logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

JMJ: Santa Casa e Companhia de Jesus enchem Largo Trindade Coelho em momento histórico

A Jornada Mundial da Juventude serviu de mote para a iniciativa Largo da Misericórdia, resultante da parceria entre a Santa Casa e a Companhia de Jesus, que desde ontem, dia 1 de agosto, tem preenchido o Largo Trindade Coelho com centenas de jovens em espírito de celebração.

A sessão de abertura contou com a presença de Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que recebeu o venezuelano Arturo Sosa, Superior Geral da Companhia de Jesus, vulgarmente designado como Papa Negro.

A comitiva percorreu o recinto e ambos os responsáveis demonstraram a maior satisfação por esta iniciativa conjunta, alusiva a uma ligação histórica e centenária entre a Misericórdia de Lisboa e os Jesuítas, como sublinhou Ana Jorge.

“A vinda do Superior da Companhia de Jesus enche-nos, obviamente, de alegria, é um reconhecimento estarmos aqui. Há um histórico muito grande e uma relação muito próxima entre a Companhia de Jesus e a Santa Casa da Misericórdia ao longo dos anos. A Igreja de São Roque é, talvez, o elo mais forte que nos liga à Companhia. Mas tudo o que tem sido feito em parceria é o enriquecimento mútuo que pretendemos, quer para a Santa Casa, quer para a Companhia de Jesus”, referiu a provedora da Santa Casa.

Por seu lado, Arturo Sosa fez notar que a memória desta união não é apenas referente ao passado.

“É muito importante o recado da memória. Não apenas como recordação, mas também como fundamento de muita gente que participou neste processo de fazer um mundo melhor. E este local, de alguma maneira, representa uma memória viva importantíssima para Portugal, para a Igreja e para a Companhia de Jesus”, comentou o Superior.

O primeiro dia do Largo da Misericórdia apresentou alguns dos cerca de 50 eventos programados, entre os quais constam momentos de oração, workshops e outras atividades que decorrem até dia 4 noutros quatro locais além do Largo Trindade Coelho: Brotéria, Igreja de São Roque, Convento de S. Pedro de Alcântara e a Igreja da Encarnação.

Largo encheu no primeiro dia

Começaram por aparecer timidamente às primeiras horas da manhã, mas num ápice os peregrinos encheram o Largo Trindade Coelho. Bandeiras de todo o mundo, acompanhadas das respetivas línguas e sotaques, inundaram o ar à porta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Um pequeno stand da Irmandade de São Roque instalado em pleno Largo vende artigos relacionados com a Jornada Mundial da Juventude que ajudam a colorir ainda mais o ambiente.

À caça de ‘autógrafos’ dos vários países presentes encontramos Rita e Diogo, dois escuteiros da Póvoa de Santo Adrião munidos de uma bandeira nacional. Vieram num grupo grande de cerca de 60 pessoas, mas separaram-se por instantes com um objetivo em mente.

“Estamos a tirar fotografias e a pedir que autografem a nossa bandeira”, refere Rita. Diogo frisa que já conseguiram “alguns países, como Alemanha, Egito e Hungria”. O grupo escolheu o Largo para passar a hora de almoço, aproveitando a programação musical do primeiro dia.

“Viemos almoçar aqui e ouvir um bocadinho a música. E aproveitámos o facto de haver jovens de outros países aqui para conviver, conhecer e tirar fotografias”, acrescentou o jovem peregrino.

festa no largo trindade coelho

Viver a Casa Comum

Um dos grandes atrativos nesta zona da cidade foi preparado pela Direção da Cultura da Misericórdia de Lisboa, que estabeleceu um trajeto de peregrinação entre o Convento de São Pedro de Alcântara, Igreja de Santa Catarina, Convento dos Cardaes e Igreja de São Roque.

Em cada um destes locais, há elementos naturais que podem ser recolhidos pelos peregrinos para recordação e que estão diretamente ligados à preservação do meio ambiente, uma das bandeiras que o Papa Francisco tem defendido. Estes elementos serão guardados nas “Bolsas de Peregrinos” feitas por materiais naturais, tal como São Roque usava.

Podem ser recolhidos lã na Igreja de São Roque, sal em São Pedro de Alcântara, tecidos nos Cardaes e cortiça na Igreja de Santa Catarina.

À medida que os peregrinos iam tomando conhecimento desta iniciativa, iam recolhendo as diversas relíquias nos quatro locais designados. Na Igreja de São Roque, por exemplo, o colombiano Emanuel contemplava os diversos cestos repletos de lã.

São as primeiras Jornadas em que participa, embora já tenha visto o Papa Francisco aquando da sua visita à Colômbia em 2017. Desta vez, decidiu viajar “10 ou 11 horas de avião” até Portugal, onde ficou instalado em Cabreira, uma freguesia do município de Almeida, no distrito da Guarda.

“Estou, verdadeiramente, muito feliz”, referiu Emanuel, que viajou da Colômbia num grupo de 55 pessoas. Promete “ficar até ao final das Jornadas” e está “ansioso” por ver o Papa pela segunda vez. Para já guarda a lã na bolsa, um bocadinho de Portugal e destas Jornadas que vai levar consigo para o outro lado do Atlântico.

interior da igreja de são roque

Andores do Museu Rainha Dona Leonor expostos na Igreja de São Roque

Pertencentes às confrarias monásticas das Baptistas e das Evangelistas, rivais nas manifestações do culto prestado aos seus santos patronos (São João Baptista e São João Evangelista), os dois andores em prata apresentam “composições escultóricas com cenas da vida do santo respetivo”, ou seja, “o batismo de Cristo e o martírio de São João Evangelista”, nas palavras da DRCA.

Datadas do século XVIII, as peças em prata são consideradas exemplares notáveis da ourivesaria portuguesa setecentista, que testemunham a riqueza do Real Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Beja.

A Igreja de São Roque, da Misericórdia de Lisboa, é guardiã de importantes evocações que se relacionam com estes andores, exemplo disso é a Capela de São João Baptista, encomendado por D. João V, a Roma, considerada como uma das melhores obras do renascimento da época.

É oficial. Alfama volta a celebrar o fado com o apoio da Santa Casa

Já lá vai mais de uma década em que o bairro histórico lisboeta de Alfama se embeleza a rigor para receber o “maior festival de fado do mundo”. Para a 11.ª edição do Santa Casa Alfama, que se realizará no último fim de semana de setembro (29 e 30), o cartaz já está fechado e os apaixonados por esta “estranha forma de vida”, vão ter a oportunidade de ver e ouvir mais de 40 concertos, interpretados pelas melhores vozes do fado, em espaços emblemáticos do bairro.

As confirmações que encerraram o cartaz foram os nomes de Sara Correia, Teresa Salgueiro e Miguel Moura, sendo que os três artistas vão subir ao Palco Santa Casa, no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, a 30 de setembro.

Para esta edição, os visitantes podem contar também com atuações no palco principal de Camané, Beatriz Felício & Geadas e uma sessão de homenagem à fadista Hermínia Silva (1907-1993), que deu voz a temas como “Fado da Sina”, “A Tendinha” ou “A Rua Mais Lisboeta”, por Anabela, FF, Filipa Cardoso e Lenita Gentil.

Teresinha Landeiro, Raquel Tavares, Mário Lundum, Soraia Cardoso, José Leal, Mel, José da Câmara, Gustavo Pinto Basto e Teresa Brum são outros dos nomes confirmados. A programação está espalhada entre o Palco Ermelinda Freitas, no rooftop Terminal de Cruzeiros de Lisboa, o Palco Amália, no Auditório Abreu Advogados, o Palco Bogani, no Grupo Sportivo Adicense, o Palco Santa Maria Maior, no Largo Chafariz de Dentro, o Palco Santa Casa Futuro, na Sociedade Boa União, e ainda o novo palco instalado no Memmo Hotel Alfama.

Entre as novidades deste ano está uma parceria com Associação de Comerciantes do Bairro de Alfama, que fará com que o festival passe a integrar oito casas de Fado de Alfama, nos dois dias, e a contar com programação musical, durante as tardes, no palco Santa Maria Maior. De regressa para esta edição está igualmente o “Fado à Janela”, no Largo de São Miguel, que promete encher de fado as ruas e ruelas do bairro.

Pelo quinto ano consecutivo, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dá o seu nome ao festival, com o objetivo de apoiar a cultura portuguesa, dar a conhecer os novos valores emergentes do fado nacional e assegurar o acesso ao festival a todas as pessoas, fazendo deste certame uma festa da cultura musical nacional e da inclusão.

“Ao sermos naming sponsor deste festival, a Santa Casa quer sensibilizar toda a gente para a importância da inclusão social, a importância de trazer um festival, num bairro emblemático como é Alfama, a possibilidade de todos poderem estar presentes, independentemente da sua condição física ou idade”, explicou Maria João Matos, diretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa, durante a apresentação pública do festival, que decorreu esta quinta-feira, 22 de junho, no roftop do Memmo Hotel Alfama.

Tal como no ano passado, o Santa Casa Alfama disponibilizará um bilhete gratuito para acompanhantes de pessoas portadoras de deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, mediante a compra do bilhete pelas pessoas com deficiência.

Os bilhetes já estão disponíveis. Até 31 de agosto, têm um custo promocional entre 23€ e 32€, subindo para entre 30€ e 40€ no mês de setembro. Nos dias de festival, o bilhete diário fica a 35€ e o passe de dois dias a 45€.

Curta-metragem da Unidade W+ premiada em festival internacional

Uma curta-metragem da Unidade W+ foi premiada no festival internacional 48H Film Project. O projeto da equipa TAKE W, coordenada pela diretora Sónia Santos e composta por 17 jovens do Teatro Terapêutico, foi galardoada em três das cinco categorias nas quais estava nomeada: Melhor Uso da Personagem, Melhor Uso do Objeto e Prémio Inclusão.

Em colaboração com a Escola Passos Manuel, a equipa da W+ criou uma história e cenários e realizou filmagens e edição, que resultaram na curta-metragem “SOLO”. Além das categorias em que saiu vencedor, este trabalho estava ainda nomeado para Melhor Banda Sonora Original e Melhor Direção de Arte.

A participação no festival internacional 48H Film Project surgiu como parte integrante do trabalho desenvolvido com o grupo de Teatro Terapêutico de adolescentes da Unidade W+. Este projeto consiste na elaboração de uma curta-metragem em apenas 48 horas. A viagem começou numa sexta-feira à tarde, num evento de kick-off onde foram conhecidos os elementos obrigatórios para a criação da história: uma personagem, um objeto e uma frase. Dentro do prazo estabelecido, os vídeos tiveram de ser pensados, criados, entregues e submetidos à avaliação de um júri. Todas as curtas-metragens elaboradas foram posteriormente visualizadas no cinema São Jorge, após a qual decorreu a cerimónia de entrega de prémios.

Os filmes premiados poderão ser visualizados aqui.

entrega do prémio

Participação traz benefícios

Além da natural satisfação de ver o trabalho reconhecido com as três distinções, esta participação da W+ neste projeto potencia a autoestima dos jovens, a sua capacidade de organização e trabalho em equipa. Permite ainda a concretização de um objetivo com princípio, meio e fim e gera a oportunidade de um reconhecimento pelo esforço e dedicação.

Além disso, esta é uma oportunidade de levar ao grande ecrã temáticas relevantes no que diz respeito à saúde numa perspetiva biopsicossocial.

A Unidade W+ é uma resposta de saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que tem como objetivo a prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico a pessoas em situação de risco e vulnerabilidade psicológica, em ambulatório ou na comunidade. Aposta também na prevenção de comportamentos de risco e na promoção de estilos saudáveis de vida, no que se relaciona com os seus principais públicos-alvo.

A noite de todos os sorrisos

Num ano marcado pelas comemorações do 525.º aniversário da instituição, a noite de 12 de junho foi vivida com emoção, não só pelos 53 marchantes da Misericórdia de Lisboa, como por todos envolvidos na organização desta grande festa que são as marchas populares da véspera do feriado de Santo António, padroeiro de Lisboa.

A marcha da Santa Casa é de todos. É da cidade. Num momento único de partilha, assistimos ao trabalho que os marchantes – constituídos maioritariamente por utentes dos vários equipamentos da instituição, com idades entre os 19 e os 84 anos – desenvolveram durante mais de dois meses, entre coreografia e ensaios de dança, música, desenho e construção de fatos e cenários.

Veja a reportagem aqui.

Projeto Geracante une duas realidades distintas mas apaixonadas pela música

O final da tarde da passada sexta-feira, dia 16 de junho, encheu a zona exterior da Casa do Impacto com música. Os artistas em questão pertencem a dois grupos bem diferentes, mas uniram esforços e resultaram no projeto Geracante, que congrega a Orquestra Geração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Grupo Coral Infantil da Porta Nova, da cidade alentejana de Moura.

Os dois grupos ensaiaram durante os últimos meses e apresentaram-se agora em conjunto pela primeira vez, sendo que a 24 de junho têm uma segunda atuação marcada para Moura.

Lanice está na Orquestra Geração há 3 anos, toca violoncelo e não podia estar mais satisfeita com este projeto: “Adorei tocar com a Gerancate, são incríveis”. Pelo mesmo diapasão alinha Rodrigo, colega de Lanice na Orquestra: “Gostei de conhecer novas pessoas e falar com novos amigos”.

Do lado alentejano, Manuel, que frequenta o Grupo Coral Infantil da Escola de Porta Nova há quatro anos – quase metade da sua vida – também fez um balanço positivo do projeto, até porque adora música: “Sempre gostei muito de cantar, traz-me felicidade e descontrai-me das coisas que me stressam. Quando ensaiámos gostei de ouvir os músicos da Santa Casa, estavam muito afinados”.

A conterrânea Madalena acrescenta que a música traz-lhe “harmonia”. Toca guitarra e deixou elogios à Orquestra Geração: “Tocaram maravilhosamente, foi fabuloso”.

No dia seguinte à atuação na Casa do Impacto, os jovens membros do projeto Geracante puderam conviver numa visita ao Jardim Zoológico de Lisboa. Dia 24 voltam a encontrar-se, dessa vez em Moura, no feriado municipal, para um concerto na igreja de São João Baptista. No dia seguinte o convívio prossegue com um programa nas piscinas municipais.

Um projeto com frutos

Esta junção improvável traz muitos benefícios às crianças envolvidas. Quem o diz é António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa, que explica como tudo começou.

“A Santa Casa tem desenvolvido a sua atividade no âmbito da Orquestra Geração e tem participado em atividades musicais que têm operado mudanças significativas nas crianças participantes. As atividades, para além do ensino da música, têm procurado integrar projetos diferentes como é o caso do Geracante. A ideia partiu da feliz coincidência da paixão pelo cante alentejano dos diferentes intervenientes e do interesse dos músicos juvenis da Orquestra Geração em fazer ligações diferentes”, começa por dizer.

Para conciliar os dois grupos, separados por tantos quilómetros, houve que unir esforços.

“Depois da ideia foi necessário encontrar as pessoas certas para a levá-la do plano até à sua execução. Nesta circunstância, para além do apoio da administração da Santa Casa, foi importante a disponibilidade do professor da Orquestra Geração, José Mira de Moura, e dos professores Serafim, Filomena e Maria Fialho, do Agrupamento de Escolas de Moura, bem como todo o entusiasmo da Câmara Municipal de Moura, na pessoa do seu presidente Álvaro Azedo”, referiu.

Questionado sobre o que é que projetos como este podem trazer às crianças da Orquestra Geração, António Santinha destacou “a capacidade de sonhar, o gosto pela música e a oportunidade de conhecer outras realidades e outras crianças de diferentes territórios, neste caso do Alentejo”.

Simpósio internacional dedicado à Companhia de Jesus

Lisboa foi palco do simpósio internacional dedicado à Companhia de Jesus, organizado pelo Advanced Jesuit Studies do Boston College e pela Brotéria, em associação com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Durante três dias (12, 13 e 14 de junho), 120 especialistas mundiais na história dos jesuítas passaram pelas instalações da Brotéria, pela Sala de Extrações da Santa Casa e pelo Convento de São Pedro de Alcântara.

O objetivo desta iniciativa inédita passava por aprofundar o conhecimento sobre a Companhia de Jesus e suas missões ao longo dos séculos. Para o efeito, foram organizados diferentes painéis de discussão dedicados à história e missão dos jesuítas, abrangendo inúmeras perspetivas da sua atividade em diferentes momentos da sua existência. Uma história que se cruza com a da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, desde logo porque a sede da instituição está instalada num edifício que pertencera à Companhia de Jesus, da Igreja e da Casa Professa de S. Roque.

Os investigadores presentes tiveram oportunidade para apresentar propostas de estudo sobre as diferentes componentes da vida dos jesuítas, nomeadamente do seu papel na sociedade e do impacto que esta terá tido na sua estrutura e missão.

Em declarações à Rádio Renascença, o padre Francisco Mota, diretor-geral da Brotéria, sublinhou que o simpósio resultou “de uma colaboração que a Brotéria tem com o Boston College, uma importante universidade americana, que tem um instituto dedicado a temas que se prendem com a história da companhia de Jesus”.

O encontro foi adiado em consequência da pandemia. Quis o destino que este simpósio se realizasse a poucas semanas da Jornada Mundial da Juventude, agendada para a semana de 1 a 6 de agosto, em Lisboa. A Jornada Mundial da Juventude, a que a Santa Casa se associa, terá a presença do Papa Francisco, também ele um jesuíta.

Santa Casa e Brotéria acolhem simpósio internacional com 120 especialistas mundiais na história dos jesuítas

Trabalhos decorrem entre hoje e quarta-feira nas instalações da Brotéria, na Sala de Extrações da Santa Casa e no Convento São Pedro de Alcântara, na zona do Bairro Alto, em Lisboa

Santa Casa apresenta Programação Cultural para junho

Visitas guiadas a Museus, Oficinas para famílias e percursos pedestres, são apenas algumas das iniciativas que a Cultura Santa Casa preparou para junho.

Feira do Livro de Lisboa acolhe iniciativa “Momentos do Cuidador”

Prestar cuidados e assistência a outras pessoas, geralmente a um familiar, amigo ou vizinho é um papel que milhares de portugueses já assumiram. São cuidadores a tempo inteiro, nalguns casos deixaram para trás carreiras e futuros, para auxiliar outras pessoas em inúmeras tarefas, desde a alimentação à administração de medicamentos, passando pelos cuidados da higiene ou deslocações.

Foi a pensar nestes casos que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa organizou mais uma ação da iniciativa “Momentos do Cuidador”, na última segunda-feira, 29 de maio, na Feira do Livro de Lisboa, com o objetivo de promover ações de sensibilização junto de quem tem pessoas a seu cargo de forma a melhorar a vida quer de cuidadores, quer das pessoas por eles cuidadas.

Ao longo de toda a tarde foram vários os momentos destinados a “mimar” estas pessoas, com um espaço reservado para massagens e descompressão muscular, realizado por diversos formandos do Centro de Educação, Formação e Certificação da Santa Casa.

Na sessão de abertura, Sérgio Cintra, administrador de Ação Social da Misericórdia de Lisboa, fez questão de salientar o importante papel que os cuidadores têm na “prestação de apoio a pessoas que se encontram numa situação vulnerável”, considerando que os cuidadores são uma “balança” importante para que “as pessoas possam permanecer, com qualidade, o mais tempo possível nas suas casas, retardando a sua institucionalização”.

Durante a sua reflexão, Sérgio Cintra frisou que é necessário alterar o paradigma no perfil do cuidador informal. Atualmente, é predominantemente a mulher que ocupa este papel, sendo que os dados apontam que mais de 80% são do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 45 e os 75 anos e que são as companheiras ou as filhas que prestam estes cuidados.

“Este é um trabalho que nós enquanto sociedade temos que fazer. É necessário convocar todos para esta necessidade e não deixar recair apenas sobre a mulher, com todos os impactos económicos, físicos e psicológicos que isto acarreta”, concluiu o administrador.

Outro dos intervenientes na sessão foi Paula Guimarães, coordenadora do grupo de trabalho dos cuidadores informais do Fórum para a Governação Integrada – Govint, que elogiou a iniciativa da Misericórdia de Lisboa, comentando que “são momentos como estes que podem fazer a diferença entre o estatuto do cuidador informal ser apenas uma resolução legislativa ou ser uma realidade para todos os cuidadores do país”.

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Fundação Aga Khan Portugal, Associação Alzheimer Portugal, Associação nacional de Cuidadores Informais, Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica, Federação Portuguesa das Famílias com Doença Mental, Associação Coração Amarelo e DEIB Portugal foram as entidades presentes no evento, numa tarde animada que incluiu, ainda, um momento musical e várias tertúlias.

A mão que cuida nos momentos mais difíceis

Maria tem 63 anos e, até há uns anos, cuidava do pai, doente oncológico, que mais tarde viria a ter um acidente vascular cerebral (AVC) que o “atirou” para uma cama, em casa. Maria que até então sempre trabalhara como modista, viu-se de um dia para o outro, numa situação de vida que nunca imaginou.

“Foi tudo muito rápido. Sentíamos que ele (pai) já não estava muito bem, desde que teve a notícia que tinha cancro, mas o AVC que sofreu deitou-o abaixo e daí até não querer levantar-se, comer e viver foi um pequeno passo”, recorda Maria.

Tal como em diversos casos, Maria encarou o seu novo “trabalho” como uma missão. O pai, já com pouca ou nenhuma autonomia, dependia da filha para as tarefas mais básicas do dia a dia, como banho ou até para ler a correspondência que ia parar lá a casa. Aos poucos, as agulhas e os tecidos foram ficando para segundo plano e o cuidado do pai, viúvo há cinco anos, foram transformando a sua rotina diária.

“Foram tempos difíceis entre conciliar a minha casa, com a minha família e o auxílio ao meu pai. Algo tinha que ficar para trás e neste caso foi o meu trabalho diário. Felizmente tenho uma família que me apoiou e esteve sempre ao meu e ao lado do meu pai, até ao último dia”, conta a modista.

Sobre a ajuda da Santa Casa, Maria não tem dúvidas em afirmar que se não fosse a instituição, ela própria tinha tido um esgotamento. “Quando percebi que não consegui sozinha, recorri ao apoio da Santa Casa. Desde a primeira hora que foram incansáveis comigo. Foram uns anjos”.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas