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Dia de São Roque é celebrado este domingo com uma Missa Solene e a Oração da Novena

Organizadas pela Irmandade da Misericórdia de Lisboa, as Festividades do Dia de São Roque tiveram início na passada sexta-feira, 27 de setembro, com a primeira reza da Novena. Durante nove dias, fiéis e devotos unem-se em oração, preparando-se para o grande dia de homenagem a São Roque.

O ponto alto das celebrações será no próximo domingo, com uma Missa Solene às 12h30, seguida da última Oração da Novena às 13h00. Após a cerimónia religiosa haverá a benção e distribuição do tradicional Pão de São Roque.

Já esta sexta-feira, 4 de outubro, será celebrada uma Missa Solene às 11h00 dedicada aos utentes, diretores, técnicos e auxiliares da SCML. Esta será seguida pela Oração da Novena e uma procissão com o andor de São Roque no interior da igreja, culminando com a benção e distribuição do Pão de São Roque.

Oração da Novena: uma devoção de nove dias

A novena é uma tradição muito especial na Igreja Católica, que começou durante o período entre a Ascensão de Jesus ao Céu e a descida do Espírito Santo, no Pentecostes. Durante esses nove dias, os Apóstolos, juntamente com a Virgem Maria e outros discípulos, reuniram-se em oração à espera do cumprimento da promessa de Deus. Esta foi a primeira novena cristã e, desde então, a prática tem sido repetida ao longo dos séculos para rezar por várias intenções, como a unidade dos cristãos.

O número nove tem um significado especial para os católicos. Está ligado à Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), já que o três é considerado um número perfeito, e o nove é o seu quadrado. Assim, durante a novena, ao longo dos nove dias, são feitas orações que louvam e pedem ajuda às três Pessoas Divinas.

Na prática, a novena envolve dedicar um momento específico do dia para rezar, durante nove dias consecutivos. Muitas vezes, acendem-se velas durante as orações, como símbolo de fé, embora isso possa variar conforme o local ou a situação.

As novenas são feitas em devoção a Deus, à Nossa Senhora, aos anjos ou aos santos, e representam uma forma de pedir bênçãos, proteção ou agradecer por graças recebidas. É uma tradição cheia de significado, que traz conforto e esperança a milhões de pessoas em todo o mundo.

No caso de São Roque, a novena é uma preparação espiritual para a sua festa, com os fiéis a pedirem a sua intercessão e proteção. Cada dia da novena inclui orações e, muitas vezes, reflexões que ajudam a aprofundar a devoção. O culminar desta prática acontece no Dia de São Roque, como parte essencial das festividades em sua honra.

Primeiro-ministro visita Quinta Alegre e almoça com utentes

Luís Montenegro e a mulher, acompanhados pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, pela secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes e pela Vice-provedora, Rita Prates, visitaram hoje, 2 de outubro, a Estrutural Residencial Para Idosos (ERPI) da Quinta Alegre, onde almoçaram com os residentes.

O momento serviu também para o chefe de Governo oferecer um cão resgatado de um abrigo para animar os utentes. “Veio de um abrigo, foi encontrado tanto quanto me recordo no centro comercial Colombo, foi tratado, está de boa saúde e, portanto, será mais um amigo para partilhar este espaço convosco, esperando que esta convivência corra bem para todos”, disse Luís Montenegro.

Antes do almoço o Primeiro-ministro, numas breves palavras aos utentes da ERPI, elogiou o espaço, que foi recuperado, e a “perspetiva intergeracional” em que funciona, dizendo que tem como objetivo “proporcionar o convívio de pessoas jovens e mais ou menos jovens”.

A iniciativa contou também com a presença dos administradores da Misericórdia de Lisboa, Ângela Guerra, David Lopes, André Brandão de Almeida e Luís Rego.

Situado na freguesia de Santa Clara em Lisboa, a Quinta Alegre é uma resposta intergeracional inovadora da Santa Casa, na área do envelhecimento, inaugurado em 2019, com capacidade para utentes em regime permanente e em residência temporária, servindo este regime temporário para permitir o descanso ou colmatar a ausência temporária dos cuidadores. 

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Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro distinguiu oito personalidades

Foram entregues ontem, dia 1 de outubro, as distinções da 13.ª edição do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro, numa iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP) e da Fundação Montepio. No total foram oito os premiados, todos com 80 ou mais anos de idade, em seis categorias, que mantêm ainda atividades de relevo na sociedade.

A cerimónia decorreu no auditório da Associação Mutualista Montepio e contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa, acompanhada pelo administrador Luís Rego. Além da Vice-Provedora da Instituição, estiveram em palco Maria João Quintela, presidente da APP, Virgílio Boavista Lima, presidente da Fundação Montepio, Sofia Athayde, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, e D. Nuno Isidro Cordeiro, bispo auxiliar de Lisboa.

Maria João Quintela foi a primeira a usar da palavra e destacou o apoio da Santa Casa, lembrando que “é parceira do prémio desde o início, em 2012”, visando ainda os premiados deste ano, “estrelas que nos guiam” pelo seu exemplo de envelhecimento ativo.

Seguiu-se a intervenção de Rita Prates, na qual a Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa fez a ligação entre o significado deste prémio e a missão da Santa Casa.

“O reconhecimento do mérito de quem se mantém ativo está totalmente alinhado com a visão que temos para o envelhecimento. Queremos valorizar a interação entre gerações e ter cada vez mais pessoas ativas até mais tarde”, frisou Rita Prates, acrescentando que “a idade não pode ser um limite”.

A Vice-Provedora deixou ainda “uma referência especial a Maria Raquel Ribeiro”, lembrando a “intensa e longa carreira na área social”, num autêntico “exemplo de atividade e longevidade”, razões que levaram a Santa Casa a dar o seu nome à nova residência inaugurada recentemente em Monsanto.

Na cerimónia foram também projetadas mensagens de vídeo de Luís Marques Mendes e de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, na qual a governante felicitou a iniciativa da APP e lembrou que Maria Raquel Ribeiro, “com a sua vida de entrega ao próximo, deu um exemplo de um envelhecimento ativo, o que corresponde justamente ao espírito deste prémio”.

Foi a 1 de outubro de 2012, Dia Internacional do Idoso, que a Santa Casa, a Associação Portuguesa de Psicogerontologia e a Fundação Montepio celebraram um protocolo para a criação do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro, perpetuando assim o nome de alguém que dedicou grande parte da sua vida às boas causas.

Lista de premiados:

Intervenção Social: Cinelândia Cogumbeiro e Sousa

Arte e Espetáculo: António Victorino Goulartt de Medeiros e Almeida

Ciência e Investigação: Maria Emília Brederode Rodrigues dos Santos

Política e Cidadania: Maria Manuela Aguiar Dias Moreira

Ética e Saúde: José Germano Rego de Sousa e Manuel Francisco Oliveira Carrageta

Família e Comunidade: Mariano Garcia Inácio e Sílvio Esteves Fernandes

Projeto RADAR nomeado para os Prémios Europeus de Serviços Sociais

Projeto RADAR da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está atualmente em fase de votação pública para os Prémios ESN e tem a oportunidade de alcançar um reconhecimento significativo a nível europeu. 

Este galardão reconhece as boas práticas em serviços sociais, destacando novas abordagens bem-sucedidas e o extraordinário e contínuo trabalho realizado por gestores, financiadores, planeadores, provedores e prestadores de serviços sociais públicos. O tema dos Prémios deste ano é: “Promoção de comunidades inclusivas”. 

Para votar nos Prémios Europeus de Serviços Sociais 2024 basta ir aqui. As votações terminam no dia 21 de outubro e os vencedores serão conhecidos numa cerimónia que decorrerá em Lisboa, dia 4 de novembro.


Iniciativas inclusivas e Marcha Santa Casa voltam a marcar presença no Caixa Alfama

O maior festival de fado do país está de regresso já amanhã e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa volta a marcar presença neste evento através de medidas de acessibilidade e inclusão. Além disso, os Jogos Santa Casa são patrocinadores oficiais deste festival e vão dar nome a dois palcos.

A Santa Casa vai ajudar a que todos, sem exceção, desfrutem de uma experiência positiva no festival, em nome da inclusão. A instituição vai, por isso, assegurar a interpretação em Língua Gestual Portuguesa de todos os concertos do Palco Principal do Caixa Alfama, assim como definir uma zona reservada neste palco para pessoas surdas e com deficiência.

A Misericórdia de Lisboa garante igualmente bilhetes gratuitos para acompanhantes de pessoas com deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, proporcionando também cinco palcos acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada: Palco Caixa (Terminal de Cruzeiros de Lisboa); Palco Ermelinda Freitas (Rooftop do Terminal de Cruzeiros de Lisboa); Palco Amália (Auditório Abreu Advogados); Museu do Fado e Palco Santa Maria Maior (no Largo do Chafariz de Dentro).

Marcha Santa Casa desce as ruas de Alfama

Mas o papel da Santa Casa no evento não fica por aqui. No segundo dos dois dias do festival, a Marcha Santa Casa vai voltar a apresentar-se ao público. Esta será uma oportunidade de ver uma marcha popular mesmo fora de época, caracterizada por integrar membros especiais, nomeadamente colaboradores e utentes da Misericórdia de Lisboa. Assim, a Marcha Santa Casa vai desfilar no sábado entre o Palco Lotaria e o Largo Chafariz de Dentro (Museu do Fado), espalhando cor e alegria pelas ruas de Alfama.

Refira-se ainda que os Jogos Santa Casa, como patrocinadores oficiais do evento, vão dar nome a dois palcos: Palco Lotaria, situado no Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, que homenageia o mais antigo jogo da Misericórdia de Lisboa, e o Palco Jogos Santa Casa – Espaço Boa União, que vai acolher novos talentos da música nacional vindos das escolas de fado.

Saiba tudo sobre o festival no site oficial.

Santa Casa inaugura Residência Raquel Ribeiro com resposta inovadora e intergeracional

Foi inaugurado esta quarta-feira, 25 de setembro, a Residência Raquel Ribeiro, situada na antiga fábrica da Nestlé, em Monsanto. Esta nova unidade da Santa Casa irá providenciar uma resposta inovadora e transversal nas áreas da ação social e saúde, destinada ao acolhimento temporário de pessoas com mobilidade condicionada, que necessitem de cuidados de reabilitação e estabilização do estado geral de saúde.

A Residência Raquel Ribeiro é um projeto inovador, conciliando num só equipamento todas as valências que a Santa Casa detém nas suas inúmeras respostas de excelência e o know how acumulado, assim como os recursos provenientes da Escola de Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA), do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), e de outros equipamentos dotados de profissionais e técnicos com capacidade de intervenção nas atividades terapêuticas que se vão prestar.

A cerimónia de inauguração contou com a participação da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, do Provedor da instituição, Paulo Sousa, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Gonçalo Granado, diretor de comunicação da Nestlé Portugal.

O Provedor no seu discurso comentou que este espaço é “uma resposta inovadora, mas também, um equipamento que conjuga o social, com as necessidades de saúde de uma população cada vez mais fragilizada”.

Paulo Sousa acrescentou: “As diferentes valências que a Residência Raquel Ribeiro vai acolher é um sinal do trabalho que temos desenvolvido na Santa Casa.” Referiu ainda que “com esta resposta, a Misericórdia de Lisboa tem a capacidade de receber utentes com mais de 18 anos, que necessitem de cuidados de saúde, ou de reabilitação de forma permanente ou temporária”. Sublinhou também que este novo equipamento da Santa Casa complementará a resposta do Serviço Nacional de Saúde.

A concluir, o Provedor louvou ainda doação que a Nestlé fez à Misericórdia de Lisboa, frisando que “a Santa Casa tem uma longa de história de benemerências e que estas doações tem sido fundamentais para a continuação das atividades de apoio à comunidade para o apoio e auxílio de idosos, crianças, doentes e pessoas em situação de fragilidade”.  

Já Maria do Rosário Palma Ramalho destacou o “aspeto multivalente” desta reposta que “responde a vários desafios diferentes, como o aspeto da reabilitação pós-cirúrgica ou de convalescença, sem esquecer o desafio do apoio domiciliário e cuidadores”. 

Num quadro financeiro de enorme exigência, este projeto foi desenvolvido a pensar na sua sustentabilidade económica, permitindo à Santa Casa reforçar e alargar a sua missão em Lisboa e pôr em prática um novo modelo de gestão, que se espera que seja referência para novas respostas sociais que a instituição venha a desenvolver nos próximos anos.

“Foi necessário pensar a Santa Casa de uma maneira diferente, não só no apoio aos que mais necessitam, mas também na perspetiva de sustentabilidade económica, sem o qual nenhuma instituição consegue sobreviver”, concluiu a ministra.

A Residência Raquel Ribeiro é composta por quartos individuais, duplos e triplos, num total de 66 camas, e por vários espaços de convívio e lazer, nomeadamente multimédia e leitura. O edifício está ainda dotado de um terraço panorâmico, com vista privilegiado sobre o Parque Florestal de Monsanto.

Gonçalo Granado, diretor de comunicação da Nestlé Portugal, lembrou a todos os presentes o lema da empresa que representa “Good Food, Good Life” – Boa Comida, Boa Vida –, fazendo um paralelo entre “uma fábrica que produziu em tempos boa comida, com o que se espera para o futuro do espaço: um local onde todos possam ter agora uma boa vida”.

A reabilitação teve ainda como principais premissas a sustentabilidade e ecoeficiência do edifício, bem como a utilização de estruturas que privilegiem o conforto e as respostas sociais e terapêuticas adequadas, nomeadamente um centro de bem-estar e a construção de um tanque terapêutico.

Já depois de concluído o projeto e as obras de intervenção no espaço, este foi reconhecido com o Prémio Nacional da Reabilitação Urbana para a melhor intervenção de sustentabilidade em 2023, com destaque pela originalidade e pelo desafio global de se converter uma antiga fábrica de chocolates, que se encontrava em estado avançado de degradação e abandono, numa nova estrutura de apoio social.

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Fundo Rainha D. Leonor apoia reabilitação de creche e jardim de infância em Sintra

Foram esta terça-feira, 24 de setembro, inauguradas as obras de reabilitação da Creche e Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Sintra, financiadas pelo Fundo Rainha D. Leonor (FRDL) em cerca de 63.200 euros, e que contaram também com o apoio da Câmara Municipal de Sintra.

Na cerimónia marcou presença Ângela Guerra, administradora da Santa Casa com o pelouro do Fundo Rainha D. Leonor, que visitou as instalações e, na sua intervenção, parabenizou o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sintra pela resiliência face aos graves problemas que a instituição, que esta terça-feira completou 479 anos de existência, enfrentou nos últimos tempos. A administradora salientou ainda a importância deste trabalho diário realizado, prestando assistência nesta e noutras valências aos mais vulneráveis, desde logo porque este equipamento agora renovado é destinado à resposta social para crianças, área onde ainda há tanto por fazer em todo o país.

Estiveram ainda presentes Inez Dentinho, coordenadora do FRDL, Eduardo Quinta Nova, vereador da Câmara Municipal de Sintra, e Manuel Costa e Oliveira, provedor da Misericórdia local.

Estes espaços encontravam-se em avançado estado de degradação o que, aliado às exigências da Lei e à procura de uma excelência na prestação do serviço pedagógico, tornava crucial uma intervenção de fundo.

As obras de reabilitação melhoraram a drenagem das águas e o isolamento térmico do edifício. Também o espaço exterior foi intervencionado, tendo sido ampliada a zona de recreio, agora munida de melhores condições de segurança para as crianças e de um telheiro de abrigo junto à entrada. Por fim, foi instalado um novo sistema de segurança contra incêndios e ampliada uma sala da creche.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado em 2015 e resultada de uma parceria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e da União das Misericórdias Portuguesas. Este Fundo tem apoiado obras nas Misericórdias de todo o país, seja na vertente de projetos sociais, seja na recuperação de património histórico.

Terceiras Jornadas Territoriais do Projeto RADAR

A 3.ª edição das Jornadas do Projeto RADAR aconteceram na última segunda-feira, 23 de setembro, no Auditório do Instituto de Segurança Social, em Lisboa, e reuniram perto de uma centena de pessoas para refletir, partilhar ideias, perspetivar o futuro e consolidar o trabalho desenvolvido nos últimos anos, no combate ao isolamento e solidão não desejada da população sénior na cidade. O evento focou-se especialmente nas freguesias da zona central da cidade, Alvalade, Avenidas Novas, Benfica, Campolide e São Domingos de Benfica, territórios onde o projeto tem vindo a desenvolver ações desde a sua criação.

A iniciativa contou com representantes de várias organizações parceiras do RADAR, para juntos pensar o futuro e, ainda, aprofundar o trabalho desenvolvido, nos últimos anos, na problemática do isolamento e solidão não desejada desta população de Lisboa.

A sessão de abertura ficou marcada por intervenções de personalidades como Ângela Guerra, administradora da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que frisou que o RADAR “é um exemplo de trabalho colaborativo que deve acontecer entre as várias entidades e instituições que operam na cidade”. Para Ângela Guerra, um dos principais aspetos que valorizam o trabalho diário do RADAR é “o nível de proximidade que os mediadores do RADAR têm com as pessoas”, sublinhando que “com o RADAR reparamos que as pessoas confiam em nós, no nosso trabalho e na nossa missão”.

A importância do trabalho colaborativo e em rede foi também alvo de destaque nas intervenções de Luis Fernandes Moreira, Superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, Miguel Soares, Diretor do Departamento para os Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, Alexandre Rodrigues, Tenente-Coronel do Regimento Sapadores Bombeiros, Eunice Carrapiço, Diretora Clínica da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, e Sandra Marcelino, Diretora Adjunta do Instituto de Segurança Social que afirmou “há sempre insuficiência de recursos, mas é no trabalho em rede e em parceria que há terreno fértil para encontrar respostas”.

Mário Rui André, Coordenador do projeto RADAR, apresentou os principais resultados do Projeto nas cinco freguesias em foco, onde se encontram integradas cerca de 11.000 pessoas 65+ (cerca de 27% do total) e cerca de 1300 Radares comunitários, constituindo uma verdadeira rede local de atenção e apoio às pessoas com maior vulnerabilidade. Durante o ano de 2024 foram realizadas 150 ações de rua, um trabalho de aproximação quer aos residentes com 65 ou mais anos nos territórios das cinco freguesias, quer aos estabelecimentos de comércio local, que se constituem como radares comunitários e desempenham um papel crucial na sinalização de situações de risco, de isolamento e solidão não desejada para uma agilização de uma intervenção ajustada a cada contexto. Para além dos contactos presenciais, foram realizados 2.600 contactos telefónicos, que permitem um acompanhamento próximo das pessoas integradas no projeto, mas também cabo uma intervenção de caráter preventivo.

Foi unânime a partilha que o RADAR é a parceria mais vasta na intervenção com as pessoas mais velhas da cidade. DE facto, o projeto conta atualmente com 31 organizações-chave que trabalham em rede, numa abordagem colaborativa. Foi referida a mais-valia deste projeto ter uma plataforma digital, acessível a todos os 345 utilizadores (focal point) o que facilita a partilha e transferência de informação e a articulação mais célere e eficaz na procura de respostas às situações de maior vulnerabilidade.

O executivo das juntas de freguesia de Alvalade, Avenidas Novas, Benfica, Campolide e São Domingos de Benfica estiveram representados e partilharam as suas experiências locais, reafirmando o compromisso de continuar a apoiar as iniciativas do Projeto RADAR nas suas comunidades.

A fechar as jornadas, a Professora Doutora Maria João Valente Rosa fez uma síntese das discussões e dinamizou a reflexão sobre o envelhecimento ativo e a necessidade de reforço da coesão social e das redes de vizinhança no apoio aos mais velhos, sobretudo em contexto urbano.

As Jornadas constituem um espaço de reflexão e partilha entre os parceiros do Projeto RADAR com vista ao reforço do compromisso entre todos os envolvidos, no desígnio da construção de uma cidade mais inclusiva, Com Vida para Todas as Idades.

Já são conhecidos os vencedores do programa Triggers

A Casa do Impacto apresentou ontem, 16 de setembro, os vencedores da terceira edição do Triggers, um programa de capacitação focado em sustentabilidade ambiental.

Este é um programa de aceleração destinado a projetos em fase de desenvolvimento e validação da ideia, produto, serviço ou do modelo de negócio. Apoia soluções inovadoras na resolução de problemas e necessidades ambientais, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, da ONU.

O programa é composto por três fases: Bootcamp, Fase de Aceleração e Fase de Incubação. Desde o final da segunda fase (no Demoday realizado em julho) os três finalistas tiveram acesso a várias mentorias com vista a ajudá-los a alcançar os objetivos definidos pela Casa do Impacto.

O júri, composto por representantes das entidades parceiras – Câmara Municipal de Cascais, EDP, GALP, grupo AGEAS e 3xP Global – , atribuiu três prémios monetários distintos e um ano de incubação na Casa do Impacto aos três finalistas.

Luís Rego, administrador da Santa Casa com o pelouro do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social, deu as boas-vindas aos participantes e acompanhou todo o programa do evento, que culminou com o anúncio dos vencedores.

O primeiro lugar ficou para a HUMIVERSO, que desenvolve máquinas modulares inovadoras que transformam resíduos orgânicos em fertilizante orgânico, através da utilização de minhocas (vermicompostagem), contribuindo, desta forma, para a descentralização do tratamento de resíduos e a autoprodução de fertilizante orgânico.

A RARO, uma plataforma online de retalho que combina curadoria, comunicação e tecnologia na única loja exclusivamente focada na preservação da herança do bem fazer, na biodiversidade e nas técnicas de produção ancestrais, alcançou o segundo lugar.

No terceiro lugar ficou classificada a DIGNA ENGENHARIA, uma tecnologia social que se compromete a resolver questões complexas no setor da habitação, através de serviços diversos, focando-se no desenvolvimento de comunidades sustentáveis.








Protocolo entre Santa Casa e ULS Santa Maria liberta 67 camas hospitalares

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Unidade Local de Saúde de Santa Maria (ULSSM) assinaram ontem, 24 de setembro, um protocolo que vai permitir transferir utentes com alta clínica dos hospitais da ULSSM para 67 vagas de proximidade em unidades da SCML.

Com esta medida, a ULS Santa Maria vai libertar no imediato 25 camas para doentes agudos nos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, com a transferência de utentes que já não precisam de cuidados hospitalares diferenciados para a nova Residência Raquel Ribeiro, em Monsanto, uma resposta social da SCML inovadora e intergeracional, que será inaugurada nesta quarta-feira, 25 de setembro.

Em representação da Santa Casa assinaram o protocolo o Provedor Paulo Sousa e o administrador com o pelouro da Direção de Saúde, André Brandão de Almeida. Já pela ULS Santa Maria, assinaram o presidente Carlos das Neves Martins e o vogal Miguel Carpinteiro.

Dirigentes assinam protocolo entre Santa Casa e ULS Santa Maria

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

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