“Alcoitão: Cuidado Humanizado em Reabilitação” foi o tema escolhido para a mesa-redonda que assinalará a abertura das comemorações oficiais de aniversário do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, uma das “joias da Coroa” da Misericórdia de Lisboa. A cerimónia iniciar-se-á às 09h30 de dia 15 com uma intervenção de Paulo Sousa, o provedor da Santa Casa, seguindo-se um debate que terá como convidados vários especialistas: Maria de Lurdes Martins (da Universidade Católica de Lisboa), Sérgio Deodato (presidente da Comissão de Ética do Centro Hospitalar da SCML) e Maria Rosário Feijóo (presidente da Comissão de Humanização do mesmo centro hospitalar). António Fantasia, o vice-presidente da Comissão de Humanização, irá assumir as funções de moderador.
Mais tarde, às 11h30, as atenções irão dirigir-se para alguns utentes do CMRA, que irão partilhar com a assistências os seus testemunhos, os quais são verdadeiramente inspiradores. Luís Granja, Felismina Gomes, Diana Wong e Hugo Maia serão os protagonistas deste momento, que terá Isabel Batalha (diretora do Serviço de Reabilitação Pediátrica) e Sónia Sérvulo (psicóloga do mesmo serviço) como moderadoras.
Ao longo dos 12 meses de 2026, várias iniciativas irão assinalar o 60.º aniversário do CMRA. Com uma programação pensada para celebrar o trabalho que se realiza diariamente neste centro de reabilitação desde há seis décadas, todos estão convidados a celebrar, desde público em geral, parceiros e instituições, sem esquecer os profissionais do centro, os seus utentes e respetivos familiares.
A Santa Casa, o Instituto da Segurança Social e a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa assinaram, na quarta-feira, 17 de dezembro, um memorando para a transferência definitiva do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCG) para a Misericórdia de Lisboa.
Este equipamento, dedicado totalmente a pessoas com paralisia cerebral e situações neuromotoras afins, funcionava até agora sob gestão da Santa Casa mediante um decreto que era renovado anualmente há mais de uma década. A transição agora oficializada vai permitir o fortalecimento dos serviços deste equipamento de saúde, a remodelação e reforço das suas infraestruturas e o consequente melhoramento do apoio prestado aos utentes.
Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, que marcou presença na assinatura do memorando acompanhado por André Brandão de Almeida, administrador com o pelouro da Saúde, salientou “a enorme satisfação” por este momento, só possível graças ao “diálogo construtivo e contínuo ao longo de vários anos” entre as três entidades.
“Este passo representa mais do que uma mudança administrativa: é um compromisso com a sustentabilidade, a modernização e a melhoria das respostas para pessoas com paralisia cerebral e as suas famílias”, acrescentou o Provedor.
Por seu lado, Telmo Antunes, vice-presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Segurança Social, afirmou que “este é um virar de página que vai permitir o aprofundamento das respostas sociais” do CRPCCG.
Já Orlando Borges, presidente da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, agradeceu o empenho de todos neste processo e falou de “uma expectativa enorme” sobre a evolução das respostas deste equipamento aos utentes com paralisia cerebral, uma doença para a qual, recordou, não há cura.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inaugurou na quarta-feira, 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3.ª edição da exposição “EFICIÊNCIA”. Situada no corredor das Relações Públicas, no complexo de São Roque, esta mostra reúne obras elaboradas por utentes e colaboradores de diversos equipamentos da Instituição e estará aberta ao público até 5 de dezembro.
O objetivo é afirmar e promover o direito à diferença cultural, artística e social, num convite à inclusão social através das práticas artísticas, celebrando a identidade de cada um dos artistas com obras na exposição, mas também a identidade dos contextos profissionais envolvidos. Participaram os seguintes equipamentos: Obra Social do Pousal, CAF Bairro Alto, Centro Intergeracional Ferreira Borges, Instituto Condessa de Rilvas, Centro de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian e Centro de Capacitação D. Carlos I.
Joana Lindim, diretora da Obra Social do Pousal, fez a apresentação da exposição.
“Hoje celebramos não apenas a arte, mas também a inclusão, a diversidade e a força transformadora que cada pessoa traz à nossa sociedade”, referiu, acrescentando que, nesta mostra, “a eficiência não se mede por métricas convencionais”, mas sim através dos “talentos singulares de cada pessoa”.
A sessão inaugural, que contou com a presença de Luís Rego, administrador da Santa Casa, foi animada pelas canções do atelier Dá-me Música, composto por utentes do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, já depois de uma atividade interativa dinamizada por jovens da Unidade W+, que colocou todo o corredor a refletir, de forma divertida, sobre diferença e inclusão.
Nos dias 13 e 14 de novembro, a Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, acolheu um encontro que reafirmou o compromisso de Portugal com a promoção de um envelhecimento ativo e saudável ao longo de toda a vida.
Este evento teve como base a visão estabelecida pelo movimento global das Nações Unidas “Década do Envelhecimento Saudável” e que foi reforçado pelo Lisbon Outcome Statement, que foi apresentado no Summit on Healthy Ageing, realizado em Lisboa, e que define linhas prioritárias para um envelhecimento saudável na Europa.
O encontro de trabalho, que contou com a participação do administrador da Santa Casa, André Brandão de Almeida, organizado pela Direção-Geral da Saúde, reuniu representantes nacionais e internacionais que analisaram os dados recolhidos em 43 países e 170 cidades europeias. A partir desta análise, foram identificadas 18 ações prioritárias para o futuro da estratégia “Ageing is Living: A Strategy for Promoting a Lifetime of Health and Well-being in the WHO European Region (2026–2030)”, selecionadas a partir de 55 propostas iniciais.
As ações consideradas prioritárias distribuem-se por quatro áreas principais, como a prevenção ao longo do curso de vida, a transformação dos ecossistemas de cuidados por meio de modelos integrados e centrados na pessoa, a criação de ambientes inclusivos que facilitem a participação em todas as fases do ciclo de vida e o combate ao idadismo, promovendo equidade no acesso a cuidados e oportunidades para todas as pessoas seniores.
Para André Brandão de Almeida esta foi um importante encontro de trabalho entre a Direção-Geral da Saúde e a WHO Regional Office for Europe, dedicado à reflexão conjunta sobre o futuro do envelhecimento ativo e saudável na região europeia, que focou “em temas centrais da missão diária da instituição”.
Com este encontro, Portugal reforça seu papel ativo e colaborativo na construção da nova estratégia europeia para o envelhecimento saudável, contribuindo para uma visão comum de que envelhecer é viver com dignidade, inclusão, saúde e bem-estar ao longo de todo o ciclo de vida.
Assinala-se esta sexta-feira, 14 de novembro, o Dia Nacional do Terapeuta da Fala, celebrado pela Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala (APTF) sob o lema “Intervir em Cuidados Paliativos”.
Além dos objetivos principais da terapia da fala, que atua na prevenção, avaliação e tratamento de todas as perturbações da comunicação humana, tanto oral quanto escrita, bem como nas alterações do processo normal de deglutição, a intervenção desta área nos cuidados paliativos destaca-se pelo esforço em preservar a capacidade de comunicação dos utentes, contribuindo para o seu bem-estar e assegurando a manutenção da dignidade ao longo de todas as fases da vida.
Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Terapia da Fala assume uma importância de relevo, não apenas pelos terapeutas que desempenham a função nos diversos equipamentos da Instituição, mas também pela ligação desta área à Escola Superior de Saúde do Alcoitão, que oferece a Licenciatura em Terapia da Fala no seu leque de cursos.
O mês de outubro foi dedicado à sensibilização para a paralisia cerebral e o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCG), equipamento gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, assinalou o final deste período com uma tarde muito especial na passada sexta-feira, dia 31.
À entrada do espaço foi inaugurado o mural que tinha sido iniciado no Dia Mundial da Paralisia Cerebral, a 6 de outubro, e que contou com a ajuda de utentes, familiares e técnicos do CRPCCG. A inauguração mereceu a presença de Paulo Sousa, Provedor da Misericórdia de Lisboa, e de André Brandão de Almeida, administrador da Instituição com o pelouro da Saúde.
Depois, e já no interior, abrigados da chuva, foi tempo de cantar ao som da App Sound, banda da Associação do Porto de Paralisia Cerebral, que entusiasmou a sala e foi secundada pelo Coro CRPCCG no final da sua atuação. No final da festa foram também entregues ao Centro três novas carrinhas para transporte de utentes desta unidade.
Para Paulo Sousa, o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian “é uma prioridade” da Santa Casa, pelo que está a ser preparado um “processo de reabilitação profundo, que vai iniciar-se logo que estejam reunidas as condições”.
“Não quisemos deixar passar este dia sem este ato simbólico: colocar hoje à disposição do Centro três novas carrinhas de transporte de utentes. Era um tema que se arrastava há muitos anos. É apenas um gesto simbólico, mas queria que o registassem como o princípio de um processo que vamos desenvolver”, finalizou o Provedor.
Quando Tiago acordou naquele dia de junho, nunca imaginou que a sua vida estaria prestes a mudar por completo. Com 38 anos, e com uma vida dentro dos padrões normais, o futuro “tinha tudo para ser risonho”. Horas depois, um Acidente Vascular Cerebral interrompeu-lhe o quotidiano e redefiniu-lhe o futuro. Hoje, quatro meses depois, Tiago está internado no CMRA, equipamento de saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde recupera, passo a passo, a autonomia que o AVC lhe retirou.
“Lembro-me de acordar e não conseguir mexer parte do corpo. Nem falar. Era como se alguém tivesse desligado metade de mim”, recorda. “No início, pensei que nunca mais ia andar ou trabalhar. Aqui, em Alcoitão, ensinaram-me que o impossível demora apenas mais tempo”.
O caso de Tiago ilustra bem o impacto que o AVC tem, mesmo em pessoas jovens. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, mas a maioria dos casos podem ser prevenidos com estilos de vida saudáveis.
Internado desde agosto, Tiago iniciou o seu programa de reabilitação intensiva logo após a entrada no centro. No CMRA encontrou uma equipa multidisciplinar que integra médicos, fisioterapeutas, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais e enfermeiros especializados em reabilitação.
“O Tiago chegou com défices significativos, mas com uma enorme motivação para recuperar”, explica Ana Falcão, enfermeira na ala do CMRA de AVD – Atividades de Vida Diárias. “A força de vontade é um fator determinante no sucesso da reabilitação. Desde o início que o Tiago se mostrou empenhado e colaborante, e isso faz toda a diferença”.
O plano terapêutico é adaptado a cada utente. As sessões diárias incluem exercícios de reeducação motora, treino de marcha, terapias da fala e ocupacionais, e atividades que simulam tarefas do dia a dia, com o objetivo de devolver a autonomia e reintegrar os utentes nas suas vidas sociais e profissionais, quando estes ainda trabalham.
“Cada pequena conquista é motivo de celebração. Desde conseguir levantar o braço até apertar os sapatos”, acrescenta a enfermeira. “É um processo exigente, mas compensador”.
Para Tiago, um dos maiores desafios tem sido recuperar a fala. “Nos primeiros dias eu pensava, mas as palavras não saíam. Era frustrante”.
O trabalho com a terapeuta da fala, Carolina Palma, tem sido fundamental nesse processo. “A reabilitação da comunicação é um dos aspetos mais sensíveis após um AVC”, explica a terapeuta. “Não se trata apenas de recuperar a linguagem. É devolver à pessoa a capacidade de expressar emoções, de se fazer ouvir”, explica.
Tiago reconhece esse progresso: “Agora já consigo manter uma pequena conversa. Falo devagar, mas falo”.
No CMRA, Tiago encontrou não apenas técnicos especializados, mas também uma comunidade. “Aqui sentimos que ninguém está sozinho. Há dias em que é difícil, mas basta olhar para o lado e ver alguém que já está mais à frente no processo para acreditar que também vamos conseguir”, diz.
As rotinas diárias das sessões de fisioterapia e terapia ocupacional criam laços fortes entre utentes e profissionais. “O laço que criamos com os médicos é muito importante”, destaca o jovem, frisando que “toda a equipa nos trata com respeito e carinho. Não somos apenas doentes, somos pessoas com histórias, e eles ajudam-nos a acreditar que ainda há muito para viver”.
Aos poucos, Tiago recupera a mobilidade e a confiança. Já consegue levantar-se, fazer pequenas tarefas e recupera lentamente a mobilidade na parte esquerda do corpo, a que foi mais fustigada com o AVC. “Cada passo é uma vitória. Sei que o caminho é longo, mas não estou sozinho”, afirma.
O objetivo é que, após a alta, continue a reabilitação em regime ambulatório e possa, gradualmente, retomar a vida pessoal e familiar. “Quero voltar a jogar Playstation mas, por agora, quero apenas conseguir estar bem e ter a minha família perto de mim”.
Para a equipa do CMRA, histórias como a de Tiago são o melhor reflexo da missão da instituição, de conseguirem reabilitar e de transformar os infortúnios em novas vidas. E é esse o espírito que se celebra neste Dia Mundial do AVC.
AVC — Reconhecer, Agir e Prevenir
O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue ao cérebro é interrompido, causando a morte de células cerebrais. Pode resultar de uma obstrução de um vaso sanguíneo (AVC isquémico) ou da rutura de uma artéria cerebral (AVC hemorrágico).
Entre os principais fatores de risco encontram-se a hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o sedentarismo associado a uma alimentação desequilibrada, a obesidade, o stress prolongado e o histórico familiar de AVC.A
prevenção passa, sobretudo, pela adoção de um estilo de vida saudável. Manter uma rotina regular de atividade física, ter uma alimentação equilibrada e pobre em sal e gorduras saturadas, controlar a tensão arterial e o colesterol através de check-ups regulares e seguir as recomendações médicas, são medidas essenciais. É também importante evitar o consumo de tabaco e álcool e garantir um descanso adequado.
Reconhecer rapidamente os sinais de um AVC pode salvar vidas. A face pode ficar assimétrica de forma súbita, a força pode faltar num braço, numa perna ou provocar perda de equilíbrio, a fala pode ficar estranha ou incompreensível, pode surgir falta de visão súbita num ou em ambos os olhos. Uma forte dor de cabeça, intensa e diferente do habitual pode também ser um sinal de alerta.
A sessão de abertura contará com intervenções do Enf. Diretor Rodrigo Ramos (CMRA), da Enf.ª Ana Falcão (CMRA/APER) e do Enf. Lino Oliveira, representante do Colégio da Especialidade de Reabilitação da Ordem dos Enfermeiros.
Ao longo do dia, três mesas temáticas darão palco a testemunhos de profissionais de diferentes unidades do país, abordando temas como:
A continuidade de cuidados na lesão vertebro medular;
A reintegração domiciliária e adaptação de espaços;
A capacitação de cuidadores informais;
A reabilitação respiratória em ambulatório;
A gestão de alterações neurocomportamentais em TCE;
O processo de descanulação da traqueostomia.
Durante o período da tarde, três workshops simultâneos permitirão aprofundar práticas em atividades de vida diária, inclusão e treino dos músculos respiratórios, com a participação de especialistas do CMRA, do Instituto Nacional para a Reabilitação e da ULSC – DCMRRC.
O seminário encerra com um debate sobre os desafios da profissão nos centros especializados, moderado pela Enf.ª Ana Monteiro (CMRA), e com a presença de representantes de várias unidades de saúde e ensino. A apresentação do grupo Alldança, orientado por Ana Falcão, marcará o encerramento do encontro.
A organização está a cargo da equipa do CMRA, com o apoio dos centros de reabilitação do Norte, Centro e Sul, e pretende reforçar a partilha de conhecimento e a valorização da intervenção especializada em enfermagem de reabilitação.
O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) assinalou o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, comemorado esta segunda-feira, 27 de outubro, com várias atividades dedicadas ao tema da efeméride deste ano: “A Terapia Ocupacional em Ação”.
Assim, profissionais da área, utentes e familiares/cuidadores juntaram-se num dia de animação e partilha de experiências em torno da terapia ocupacional neste equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Tudo começou pela manhã com uma exposição fotográfica sobre o tema, a que se seguiu uma demonstração de minigolfe no campo de jogos do CMRA.
Já da parte da tarde, a Sala Multiusos acolheu o evento “Ponto de Encontro: A Ocupação na Perspetiva Multidisciplinar”, numa abordagem mais teórica sobre a Terapia Ocupacional e as suas aplicações.
ESSAlcoitão também assinalou a data
A Escola Superior de Saúde do Alcoitão também não deixou passar ao lado o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, até porque esta é uma das licenciaturas que aquele estabelecimento da Misericórdia de Lisboa oferece. Desta forma, os alunos a frequentar este curso estiveram esta manhã no Centro de Apoio Social do Pisão, onde desenvolveram com os utentes uma série de atividades: estimulação cognitiva, estimulação sensorial, jogos tradicionais portugueses, música e movimento.
Assinala-se esta segunda-feira, 20 de outubro, o Dia Nacional da Paralisia Cerebral, uma patologia a que a Santa Casa dedica um meritório trabalho através do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCB), situado em Lisboa e gerido pela Instituição, como parte integrante do compromisso da Misericórdia de Lisboa no apoio à deficiência.
Este equipamento destina-se exclusivamente a pessoas com paralisia cerebral e situações neuromotoras afins, sendo composto por duas respostas. A primeira diz respeito às áreas de habilitação, reabilitação, desenvolvimento e prevenção do agravamento das situações clínicas, direcionadas especialmente a crianças e jovens. A segunda prende-se com a reabilitação e inclusão de pessoas maiores de 18 anos, através do seu Centro de Atividades Ocupacionais.
O acesso a qualquer uma destas respostas do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian pode ser feito de forma direta, a pedido dos próprios utentes ou dos seus cuidadores, mas também sinalizado por outras instituições ou agentes de saúde.
No passado dia 6 de outubro, o CRPCCB já tinha assinalado o Dia Mundial da Paralisia Cerebral com o arranque da pintura de um mural evocativo à entrada das instalações.
O Dia Nacional dedicado a esta doença foi instituído oficialmente em 2014 pela Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, com o objetivo de desmistificar alguns preconceitos relacionados com a paralisia cerebral e sensibilizar a sociedade para os desafios colocados diariamente às pessoas com esta condição, alertando ainda a comunidade para a necessidade de apostar na sua inclusão.