logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Um prémio que torna o cinema possível. Luís Costa vai continuar a produzir filmes com o apoio da Santa Casa

A atriz e rosto da 15ª edição do MOTELX, Sónia Balacó, anunciava: “O filme vencedor destaca-se de forma impressionante, com a sua cinematografia etérea e com uma escrita e realização que revelam confiança e profundidade”. Todas as referências proferidas dizem respeito ao filme “O Nosso Reino”, de Luís Costa, que venceu o Prémio Melhor Curta de Terror Portuguesa 2021. Este galardão, entregue desde 2009 pelo MOTELX, contou, pela primeira vez, com o apoio da Santa Casa, numa clara aposta da instituição na revelação de novos talentos do emergente cinema de terror nacional.

O jovem realizador jamais imaginou estar entre os nomeados. Mais surreal, ainda, é o facto de ter sido premiado com um filme que o próprio não encaixa no universo do terror. Mas o feedback do público e o excelente enquadramento da película no contexto do festival acabou por revelar que “O Nosso Reino” foi uma excelente aposta do MOTELX.

O filme nasce de uma vontade de querer transformar um livro com o mesmo nome, do escritor Valter Hugo Mãe, num objeto cinematográfico. Luís Costa nunca teve pretensão de fazer uma adaptação no sentido tradicional da palavra. Queria fazer um filme que respeitasse o universo, as personagens, o ambiente e o peso que sentia nas palavras de Valter Hugo Mãe. Era mais “um género de roubo” das personagens, do universo e tentar transformar aquilo numa espécie de poema visual, “mas não fazer uma adaptação no sentido de replicar” momentos ou ações.

Depois do sucesso do filme “O Nosso Reino”, Luís Costa prepara-se para avançar com mais uma produção, prevista para novembro deste ano. Quase certo é que o prémio monetário de cinco mil euros entregue pela Misericórdia de Lisboa poderá ser aplicado numa futura obra. “Obrigado à Santa Casa, pois o prémio é ‘bem jeitoso’, e talvez possa fazer parte de um próximo filme. Todo o circuito financeiro que nós realizadores temos é sempre reaplicado a novos projetos. É a nossa forma de tornar os filmes possíveis”, revela.

A história repete-se ao longo dos anos: “É muito pouco dinheiro para demasiada gente” que trabalha em cinema. Este prémio, além do valor monetário “que é obvio que ajuda”, é quase um reforço na resiliência de quem torna o cinema possível. “Fazer filmes não é a coisa mais fácil que existe. Como é obvio, um prémio deste valor é sempre um reforço muito positivo na nossa produção”, refere Luís Costa.

Maria da Cunha entrega o prémio MOTELX a Luís Costa

A parceria cultural que tornou tudo possível

“Trazer o terror para Lisboa” não é tarefa fácil. Para a produção do MOTELX, 2021 foi um ano em tudo semelhante a 2020. O codiretor, Pedro Souto, lembra que tornar a 15ª edição do festival de cinema possível foi um “grande desafio para todos”. O foco principal estava em manter o nível a que o público estava habituado, mas fazê-lo ultrapassando todos os obstáculos impostos pela pandemia.

Na reta final de mais uma edição, Pedro Souto afirma convicto que “foi uma prova superada”. Não só o público do ano passado foi ultrapassado como muitas das sessões estiveram esgotadas, como foi o caso das exibições do “Lobo Mau”, onde estiveram presentes 36 jovens apoiados pela Misericórdia de Lisboa. Foram dez dias de partilha de medo, que começou no dia 2 de setembro, na Biblioteca de Alcântara. “Tivemos um warm-up excelente. Foi muito importante para nós manter estes momentos e manter esta parceria cultural diversificada com a Santa Casa”, explica.

Nesta caminhada, a Santa Casa foi insubstituível. Para Pedro Souto, ter um parceiro cultural como a Misericórdia de Lisboa associado a um dos grandes momentos do festival “foi imprescindível”, porque sente que “juntos vamos potenciar ainda mais este galardão”. O Prémio Melhor Curta de Terror Portuguesa, que neste momento é o prémio monetário mais alto em Portugal, é entregue desde 2009 -o festival começou em 2007- e “a diferença foi do dia para a noite”. Com o passar dos anos, existiu um aumento não só na quantidade das curtas a concurso, mas também na qualidade das mesmas. Além disso, através do apoio da Misericórdia de Lisboa, o MOTELX conseguiu apostar em novas propostas, incluindo na programação do festival outro tipo de artistas, nomeadamente de artes performativas.

A aposta da Santa Casa na cultura e no talento nacional em tudo se relaciona com um dos principais objetivos do MOTELX: ser um palco privilegiado para jovens artistas. A produção de cinema de terror em Portugal é muito reduzida, mas tende a aumentar. A grande maioria diz respeito a filmes de formato curto, amadores e produzidos com orçamentos muito reduzidos. O exemplo da produção de Luís Costa, “O Nosso Reino”, é uma película que Pedro Souto classifica de “mais profissional e mais estruturada”. Mas é também esta variedade e esta espécie de diálogo entre o profissional e o amador que o MOTELX quer continuar a proporcionar ao público. Para já, certo é que o terror regressa a Lisboa em 2022, de 6 a 12 de setembro.

Veja aqui alguns dos melhores momentos da 15ª edição do MOTELX

“Conseguimos dar resposta à maior parte das circunstâncias”

Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi entrevistado esta sexta-feira, 10 de setembro, na recente rubrica da Renascença, “Respostas sociais à crise”. Lançada no seguimento da conferência “Pandemia: respostas à crise”, que aconteceu a 27 de maio, e onde o responsável pela instituição foi um dos oradores, esta rubrica semanal tem como objetivo perceber como as várias instituições sociais combatem a crise pandémica.

Em entrevista, o provedor refere não ter dúvidas de que a instituição que lidera teve um papel fundamental no apoio às pessoas mais desfavorecidas.

Com o aumento substancial do número de pessoas apoiadas pela Santa Casa durante a pandemia, existiu um esforço acrescido por parte dos funcionários, que Edmundo Martinho não quis deixar de valorizar.

Destaca ainda o aumento dos pedidos de asilo, de ajuda domiciliária, de ajuda alimentar e também de auxílio a doentes que tinham alta dos hospitais. “Era preciso, por um lado, libertar camas dos hospitais e libertar capacidade dos hospitais e, por outro, assegurar que as pessoas tinham um acompanhamento adequado, e foi isso que fizemos ao longo deste último ano”, explica.

Já no que respeita às receitas dos jogos sociais do Estado, o provedor da Misericórdia de Lisboa avança que a recuperação das mesmas só deve acontecer em 2022.

“SANTA CASA DE LISBOA NA PANDEMIA. PEDIDOS DE AJUDA DISPARAM E RECEITAS DOS JOGOS CAEM 20%” | Entrevista do provedor à RR, 10-09-2021

No Festival Douro Rock, o Palco Santa Casa dá voz à nova música nacional

A edição deste ano do Festival Douro Rock realiza-se nos dias 11 e 12 de setembro, em plena área verde do centro da cidade da Régua, cumprindo com todas as normas das autoridades de saúde.

A Santa Casa estreia-se neste evento na qualidade de patrocinador oficial, dando nome a um dos palcos do evento. A marca volta, assim, a destacar-se no apoio ao setor da cultura.

A música portuguesa continua a estar no centro de todas as atenções deste festival. GNR, Pedro Abrunhosa e Comité Caviar, Dead Combo, Clã, Xutos e Pontapés e Linda Martini são apenas alguns dos icónicos artistas que vão atuar nesta edição do Douro Rock.

Palco Santa Casa

O Douro Rock regressa à Régua numa versão adaptada aos tempos que vivemos. A partir da Alameda dos Capitães, zona exterior do AUDIR – Auditório da Régua, o Palco Santa Casa vai receber os GNR, The Gift, Três Tristes Tigres, Samuel Úria, NEEV e Cassete Pirata.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa continua a dar voz aos sons mais emergentes de Portugal, apoiando os novos talentos nacionais, reforçando a estratégia que tem pautado a associação da marca aos eventos de música.

Os bilhetes – diários e passes para os dois dias – estão à venda nos locais habituais e no site oficial do evento. Promovido pelo Município Peso da Régua e pela Aplausos e Silêncios, o Douro Rock realizou-se pela primeira vez em 2016, sendo esta a 5ª edição do festival.

 

Misericórdia de Lisboa adere à Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tornou-se associada, no passado mês de julho, da Associação Portuguesa para Diversidade e Inclusão (APPDI), entidade que gere e monitoriza, a nível nacional, a implementação da Carta Portuguesa para a Diversidade, instrumento que a instituição assinou em 2018.

No âmbito desta ligação, a Misericórdia de Lisboa participa no novo projeto da APPDI, Divers@s e Ativ@s: Promoção da Diversidade e Não Discriminação no Âmbito Profissional, que nasce através do Programa Cidadãos Ativ@s, da Fundação Calouste Gulbenkian.

A Santa Casa passa a ter acesso a uma rede de boas práticas sobre diversidade e inclusão e apoio para o desenho e implementação de medidas, bem como, à possibilidade de participar ou coordenar grupos de trabalho sobre temas específicos, como os relacionados com legislação, educação, empregabilidade e desenvolvimento organizacional.

Sobre o projeto Divers@s e Ativ@s

O projeto Divers@s e Ativ@s: Promoção da Diversidade e Não Discriminação no Âmbito Profissional visa desenvolver um conjunto de ferramentas transformadoras e instrumentos para a promoção da diversidade e tolerância e, ainda, o combate à discriminação no âmbito das relações de trabalho.

A iniciativa terá a duração de 24 meses, e estará dividida em quatro fases: fase 1, estudo inicial, inquérito e focus group; fase 2, desenho e teste dos guias; fase 3, formação; fase 4, campanha de sensibilização.

As duas primeiras fases são restritas a um conjunto de 20 entidades que são selecionadas pela sua dimensão, setor de atividade e práticas de diversidade e inclusão.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi uma das organizações selecionadas para integrar o projeto desde o início, em todas as etapas. Desta forma, a instituição servirá como estudo de caso e participará ativamente na elaboração das ferramentas que serão a base da formação e da sensibilização alargada, as últimas fases do projeto.

 

Como recuperar da Covid-19? A app ReageCovid tem soluções que podem ajudar

Promover a autogestão a curto e longo prazo no contexto Covid-19. Este é o principal objetivo da aplicação web ReageCovid, apresentada esta quarta-feira, 8 de setembro, na Sala de Extrações da Misericórdia de Lisboa. A app desenvolvida por mais de 40 alunos e docentes do Curso de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão), durante o ano letivo 2020/2021, encontra-se dividida em várias secções, onde se apresentam estratégias de autogestão de sintomas, que podem contribuir para a melhoria da situação física das pessoas afetadas pela doença de Covid-19.

Esta solução de acesso público e gratuito estará em constante atualização, de modo a ajustar-se à evolução das necessidades impostas pela Covid-19, com a disponibilização de recursos de ajuda à recuperação dos doentes. Com o objetivo de procurar perceber o impacto da pandemia a médio e longo prazo na saúde e bem-estar das pessoas infetadas, o estudo “A Covid-19 em Portugal” – que está a ser desenvolvido pela ESSAlcoitão em colaboração com a Universidade de Coimbra, ISCTE e Centro Hospitalar Universitário do Porto -, será uma mais-valia para conhecer a realidade portuguesa e ajudar a definir o conteúdo da aplicação.

O professor António Alves Lopes, que acompanhou de perto o desenvolvimento desta ferramenta, lembra que este recurso surge de um repto lançado aos alunos no âmbito da unidade curricular de Fisioterapia na Comunidade, do Curso de Fisioterapia da ESSAlcoitão. Naquela disciplina o objetivo é apenas um: criar um projeto inovador, que possa ser colocado ao serviço da comunidade e que se revele útil para o utilizador.

“Conseguimos ter 40 alunos finalistas empenhados de uma maneira muito franca e a trabalhar com afinco para disponibilizarem esta app no Dia Mundial da Fisioterapia. O objetivo foi cumprido” refere o docente, realçando que esta aplicação também teve o apoio de professores de outras áreas da ESSAlcoitão, como é o caso da nutrição e da terapia da fala, que “enriqueceram a app com mais conhecimento e estratégias”.

A Covid-19 veio alterar o paradigma do ensino em Portugal e a fisioterapia não é exceção. A coordenadora do departamento de Fisioterapia da ESSAlcoitão, Ana Isabel Vieira, reitera que a pandemia veio reforçar a necessidade de um “ensino em fisioterapia que promova o desenvolvimento de profissionais com capacidade de adaptação, que face a situações inesperadas e imprevisíveis se sintam confortáveis com a mudança e com a incerteza”.

No último ano e meio, o departamento de fisioterapia em muito contribuiu para a evolução desta área da saúde, ao implementar uma série de estratégias educativas que proporcionem o aumento do reconhecimento e da reflexão dos alunos sobre a intervenção da fisioterapia no contexto da Covid-19. Resultado disso é a app ReageCovid, um projeto que é fruto de uma articulação entre a ciência, a sociedade e a escola, e que promete ser uma ferramenta útil para milhares de portugueses que ainda lidam com as marcas que a Covid-19 deixou.

Como posso aceder à aplicação?

O acesso à web app ReageCovid pode ser feito através deste link ou por intermédio da leitura do QR Code, disponível na seguinte imagem.

Início app ReageCovid

Das cadeiras da Escola Superior de Saúde do Alcoitão para um lugar de sonho

O sonho de António esteve sempre presente nas suas escolhas. Surfista amador e apaixonado por desporto no geral, desde tenra idade que sabia que o caminho que seguiria profissionalmente estaria relacionado com esta área. “Mal acabei os estudos do secundário, sabia que iria seguir algo ligado ao desporto. Felizmente tinha média para entrar tanto em engenharia biomédica, como em fisioterapia”, recorda.

Após a fase de candidaturas ao ensino superior, António ingressou na Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão), em 2009, tendo aí concluído a licenciatura de fisioterapia, em 2013. Sobre os seus tempos de estudante, não tem dúvidas: “Foram os melhores anos da minha vida”.

“A escolha foi muito fácil. Quando conheci a escola fiquei encantado. Pela dimensão da escola e pelo facto de que aqui somos uma família, todos se conhecem, e os professores estão sempre prontos a ajudar no que for necessário”, afirma o terapeuta.

Durante os quatros anos de curso, a paixão pelo desporto prevaleceu sempre. “Recordo-me que quando entrei na escola, até quase ao final do meu segundo ano, era aquele aluno da primeira fila. Com o passar dos anos fui andando para trás na sala, mas havia algumas aulas mais ligadas à vertente desportiva, como as aulas de músculo-esquelética, que eu seguia com enorme entusiasmo”, realça António.

Em 2013, o seu percurso estava traçado. Primeiro um estágio proporcionado pela ESSAlcoitão, à semelhança do que a escola faz com todos os seus alunos, na clínica da Fisioforma, que lhe abriu as portas do Rugby do Belenenses. Daí ao clube da Luz foi um salto.

“Felizmente tive a sorte de ter tido boas referências na profissão. Aliado ao que tinha aprendido na ESSAlcoitão, o meu percurso foi-se construindo de uma forma natural”, diz o fisioterapeuta sorridente.

Em 2016, António recebe um telefonema inesperado de um colega de profissão, com uma pergunta para a qual tinha já uma resposta em mente, ainda antes de a revelar. “Recebo um telefonema de um colega a questionar-me se tinha interesse em ir para o Benfica. Escusado será dizer que a resposta foi positiva, logo no segundo seguinte”, lembra o jovem.

Assim iniciava António Loio um novo percurso, agora no Sport Lisboa e Benfica. Depois de selecionado, é convidado a integrar a equipa multidisciplinar de preparação dos sub-16, seguindo a mesma formação de jogadores até aos sub-19. Entretanto, passa pelo basquetebol dos encarnados e, recentemente, é convidado a integrar a equipa de fisioterapeutas da equipa B de futebol do clube da Luz.

“Tive a oportunidade de ver evoluir e privar de perto com alguns dos maiores nomes do nosso futebol. Para mim é um motivo de satisfação poder estar ao lado destes jogadores, acompanhar a sua evolução e saber que por momentos também faço parte do seu sucesso”, conta António.

No seu dia a dia profissional, o jovem fisioterapeuta coloca em prática tudo o que aprendeu na ESSAlcoitão, realçando que “as pessoas não têm noção de que os jogadores têm de ser monitorizados constantemente”, e de que “o nosso papel é, acima de tudo, precaver lesões e preparar os jogadores para estarem no pico das suas potencialidades. Para nós o trabalho está bem feito quando eles (jogadores) não têm lesões”, destaca.

Defensor acérrimo da constituição da Ordem dos Fisioterapeutas, algo que só foi conseguido em 2019, António acredita que os fisioterapeutas portugueses são “dos melhores que existem mundialmente” e não tem dúvidas de que a “ESSAlcoitão forma os melhores fisioterapeutas nacionais”.

“A Ordem traz sobretudo um papel fundamental, que é consolidar a confiança dos cidadãos nos fisioterapeutas e valorizar a relevância da intervenção dos fisioterapeutas, nomeadamente, tornando o acesso à fisioterapia mais fácil e mais seguro”, realça ainda.

António Loio acredita que o futuro da profissão passa pela “união” dos profissionais, sendo “necessário continuar a apostar na formação e na qualificação dos futuros profissionais, tal como a ESSAlcoitão tem vindo a fazer desde a sua criação, até aos dias de hoje”, concluiu o fisioterapeuta.

Um jogo onde todos ganham

Foi um dia diferente para os cerca de duzentos jovens da Santa Casa que assistiram ao jogo solidário a favor da UNICEF, no último domingo, 5 de setembro, no estádio do Restelo. Um jogo amigável que uniu no mesmo relvado várias figuras conhecidas do mundo do desporto e da cultura.

Organizada pela Fundação do Futebol – Liga de Portugal, a iniciativa quis proporcionar a crianças e jovens de várias instituições de Lisboa uma tarde única e, ao mesmo tempo, angariar fundos para a organização mundial de apoio às crianças.

Vestidos a rigor com as camisolas dos seus ídolos, o público chegava ao estádio. De sorrisos no rosto e gargantas afinadas, reconheciam alguns dos “craques” que já estavam no relvado para o aquecimento pré-jogo.

O primeiro momento de alegria foi quando Toy, conhecido cantor de música popular portuguesa, entre toques na bola, chegou perto da vedação e, num simpático gesto, cumprimentou a assistência entusiasta. O cântico já preparado foi solto: “Vais ganhar, vais jogar, vais marcar, todo o jogo, todo o jogo”, numa referência a um dos últimos sucessos musicais do cantor.

Paulo, 15 anos, foi um dos mais efusivos. Entre várias fotografias e alguns incentivos de apoio dos colegas, foi o primeiro a descer até ao muro que separava a bancada do relvado, para cumprimentar o cantor. “Desde sempre que me lembro de ouvir o Toy lá em casa. A minha mãe é uma fã dele e prometi-lhe que tirava uma foto com ele para colocarmos no corredor”, afirmou o jovem, enquanto mostrava a selfie aos amigos.

Já Luís, 16 anos, e Diego, 13, ambos apaixonados por futebol, não tinham dúvidas: “o Luisão é o melhor jogador que aqui está e vai marcar vários golos”, destacando, ainda, que a iniciativa “foi uma das melhores que tivemos este ano na Santa Casa”.

Pouco antes das 18h00, as equipas subiam ao relvado. De um lado, a equipa da UNICEF composta por Nélson Pereira na baliza, Paulo Battista, Hugo Leal, David Carreira e Fernando Mendes no setor mais recuado; Marco Costa, Jorge Corrula e Silas no meio-campo; Fradique, Edite e Pedro Fernandes, o trio mais ofensivo. Com Toni a treinador, no banco de suplentes estavam outros nomes conhecidos do grande público como Paulo Santos, Pedro Alves, António Ferreira, Filipe Gaidão, Nelson Rosado, Sérgio Rosado, Chakall, Mickael Carreira, Rúben da Cruz, Rodrigo Gomes e a “arma secreta”, o que viria a ser o homem do jogo, Francis Obikwelu.

Do outro lado do campo, a formação da Fundação do Futebol – Liga de Portugal, com Helton a guarda-redes titular; Luis Marvão, Ricardo Rocha e Jorge Andrade numa linha de três; João Pinto, Chainho, Pedro Teixeira, Simão Sabrosa e Alan no apoio à dupla de avançados Nuno Gomes e Carla Couto. Manuel Fernandes, técnico da equipa, contou ainda com um banco de suplentes composto por Quim, Raminhos, Luciano Gonçalves, Toy, Dino D’Santiago, Conguito, João Pedro Pais, Daizer, Ana Silva e José Condessa. Os árbitros da partida foram Pedro Henriques e Eunice Mortágua.

Apesar do nulo no marcador até ao final do primeiro tempo, não faltaram alegria e emoção nas bancadas. A cada toque, jogada ou remate das equipas, os espetadores retribuíam com cânticos de apoio e carinho.

Já no intervalo, várias crianças e jovens da instituição foram convidadas a entrar no relvado para, por breves momentos, confraternizarem com os seus ídolos.

Os irmãos Hugo, 16 anos, e Tiago, 15, quase como numa corrida de 100 metros rasos, foram os primeiros a viver o momento inesquecível. O prémio era uma fotografia e a troca de algumas palavras com o cantor Dino D’Santiago. Entre a timidez e o espanto de estarem a poucos centímetros do seu ídolo, rapidamente as palavras presas começaram a soltar-se. “Somos teus fãs, adoramos a tua música. És o maior que aqui está”, realçaram os irmãos.

Ao longe, Ana, mãe dos jovens, tirava algumas fotografias do momento e, entre sorrisos e lágrimas de alegria, confidenciava que “conhecer o Dino era um sonho para eles”. “Eles estavam em pulgas. Desde manhã que estavam à espera de vir para o estádio. Hoje, lá em casa não se ouviu outra coisa senão a música do Dino. Como mãe, estou feliz e orgulhosa pelos meus filhos”, dizia Ana entre alguns cliques, para mais tarde recordar.

Para o início da segunda parte, as equipas foram alteradas. Estava dado o apito para o começo da segunda parte. O jogo morno que se tinha assistido na primeira metade, aquecia agora. E um herói improvável tinha saltado do banco para abrir o marcador. Num remate digno de uma medalha de ouro, Francis Obikwelu marcou o primeiro golo do jogo, e logo de seguida confirmou o seu estatuto de melhor em campo ao marcar o segundo para equipa da UNICEF. Só nos últimos dez minutos de jogo, a antiga estrela do Sporting Clube de Braga, Alan, marcava a favor da equipa da Fundação do Futebol– Liga de Futebol.

O resultado não sofreu mais alterações, mas o mais importante estava alcançado. A angariação de verbas para apoiar a UNICEF foi um sucesso, através desta iniciativa que ficará na memória de todos os espetadores e participantes.

António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa, salienta que “este tipo de ações é muito importante para as crianças e dá-nos um sentimento de dever cumprido. É sempre gratificante vermos os nossos jovens felizes e a divertirem-se”. Considera ainda que “esta é uma iniciativa muito bem conseguida, com uma vertente solidária de peso, no qual queríamos estar presentes. Todos nós temos o dever e a obrigação de proporcionar um futuro melhor e condigno a todas as crianças”, concluiu o responsável.

“Mostrar a todos que é possível”. A inclusão saiu à rua no World Bike Tour

À chegada à Avenida da Liberdade, Felisbina Gomes está radiante. Rápido faz a passagem da cadeira de rodas para a handbike, para cedo ajustar o veículo às suas necessidades. Aos 57 anos, é muitas vezes o desporto que a faz sair da cama, que lhe dá vontade de seguir em frente. Entra com o espírito competitivo que a caracteriza para todos os desportos que pratica: ciclismo adaptado, vela adaptada ou, até mesmo, uma simples aula de ginásio. Hoje, na partida para mais uma edição do World Bike Tour (WBT), deixou a competitividade de lado. Paira no ar uma alegria, que se sente em cada palavra pronunciada pelos oito utentes do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), que marcaram presença no evento apoiado pelos Jogos Santa Casa.

Na edição do ano passado, tudo correu bem. Chegou ao Parque das Nações disposta para percorrer mais dez quilómetros se fosse necessário. Este ano, existem duas subidas no percurso entre Lisboa e Oeiras que a preocupam. Teme que só com a força dos braços não consiga ultrapassar esses obstáculos.

“Esta prova não vai ser fácil. Tenho noção de que vai exigir esforço, mas estamos cá para nos ajudarmos uns aos outros. Estamos cá para nos divertirmos um bocadinho. Isto é desporto, diversão e convívio, que são coisas muito importantes”, realça.

Tudo isto só é possível graças às handbikes cedidas pela Misericórdia de Lisboa e que tantas alegrias têm proporcionado aos utentes do CMRA. As primeiras handbikes chegaram ao CMRA em 2017. Felisbina foi das primeiras a experimentar o “novo brinquedo”. Tem a certeza que sem elas “jamais seria possível praticar ciclismo”, até porque é “um material caro e que nem todos têm capacidade para adquirir”. “Agradeço muito à Santa Casa por esta oportunidade que nos dá de, através das handbikes, podermos ter uma vida um pouco mais normal”, refere.

GALERIA

Mulheres de grande pedalada. Primeira Volta a Portugal feminina já está na estrada

Era uma pretensão do ciclismo feminino há muito tempo. A Volta inaugural chegou em 2021, com um percurso total de 259,3 quilómetros, divididos por quatro etapas, quase um século depois da primeira edição masculina ajudar a cimentar a popularidade de uma das modalidades mais acarinhadas no país.

Depois de anos e anos a pedalar, 85 mulheres fazem história com a realização da primeira Volta a Portugal feminina em bicicleta. É um sonho que se torna realidade para estas ciclistas, mas também para centenas de jovens praticantes da modalidade que veem este dia como um estímulo e passo fundamental na afirmação do ciclismo feminino em Portugal.

A Volta, que arrancou esta quinta-feira e termina no domingo, 5 de setembro, é composta por um pelotão de 14 equipas, entre formações portuguesas, espanholas e britânicas. Ao todo, são 85 atletas, de nove nacionalidades, com o primeiro dorsal a pertencer à veterana Celina Carpinteiro.

 

TESTE – NOVAS FUNCIONALIDADES

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas