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Santa Casa volta a premiar trabalho de apoio e melhoria da saúde dos idosos

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entregou, esta quarta-feira, 6 de julho, os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria, que distinguiram Diana Rita Costa Vilela Breda, presidente do conselho diretivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, Ana Soraia Cardoso Rodrigues do Vale, enfermeira especialista em saúde mental e psiquiatria, e Francisco Garcia Pestana Araújo, licenciado em medicina e com um vasto percurso profissional na área da medicina interna. O júri entregou, ainda, três menções honrosas.

Criados em 1987, os Prémios cumprem a vontade expressa em testamento por Enrique Mantero Belard. São entregues, anualmente, a pessoas de qualquer nacionalidade que, em Portugal, tenham contribuído, pelo seu esforço, trabalho ou estudos, nos três âmbitos definidos pelo benemérito: cuidado e carinho dispensados aos idosos desprotegidos; progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas; e progresso no tratamento das doenças do coração.

A cerimónia, presidida por Maria João Mendes, administradora da Santa Casa com o pelouro dos recursos humanos, decorreu no jardim da Residência Faria Mantero, no Restelo, em Lisboa. Na sua intervenção, a administradora começou por dizer que “foi com enorme prazer que aceitei, este ano, substituir o provedor na presidência deste júri.” E continuou: “É uma enorme alegria partilhar um processo com um júri tão ilustre e aprender através de todas as candidaturas que foram apresentadas. Estes prémios refletem as preocupações de Enrique Mantero Belard: ajudar os mais necessitados, nomeadamente os idosos mais vulneráveis.”

Galardoados

Diana Rita Costa Vilela Breda, presidente do conselho diretivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, e responsável pela implementação do projeto “Hospital amigo dos + velhos”, recebeu o prémio da área A – “Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos”. Foi distinguida pela sua intensa atividade de responsabilidade social por um envelhecimento mais ativo, saudável e justo.
Na sua génese, o projeto (reconhecido com vários prémios nacionais e internacionais) pretende dar resposta ao desafio social do envelhecimento enquanto problemática transversal aos vários sectores da sociedade, desenvolvendo várias ações que visam a promoção de um envelhecimento ativo, saudável e mais digno, através da implementação de um modelo de intervenção inovador, fundamentado na abordagem geriátrica multidimensional e disciplinar, centrado numa visão holística do idoso.

“Estou genuinamente agradecida e até um bocadinho esmagada com a dimensão das palavras”, disse Diana Breda, emocionada. “Uma das mensagens que queria trazer aqui é que a gestão hospitalar também pode ser e, do meu ponto de vista, deve ser humanizada. Por essa razão, resolveu testar “modelos de cuidados um bocadinho diferentes” num hospital onde a população é maioritariamente idosa.

Já na área B – “Progresso da Medicina na Sua Aplicação às Pessoas Idosas”, a premiada foi Ana Soraia Cardoso Rodrigues do Vale, enfermeira especialista em saúde mental e psiquiatria. O seu trabalho com idosos integra, além dos tradicionais cuidados de enfermagem, um conjunto de medidas que contemplam a estimulação cognitiva e o apoio psicoterapêutico prestado de múltiplas formas, o que permite uma avaliação mais rigorosa em áreas como a sintomatologia depressiva e o sentimento de solidão.

“Foi pela minha experiência profissional que me apercebi dos problemas e das necessidades dos mais velhos. Não estava à espera de ganhar este prémio. É uma motivação extra, algo que me dá força para continuar”, disse Ana do Vale.

Por outro lado, Francisco Garcia Pestana Araújo foi distinguido na área C – “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração”. Licenciado em medicina e com um vasto percurso profissional na área da medicina interna, da prevenção e do risco vascular, tem dedicado a vida ao serviço público hospitalar, ao ensino, bem como à investigação e aos doentes.

Francisco Garcia sublinhou a sua dedicação a esta área desde que era aluno, defendendo que “a paixão quanto mais se usa menos se gasta. Por isso, é tão importante fazer-se aquilo que se gosta”.

Menções honrosas

Na área A – “Cuidado e Carinho Dispensado aos Idosos Desprotegidos”, o júri distinguiu Joana Sofia Santos Moreira pela apresentação do projeto “Reformers”, que tem como missão aumentar os índices de envolvimento das pessoas nas suas comunidades. Um projeto que está integrado no Movimento “Transformers”, que desenvolve projetos em 22 cidades portuguesas, em três áreas de intervenção: voluntariado, associativismo e consciencialização.

Diana Filipa Alves Vareta, doutorada em enfermagem, atualmente a exercer funções de enfermeira especialista na área médico-cirúrgica, foi reconhecida na área B – “Processo da Medicina na sua Aplicação às pessoas idosas” pelo projeto “Prática centrada na pessoa no quotidiano do cuidado à pessoa idosa com doença crónica hospitalizada”. Este trabalho académico decorre da sua experiência profissional em contexto de internamento hospitalar, e é focado na perceção de que a enfermagem assume um lugar determinante na garantia da qualidade dos cuidados da população idosa, procurando contribuir para a melhoria da prestação de cuidados de saúde aos idosos, que passam pela hospitalização.

Profundamente agradecida pelo reconhecimento, a enfermeira especialista sublinha que “o prémio servirá de incentivo para continuar a desenvolver um trabalho que pretende contribuir para a melhoria dos cuidados prestados aos mais idosos”.

Já na área C – “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração”, o júri reconheceu o trabalho realizado pelos médicos que compõem o projeto EnRicH – Susana Lopes, Fernando Ribeiro, Alberto Alves, José Mesquita Bastos e Jorge Polónia – no âmbito da candidatura subordinada ao tema “Papel do Exercício Físico no Tratamento da Hipertensão”. Um estudo que reforça a evidência científica do papel do exercício físico como uma ferramenta essencial e de baixo custo no tratamento de doentes com hipertensão resistente.

Por indisponibilidade de agenda, não comparecerem na cerimónia Joana Sofia Santos Moreira (menção honrosa na área A) e os médicos que compõem o projeto EnRicH – Susana Lopes, Fernando Ribeiro, Alberto Alves, José Mesquita Bastos e Jorge Polónia (menção honrosa na área C).

O júri dos prémios foi constituído por Maria João Mendes, administradora da Santa Casa da Misericórdia, pelo médico-cirurgião Fernando Pádua, pelo padre Vítor Melícias, pelo especialista em cardiologia e medicina interna João Pedro Gorjão Clara e pela vice-presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Joaquina Madeira.

 

 

Obra apoiada pelo Fundo Rainha D. Leonor recebe menção honrosa

A reabilitação estrutural e restauro da Igreja da Misericórdia de Coruche venceu a primeira menção honrosa do Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva. O júri do Prémio considerou que o projeto da Misericórdia de Coruche “contribui para a preservação e valorização do património cultural do nosso país”.

Esta requalificação visou o reforço estrutural e o restauro do seu interior, nomeadamente a “descoberta do retábulo primitivo e de frescos extraordinários em todos os tramos de paredes e teto”, defendeu Inez Dentinho, membro do Conselho de Gestão do Fundo Rainha D. Leonor.

As obras, que tiveram um custo total de 865 mil euros, receberam o apoio do Fundo Rainha D. Leonor, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no valor máximo de subvenção de 300 mil euros, bem como do Município de Coruche, sendo o restante montante angariado pela Santa Casa da Misericórdia de Coruche, proprietária do imóvel.

Para apoiar a realização da obra, o Fundo Rainha D. Leonor teve em conta que embora estruturalmente parecesse estabilizada, o estado de conservação da Igreja era “preocupante”.

O projeto de Conservação e Restauro dos Tectos Mudéjares da Sé do Funchal, na Madeira, venceu o Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva, pela “exemplaridade da intervenção”, que “prolonga a arte mudéjar no tempo”. De acordo com um comunicado da Fundação Calouste Gulbenkian, que atribui o prémio de 50 mil euros, o júri destacou não só a “exemplaridade da intervenção”, mas também a “relevância patrimonial, artística e social” do projeto.

O júri do prémio Gulbenkian Património, constituído por António Lamas, Raquel Henriques da Silva, Gonçalo Byrne, Luís Ribeiro, Santiago Macias e Rui Vieira Nery, deliberou ainda, por unanimidade, atribuir duas menções honrosas.

A primeira menção honrosa foi para a reabilitação estrutural e restauro da Igreja da Misericórdia de Coruche, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Coruche, proposta pela Conservation Practice – Consultoria em Património Histórico.

A segunda foi atribuída à recuperação da Moradia Marques da Silva, localizada na Rua Álvares Cabral, nº 103, no Porto, proposta pelo ateliê Franca Arquitectura.

O Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva foi criado em 2007 e distingue anualmente um projeto de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património cultural português, imóvel ou móvel.

 

Casa do Impacto acolhe conferência da Social Good Week

A conferência em Lisboa, promovida pela Casa do Impacto, sob a chancela da Social Good Week, no dia 30 de junho, debateu o tema: “Como apoiar o ecossistema de empreendedorismo nacional para o tornar a referência europeia de impacto?”, e contou com a presença de Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, Jeanne Bretécher, presidente do Social Good Accelerator EU, Margarida Couto, presidente do GRACE – Empresas Responsáveis, Nuno Brito Jorge, CEO da GoParity e António Dias Martins, diretor executivo da Startup Portugal.

O evento, que terá lugar em Bruxelas e que é promovido Social Good Accelerator, reúne mais de sessenta redes europeias, organizações sociais e pessoas comprometidas em capacitar empresas, startups e Organizações Não Governamentais, na área da tecnologia. Criado para dar palco à transição digital, social e solidária na europa, o Social Good Week junta a comunidade ativa e diversa, num dos países da União Europeia, para partilhar uma visão prospetiva e pró-ativa do futuro.

Queremos que Portugal esteja na vanguarda deste movimento, e na Casa do Impacto disponibilizamos aos vários atores do setor social digital o know-how para navegar o mundo digital, que possibilita e impulsiona a criação de centenas de iniciativas de impacto. As colaborações entre os inovadores e as organizações do terreno, a partilha de conhecimento e a nossa capacidade de promover este tipo de encontros demonstram isso mesmo”, salientou Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, considerando que “esta é mais uma forma de apoiarmos a comunidade empreendedora, dentro e fora das portas da Casa do Impacto, para podermos vir a ser um exemplo para a comunidade empreendedora internacional”.

Através deste tipo de iniciativas a Casa do Impacto pretende liderar em conjunto com os seus parceiros um movimento para uma transição digital justa, inclusiva e sustentável para o bem comum, aumentando ao mesmo tempo as competências de todos, posicionando Portugal como um local de referência na Europa para o futuro do ecossistema de impacto.

Temporada Música em São Roque 2022 abre candidaturas

O formato da Temporada Música em São Roque 2022 terá os mesmos moldes do ano passado assumindo um formato de público presencial e continuando a disponibilizar a transmissão dos concertos em streaming. A Igreja de São Roque e a Capela do Convento de São Pedro de Alcântara são os espaços escolhidos para a realização dos concertos.

Este acontecimento, que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa promove há 34 anos, tem entre os seus objetivos mais relevantes tornar a música acessível a todos os públicos e proporcionar a descoberta do património cultural da instituição. Como linhas orientadoras salienta-se o apoio à música nacional, designadamente na vertente da investigação arquivística relativa a compositores portugueses desconhecidos e o apoio aos músicos portugueses.

Apenas serão aceites candidaturas submetidas online, dentro do prazo estabelecido e cuja submissão seja objeto de confirmação pela Santa Casa. O maestro Filipe Carvalheiro, diretor artístico da Temporada, o musicólogo, compositor e gestor, Edward Ayres de Abreu e Margarida Montenegro, diretora da Cultura da Santa Casa, fazem parte do júri que avaliará as candidaturas.

Os resultados finais serão divulgados no site oficial da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Candidaturas
As candidaturas podem ser submetidas entre as 16h00 de 5 de julho e as 16h00 do dia 20 de julho, através do seguinte link: http://musicaemsaoroque.scml.pt/

Para esclarecimento de dúvidas, contacte-nos através do seguinte e-mail: tmsr@scml.pt

TMSR 2022

World Bike Tour. Um pelotão de companheirismo e de inclusão

Quem na manhã de domingo, 3 de junho, passou pela baixa pombalina, foi certamente impactado com a “onda” verde composta por milhares de cicloturistas, em família, entre amigos ou sozinhos, envergando a camisola com as cores de um dos principais patrocionadores do WBT, os Jogos Santa Casa.

Um percurso de cerca de dezanove quilómetros, com partida na Praça do Comércio e chegada junto à Praia da Torre, em Oeiras.

Quem também não faltou à festa foram os jovens de várias casas de autonomia da Santa Casa, os utentes do Centro de Medicina e Reabilitação do Alcoitão (CMRA) e da Associação Salvador, a convite dos Jogos Santa Casa.

Pedro Fernandes é um desses jovens. Já veterano nestas andanças, o jovem de 19 anos assume que “sempre que perguntam se quero ir a estas atividades, a minha resposta é positiva”.

“Este é o meu terceiro ano consecutivo no WBT. É uma iniciativa que adoro e que permite conhecer mais jovens como eu, e desenvolver amizades para lá do passeio”, frisa.

Habituado a deslocar-se por Lisboa em duas rodas, desta vez o jovem quer apenas desfrutar do passeio e acredita que o melhor do WBT “é o sentimento de amizade que se respira no ar”.

Na edição do ano passado, tudo correu bem. Chegou a Oeiras disposto para percorrer mais vinte quilómetros, se fosse necessário. Este ano, admite que as “pernas já não são o mesmo”, mas que “com vontade”, volta novamente para Lisboa de bicicleta.

Opinião partilhada por Leonardo Jesus, também ele acompanhado pela Misericórdia de Lisboa, e um estreante no passeio. “Vim com o meu colega de casa. Sei que isto não é uma corrida, mas já temos uma aposta feita”, revela.

WBT

Já na linha de partida, os 16 jovens que representaram a direção de Infância e Juventude (DIIJ) da Santa Casa, foram para as respetivas bicicletas e, entre sorrisos e alguma expetativa, a rivalidade saudável entre eles foi aumentando.

“O último a chegar a Oeiras tem de lavar a loiça durante uma semana”, exclamava Leonardo para os colegas de casa, enquanto ajeitava o capacete e sentia pela primeira vez o pulso da sua bicicleta. Mas, como bom desafio que foi, a resposta veio logo a seguir e com a aposta a aumentar: “Quem ganhar para além da loiça, tem de fazer o jantar, durante um mês”, retorquiu Miguel, enquanto dava os últimos retoques à sua bike tour.

Já perto das 12h, o sinal de partida foi dado pela organização do evento. Os dois jovens foram os primeiros a sair do espaço e rapidamente fizeram-se à estrada. Entre vários despiques e paragens para hidratar, os dois amigos foram os primeiros, dos 16 jovens da Santa Casa, a cortar a meta.

No final a opinião de ambos é que não houve nem vencidos, nem vencedores. “Ganhámos os dois. Foi giro e caso queiram novamente um ciclista experiente como eu para vencer a prova, podem contar comigo”, disse Leonardo.

Para Mário Martins, técnico da DIIJ, eventos como o WBT são “uma forma de fomentar não só a prática desportiva aos nossos jovens, mas também de passar-lhes alguns valores inerentes a qualquer desporto, como o companheirismo e o respeito”, concluindo ainda que “é sempre bom quando existe a oportunidade de eles participarem neste tipo de atividades”.

WBT

“A minha maior motivação é a minha filha”

Um dos aspetos deste evento, para além da promoção da prática desportiva, é o fator da inclusão. À semelhança das edições anteriores, vários utentes do CMRA e da Associação Salvador, integraram o “pelotão pela inclusão” do World Bike Tour.

Alinhado na linha de partida, Igor Raevski, antigo utente do CMRA e mentor de acessibilidades, na Associação Salvador, está radiante. Acompanhado por outros colegas do CMRA e da associação, Igor relembra que o desporto “é uma parte fundamental da minha vida”.

Aos 33 anos, Igor, nascido na Moldávia e morador em Portugal desde 2004, faz questão de salientar que a sua maior motivação é a filha. “Só paro quando estou com a minha filha. A minha maior motivação é a minha filha. Ela é a minha maior alegria”, conta visivelmente emocionado.

“Esta prova não vai ser fácil. Tenho noção de que vai exigir esforço. Vou tentar fazer o percurso todo, não sei se consigo porque o acidente deixou-me com o diafragma bastante afetado, mas quero terminar”, realça Igor.

WBT

Volta a Portugal 2022: Jogos Santa Casa dão nome à Camisola Branca e vão premiar melhor português

Entre os dias 4 e 15 de agosto, as estradas nacionais voltam a receber Volta a Portugal em Bicicleta. Durante 11 dias, os Jogos Santa Casa celebram a grande festa do ciclismo e diariamente vão envergar o símbolo da juventude ao melhor jovem ciclista em prova, contando para a classificação da Camisola Branca os atletas nascidos depois de 2001.

Para Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), “é com grande satisfação que os Jogos Santa Casa se associam, uma vez mais, ao evento desportivo mais popular no nosso país. A história dos Jogos Santa Casa cruza-se com a da Volta a Portugal. São já quase seis décadas em que, por muitas ocasiões, marcámos presença no apoio à caravana da Volta”.

Edmundo Martinho acrescentou ainda que o envolvimento da marca que explora os jogos sociais do Estado “tem refletido a tendência de um posicionamento cada vez mais robusto por parte dos Jogos Santa Casa no apoio ao desporto e aos atletas nacionais”, frisando que “um dos grandes eixos da nossa [SCML] atuação na promoção do desporto está direcionado, precisamente, para os atletas mais jovens”.

“É natural que patrocinemos a ‘camisola’ que premeia o melhor entre os mais jovens, através da Camisola Branca da Juventude. Um prémio que pretende motivar os jovens talentos. Atribuímos igualmente, uma vez mais, o Prémio Melhor Português, destinado ao ciclista nacional que obtiver a melhor classificação na geral individual, um incentivo inequívoco ao talento luso”, concluiu o provedor.

No ano passado, o Prémio da Juventude foi atribuído ao jovem porto-riquenho, Abner González, da equipa Movistar, envergando desde a 3ª etapa a Camisola Branca Jogos Santa Casa.

Santa Casa lamenta falecimento do padre António Vaz Pinto

É com profundo pesar que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa endereça sentidas condolências à família do sacerdote jesuíta. António Vaz Pinto faleceu, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8 de junho, na sequência de um tumor pulmonar.

Em 2014, o sacerdote foi nomeado reitor da Igreja de São Roque e capelão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Após cinco anos de missão, em setembro de 2019, a Santa Casa decidiu prestar uma homenagem ao padre António Vaz Pinto pelo serviço prestado à instituição. A cerimónia realizou-se nos claustros do Museu de São Roque.

Na homenagem, António Vaz Pinto afirmou que foi “uma honra ter servido esta casa e esta comunidade”. Foram cinco anos dos quais muito me orgulho e sei que saio daqui mais alegre do que quando cheguei”.

Sobre o António Vaz Pinto

Natural de Arouca, onde nasceu em 2 de junho de 1942, António Vaz Pinto foi responsável pela criação e implementação de várias obras da Companhia de Jesus, entre as quais se destacam os Leigos para o Desenvolvimento (1986), o Centro São Cirilo (2002), no Porto, e o Centro Universitário Padre Manuel da Nóbrega (1975-1984), em Coimbra, e mais tarde o Centro Universitário Padre António Vieira (1984-1997), em Lisboa.

Foi também reitor da Comunidade Pedro Arrupe, em Braga, onde os jesuítas fazem parte da sua formação, e ainda reitor da Basílica do Sagrado Coração, na Póvoa do Varzim. Dirigiu o Centro de Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loyola, no Porto, foi assistente nacional da Comunidade de Vida Cristã (CVX) e foi também o presidente da direção do Centro Social da Musgueira, em Lisboa.

Em 2008, foi nomeado diretor da Revista Brotéria e mais tarde, em 2014, reitor da Igreja de São Roque e capelão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Trabalhou também, durante vários anos, na Rádio Renascença, onde foi assistente entre 1984 e 1997, e colaborou com vários órgãos de comunicação social.

O padre António Vaz Pinto estava desde 2019, na comunidade dos jesuítas em Évora, onde era capelão da Santa Casa da Misericórdia.

 

Fundação do Desporto distingue atletas e homenageia as marcas que mais apoiam o desporto em Portugal

Foram conhecidos esta quarta-feira, 29 de junho, os vencedores da III Gala de Prémios Empresariais da Fundação do Desporto, promovidos pela iniciativa espanhola “Patrocina un Deportista” e pela Fundação do Desporto.

O evento que juntou no Museu do Oriente, em Lisboa, diversos atletas e inúmeras personalidades da área do desporto, portuguesas e espanholas, entre as quais o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, o presidente do IPDJ, Vítor Pataco, o presidente do Comité Paralímpico, José Lourenço, e presidentes de federações desportivas e de câmaras municipais, teve como objetivo distinguir pessoas, empresas ou instituições que apoiam o desporto em Portugal, sobretudo nas vertentes do alto rendimento e do desporto adaptado.

Miguel Monteiro, campeão da Europa e Bronze nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 e bolseiro da edição de 2019/20 do Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, recebeu um dos galardões da noite, o Prémio Desporto para Pessoas com Deficiência “Jogos Santa Casa”.

Conduzida pela ex-atleta, atriz e apresentadora televisiva, Diana Chaves, a gala distinguiu ainda, Maria Neto, com o Prémio Jovem Praticante Desportivo, Neemias Queta, com o Prémio Especial “Fundação Do Desporto” | Desportista da Atualidade, a família Pichardo, com o Prémio inclusão, a Seleção Nacional de Futsal, bicampeã da Europa e campeã do Mundo, com o Prémio Equipa. Nesta categoria foi ainda atribuída uma menção honrosa ao selecionador nacional, Jorge Bráz.

O Projeto Desportivo de Marta Paço – CAR de Viana do Castelo arrecadou o Prémio Projeto Social Desportivo “Groupe Renault”, Vera Pinto, presidente da Fundação EDP, o Prémio Mulher, Empresa e Desporto “Sagres 0,0”, o Grupo EDP, o Prémio Apoio ao Desporto e a finalizar a gala foi ainda galardoado o comendador Carlos Barroca com o Prémio Carreira Desportiva, o mais alto reconhecimento atribuído pela Fundação do Desporto e pela entidade espanhola “Patrocina un desportista”.

Santa Casa e Fundação do Desporto

A Fundação do Desporto tem por objeto social apoiar o fomento e o desenvolvimento do desporto português, nomeadamente, no domínio do alto rendimento. Este compromisso prende-se com o patrocínio de atletas, eventos nacionais e internacionais, a realização de seminários e conferências, entre outras ações de promoção e divulgação.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, juntamente com outras entidades, é uma das curadoras da fundação, assumindo-se como um dos parceiros estratégicos, em várias ações da fundação, no âmbito da promoção da saúde, da educação, qualificação e formação e em prol da cidadania.

Jogos Santa Casa são o novo patrocinador oficial da Federação Portuguesa de Atletismo

Para a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), a associação com os Jogos Santa Casa é mais um contributo para promover um quadro competitivo regional e nacional atrativo para os jovens e estimulante para a elite, dando resposta aos interesses dos atletas, treinadores, clubes e associações de atletismo, para formar campeões, fidelizar e captar novos praticantes para a modalidade.

Os Jogos Santa Casa, com este compromisso de associação à FPA, contribuirão para o desenvolvimento e expansão das equipas e atletas que esta representa e, em geral, para a promoção do desporto, considerando ser uma excelente oportunidade para continuar a patrocinar uma modalidade olímpica e paralímpica capaz de afirmar os Jogos Santa Casa como a marca que apoia a caminhada olímpica dos atletas portugueses.

Esta parceria permitirá igualmente contribuir para combater a desigualdade no atletismo e utilização do desporto como meio de consciência social, desenvolvendo projetos de interação com a comunidade.

Para Maria João Matos, diretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, “ser patrocinador da Federação Portuguesa de Atletismo era um desejo assumido e vem reforçar o nosso apoio às modalidades olímpicas e paralímpicas. Os Jogos Santa Casa já estavam associados ao movimento do running, desde 2012, através do patrocínio às Maratonas e Meias Maratonas de Lisboa e do Porto, com bons resultados sendo, portanto, natural o patrocínio à modalidade em termos competitivos através da federação. Importa aqui notar que o atletismo é das modalidades mais inclusivas, mais democráticas, no acesso, estando aberta a todos, independentemente do género, etnia, idade ou estatuto socioeconómico.”

“Não podemos deixar de salientar que o atletismo permite, também, que os atletas portadores de deficiência encontrem o seu lugar no desporto. Vamos, portanto, trabalhar este eixo estratégico da política de patrocínios dos Jogos Santa Casa, o apoio à promoção e desenvolvimento do Desporto Adaptado com a FPA”, sublinha Maria João Matos.

“Esta nova parceria é, também, uma aposta para cimentar a nossa estratégia de patrocínio útil e afirmar a posição dos Jogos Santa Casa como a marca que mais apoia o desporto em Portugal. É com orgulho que afirmamos que o atletismo tem todo o nosso apoio”, reforça a responsável da Santa Casa.

Para Jorge Vieira, presidente da FPA, “importa realçar que a Santa Casa já apoiava o atletismo, pelo que este interesse em patrocinar a atividade da FPA de uma forma mais substancial, revela a importância da modalidade, dentro do desporto, como a única em Portugal capaz de gerar campeões olímpicos. Este apoio será determinante para uma base sólida propulsora de novos feitos nos mais altos palcos desportivos internacionais.”

 

 

“Álbum de Família”. A série infantil que quer construir um mundo melhor

Lançado no passado dia 1 de junho, programa “Álbum de Família” centra-se na família Silva, em particular na Julieta e no Xavier, as duas crianças protagonistas de série. Todos os domingos, há um episódio novo, às 12h30, na SIC K. Semana após semana, ambos são confrontados com várias problemáticas do mundo que os rodeia, que tentam resolver com histórias e canções. Tudo isto, enquanto se acompanha o percurso dos Silva como família de acolhimento. Ou seja, o tema do acolhimento familiar é transversal a todos os episódios.

“Medos e Pesadelos”, “Vegetais e Alimentação Saudável”, “Segurança na Rua”, “Somos Todos Diferentes”, “Amor e Família”, “Inclusão Social” ou “Animais de Estimação” são algumas das muitas temáticas abordadas ao longo dos episódios.

Álbum de Família

A origem do programa e o apoio da Santa Casa

Recentemente, foram desenvolvidos alguns materiais de apoio direcionados para a divulgação e acompanhamento das medidas em vigor no âmbito do acolhimento familiar, promovendo esta resposta como sendo mais adequada em alternativa ao acolhimento residencial. Neste contexto, no último ano foi desenvolvida uma campanha publicitária que contribuiu para o sucesso da medida, com o objetivo de recrutar famílias de acolhimento e promover o esclarecimento da sociedade nesta matéria.

A temática do acolhimento familiar e a necessidade de esclarecer a sociedade portuguesa nesta matéria estiveram na origem da decisão da Misericórdia de Lisboa associar-se a este programa televisivo. Os materiais foram desenvolvidos através de pesquisa e de suporte técnico dos colaboradores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com reuniões de trabalho e de ajustamento dos conteúdos, tendo daí surgido a série “Álbum de Família”.

“Álbum de Família”

Esta série infantil de dez episódios – e mais de uma centena de vídeos com apoios dos ministérios da Educação e da Cultura – enquadra vários temas associados à família, nomeadamente o quotidiano da família Silva e o seu percurso até se tornar numa família de acolhimento. Os episódios remetem para a rede institucional da Santa Casa e para as características do processo, permitindo informar e chamar a atenção para esta realidade, assim como para os benefícios para as crianças e famílias envolvidas.

Ana Gaspar, técnica da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa, defende que “o programa promove a realidade do acolhimento familiar, divulgando-a junto do público infantil e das suas famílias”, sublinhando “a qualidade pedagógica dos conteúdos”. Emocionada, diz que “os guiões estão muito realistas e os episódios são muito interessantes. É uma série humana com os valores certos e que, de uma forma lúdica e divertida, passa uma mensagem bonita para as crianças”.

“Além do apoio financeiro, a Misericórdia de Lisboa colaborou na elaboração dos guiões e na construção das personagens, para que a mensagem passada fosse ajustada à realidade e ao contexto do acolhimento familiar”, nota.

Sensibilizar a sociedade portuguesa sobre a temática do acolhimento familiar. Nas palavras de Ana Gaspar, o objetivo é “promover o exercício da parentalidade positiva, em geral, e divulgar a realidade do acolhimento familiar, ‘naturalizando-a’  junto de um público potencialmente candidato a constituir-se como família de acolhimento.

Por último, a técnica da Misericórdia de Lisboa faz um balanço “muito positivo”, explicando que o projeto tem um “enorme potencial de aprofundamento”.

Criança deitada no chão do quarto a pintar

Acolhimento familiar da Santa Casa

O acolhimento familiar da Santa Casa promove os direitos das crianças, proporcionando-lhes um ambiente familiar, indispensável ao seu bem-estar físico e emocional. Receber uma criança é dar-lhe o afeto, segurança e a confiança essenciais ao seu desenvolvimento. É fazer a diferença. O acolhimento familiar é uma solução temporária, mas essencial para defender crianças em perigo. Nos casos em que é necessário encontrar uma alternativa à sua família, o acolhimento familiar constitui-se como medida prioritária de colocação de uma criança, decorrendo até que a família da criança desenvolva condições para dela voltar a cuidar ou, caso tal não se revele viável, se identifique outro contexto familiar com caráter permanente.

 

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas