logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Já pode visitar a exposição “Beleza Não Tem Idade” no ModaLisboa

Foi em 2019 que doze produções fotográficas – apostadas em levar à sociedade uma nova atitude perante a idade e a sua ligação com a beleza – ornamentaram vários pontos da capital, recorrendo a modelos muito especiais. Lado a lado com caras bem conhecidas– seja pelo seu trabalho na televisão, teatro, moda, música entre outros – estiveram várias pessoas com duas coisas em comum: a beleza (de várias idades) e a sua ligação à Misericórdia de Lisboa.

Enquanto decorre a ModaLisboa, e até domingo, dia 12, pode revisitar esta mostra no espaço Lisboa Social Mitra, o polo de inovação na área social da Santa Casa.

Consulte mais informações aqui.

Cidades para todas as idades, um desafio social em debate

Realizou-se ontem, 8 de março, a quarta edição do Fórum Reino Unido-Portugal sobre envelhecimento saudável, subordinado ao tema “Cidades para todas as idades”. A iniciativa teve lugar na Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e juntou oradores dos dois países.

Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, começou por dar as boas-vindas aos participantes, sublinhando a histórica relação entre as duas nações.

“O Fórum Reino Unido-Portugal sobre envelhecimento saudável representa, de alguma maneira, um sinal daquilo que nos une. Os dois países têm mais de 600 anos de uma relação estreita e profunda”, lembrou.

Edmundo Martinho discursa no Fórum Reino Unido - Portugal sobre Envelhecimento Saudável

Posteriormente, o provedor passou ao tema central da sessão.

“Portugal é o segundo país mais envelhecido da União Europeia, logo depois da Itália, e os indicadores que temos dizem que podemos ultrapassá-la. Isto coloca-nos desafios acrescidos. Temos de ser capazes de perceber como enfrentar esta realidade, de forma a que as cidades sejam para todas as idades e não deixem ninguém de fora”, explicou Edmundo Martinho, acrescentando que iniciativas como este Fórum são úteis para “contactar com outras realidades e soluções” para o problema.

Por seu lado, o embaixador britânico em Portugal, Chris Sainty, classificou o envelhecimento da população dos dois países e da Europa em geral como um “tremendo desafio social”, referindo ainda que o assunto ganhou maior relevância com a recente pandemia de covid-19.

Chris Sainty realçou a importância do diálogo entre Portugal e o Reino Unido, “amigos e aliados há vários séculos”, e vê nesta aliança um “tremendo potencial para trabalhar juntos no futuro”, sobretudo tendo em conta este “desafio global” do envelhecimento, que vai, seguramente, “trazer mudanças às sociedades e às cidades”.

Vários fatores em causa

Após a sessão introdutória, seguiu-se uma apresentação online de Brian Mark Evans, responsável de urbanismo, na Câmara Municipal de Glasgow, que começou por traçar as previsões em termos de envelhecimento na Europa, elencando de seguida os diversos tópicos que devem ser trabalhados na tentativa de alcançar uma cidade para todas as idades: demografia, população sénior, crianças, mulheres, géneros, diversidade cultural, biodiversidade, tempo e heranças, mobilidade, estilo de vida, resiliência e saúde.

Sobre este tema decorreu, ainda antes da pausa, um debate que juntou este responsável a Nic Palmarini, diretor do National Innovation Centre for Ageing, e a Joana Lages, investigadora do Instituto Universitário de Lisboa.

Por fim, a segunda parte do Fórum trouxe mais oradores em torno da mesma problemática: João Malva (Ageing@Coimbra), Paul McGarry (Greater Manchester Ageing Hub), Mário Rui André (programa Lisboa Cidade de Todas as Idades), Ruth White (Câmara de Edimburgo), David Sinclair (International Longevity Centre) e Helena Canhão (Nova Medical School).

Esta 4.ª edição do Fórum Reino Unido-Portugal sucedeu à terceira edição que decorreu em 2022, igualmente na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Santa Casa e SIGA unem-se para promover a integridade desportiva

O memorando prevê, entre outros pontos:

  • A promoção dos valores positivos do desporto e das suas funções sociais, educativas, culturais e económicas;
  • A promoção do desenvolvimento saudável e sustentável do desporto, prevenindo e combatendo todas as formas de apostas desportivas ilegais, ilícitas e fraudulentas, bem como a corrupção, suborno, branqueamento de capitais e outras ameaças;
  • Provimento de treino, educação e capacitação da integridade nas apostas desportivas para o movimento desportivo, incluindo organizadores de competições desportivas, dirigentes, atletas, treinadores, equipa médica e outras partes interessadas relevantes;
  • Apoio e participação no desenvolvimento das iniciativas de liderança de pensamento e agenda de reformas do SIGA e do SIGA EUROPE.

Durante a assinatura do memorando, o provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, salientou a força da instituição “no seu posicionamento e na certificação do jogo responsável. Nas várias dimensões em que estamos presentes e na forma como o jogo é disponibilizado, entendemos que esta é uma atividade que tem de ser praticada com respeito por um conjunto de valores e princípios em que a dimensão lúdica tem de ser posta em primeiro plano. Esperamos que esta ligação à SIGA fortaleça a defesa destes princípios que temos em comum”.

Por seu turno, Emanuel Medeiros, CEO da SIGA e SIGA Europe, frisou “os desafios globais extremamente complexos que enfrentamos e que requerem não apenas visão e coragem, mas sobretudo uma ação concertada. Para isso contamos com a Santa Casa, uma instituição dinâmica e enérgica, que desempenha um papel insofismável e de grande relevância no domínio do jogo, da boa relação do jogo e da reputação e integridade que lhes devem estar sempre associadas.”

Esta não é a primeira vez que as duas entidades trabalham em conjunto: em setembro de 2022, a Misericórdia de Lisboa, o apoio dos Jogos Santa Casa, tinha já participado na Semana da Integridade Desportiva, um evento que reuniu dezenas de figuras conhecidas e líderes da indústria desportiva para debaterem a integridade no desporto.

A Sport Integrity Global Alliance (SIGA) é uma organização internacional sem fins lucrativos sediada na Suíça, que opera nos cinco continentes com o objetivo de agregar todos os setores e agendas da indústria do desporto no sentido de promover a integridade nas apostas desportivas, a integridade financeira no desporto, a proteção dos menores neste âmbito e o combate antidopagem.

Toolkit, a ferramenta que ajuda a integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho

As pessoas com deficiência representam cerca de 15% da população mundial. Apesar de constituírem “uma das maiores minorias”, continuam a ser alvo de discriminações diversas, incluindo no acesso ao trabalho digno.

Foi com esta premissa em mente que a Misericórdia de Lisboa apresentou, em 2021, este guia de boas práticas que pretende apoiar gestores e colaboradores na integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Este instrumento, que se tem revelado de enorme importância para inclusão e integração de pessoas com deficiência no mercado laboral -já que, segundo dados recentes, apenas 11% das pessoas com deficiência desempregadas registadas no Instituto de Emprego e Formação Profissional encontraram uma colocação- conheceu esta terça-feira, 28 de fevereiro, a sua versão 2.0, com a apresentação da respetiva versão digital.

Dividido por fases, o Toolkit aborda desde a preparação da ação, passando pelo recrutamento e seleção, o momento de acolhimento e integração, até à fase do estabelecimento de relações duradouras. Além de dicas práticas, legislação e outras referências, o Toolkit está recheado de casos práticos e exemplos inspiradores de Associados do GRACE como a Auchan, CUF, El Corte Ingles, Jerónimo Martins, Lipor, Prio, Repsol e Grupo Santander.

O evento contou com a abertura do administrador de ação social da Santa Casa Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra, que referiu que, no âmbito da deficiência, Portugal encontra-se atrás comparativamente à média dos restantes países da EU, acrescentando que “é dever de todos educar e promover a igualdade de oportunidades e também a valorização do talento e competências das pessoas com deficiência. Às empresas pede-se maior sensibilização, mobilização e incentivo na integração de pessoas com deficiência”.

“Se queremos ser parte integrante da solução e deixar às gerações vindouras uma sociedade justa, aberta e inclusiva, então temos obrigatoriamente de reconhecer e promover os direitos das pessoas com deficiência, que representam cerca de 15% da população mundial”, frisou.

Para o administrador da instituição, existem alguns indicadores que devem ser alvo de reflexão. Se, por um lado, os dados identificam os avanços que “conseguimos realizar”, por outro mostram que ainda há muito por fazer, o que “evidencia a vulnerabilidade estrutural neste conjunto de cidadãos no acesso ao emprego”, realçou ainda.

Já Susana Correia Campos, da Jerónimo Martins, admite que, apesar da existência de legislação laboral na área da deficiência, nomeadamente a chamada “Lei das Quotas”, “apenas 11% das pessoas com deficiência desempregadas no Instituto do Emprego e Formação Profissional encontraram uma colocação”. “Deve preocupar-nos a todos”, afirmou.

O Toolkit encontra-se disponível para download aqui.

 

Jogos Santa Casa atribuem 47 bolsas de educação para compensar os esforços dos atletas

A cerimónia de entrega das Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, agora designadas por Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, realizou-se esta quarta-feira, 1 de março, na Reitoria da Universidade de Lisboa, e atribuiu 47 bolsas a atletas: 36 olímpicos e 11 paralímpicos e surdolímpicos, de 15 modalidades, num valor total de 135 mil euros.

A edição deste ano, com a assinatura “Juntamos a educação à ambição desportiva”, teve a particularidade de celebrar 10 anos de vida e de ter atribuído bolsas em duas modalidades que são uma novidade no programa, a Equestre e a Breaking, da Federação Portuguesa de Dança Desportiva.

Deste modo, já são 24 as modalidades abrangidas por estas bolsas, cujo objetivo é incentivar os atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos a conciliarem os estudos com o desporto de alto rendimento e, deste modo, evitar o abandono prematuro de ambas as carreiras.

Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na sua intervenção fez questão de salientar que o país “deve ter orgulho nestes jovens” e que as bolsas agora entregues são “um incentivo para poderem continuar a crescer, tanto a nível académico, como desportivo”.

“Deixo o compromisso de que continuaremos em frente. É uma árvore que dá bons frutos e temos de ser capazes de a nutrir. Faço votos de que Paris’2024 seja, mais uma vez, uma jornada de sucesso e de afirmação desportiva”, frisou o provedor.

Irina Rodrigues, atleta olímpica do lançamento do disco, encontra-se no sexto ano do curso de medicina, enquanto prepara um quarto ciclo olímpico, com vista a Paris’2024 e explica a importância deste apoio: “Quando entrei em medicina, ainda era muito difícil dizer aos professores que estava a treinar e a estudar. Diziam-me que tinha de escolher uma das carreiras. Para ter acesso a esta bolsa, temos de manter o foco desportivo e académico, estarmos bem nos dois. Isto é difícil, mas esta bolsa motiva-nos, sobretudo do ponto de vista financeiro”.

Já Diogo Daniel, atleta paralímpico de badminton e estudante de Design Gráfico e Multimédia, reforça que “é muito complicado conciliar os estudos com o desporto de alta competição, mas que com este apoio o caminho é mais fácil, mas também mais gratificante, porque somos valorizados pelo nosso esforço”.

Em funcionamento desde 2012, O Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa que conta com a parceria do Comité Olímpico de Portugal e do Comité Paralímpico de Portugal, tem contribuído para que muitos jovens atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos consigam conciliar os estudos académicos com o desporto de alta competição. Nestas 10 edições já foram atribuídas 422 bolsas, a um total de 215 atletas de 24 modalidades, num esforço financeiro superior a 1,2 milhões de euros.

Conheça, através do site do IMPULSO, os vencedores desta edição.

 

Livro “Tocando Vidas” evidencia trabalho da Orquestra Geração

A arte como forma de inclusão. Foi este o mote para a apresentação do livro “Tocando Vidas: Inclusão social através da prática musical na Orquestra Geração Sistema Portugal”, de Paula Freire, que decorreu ontem na Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A obra resultou da tese de mestrado da autora em Estética e Estudos Artísticos na NOVA FCSH e Paula Freire dissecou-a resumidamente à plateia.

“O livro “Tocando Vidas” é composto por uma primeira parte onde faço um pequeno historial do projeto Sistema, que nasce na Venezuela, e da forma como se estende para os outros países. Portugal foi o primeiro país da Europa a adotá-lo e neste momento há uma rede europeia. Depois faço uma pequena história de como se iniciou o projeto em Portugal. E depois tenho o meu trabalho de campo”, começou por referir.

A autora sublinhou a “influência que a música tem no desenvolvimento” destas crianças e jovens, acrescentando que “o facto de estarem em orquestra dá-lhes uma dimensão sobretudo das áreas sociais, da socialização, do trabalhar em equipa”.

Alargar fronteiras

Já antes Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, tinha dado as boas-vindas aos convidados, expressando que “há momentos em que as nossas palavras não mostram o sorriso que temos no coração”.

“Agradeço à autora a oportunidade de fazer algo que a determinado momento achávamos que era impossível. Temos o dever de ajudar todas as crianças a alargar as fronteiras dos seus bairros, as fronteiras dos seus sonhos”, afirmou.

Apresentação do livro Tocando Vidas

Quem também marcou presença na apresentação do livro foi o Ministro da Educação, João Costa, que se mostrou muito satisfeito com o resultado deste trabalho.

“Felicitar a Paula Freire por fazer deste projeto maravilhoso um objeto de estudo, porque as boas experiências não podem apenas ser vividas, mas também têm de ser estudadas para podermos ter a evidência científica que nos permite replicar e levar mais longe. O nome do livro não podia ser mais acertado, “Tocando vidas”, com a ambiguidade de tocar um instrumento e este toque fundamental nas vidas”, comentou.

Reforçando o papel da arte no percurso escolar dos jovens, o governante reiterou que “na Orquestra Geração vemos a grande evidência da arte como fator de inclusão, que é um objetivo fundamental” e garantiu que “se a escola não for inclusiva, não tem qualidade”.

“A arte tem esta possibilidade de criar alternativas. Afinal não estamos condenados à tristeza e ao insucesso. Por vezes a arte é a primeira experiência de sucesso, é a primeira vez que sentimos ‘eu sou capaz’. Quis estar aqui hoje para celebrar o livro, mas sobretudo a história tão bonita da Orquestra Geração”, terminou o Ministro da Educação.

Muitos elogios

Pelo mesmo diapasão alinhou Maria do Rosário Pereira, em representação da Leya, classificando o livro “Tocando Vidas” como “um testemunho vivo do que tem sido o impacto da Orquestra Geração para tantas crianças e jovens deste país”.

Já para Paula Gomes Ribeiro, orientadora da tese de Paula Freire, ficou patente por parte da autora a “devoção a este projeto, o modo generoso como partilhou progressivamente com os seus públicos, as pessoas a quem se destinava o seu livro”, num “texto generoso, que envolve o leitor e lhe permite incluir-se na trajetória da própria Paula Freire”.

Por fim, Helena Lima, presidente da Orquestra Geração, quis “agradecer à Santa Casa pela forma como tem acreditado no projeto”, abordando o “sentido de comunidade que se tem desenvolvido na Orquestra Geração”.

“A Paula ter entrado também nesse espírito ajudou a que isso pudesse ser tornado público”, concluiu.

Integrante da Orquestra Geração SCML

A sessão na Sala de Extrações terminou com atuação da Orquestra Geração, com muitos familiares dos jovens músicos na plateia.

Recorde-se que o projeto Orquestra Geração foi criado em 2007 e tem como objetivo primordial promover a inclusão social das crianças e jovens de bairros sociais e economicamente mais desfavorecidos e problemáticos, atuando em diversos concelhos e reunindo mais de 2.000 crianças e jovens em torno da música.

Fundo Rainha D. Leonor apoia obras de restauro na Igreja da Misericórdia de Vila de Pereira

A Igreja da Misericórdia de Vila de Pereira, em Coimbra, reabriu ao público este sábado, 25 de fevereiro, depois de intervencionada com obras de conservação e restauro apoiadas pelo Fundo Rainha D. Leonor em mais de 124 mil euros.

Fundada no século XVI, e invocando tempos de grandeza daquela localidade, a Igreja teve intervenções nos séculos seguintes que não desvirtuaram a qualidade original. Mas as cheias de 2001 provocaram graves danos, sobretudo na azulejaria que apresentava falhas, tendo a Santa Casa da Misericórdia de Vila de Pereira guardado a maioria das peças que se soltou. A situação que inspirava maiores cuidados era a da consolidação dos altares laterais, que estavam também a soltar-se, assim como as pinturas do teto do século XVII, na sacristia, que se degradaram devido a humidades intrusivas.

Com a obra agora levada a cabo, foram revistos o sistema elétrico, a luminotecnia e o sistema contra intrusão; a Tribuna dos Mesários mereceu uma redefinição dos elementos expostos; e o conjunto da Igreja, Definitório e Hospital, cuja simbologia intrínseca e intemporal faz dele um dos mais relevantes do país, tornou a recuperação deste espaço mais urgente e significativa.

A Igreja de Vila de Pereira recupera agora a sua beleza e grandiosidade de outrora, tendo já reaberto ao culto com uma cerimónia presidida pelo bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes.

Santa Casa lamenta a morte do antigo provedor Rui Cunha

Em 2005, Rui Cunha aceitou o desafio de liderar a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde foi reconduzido no cargo, já em 2009. O seu mandato à frente dos destinos da instituição fica marcado pela consolidação orçamental da Santa Casa, depois de um período conturbado financeiramente.

Rui Cunha foi deputado constituinte e secretário de Estado Adjunto do Ministro do Trabalho e da Solidariedade de 1999 a 2001, e da Inserção Social entre 1995 e 1999. Natural de Lisboa, o antigo provedor foi igualmente deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976) e deputado à Assembleia da República na I Legislatura (1978), na V Legislatura (a partir de 1989) e na VII legislatura (1995).

Ao longo da sua vida, sempre dedicada à causa pública, foi condecorado com um louvor concedido pelo Comandante do Batalhão de Caçadores 1912, no ano de 1969 e um louvor concedido pelo ministro da Saúde, no ano de 1985.

É com profundo pesar que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa endereça sentidas condolências à família de Rui Cunha.

UCCI Rainha Dona Leonor é um autêntico ombro amigo

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) Rainha Dona Leonor, em Lisboa, foi o tema de mais uma rubrica “Por Boas Causas”, do Correio da Manhã. A funcionar desde setembro de 2021, esta unidade promove a reabilitação dos utentes num ambiente de total apoio e incentivo a quem passa por uma fase menos positiva.

Casos como o de Gonçalo Santos ou de Fernanda Prudência, dois utentes da UCCI Rainha Dona Leonor, mostram a importância da forma como toda a equipa se empenha para ajudar os utentes a atingirem pequenos, mas valiosos objetivos diários na sua recuperação.

“É uma casa onde cada pessoa é cuidada no seu todo e tem, literalmente, aquilo que merece”, pode ler-se sobre aquela Unidade de Cuidados Continuados Integrados.

Leia a história na íntegra aqui.

Núcleo de Infância e Juventude de Mafra celebra primeiro aniversário

Com uma equipa de dez profissionais, o Núcleo de Infância e Juventude (NIJ) de Mafra nasceu para cumprir a intervenção da Misericórdia de Lisboa nas áreas da infância e juventude.

No último ano, e no âmbito da assessoria técnica ao Tribunal de Família e Menores, por exemplo, relativamente à intervenção desenvolvida na promoção e proteção de crianças e jovens em perigo, a equipa do NIJ interveio em 597 processos judiciais que abrangeram 677 crianças, jovens, as suas famílias e responsáveis legais.

Este acompanhamento, que incidiu no apoio técnico às decisões dos tribunais e na vigilância relativa à execução das medidas de promoção dos direitos e de proteção aplicadas às crianças e jovens abrangidos, foi desenvolvido através da avaliação e elaboração de informações e/ ou relatórios sociais sobre as várias situações, da intervenção em audiência judicial e da participação nas diligências instrutórias determinadas pelo juiz.

Estas situações de perigo que afetam a população mais nova têm diferentes origens, como a violência doméstica (com 33% dos casos), absentismo escolar, bullying, tráfico de estupefacientes e adições. E para a identificação destas circunstâncias, o NIJ contou com o apoio e colaboração das várias entidades do concelho, desde a GNR à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

Mas um dos maiores desafios que enfrentou foi logo no início do seu ainda pouco tempo de existência. Em maio de 2022, três meses depois do início da guerra na Ucrânia, chegaram a Mafra dez crianças vindas daquele país, completamente desacompanhadas.

“Eram crianças que vinham completamente sozinhas, sem pais nem família, filhos de militares ou profissionais de saúde que tiveram de permanecer na Ucrânia. Foram momentos duros para aquelas meninas e meninos que, de um momento para o outro, se viram obrigados a fugir de um contexto dramático”, explica Paula Rocha, diretora do Núcleo. “Creio que contribuímos para fazê-las sentir em segurança. E mesmo depois do seu regresso à Ucrânia, em setembro de 2002, vamos conseguindo saber como estão”.

O NIJ acompanhou ainda um conjunto de processos tutelares cíveis (390, no total), nos quais estiveram envolvidas 308 crianças, que foram apoiadas por audições técnicas especializadas, nomeadamente em intervenções junto dos pais em desacordo relativamente às suas responsabilidades parentais e em questões fundamentais das vidas dos filhos.

 

Trabalho desenvolvido de mãos dadas com os parceiros

Com os olhos postos no futuro e prosseguindo com a missão que lhe foi confiada pela Misericórdia de Lisboa, o NIJ de Mafra continuará a proteger e a promover os direitos das crianças no desenvolvimento de um trabalho protetor do presente e promotor do futuro. Para tal, continuará a contar com a colaboração ativa dos seus parceiros que, nesta data especial, fizeram questão de deixar o seu testemunho.

“A relação da CPCJ com o NIJ de Mafra tem sido muito positiva. Desde o primeiro momento, desenvolvemos esforços, no sentido de acolher, promover e desenvolver ações na promoção e proteção das crianças e jovens. Neste ano de articulação, destacamos o trabalho, dedicação e rigor desenvolvido pelo NIJ. Damos os parabéns à equipa e reiteramos a nossa disponibilidade para apoiarmos na nobre missão que desenvolvemos, junto das crianças e jovens de Mafra” – CPCJ de Mafra.

“Estou a trabalhar há apenas 2 meses e vejo uma equipa disponível para trabalhar em equipa, digo com o Tribunal, que não deixam dúvidas sobre a entrega total e capacidade de aprender e se adaptarem em prol de um trabalho eficaz, para além de eficiente” – Dr. Joaquim Silva, juiz de Direito de Família e Menores de Mafra.

“A complementaridade e a partilha são a chave no sucesso da relação interinstitucional com Núcleo de Infância e Juventude de Mafra. A secção de Prevenção Criminal da GNR de Mafra agradece o padrão de eficiência em prol das crianças e jovens do concelho e deseja muitos parabéns neste dia de aniversário!” – GNR de Mafra.

“Muitos parabéns, equipa do Núcleo de Infância e Juventude de Mafra! Ao longo do último ano muitas têm sido as famílias que temos acompanhado em estreita articulação. Foi um ano de muito trabalho, mas a nossa colaboração conjunta permitiu-nos ultrapassar todos os obstáculos e concretizar todos os desafios. Acreditamos poder continuar esta nossa parceria com a vossa equipa que sempre se tem demonstrado atenciosa e disponível em prol das crianças e jovens.” – equipa da ComDignitatis.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas