo? O objetivo é não deixar ninguém para trás. Enquanto o pedido de proteção internacional estiver a decorrer nos tribunais nacionais, a Santa Casa tem a obrigação de salvaguardar o acompanhamento ao nível social, prestando um apoio financeiro que garanta as necessidades de subsistência.

Esta resposta da Misericórdia de Lisboa foi constituída em maio de 2020, mas o trabalho da Santa Casa com a população requerente de asilo não começa aqui. É um compromisso antigo, que ganhou relevância, sobretudo, em 2015, com a crise migratória na Síria e com o consecutivo aumento de pedidos espontâneos de asilo na Europa.

Só em 2020, 1276 pessoas contaram com este apoio da Santa Casa, sendo que 266 destes pedidos foram feitos por pessoas do género feminino: 172 maiores de 18 anos e 94 crianças. A maioria é oriunda de Angola, da Síria e da República Democrática do Congo.

Da saída à chegada, o trajeto é mais doloroso para as mulheres

Ana Sofia Branco revela que, “mundialmente, o conhecimento é de que as mulheres estão em maior número para pedir asilo. Difícil é perceber se o número de mulheres que sai do país de origem é superior ao número de mulheres que chega ao país de destino. A coordenadora acredita que a meio caminho, numa das etapas desta travessia, “muitas delas acabam por ser levadas ou para redes de tráfico humano ou de prostituição”.

“Todo o caminho até chegar à Europa é um caminho onde há um duplo risco. Se elas saem muitas vezes para se protegerem de situações de exploração e de abuso físico e sexual, quando iniciam este processo de saída do seu país de origem têm aqui uma dupla sujeição a situações de violência. Todo este processo migratório acarreta riscos para a integridade física e sexual da mulher”, explica Ana Sofia Branco, alertando que “a decisão de sair do país de origem é sempre violenta”.

A garantia de que chegam a Portugal são e salvas é inexistente. O sucesso da travessia está dependente de vários fatores como, por exemplo, da situação familiar: se vêm sozinhas, se são famílias monoparentais femininas ou se vêm integradas num agregado familiar.

As políticas de asilo têm em conta o género?

No caso português a política de asilo ainda não tem espelhadas as especificidades das questões relacionadas com o género. Mas Portugal é apenas um exemplo numa Europa onde esta distinção é praticamente inexistente. Os únicos países europeus que adotaram uma regulamentação específica sobre esta matéria do asilo e as questões de género foram a Suécia e Inglaterra. Deste modo, a integração de uma perspetiva de género nas políticas de asilo é ainda muito reduzida.

Certo é que mulheres requerentes de asilo têm dificuldades próprias e necessidades específicas de proteção quando comparadas com homens na mesma situação. Prova disso é, por exemplo, os processos para atribuição de um título de residência, que obrigam as pessoas a fazerem prova daquilo que alegam. Se por um lado fazer prova de que se foge de uma guerra “é mais fácil”, por outro fazer prova de que fugiu porque foi vítima de agressão física ou de violência sexual implica muitas vezes mostrar marcas dessa agressão. Para Ana Sofia Branco isto “é uma dupla violência”, um “constrangimento para mulher”. Cruel pode também ser a integração numa nova sociedade e o confronto com uma nova realidade.

“Nós, enquanto sociedade ocidental, também esperamos da mulher refugiada um papel mais participativo do que muitas vezes elas querem ou estão preparadas para o fazer. As entidades dizem que a mulher tem de ir trabalhar, mas esta mulher não tem na sua cultura, na sua trajetória, na sua identidade esta função. Este não era um papel atribuído nos seus países de origem”, considera Ana Sofia Branco.

Talvez por isso seja difícil falar em integração plena. “No caso das mulheres são sempre processo mais difíceis”, mas continuam a existir casos de sucesso, ainda que não seja o expoente máximo daquilo que a Misericórdia de Lisboa considera como integração total.

Ana lembra a história de uma mulher que chegou a Portugal em 2017. Saiu da Serra Leoa para fugir a um casamento forçado. Para lá de meio caminho, em Marrocos, foi vítima de violação. De uma violência sexual resultaram dois filhos, gémeos, que esta mulher aceitou e integrou na sua nova vida, em Portugal. Até ao momento, não conseguiu a integração profissional, mas conseguiu a inclusão dos filhos em equipamentos de infância. “Isto pode não ser o expoente máximo da integração, mas é o expoente máximo da resiliência de uma mulher”, destaca Ana Sofia Branco.

 

Ouça aqui, na íntegra, a entrevista com Ana Sofia Branco, coordenadora da Equipa de Acolhimento Dos Requerentes de Asilo e Recolocados, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Será a música uma ferramenta para alcançar a saúde e o bem-estar?

Era uma evidência. Mas as conclusões do projeto não deixam margem para dúvidas: ouvir ou executar música contribui para melhorar a saúde e o bem-estar das comunidades e dos indivíduos. O projeto foi idealizado pela cantora Anabela Pires.

Organizada pela equipa do programa “Cante pela sua Saúde” do CIS-ISCTE, a conferência juntou esta quarta-feira, 10 de março, através da plataforma Zoom, investigadores e profissionais que partilharam o seu trabalho nas diferentes relações que existem entre a música e o bem-estar social ou individual.

A iniciativa pretendeu, igualmente, criar um espaço para a partilha de ideias e desenvolvimento de redes no estudo das intervenções musicais na promoção da saúde e bem-estar. Graça Fonseca, ministra da Cultura, Inês Medeiros, presidente da Câmara de Almada, Maria de Lurdes Rodrigues, reitora do ISCTE, José Amado da Silva, reitor da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), Conceição Amaral, presidente do Conselho de Administração do OPART/Teatro Nacional de São Carlos, Joaquim Barbosa, provedor da Misericórdia de Almada, e Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa, foram alguns dos participantes.

Na sua intervenção, Edmundo Martinho considerou que este projeto representa, sobretudo, um momento de aprendizagem, ao assegurar que as pessoas, ao longo da sua vida, podem manter-se ativas e continuar a desenvolver as suas capacidades, através da música.

“A música tem, todos o sabemos, um imenso poder de mobilização. Temos que ser cada vez mais ativos no envolvimento de todos, independentemente da sua idade”, adiantou, sublinhando que é necessário “assegurar condições para que as pessoas se sintam parte da comunidade onde pertencem – e que a idade não pode ser fator de exclusão”.

O provedor defendeu o compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em continuar a apoiar o projeto “Canto para Seniores”, sublinhando os benefícios da participação dos idosos no programa de canto. “Os utilizadores, os seniores, encontram aqui, momentos de alegria, de mobilização e de participação para as suas vidas. Há capacidade, há condições para avançar, cabe-nos a todos ser capazes de levar a iniciativa por diante”.

Canto para Seniores

O projeto “Cante pela sua saúde” é uma ideia de Anabela Pires, financiado pelo Orçamento Participativo Portugal de 2017, sob o título «Grupos de Canto para Seniores».

Os programas de canto foram implementados, ao longo de 2019 e 2020, em vários grupos, abrangendo um total de 150 seniores (muitos utentes da Misericórdia de Lisboa), com o objetivo de avaliar os efeitos desta prática no bem-estar, no funcionamento cognitivo e na saúde geral dos participantes.

Os resultados foram analisados por investigadores especialistas em quatro áreas da psicologia – psicossocial, neuropsicológica, psicomotricidade e da saúde, com a coordenação científica da professora Iolanda Galinha, da Universidade Autónoma de Lisboa e da professora Luísa Lima, do ISCTE-IUL, com a colaboração do professor António Labisa Palmeira, da Faculdade de Motricidade Humana.

A implementação e coordenação esteve a cargo da Direção-Geral das Artes, no quadro de uma parceria que inclui a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Almada, a CEU-UAL, o ISCTE-CIS-IUL e o OPART/Teatro Nacional de São Carlos, direção artística de Anabela Pires e João Frizza e direção musical de Sérgio Fontão.

Vantagens do projeto para os idosos

Foi unânime a manifestação de agrado pela participação neste projeto, sendo muito valorizado o trabalho dos ensaiadores/professores que acompanharam os participantes ao longo de todo o projeto.

Os níveis de motivação foram em crescendo, numa fase inicial de análises e testes notou-se pouca recetividade, mas que logo se desvaneceu, dando lugar à curiosidade, boa disposição e cumplicidade entre todos os intervenientes.

Trabalhar a memória foi um desafio, muitos relataram que não foi fácil decorar tantas letras, sentido, por vezes, alguma insegurança, contudo compreenderam sempre os procedimentos e pressupostos do projeto.

A participação no projeto foi uma oportunidade de estar com outros participantes, uma forma positiva de relacionamento e interação numa experiência diferente, uma oportunidade para conhecer novas pessoas e um olhar presencial da enormidade do projeto. Demostram grande alegria em representar a SCML e os seus respetivos Centros de Dia/SAD e estar ativamente envolvidos.

O projeto no seu todo conduziu positivamente para o bem-estar geral destas pessoas, tornando-as mais proactivas, com maiores níveis de interações sociais, mais dinâmicas e ativas no seu dia-a-dia.

Recorde o vídeo sobre este tema realizado em 2019:

 

 

Igualdade de género, empreendedorismo social e a missão da Santa Casa “num mundo injusto”

Empreendedorismo social, requerentes de asilo e refugiados. Três temas diferentes, mas que vamos dar a conhecer de um ponto de vista único. Porque há algo fundamental que une as duas entrevistas: ser mulher. Mas não só! Quem dá a voz são mulheres que trabalham em áreas muito diferentes na Santa Casa, mas que nos falam de outras mulheres que são apoiadas pela Misericórdia de Lisboa.

Começamos com Inês Sequeira, numa conversa onde abordamos a mulher empreendedora social, o que falta fazer e o que já foi feito pela igualdade de género neste setor, a importância da diversidade na criação de impacto e a missão da Casa do Impacto com uma mulher ao leme.

Empreendedorismo social: igualdade de oportunidades para homens e mulheres ou ainda é um caminho em construção?

O perfil do empreendedor social em Portugal é, tradicionalmente, de classe média-alta, maioritariamente homens, brancos, entre os 25 e os 40 anos. Estes dados são para Inês Sequeira a evidência de que tudo o que tenha que ver com igualdade de género e igualdade de oportunidades, “infelizmente, ainda é um caminho em construção”.

Apesar de no empreendedorismo de impacto existirem “mais mulheres do que noutros setores ditos tradicionais”, para a diretora e fundadora do hub de empreendedorismo social da Misericórdia de Lisboa, ainda há muito a fazer no que à igualdade de género diz respeito. Isso vê-se até na Casa do Impacto, onde a percentagem de homens empreendedores é muito superior à das mulheres.

Uma das principais razões pode estar na cultura portuguesa, onde as “mulheres são educadas, tradicionalmente, para serem cuidadoras, serem solidárias e a ajudarem outras pessoas”. O problema não é de agora, é antigo. O facto de não existirem muitas mulheres como fundadoras de startups, em muito se deve ao passado. “Vem tudo muito mais de trás, que tem que ver com a educação”, explica Inês Sequeira.

Para a diretora da Casa do Impacto, o exercício é simples: basta olhar para os órgãos de administração de empresas ou mesmo para o Governo, “onde começa a haver mais mulheres, no entanto ainda são uma minoria”.

O poder da inovação pode estar na inclusão social e na diversidade?

O desafio da Casa do Impacto passa por perceber como chegar a públicos diversos seja no género, na idade, na etnia. “Nós ainda falamos muito de igualdade em Portugal. Quando falamos de igualdade e diversidade em Portugal, só se fala no género. Não vamos para outras questões, que, até para a própria Santa Casa, são questões muito presentes, como a inclusão em questões de deficiência, ou migrantes de etnias diferentes, ou intergeracionalidade”. Falar de igualdade nas suas variadas formas continua a ser necessário, pelo menos até ao dia em que cada um “conseguir escolher um caminho que seja acessível para todos”.

Na Casa do Impacto, as equipas que tiverem nelas maior diversidade, serão “majoradas positivamente e avaliadas de uma forma mais positiva nesse critério relativamente às demais”, até porque “o poder da inovação reside mesmo nessa diversidade”. “Eu acredito muito nisso. Portugal precisa de mais diversidade. Eu acho que todas as sociedades ganham quanto mais paritárias são”, refere Inês Sequeira.

A cultura do exemplo tem ajudado a mudar o paradigma. Tem feito com que, no caso das mulheres, que “em termos de educação são educadas a jogarem pelo seguro”, não fiquem na sombra. Ou seja: ver outras mulheres a serem bem-sucedidas, faz com que outras sintam que é possível e o primeiro passo torna-se algo menos desconfortável.

“Eu acho que nós europeias – apesar de sabermos que o gender gap é grande, que as mulheres nas mesmas funções que os homens, tradicionalmente, ainda ganham consideravelmente menos, que o acesso a lugares de direção ainda é mais difícil para as mulheres do que para os homens – temos tido muitas conquistas em termos de direitos humanos, relativamente ao género”, refere Inês Sequeira, alertando ainda assim que “no mundo inteiro ainda existe muito por fazer”.

E porquê? “Porque nós não partimos todos do mesmo ponto de partida”. É aqui que a missão de instituições como a Santa Casa se eleva, ao “repor alguma justiça ao mundo que à partida é tão injusto”.

 

Ouça aqui, na íntegra, a entrevista com Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, o hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

 

Casa do Impacto promove reflexão online sobre a Inclusão Social

Depois de uma primeira sessão, na última sexta-feira, 26 de fevereiro, a temática voltou a ser discutida na passada quarta-feira, 3 de março. No mês em que toda a programação da Casa do Impacto é dedicada ao quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – Igualdade de Género, o Hub promoveu um evento que foi para além das fronteiras deste ODS, debruçando-se sobre a igualdade no seu todo.

“Como a diversidade nas organizações pode ser uma ferramenta para maior criatividade e inovação”, foi o mote de partida para a conversa entre os oradores convidados: Sofia Colares Alves, Chefe de representação da Comissão Europeia em Portugal, Cláudia Prazeres, da Câmara Municipal de Lisboa, Teresa Quaresma, do Banco Montepio, Margarida Couto, presidente da direção do GRACE, Nathalie Ballan, fundadora e senior partner da Sair da Casca, Miguel Fontes e Marta Guimarães, da Startup Lisboa, Sandra Almeida, da Fundação Aga Khan, Marta Albuquerque, da Portugal Inovação Social e os parceiros da Casa do Impacto, Rita Ferreira e Francisca Lencastre, da IES – Social Business School, João Magalhães, da Academia de Código, Cristina Almeida do MAZE e Hugo Menino Aguiar do SPEAK. O debate contou com a moderação da diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira.

Para Sofia Colares Alves, a inclusão é “uma pedra basilar de toda a atuação da Comissão Europeia”. Centrando o seu discurso numa perspetiva europeia, a chefe de representação da Comissão Europeia em Portugal, salientou que a Comissão Europeia (CE) é “uma estrutura que promove a igualdade e inclusão”.

“Temos 24 línguas e 27 nacionalidades, de várias áreas de formação. A CE é uma estrutura já por si muito diversa, no entanto queremos que esta inclusão seja também aplicada no terreno”, concluiu Sofia Colares Alves.

Inclusão Casa do Impacto

Num debate esclarecedor, foram várias as ideias e projetos apresentados, com destaque para a intervenção de Cláudia Prazeres, da Câmara Municipal de Lisboa. Para a representante da autarquia da capital é essencial que organismos públicos “tenham presente na sua atuação diária as questões da igualdade”.

“Representamos uma larga fatia da população portuguesa, somos uma cidade cosmopolita que quer, deve e preocupa-se com estes temas. Desde 1995 que a autarquia criou um órgão para debater estas matérias e, desde então, que temos tido um longo trabalho na inclusão”, frisando ainda que “Lisboa é uma cidade que promove a igualdade”.

Um aspeto sublinhado no webinar foi a necessidade de as empresas começarem a incorporar nas suas ações diárias estas questões. “As grandes empresas internacionais têm este assunto na sua agenda. Existem alguns conglomerados mundiais que não deixam entrar na sua cadeia de fornecimento empresas que não cumpram as questões da igualdade. O mundo empresarial é essencial para alterar mentalidades e paradigmas”, salientou Margarida Couto da GRACE.

No final da sessão, Inês Sequeira frisou que o objetivo da iniciativa foi o de “promover uma reflexão sobre o presente e futuro da inclusão e igualdade nas organizações”.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

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Projetos de empreendedorismo e inovação social

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