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Como integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho? Este “Toolkit” esclarece

Sobre um país que apresenta “números alarmantes” no que à integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho diz respeito”, Sérgio Cintra não tem dúvidas: “é determinante que as organizações definam estratégias na promoção da inclusão”. O administrador executivo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi o responsável por inaugurar a sessão de apresentação do “Toolkit: “Como recrutar e integrar pessoas com deficiência”, que decorreu esta terça-feira, em formato online.

“Temos o dever de promover a igualdade de oportunidades, valorizar as competências e os talentos das pessoas com deficiência. É determinante que as organizações definam estratégias para a promoção da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, mas também na sua manutenção”, considera Sérgio Cintra, realçando que este “Toolkit” surge como “forma de vencer estas barreiras e de ajudar as empresas a serem mais inclusivas”.

É isso mesmo que o “Toolkit”, a cargo do GRACE – Empresas Responsáveis, pretende ser: um instrumento capaz de inspirar e incentivar a construção de programas de emprego inclusivos e com resultados sustentáveis, disponibilizando aos gestores e colaboradores das empresas um conjunto de ferramentas necessárias para a integração de pessoas com deficiência nas suas fileiras.

O “Toolkit” junta o saber dos melhores guias internacionais e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e espelha de forma prática a experiência acumulada de várias empresas associadas GRACE. É a partir deste conjunto de experiências que se constrói este “kit de ferramentas”, dividido em cinco eixos: assumir o compromisso estratégico; preparar a ação; recrutar e selecionar; acolher e integrar; desenvolver relações duráveis. As cinco etapas estão descritas no guia prático para gestores e colaboradores das empresas.

 “Temos muito trabalho pela frente”

Para Sérgio Cintra, existem alguns indicadores que devem ser alvo de reflexão. Se, por um lado, os dados identificam os avanços que “conseguimos realizar”, por outro mostram que ainda há muito por fazer, o que para o administrador executivo da Santa Casa “evidencia a vulnerabilidade estrutural neste conjunto de cidadãos no acesso ao emprego”.

Tal como adiantou durante a sessão online, com recurso a dados do Eurobarómetro, 58% dos portugueses considera que no nosso país é comum, ou muito frequente, a ocorrência de situações de discriminação com base na deficiência: 61% dos inquiridos acreditam que, em Portugal, ter uma deficiência pode desfavorecer os candidatos no acesso ao emprego, mesmo que tenham competências ou qualificações equivalentes ou superiores.

As pessoas com deficiência representam cerca de 15% da população mundial. Em Portugal, apesar de alguns sinais positivos e de algumas empresas já terem adotado boas práticas de inclusão, permanecem fatores que restringem o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.

O problema parece ter sido agravado devido à pandemia de Covid-19.  Segundo o Relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal – Indicadores de Direitos Humanos 2020”, em junho de 2020 existiam 13.270 pessoas com deficiência inscritas como desempregadas no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), registando-se um aumento de 10% face aos dados globais de 2019 (12.027 inscritos).

A promoção do crescimento económico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos, são propósitos inscritos nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Até 2030, a Organização pretende alcançar o “emprego pleno e produtivo, trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor”.

Acolhimento familiar. Uma missão para quem acolhe, uma nova vida para as crianças

Aos poucos, os “quadradinhos” foram preenchendo a tela. Cerca de 30 famílias de acolhimento disseram presente no “I Encontro de Famílias de Acolhimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa,” que, devido à Covid-19, aconteceu através de videoconferência. Como referiu a diretora da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa, Isabel Pastor, a sessão ocorreu “quase como em todas as famílias portuguesas”, que, este ano, viram-se obrigadas a encurtar distâncias através da tecnologia.

Mas este grupo de famílias de acolhimento é por si só uma família. “O ambiente que aqui se vive, de partilha e compaixão, é um ambiente intimista”, acrescenta Isabel Pastor. Foi uma tarde longa, mas que passou num ápice. Nos vários quadradinhos viam-se rostos de felicidade, sorrisos e lágrimas de emoção. Aos poucos as famílias ganhavam à-vontade para partilharem as histórias vividas durante um processo nem sempre fácil. Ao mesmo tempo  que as colunas do computador emitiam os testemunhos de quem sente que faz a diferença na vida de alguém, no ecrã multiplicavam-se os sorrisos e o abanar de cabeça num gesto perfeito de quem se revê naquelas palavras.

A reunião serviu para a partilha de histórias, mas também para recolher sugestões que permitam à Santa Casa melhorar um serviço que arrancou em força, em novembro de 2019, e que manteve o ritmo mesmo durante a pandemia de Covid-19: desde março de 2020 foram acolhidas 21 crianças.

À reunião juntou-se a equipa de acolhimento da Santa Casa. É este grupo que, todos os dias, trabalha na proteção das crianças e jovens em perigo. Neste papel, a sua missão é uma só: permitir que as crianças em risco vejam o direito de crescer no seio de uma família salvaguardado. E, neste âmbito, é preciso não descurar as duas partes, porque através do acolhimento estas crianças podem ter um projeto de vida que até então estaria destinado à institucionalização.

Portugal é um país a duas velocidades no que ao acolhimento familiar diz respeito. Ainda que os dados apontem para um aumento do número de famílias disponíveis, Portugal é dos poucos países da Europa em que o acolhimento residencial (97%) continua a ser preferido em relação ao acolhimento familiar (3%). Em 2020, a Santa Casa registou 52 candidaturas, sendo que 20 famílias foram selecionadas e nove desistiram ou não foram selecionadas. As restantes 23 terminarão a avaliação em 2021.

2020 em revista. O ano em que trabalhar por boas causas fez ainda mais sentido

“Cuidar” e “ajudar” quem mais precisa são, provavelmente, as palavras que melhor definem o trabalho realizado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ao longo do ano 2020. A pandemia de Covid-19 tudo condicionou e elevou as fragilidades de alguns setores de atividade.  O impacto da pandemia observa-se, por exemplo, no aumento do número de pessoas em situação vulnerável, o que levou mais cidadãos a recorrerem aos serviços da Misericórdia de Lisboa.

A Santa Casa esteve, desde o primeiro momento, na linha da frente a apoiar quem mais precisa. 2020 foi desafiante, mas a instituição elevou-se na resposta a esses desafios. Recorde aqui algumas ações levadas a cabo no ano em que trabalhar “Por Boas Causas” fez ainda mais sentido.

janeiro

O ano começa com o anúncio de mudanças no Euromilhões: nova imagem e mais milhões no jogo que cria excêntricos, todas as semanas. Para muitos, ganhar o Euromilhões é um sonho. Para outros, fazer da música carreira é o maior dos desejos. A Orquestra Geração, projeto que tem como objetivo combater o abandono e insucesso escolar através do ensino da música, pode ser o prelúdio de um sonho.

De Marvila chega um projeto em tudo idêntico, mas que explora outras capacidades. Na Cicloficina Crescente, os jovens aprendem como é que se muda um pneu ou afina a bicicleta. Mas é mais do que isso: é, acima de tudo, um espaço de partilha, de interação e de ajuda. É um espaço de solidariedade e de encontro.

O percurso até à realização pode, por vezes, ser feito de obstáculos. Todas as semanas, Tatiana e Maria percorrem um caminho difícil – mas cheio de esperança -, em direção ao Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos (CRNSA) para que as suas filhas aprendam a viver sem ver. É a história de quem “só precisa de um bocadinho de ajuda” para atingir grandes objetivos.

Um novo espaço cultural nasceu em Lisboa. Depois de quase 120 anos como revista de cultura, a Brotéria saiu do papel e mudou-se para o Bairro Alto. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou o espaço que faz parte de polo cultural da Santa Casa.

fevereiro

A campanha “Séculos de Boas Causas”, através de um constante “saltitar” entre passado e presente, numa clara alusão a um futuro risonho, assinalou mais de cinco séculos de trabalho em prol dos mais necessitados. Uma pequena parte da história da Santa Casa cabe no livro “Pessoas & Causas – 48 histórias de vida”, cujo objetivo é dar rosto às causas da instituição.

E a resposta não pode parar. Não vai parar. A identificação das necessidades das pessoas, sobretudo dos idosos, deve-se grandemente ao trabalho realizado no âmbito do Projeto RADAR, que aumentou a responsabilidade e a capacidade de transformação da Santa Casa.

Transformar, inovar e dinamizar são objetivos da Casa do Impacto que, em fevereiro, alocou 500 mil euros para apoiar projetos de empreendedorismo social através do fundo +PLUS.

Quem também contou com o nosso apoio foram as populações dos municípios devastados pelos incêndios de outubro de 2017. O Fundo Recomeçar proporcionou a algumas dessas vítimas a possibilidade de recomeçarem de novo.

março

Março: o mês em que a pandemia de Covid-19 começou a condicionar a vida dos portugueses. Numa altura em que o país atravessa uma das maiores crises de saúde pública de que há memória, a Santa Casa mantém a sua ação no terreno em tempos difíceis.

Ficar em casa foi a melhor das soluções para tentar impedir o alastrar da pandemia. Ainda assim, a Santa Casa saiu à rua para cuidar de quem mais precisa.

cândida - udip tejo

abril

A missão de não deixar para trás quem mais precisa de nós, manteve-se. De refeições feitas à base de carinho e atenção, da proteção aos idosos, de sermos, muitas vezes, a única família dos nossos utentes e dos heróis que encontramos na Santa Casa, a resposta à pandemia exigiu o máximo empenho de todos os colaboradores da instituição.

Realidade virtual chega à Quinta Alegre para ajudar a resolver problemas reais

Teresa navega pelas ruas de Paris, enquanto Sofia está no cimo de um monte com vista privilegiada para as praias do Rio de Janeiro. Ao lado, António vai mexendo as mãos ao som de música clássica, numa sala de espetáculos na Finlândia. Mas como foram lá parar estes utentes da Quinta Alegre? E se tudo acontecer no mesmo espaço, sem que seja preciso sair da cadeira? Tudo isto é possível através de realidade virtual, que começa agora a ser utilizada na Estrutura Residencial para idosos da Quinta Alegre, da Misericórdia de Lisboa.

O projeto que está a ser desenvolvido pela Unidade de Transformação Digital, da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico da Santa Casa (DIEPE) havia sido anunciado em setembro último. A ideia surge de um desafio colocado pelo provedor da instituição, Edmundo Martinho, que no seminário “Transição para o Digital na Santa Casa”, revelou que a Misericórdia de Lisboa estava a preparar um projeto com recurso à realidade virtual.

“Senhor António, tem de mexer a cabeça para os lados para poder ver o concerto todo, a sala toda. Isto é 360 [graus]”, sugere a terapeuta ocupacional, Marina Vazão, que, logo de seguida, dirige um alerta à utente Sofia Silva: “Convém sentar. Isto é tão real que às vezes pode dar a sensação de que estamos a cair”. E aconteceu: “Estava numas montanhas, em Itália, tão altas, tão altas que parecia que ia cair. Já viu como isto é formidável? Parece que estava mesmo lá e, afinal, foram estes óculos que me levaram até lá”, explica Sofia Silva.

Ao fundo da sala, Teresa, que há pouco via “ruas conhecidas de Paris”, exclama: “Estou a viajar sem gastar dinheiro! Estive na Torre Eiffel e em outros sítios de Paris que, em tempos, visitei. Vi pessoas a passearem junto ao rio”. Mas não só de passeios por cidades outrora visitadas – ou desconhecidas – se faz este projeto. Há todo um manancial de hipóteses que a realidade virtual permite e que a Santa Casa quer explorar, através de viagens no tempo que despertam memórias.

“Também vimos hipóteses de ter conteúdos direcionados, consoante o utente, e ir buscar memórias específicas daquela pessoa: sítio onde cresceu, onde casou ou onde os filhos cresceram”, revela a responsável pela Unidade de Transformação Digital da Santa Casa, Ilda Marcelino.

 

“Um dia inesquecível”. Jogadores do Benfica alegram Natal de crianças da Casa do Restelo

“Fazem ideia da surpresa que temos para vocês?”, atira o diretor da Casa do Restelo, João Freire, em jeito de desafio às crianças que vivem nesta unidade de acolhimento, a mais recente da Santa Casa. “Tem sido muito difícil manter o segredo. Eles perceberam que alguma coisa vai acontecer”, confessa.

Ainda que com muita dificuldade, a surpresa manteve-se em total secretismo até ao final da tarde, altura em que algo muito especial aconteceu. Sentadas no chão, cerca de dez crianças olham ansiosamente para a imagem projetada na parede, onde esperam pelo desvendar do mistério.

Eis que na tela surgem Everton e Samaris – em representação de toda a equipa de futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica-, dois jogadores que, este ano, proporcionaram um Natal especial a estes jovens.

A inquietude que sentiam antes da conversa com os jogadores rapidamente dá lugar a momentos de euforia. Entre abraços e pulos de alegria, as perguntas e as confissões sucediam-se: “Não acredito no que estou a ver; Everton, sou teu fã; hoje é um dia inesquecível; Samaris, dás-me a tua camisola?”.

Everton e Samaris têm presentes para entregar. A julgar pela felicidade das crianças na hora de abrir as prendas, os “pais natais de serviço” parecem ter correspondido aos desejos destes miúdos. Mas o melhor presente acabaria por chegar minutos antes do adeus aos jogadores: uma camisola do Benfica assinada pelo plantel, onde nas costas se lê “Casa do Restelo”.

“Foi uma bonita surpresa, que os marcará para sempre. Receber as prendas “das mãos dos seus heróis” ganha toda uma nova dimensão e prova que é a dimensão humana que verdadeiramente nos traz alegria”, realça João Freire.

A tradição manteve-se, ainda que à distância. Desta vez, devido à Covid-19, a interação com os jogadores do clube da Luz foi restringida a uma videochamada, algo que, numa situação normal, não aconteceria. Em 2019, por exemplo, Carlos Vinícius e Nuno Tavares marcaram presença na Casa dos Plátanos, numa ação recheada de felicidade.

Apesar da pandemia, o protocolo entre a Fundação Benfica e a Misericórdia chegou a cerca de 100 crianças da cidade de Lisboa, durante o ano de 2020.

Utentes da Misericórdia de Lisboa recebem bolo-rei

Nos dias 21 e 22 de dezembro, algumas viaturas da instituição, decoradas com motivos natalícios, andaram pelas ruas de Lisboa a levar um pouco da magia de Natal a alguns utentes de Centros de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa.

A entrega simbólica de um bolo rei foi apenas um mote para uma iniciativa pensada sobretudo para levar alguma companhia, alegria adicional e espírito natalício aos mais fragilizados que, este ano, devido à pandemia de covid-19, não poderão desfrutar de um Natal tradicional.

“Nesta época festiva queremos estar ao lado das pessoas, sobretudo das mais vulneráveis, para que se sintam acarinhadas e apoiadas, e levar uma mensagem de solidariedade e de esperança aos nossos utentes. Acreditamos que, aos poucos, alcançaremos novamente a normalidade”, afirmou o administrador de ação social da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra.

Por outro lado, num gesto de reconhecimento pelo trabalho realizado pelas equipas da instituição quem têm estado na linha da frente no combate ao vírus, Sérgio Cintra, frisou que “estes são os heróis que muitas das vezes não vemos, mas que fazem a diferença na vida destas pessoas”.

“Desde o primeiro dia que a Santa Casa tem centenas de anjos da guarda nas ruas da cidade, que deixaram de trabalhar nos centros de dia, mas que sempre estiveram ao lado de quem mais precisa. Todos os dias equipas inteiras da instituição saem para a rua, num momento de incerteza como este, para levar um sorriso à casa dos nossos utentes”, concluiu o administrador.

O Natal chegou ao Pousal e com ele veio o melhor dos presentes: o abraço

Os efeitos de Natal espalhados pela Obra Social do Pousal  denunciam o espírito que aqui se vive. Andar pelos corredores deste lar para pessoas com deficiência intelectual é ver utentes, enfermeiros, auxiliares e monitores vestidos a rigor. A música “All I Want For Christmas Is You”, de Mariah Carey, embala-nos até a uma das três salas preparadas para a festa de Natal.

Devido à Covid-19, este equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa viu-se obrigado a alterar a festa, que, normalmente, junta toda a gente no mesmo lugar. Dividir os utentes por diferentes espaços faz parte de um leque de procedimentos de prevenção instaurados pelo lar, de modo a garantir a segurança dos 123 colaboradores e 95 utentes que fazem parte desta casa.

“Optamos por uma festa itinerante, onde é a festa que vai ao encontro dos utentes, passando pelos diferentes salões. Dividir os utentes permite-nos, caso haja um surto, controlar esse mesmo surto”, explica a diretora da Obra Social do Pousal, Joana Lindim, acrescentando que, apesar de diferente, a festa tem-se revelado um sucesso: “Estou a ter um feedback incrível. Está toda a gente feliz”.

“Quem é que quer ser o ajudante da mãe natal?”, questiona a monitora Débora Aguilar, em jeito de convite aos utentes. Com a ajuda de Daniel Pereira, um jovem com trissomia 21, dividem as prendas compradas pelos colaboradores, de acordo com o gosto dos utentes: produtos de beleza, roupa, bijuteria, bloco de folhas e lápis para desenho.

Na parede, junto à árvore de Natal, um arco-íris acompanha a frase “estamos bem”.  “Bem” e felizes, a julgar pela alegria com que abrem os presentes e pelos sorrisos esboçados na hora de dançar ao som de músicas que celebram o Natal.

 

Santa Casa e Grupo Nabeiro criam movimento solidário

O Movimento “Lugar à Mesa” é uma iniciativa solidária promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pelo Grupo Nabeiro-Delta Cafés, que surge com o objetivo de apoiar as famílias afetadas pela pandemia e a restauração, através da oferta de refeições confecionadas por restaurantes aderentes.

A primeira fase do movimento decorre até dia 17 de janeiro de 2021 e vai abranger 25 restaurantes da cidade de Lisboa. O objetivo é auxiliar aproximadamente 1000 famílias residentes nas freguesias de Marvila, Santo António e Arroios.

As famílias elegíveis são identificadas pela Santa Casa, privilegiando agregados em situações de carência económica que, na sua composição, incluam crianças e/ou jovens, bem como aqueles que não usufruam de outros apoios similares.

Sérgio Cintra, administrador de ação social da Santa Casa, realça que “num contexto de crise, há sempre forma de ajudar os outros. Num ano caracterizado por dificuldades sem precedentes, o movimento “Lugar à Mesa” representa um catalisador da mudança que os tempos conturbados que vivemos precisam e exigem. Esta iniciativa solidária representa, de forma muito concreta, aquela que é a missão secular da instituição: garantir a quem mais precisa um amanhã feliz!”

Por outro lado, Rita Nabeiro, administradora do Grupo Nabeiro, destacou que este apoio “fortalece a ajuda do Grupo à restauração e às muitas famílias que, devido à pandemia, viram as suas vidas afetadas. Queremos usar a nossa voz e ação para mobilizar a sociedade e, através deste movimento, impactar positivamente quem mais precisa neste momento”.

O Movimento “Lugar à Mesa” é feito de todos e para todos. Para contribuir para a iniciativa, basta aceder a ppl.pt/lugaramesa ou a movimentolugaramesa.pt. Cada donativo, no valor de sete euros, será convertido numa refeição que, posteriormente, será entregue a uma família, através da disponibilização de um voucher.

Nesta estratégia contra a pobreza, todos podemos contribuir para mitigar as desigualdades

A proposta de Estratégia Nacional de Combate à Pobreza será brevemente apresentada ao Governo, documento que deve assentar numa abordagem integrada de médio e longo prazo.

O objetivo do Governo é que esta proposta integre “medidas concretas, cruzando diferentes instrumentos e dimensões de política pública”. Este plano deve envolver “transversalmente todos os públicos, da infância à velhice, incluindo os mais vulneráveis, e criando, em particular, um quadro de monitorização único da evolução dos indicadores”.

A 17 de outubro, através da rede social Twitter, o primeiro-ministro António Costa referia a necessidade de erradicar a pobreza e que essa é uma missão que obriga a um “trabalho constante”. A mesma publicação serviu para anunciar a criação da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, que será desenhada por uma comissão de coordenação.

 

Ambigular, The Equal Food Co e Matter: eis os finalistas do Rise for Impact

A Ambigular, a The Equal Food Co e a Matter foram as startups selecionadas para a final da segunda edição do Rise for Impact, o programa de aceleração para startups de impacto social e ambiental da Casa do Impacto. As três finalistas foram eleitas entre dez projetos candidatos, que esta quinta-feira, num evento que contou com transmissão online através do Facebook da Casa do Impacto, deram a conhecer as suas propostas inovadoras e a sua evolução após três meses de capacitação no hub da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Todos os projetos apresentados vão ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, com propostas de ideias que pretendem erradicar a pobreza, estabelecer a educação de qualidade, possibilitar o trabalho decente e o crescimento económico ou até potenciar o consumo e a produção responsável. Nesta edição, o Rise for Impact consolida ainda mais o seu sentido de missão, face às questões do combate ao COVID-19 e consequentes impactos do isolamento social.

Adequação do perfil do empreendedor ou equipa de projeto, sustentabilidade do projeto, grau de inovação, aplicabilidade e impacto no público-alvo são alguns dos aspetos tidos em conta pelo júri, composto por Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, João Borga, diretor da Start Up Portugal, Manuel Nina, cofundador da GoParity, Elena Durán, fundadora da +55, e Luís Fonseca, partner da MAZE.

Mas qual é a proposta e a missão dos três projetos finalistas?

Ambigular

Oficinas de storytelling com comunidades marginalizadas, que resultam em eventos públicos, revistas e livros impressos e digitais, vídeos e exposições. Nessas oficinas, os participantes treinam e desenvolvem competências úteis, como a comunicação, a confiança e habilidades criativas.

The Equal Food Co.

Startup focada na otimização da cadeia alimentar, com o objetivo de garantir que não haja desperdício de alimentos em nenhuma fase. Identificam áreas com excedente – por questões estéticas, falta de procura ou grau de maturação – e “destravam” ou criam mercados para esses produtos. Neste momento trabalham com agricultores regionais, em Portugal e Espanha, para os ajudar a comercializar produtos imperfeitos e excedentes que não são vendidos pelos canais normais.

Matter

Startup cleantech que oferece soluções premium e de valor acrescentado, de design e arquitetura, através da utilização de subprodutos e resíduos orgânicos, numa lógica de economia circular. Transformam os resíduos sólidos orgânicos da indústria do vinho, café, chocolate, cerveja ou cacau em painéis únicos, que podem ser aplicados em revestimentos interiores, mobiliário ou design.

Os três projetos finalistas passam agora à fase de pós-aceleração, que tem a duração máxima de quatro meses. Nesta etapa, os projetos terão o apoio da Casa do Impacto, através do acesso a espaço de trabalho e mentoria customizada a título gratuito. Concluída esta fase, será efetuada a apresentação dos três projetos finalistas em sessão pública e presencial, a realizar em Lisboa.

A ImpactOn foi a vencedora da primeira edição do Rise for Impact. A Skizo e a Acorde Maior, do Village Underground, arrecadaram o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas