logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Crianças e jovens do CMRA empurraram Portugal para a vitória em Alvalade

Um grupo de oito crianças e jovens utentes do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), um equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, teve a oportunidade de assistir ao jogo entre as seleções de Portugal e Dinamarca, que decorreu no passado domingo, 23 de março, no Estádio de Alvalade.

A iniciativa surgiu de um desafio que o CMRA lançou à Federação Portuguesa de Futebol para que os jovens utentes pudessem assistir a um treino da Seleção Nacional e verem de perto os craques que só conhecem da televisão. No entanto, a FPF foi mais longe e convidou o grupo para o decisivo jogo da Liga das Nações, que terminou com vitória portuguesa e passagem às meias-finais da competição, num ambiente adaptado às necessidades de cada um e com o acompanhamento de técnicos especializados.

Estas crianças e jovens são utentes do Serviço de Reabilitação Pediátrica e Desenvolvimento, uma valência que recebe utentes entre os 0 e os 19 anos de idade, com patologia neurológica e/ou motora grave, congénita ou adquirida. Como forma de ajuda a superar os momentos mais difíceis, este Serviço dispõe de algumas modalidades desportivas adaptadas, nomeadamente basquetebol, polybat, pingue-pongue, badminton e boccia, entre outras. Com gosto pelo desporto, estes jovens utentes puderam agora ter uma experiência única, que dificilmente irão esquecer.

Iniciativa “Mês de março, mês da Mulher” levou participantes à extração da Lotaria Popular

No âmbito da iniciativa “Mês de março, mês da Mulher”, um grupo de participantes teve a oportunidade de visitar esta quinta-feira, 20 de março, a Sala de Extrações e assistir à extração da Lotaria Popular. Esta atividade, que ainda teve outros momentos, faz parte da programação preparada pela Direção de Saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu programa GPS, em parceria com o Centro Editorial, a Unidade de Apoio ao Trabalhador e o espaço CLIC Lx.

O objetivo da iniciativa “Mês de março, mês da Mulher” é acolher colaboradoras da Misericórdia de Lisboa, utentes de equipamentos da Instituição e mulheres da comunidade para celebrarem o papel feminino que tem moldado a sociedade desde sempre, num ano em que se assinalam os 500 anos da morte da Rainha D. Leonor, fundadora da Santa Casa.

Desta vez, a atividade, guiada por Ricardo Campos Máximo e Pedro Freire Rocha, do Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural da Misericórdia de Lisboa, debruçou-se sobre a história de D. Maria I, que em 1783 autorizou a Santa Casa a explorar uma Lotaria anual sob a tutela e a fiscalização da Fazenda Real. Na mesma atividade foi também discutido o livro “Os Jogos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ao Serviço das Boas Causas”, dos autores João Matoso, Pedro Lisboa e Osvaldo Macedo de Sousa, com coordenação de Teresa Freitas Morna.

A programação continua já no próximo dia 25, abordando a história da benemérita Carolina Paiva de Andrade, incluindo uma visita virtual ao célebre “Quarto da menina”.

Consulte o programa completo e inscreva-se nas atividades.

Dia Mundial da Saúde Oral | Quando um sorriso saudável é mais importante do que a estética

Esta quinta-feira, dia 20 de março, assinala-se o Dia Mundial da Saúde Oral, uma data que é comemorada anualmente com campanhas de sensibilização e promoção da saúde da boca e dos dentes. Mas no SOL, a efeméride é sinalizada todos os dias. Em quase seis anos de existência, 21. 536 utentes de 76 nacionalidades distintas entraram já no número 219A da Avenida Almirante Reis, em Lisboa, para aprender a cuidar da saúde oral e tratar de algumas das principais doenças, como a cárie dentária e as doenças periodontais. Os números são significativos, crescem de ano para ano e traduzem-se numa média de 180 consultas diárias a decorrer nos 11 gabinetes disponíveis neste equipamento da Misericórdia de Lisboa.

Criado em 2019, o Serviço Odontopediátrico de Lisboa disponibiliza cuidados de saúde isentos de custos aos cidadãos até aos 18 anos de idade que sejam residentes no concelho de Lisboa, num projeto único em Portugal, país onde doenças como a cárie dentária ou as doenças periodontais afetam uma parte substancial da população, influenciado os seus níveis de saúde, de bem-estar e de qualidade de vida.

Além da prestação e acompanhamento de cuidados de saúde oral, a atividade do SOL vai mais longe. A realização de reuniões clínicas é frequente, assim como a participação dos profissionais em congressos, pós-graduações e investigação científica. Cuidar e inovar é o propósito a seguir neste equipamento da Misericórdia de Lisboa, onde os sorrisos significam muito mais do que uma mera questão estética.

mãos pegam em modelo de dentadura

Uma boca saudável é fundamental para a saúde em geral

Dia Mundial da Saúde Oral

O Dia Mundial da Saúde Oral é uma iniciativa da World Dental Federation, destinando-se a alertar para a importância da saúde oral ou não estivessem as doenças da boca e dos dentes entre as patologias crónicas mais comuns a nível mundial. Os números não deixam margem para dúvidas:  90% da população de todo o mundo está em risco de sofrer de algum tipo de patologia oral, desde lesões de cárie e doenças periodontais até ao cancro oral.

Ao nível da população infantil e juvenil, as doenças orais constituem um dos principais problemas de saúde, situação motivada pelo facto do custo elevado dos tratamentos terem profundos impactos socioeconómicos no seio familiar. A cárie dentária (destruição progressiva da estrutura dentária) e a doença periodontal (destruição dos tecidos que ligam o dente ao osso) são as doenças mais frequentes na cavidade oral.

Uma boca saudável é fundamental para a saúde em geral. Mais do que uma questão estética, uma boa saúde oral permitirá uma adequada função mastigatória, respiratória e fonética.

Café Memória regressa para continuar a fazer diferença

A sessão de regresso reuniu 20 participantes, entre habituais, estreantes e voluntários, tendo como tema “Quando as Memórias se Cruzam”. A conversa focou-se no início da pandemia de covid-19, assinalando os cinco anos do primeiro confinamento em Portugal. O evento proporcionou a partilha de experiências e emoções vividas naquela altura.

Criado em 2014, este projeto nunca perdeu a sua missão, adaptando-se mesmo durante a pandemia com um formato online para evitar o isolamento dos participantes. O impacto tem sido notável: entre 2014 e janeiro de 2023, mais de 11 mil pessoas participaram nas sessões, presencial ou virtualmente.

Maria João Diniz, psicóloga da Unidade de Missão da SCML/LCTI, destaca a importância deste espaço de encontro, onde pessoas com dificuldades cognitivas, familiares e interessados podem partilhar experiências e aprender mais sobre temas relevantes. “Com sessões que alternam entre estimulação e treino cognitivo, bem como palestras de especialistas, o Café Memória tem-se afirmado como um projeto essencial na comunidade.”

O regresso do Café Memória representa um reforço na luta contra o isolamento e o estigma das doenças neurodegenerativas, reafirmando o compromisso com a qualidade de vida de quem enfrenta dificuldades cognitivas e dos seus cuidadores.

As próximas sessões já têm datas marcadas: 9 de abril, 14 de maio e 11 de junho. A participação é gratuita e não requer inscrição prévia, garantindo que qualquer pessoa interessada pode beneficiar deste espaço de acolhimento e partilha.

Para mais informações, os interessados podem dirigir-se ao espaço CLIC-LX (Rua Nova da Trindade, n.º 15, Lisboa) ou contactar a equipa do Café Memória Chiado.

 

mão de senhora num post-it que diz gratidão

“Mês de março, mês da Mulher” dedica programa de atividades ao público feminino

No mês em que se assinala o Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Direção de Saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu programa GPS, em parceria com o Centro Editorial, a Unidade de Apoio ao Trabalhador e o espaço CLIC Lx, dinamizou um programa com várias iniciativas alusivas à data: “Mês de março, mês da Mulher”.

Assim, ao longo de todo o mês o espaço do CLIC Lx vai acolher colaboradoras da Misericórdia de Lisboa, utentes de equipamentos da Instituição e mulheres da comunidade para celebrarem o papel feminino que tem moldado a sociedade desde sempre, num ano em que se assinalam os 500 anos da morte da Rainha D. Leonor, fundadora da Santa Casa.

A primeira atividade decorre já no dia 10, às 15 horas, com a conversa “Saúde da Mulher ao longo do ciclo de vida”, dinamizada por Clara Monteiro, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, e Teresa Pimenta, Enfermeira Especialista em Saúde Mental e Psiquiátrica, ambas da Unidade Saúde Dr. José Domingos Barreiro.

Seguem-se outras atividades como um workshop e visitas presenciais e virtuais a espaços da Santa Casa como a Sala de Extrações e a Igreja/Museu de São Roque, sempre com o foco nas personagens femininas que marcaram a história da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Consulte o programa completo do “Mês de março, mês da Mulher” e inscreva-se aqui.

Dia Europeu da Terapia da Fala: Quando comunicar é uma dificuldade

“Será que ele tem algum problema?”. Esta é a pergunta que quase sempre antecede uma visita ao terapeuta da fala, o profissional que previne, avalia e trata os distúrbios relacionados com a comunicação, que podem ser tão diversos como problemas de fala, de linguagem, de voz, de audição e de deglutição. Patologias diferentes, mas que têm em comum o facto de afetar a capacidade comunicativa de crianças e adultos, podendo conduzir a problemas como isolamento social e baixa autoestima. Afinal, estas podem ser as consequências de se viver num mundo dominado pela comunicação sem se ser entendido.

“Um dos casos que mais me marcou foi na altura em que trabalhava no serviço de Medicina Física e Reabilitação com adultos, quando recebi um utente que tinha sofrido um AVC e que tinha ficado com afasia. O que me marcou particularmente foi o facto dessa pessoa ser uma figura pública que tinha tido um papel fulcral no planeamento do 25 de Abril. Gostava de contar essa história, mas tinha perdido a capacidade de o fazer”, recorda Margarida Ramalho, Professora Adjunta e diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão. Neste caso em particular, a terapia “era um momento essencial” onde se tentava recuperar a função perdida e, simultaneamente, se procuravam formas alternativas de comunicação.

Quer o paciente seja uma criança de tenra idade, quase sempre a iniciar a aprendizagem da leitura e da escrita, ou um adulto que tenha sofrido um AVC, por exemplo, fornecer aos pacientes a capacidade de comunicar é quase sempre um desafio. Um desafio “recompensador”, nas palavras das Margarida Ramalho, sobretudo por o trabalho do terapeuta da fala ter um impacto direto na vida das pessoas, facilitando “processos que lhes permitem ser quem quiserem”.

“Quando os problemas são ultrapassados, nota-se que as pessoas ficam mais capacitadas em termos comunicativos e isso traduz-se num aumento da segurança, autoconceito e autoestima”, explica a responsável, adiantando que além da intervenção em perturbações da comunicação e da deglutição, o terapeuta da fala trabalha também no aperfeiçoamento da expressão oral, seja em contextos educativos, clínicos ou profissionais.

Atualmente, os terapeutas da fala têm um papel cada vez mais abrangente, apoiando não apenas crianças com dificuldades linguísticas, mas também adultos que desejam melhorar a sua voz, dicção, projeção vocal e confiança ao falar em público. É o caso de apresentadores televisivos ou políticos, que recorrem a estes profissionais não por qualquer problema de saúde, mas para melhorar a respetiva comunicação.

Margarida Ramalho, a recém-nomeada diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão

Margarida Ramalho, a recém-nomeada diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão

Um mundo de dificuldades

É sem dúvida incontestável que a Terapia da Fala cresceu exponencialmente nos últimos anos. Muitos dos problemas desta área são hoje mais facilmente identificados e diagnosticados, os cidadãos estão mais consciencializados para a importância de procurarem um especialista precocemente – quer diretamente, quer através do encaminhamento de profissionais de saúde e de educação -, e a evidência científica trouxe mais suporte às metodologias utilizadas. Por outro lado, com o aumento das áreas de intervenção, surgiu também a necessidade dos terapeutas se especializarem, para conseguirem responder a uma vasta gama de problemas que afetam a comunicação, a linguagem, a fala, a deglutição e a alimentação.

Mas se a Terapia da Fala tem evoluído, as dificuldades têm crescido na mesma medida, sobretudo ao nível da procura por estes profissionais, especialmente na área pediátrica: “Atualmente, um dos maiores desafios é garantir o acesso atempado a cuidados especializados, sobretudo no setor público, onde ainda há carência de terapeutas da fala em algumas regiões”, refere a diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão, destacando a necessidade de se sensibilizar a população para a diversidade de áreas de intervenção da terapia da fala, que vão desde a neonatologia até à reabilitação de doentes neurológicos, sem esquecer o trabalho com profissionais da voz.

“Outro desafio prende-se com a digitalização dos serviços de saúde, que impõe a adaptação de metodologias de intervenção para contextos online, garantindo sempre a qualidade da prestação dos cuidados”, acrescenta a responsável.

Este ano, o Dia Europeu da Terapia da Fala assinala-se sob o lema “Potenciar o ambiente linguístico das crianças”, tema lançado pelo European Speech and Language Association (ESLA).

Conheça os Meios Complementares de Diagnóstico disponíveis no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e referência ímpar na sua área de atuação, dispõe de diversos Meios Complementares de Diagnóstico, que estão disponíveis para utentes em tratamento ambulatório no CMRA, mas também para utentes referenciados por outras instituições. Conheça as diversas valências:

CENTRO DE MOBILIDADE

Único no país e integrado no Programa Europeu Autonomy, tem como objetivo a criação de formas alternativas de condução para pessoas com deficiência. É realizada uma avaliação e nos casos em que há potencial para licenciamento da condução e são equacionadas e relatadas as adaptações necessárias a realizar no veículo.

Pessoa utiliza simulador de condução

LABORATÓRIO DE MARCHA

O laboratório permite registar e analisar de forma rigorosa e detalhada a forma como caminhamos e, assim, dar indicações sobre o melhor tratamento para cada caso.

Exames:

  • Registo videográfico do ortostatismo e da marcha;
  • Análise cinemática e dinâmica do movimento;
  • Análise da dinâmica articular;
  • Eletromiografia dinâmica telemétrica;
  • Análise do apoio em dinâmica postural;
  • Análise baropodográfica estática e dinâmica;
  • Posturografia.
Utente trabalha a marcha no CMRA

LABORATÓRIO DE ANÁLISE DA POSIÇÃO DE SENTADO (LAPoSe)

Realiza a avaliação completa e precisa do posicionamento em cadeira de rodas. Utiliza um sistema computadorizado de análise de pressões e uma vasta gama de sistemas e dispositivos de posicionamento e segurança, de forma a obter o posicionamento mais cómodo, mais funcional e mais seguro para cada pessoa na cadeira de rodas.

LABORATORIO DE ACESSO À TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO (LATeC)

Tem como objetivo a avaliação, intervenção, investigação e desenvolvimento dirigidos a utentes com dificuldades de comunicação. Encontra-se equipado com um conjunto de tecnologias de apoio na área da comunicação e do acesso ao computador, que são selecionadas de acordo com as características individuais e com consequente treino da sua utilização.

ESTUDOS URODINÂMICOS

Contribuem para a avaliação, orientação terapêutica e seguimento de pessoas com bexiga neurogénica de variadas etiologias, orientando os clínicos para o treino vesical adequado a cada indivíduo. A avaliação pré e pós-operatória na incontinência urinária do sexo feminino e o estudo e seguimento de indivíduos com patologia prostática são outras indicações para este tipo de exames de diagnóstico.

FISIOPATOLOGIA RESPIRATÓRIA

Para a avaliação da função respiratória em crianças e adultos, dispõe de uma cabine de pletismografia adaptada para utentes em cadeira de rodas.

Exames:

  • Eletrocardiograma;
  • Espirometria;
  • Plestismografia;
  • Prova de broncodilatação;
  • Estudo de pressões máximas;
  • Gasimentria arterial em repouso;
  • Oximetria digital em repouso.
Utente faz exame respiratório

Recorde-se que o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão dispõe de acordos e convenções com as principais seguradoras e subsistemas de saúde e equiparados, incluindo o Serviço Nacional de Saúde. Para mais informações, consulte a secção “Acordos”. Em caso de dúvida entre em contacto com o CMRA ou com a sua entidade financiadora.

HOSA dispõe de exames de imagiologia com a tecnologia mais avançada

O Hospital Ortopédico de Sant’Ana (HOSA) constitui-se como um Hospital de referência na área da Ortopedia e Traumatologia, dispondo de um conjunto alargado de serviços de saúde de proximidade.

Destacando-se pela qualidade e inovação dos seus serviços, dispõe de uma oferta alargada de exames, especialidades clínicas e cirúrgicas, serviços de enfermagem e um Centro de Imagiologia – com equipamentos diferenciados e de última geração, incluindo TAC e Ressonância Magnética.

Para comodidade dos seus utentes, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana dispõe de acordos e convenções com as principais seguradoras e subsistemas de saúde e equiparados, incluindo o SNS.

Para mais informações consulte a secção “Acordos” no site do HOSA e em caso de dúvida entre em contacto com a equipa do Hospital ou com a entidade financiadora.

Para mais informações sobre os serviços disponíveis e para marcação de consultas e exames, visite o site do HOSA.

Encontro “Olhares Terapêuticos: Psicanálise e Intervenção Social” esgotou a Sala de Extrações

A Sala de Extrações encheu na passada sexta-feira, 21 de fevereiro, para acolher o encontro “Olhares Terapêuticos: Psicanálise e Intervenção Social”, promovido pelo protocolo celebrado entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica (AP).

Um diversificado painel de especialistas debateu a articulação e integração de diferentes formas de atuação a partir da psicanálise e da intervenção social junto de populações vulneráveis, como crianças, adolescentes e suas comunidades, num encontro que esgotou as inscrições presenciais e foi visto por centenas de pessoas através da transmissão online.

A sessão de abertura ficou a cargo de Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, que destacou a importância desta iniciativa como forma de ser feita “uma reflexão conjunta sobre o impacto da saúde mental na vida das pessoas”, sobretudo das mais vulneráveis.

“Todos estamos conscientes de que os problemas de saúde mental afetam de forma desproporcional as populações vulneráveis, nomeadamente as que estão em contexto de pobreza, exclusão e violência”, explicou o Provedor.

Por seu lado, João Boavida, da direção da AP, sublinhou a união de esforços entre as duas entidades, aproveitando o autêntico farol que a Santa Casa tem sido nas suas áreas de atuação.

“Normalmente, os projetos que a Santa Casa desenvolve transformam-se, muito rapidamente, em boas práticas que são disseminadas do ponto de vista nacional. Portanto, é para a AP muitíssimo gratificante podermos trabalhar em conjunto com uma instituição desta dimensão”, afirmou.

No final do dia de trabalho, Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa, dirigiu-se à plateia para reforçar o compromisso da Instituição com a causa da saúde mental.

“Acreditamos que a dignidade plena das pessoas é fundamental e, por isso, é nosso compromisso capacitar as mais de 20 mil crianças, jovens e famílias que estão sob a nossa responsabilidade. Quando negligenciamos a saúde mental na infância e adolescência, estamos a privar as crianças dos seus direitos e a impedir que atinjam o seu verdadeiro potencial”, alertou.

Cuidadores Informais: A formação que apoia quem cuida

Todas as terças-feiras, quinzenalmente, há um grupo de pessoas que se reúne em torno de uma missão comum: aprender a cuidar melhor de quem amam. Poderiam ser dez, mas hoje são sete. Sete histórias, sete vidas tocadas pela difícil, mas nobre, tarefa de cuidar de um familiar que precisa de ajuda.

No Centro de Educação, Formação e Certificação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, há uma sala que se transforma num refúgio para aqueles que, muitas vezes, vivem entre a exaustão e a dedicação incondicional. Desde 2017, centenas de cuidadores informais passaram por estas sessões gratuitas, que lhes oferecem conhecimento, apoio e, sobretudo, a certeza de que não estão sozinhos.

Os temas são sempre diferentes. Aquele a que assistimos, por exemplo, foi dedicado aos cuidados na alimentação e hidratação. A formadora, a enfermeira Fernanda Simões, poderia estar a aproveitar um merecido dia de folga, mas opta por estar ali, como voluntária, doando seu tempo e experiência para ajudar quem ajuda. Com um sorriso tranquilo e munida da informação que preparou, propositadamente, para a sua sessão, Fernanda explica a importância de uma alimentação equilibrada, alerta para sinais de desidratação e responde a dúvidas que, muitas vezes, surgem na solidão de quem cuida.

formadora e formanda na formação de cuidadores

Os participantes ouvem, tomam notas, fazem perguntas. Partilham entre si angústias e pequenos triunfos, descobrindo que, apesar das dificuldades, há um caminho que pode ser percorrido com mais leveza quando se tem orientação e apoio. “Há mesmo pequenas coisas que podem fazer a diferença”, diz um dos participantes.

Para além das formações, há ainda os grupos de autoajuda, coordenados pela psicóloga Rosa Macedo, que acompanha este projeto desde o início. Aqui, o espaço é de escuta, de partilha e de amparo mútuo. Porque cuidar não é apenas um ato físico, mas também emocional, e quem cuida também precisa de ser cuidado.

A importância destas formações estende-se para além do conhecimento técnico. Os cuidadores informais enfrentam desafios diários que muitas vezes passam despercebidos para quem não está na sua posição. O isolamento, o cansaço físico e mental, a sobrecarga emocional – tudo isso faz parte da rotina de quem dedica a sua vida a outra pessoa. Sendo que existem todos os outros desafios do quotidiano que é preciso conciliar.

Estas sessões não são apenas um espaço de aprendizagem, mas também de fortalecimento e acolhimento. Os participantes encontram, uns nos outros, uma rede de suporte que os ajuda a continuar. 

Ao longo dos anos, muitos cuidadores que passaram por este espaço relataram como estas formações transformaram as suas vidas. Chegou a ser aplicado um questionário a alguns deles para avaliar as mudanças que viveram com aquilo que retiraram destas sessões. E os resultados foram impressionantes, desde “aprenderem a cuidar dos seus sem se esquecerem de si próprios” a “encontrarem pessoas que compreendem o que estão viver, e isso faz toda a diferença.” O agradecimento destes cuidadores por esta partilha de vivência foi, sem dúvida, o denominador comum.

participantes na sessão de formação de cuidadores informais

O Centro de Formação quer continuar a proporcionar, e cada vez mais, este apoio essencial. Porque sabe que, para muitos, estas sessões são a única oportunidade de aprender técnicas que melhoram a qualidade de vida dos seus familiares e, ao mesmo tempo, permitem que se sintam valorizados e reconhecidos pelo seu esforço diário.

Se cuidar de alguém faz parte da sua vida, saiba que não precisa de caminhar sozinho. Pode juntar-se a estas sessões, onde o conhecimento e o apoio se cruzam para tornar o desafio de cuidar mais humano e menos solitário. A cada terça-feira quinzenal, uma nova oportunidade de aprender, partilhar e fortalecer-se espera por si. Afinal, por trás de cada cuidador, há também um ser humano que merece ser cuidado.

Para mais informação, pode contactar o Centro de Educação, Formação e Certificação, Rua Conde de Ficalho, 4A e 4B, 1700-114 Lisboa, ou através do número +351 218 413 010.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas