logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Café Memória regressa para continuar a fazer diferença

A sessão de regresso reuniu 20 participantes, entre habituais, estreantes e voluntários, tendo como tema “Quando as Memórias se Cruzam”. A conversa focou-se no início da pandemia de covid-19, assinalando os cinco anos do primeiro confinamento em Portugal. O evento proporcionou a partilha de experiências e emoções vividas naquela altura.

Criado em 2014, este projeto nunca perdeu a sua missão, adaptando-se mesmo durante a pandemia com um formato online para evitar o isolamento dos participantes. O impacto tem sido notável: entre 2014 e janeiro de 2023, mais de 11 mil pessoas participaram nas sessões, presencial ou virtualmente.

Maria João Diniz, psicóloga da Unidade de Missão da SCML/LCTI, destaca a importância deste espaço de encontro, onde pessoas com dificuldades cognitivas, familiares e interessados podem partilhar experiências e aprender mais sobre temas relevantes. “Com sessões que alternam entre estimulação e treino cognitivo, bem como palestras de especialistas, o Café Memória tem-se afirmado como um projeto essencial na comunidade.”

O regresso do Café Memória representa um reforço na luta contra o isolamento e o estigma das doenças neurodegenerativas, reafirmando o compromisso com a qualidade de vida de quem enfrenta dificuldades cognitivas e dos seus cuidadores.

As próximas sessões já têm datas marcadas: 9 de abril, 14 de maio e 11 de junho. A participação é gratuita e não requer inscrição prévia, garantindo que qualquer pessoa interessada pode beneficiar deste espaço de acolhimento e partilha.

Para mais informações, os interessados podem dirigir-se ao espaço CLIC-LX (Rua Nova da Trindade, n.º 15, Lisboa) ou contactar a equipa do Café Memória Chiado.

 

mão de senhora num post-it que diz gratidão

Lotaria Clássica celebra o Dia do Pai com prémio de 1,2 milhão de euros

A extração será transmitida em direto na RTP1, permitindo que o público de todo o país acompanhe esta celebração especial. Contará ainda com um momento  único, protagonizado pelo fadista Ricardo Ribeiro e a sua filha, Carolina Varela Ribeiro, que farão um dueto ao vivo.

Com o prémio principal de 1 milhão e 200 mil euros, a campanha destaca-se pelo seu tom alegre e familiar. A Lotaria Clássica reveste-se de um fator importante: é que, em média, uma em cada três frações é premiada.

A edição comemorativa apresenta-se como um presente alternativo e simbólico para o Dia do Pai, propondo a lotaria como uma forma de desejar sorte e felicidade. A fração foi desenhada como um postal personalizado, com a mensagem “Feliz Dia do Pai” e ícones temáticos, tornando-a num gesto que celebra os laços familiares e a importância dos pais nas nossas vidas.

imagem da lotaria do dia do pai

A campanha já começou e promete tornar este Dia do Pai ainda mais especial para todos os participantes.

Não perca a oportunidade de fazer parte desta celebração única e simbólica!

Fundo Rainha D. Leonor recebeu 46 candidaturas de 24 misericórdias para projetos de recuperação do património histórico

O Fundo Rainha D. Leonor (FRDL), criado em 2015 pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), com o objetivo de apoiar obras nas misericórdias de todo o país, reforçou a sua dotação financeira em 1 milhão de euros destinados a projetos na área da recuperação do património histórico.

No âmbito desta nova tranche de apoio disponibilizado pelo FRDL, foram submetidos 46 projetos elegíveis de 24 misericórdias de todo o território nacional – 9 na região norte; 14 no centro; 20 no sul; e 2 nos Açores.

Cada projeto será analisado por uma equipa especializada, no local de implementação, através da documentação de candidatura, mediante uma grelha de parâmetros de avaliação que determina como prioridades: a qualidade do património e do projeto, a antiguidade dos bens e a necessidade da sua recuperação e a simbologia e utilidade pública do património.

Como este reforço financeiro, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do FRDL enquanto instrumento fundamental na recuperação do património histórico, reitera o seu compromisso de solidariedade com as misericórdias do país.

Para Ângela Guerra, administradora da Santa Casa com o pelouro do FRDL, “este é um instrumento fundamental para que as Misericórdias portuguesas possam continuar o seu legado, assegurando a sua missão secular de apoiar quem mais necessita, bem como a preservação de um património cultural que, em muitos casos, retrata a própria história de Portugal”.  Ângela Guerra reforça ainda que, “para além destes importantes contributos, o FRDL tem conseguido também intervir na área social, recuperando e reforçando valências essenciais das Misericórdias, como ERPI, UCCI, creches e jardins de infância. Tudo isto, sempre na perspetiva de uma distribuição equitativa dos fundos provenientes da exploração dos Jogos Sociais do Estado por parte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, beneficiando todo o território nacional”.

Desde 2015, o FRDL já apoiou 142 projetos nas áreas dos equipamentos sociais e da recuperação do património, num investimento superior a 23 milhões de euros.

Casa do Impacto levou empreendedores a visitar o Centro de Desenvolvimento Comunitário Bairro dos Lóios

As dez equipas de empreendedores que passaram à fase de Capacitação do programa de Sustentabilidade Social – RISE for Impact, da Casa do Impacto, visitaram o Centro de Desenvolvimento Comunitário Bairro dos Lóios (CDC Bairro dos Lóios), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Tiveram oportunidade de conhecer o equipamento, bem como o trabalho realizado, graças a uma visita guiada e apresentação realizada pela diretora do CDC Bairro dos Lóios, Maria João Teixeira. Esta atividade foi acompanhada por Nuno Comando, diretor da Casa do Impacto, e Elsa Pinheiro, diretora da Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade de Marvila.

O Programa RISE for Impact é uma iniciativa da Misericórdia de Lisboa que recebe apoio financeiro no âmbito do Aviso nº LISBOA2030-2024-16 – Centros para o Empreendedorismo de Impacto, do Programa Regional de Lisboa 2030/Estrutura de Missão Portugal Inovação Social (EMPIS) e União Europeia.

A 6.ª Edição do RISE for Impact faz parte do programa de iniciativas previstas pelo Consórcio CONNECT – Transformar Conhecimento em Impacto, composto pela Casa do Impacto, Universidade Católica de Lisboa e Universidade NOVA de Lisboa. Este Consórcio conta com o apoio dos investidores sociais: Câmara Municipal de Lisboa, Fundação Galp e Fundação Santander.

Café Memória Chiado regressa com o tema “Quando as Memórias se Cruzam”

Esta iniciativa destina-se a pessoas com problemas de memória ou demência, aos seus familiares e cuidadores, bem como a todos os interessados nestas temáticas. O Café Memória Chiado oferece um ambiente acolhedor, reservado e seguro, onde os participantes encontram suporte mútuo e apoio emocional, facilitando a interação entre pares.

As sessões variam entre palestras com especialistas convidados e momentos de estimulação cognitiva, desenvolvidos pela equipa multidisciplinar do Café Memória, composta por Maria João Diniz, psicóloga da Unidade de Missão Santa Casa, Guida Amorim, enfermeira e coordenadora da Direção de Saúde Santa Casa e ainda Sónia Mascarenhas, especialista de Serviço Social.

Durante os encontros, os participantes têm acesso a informação atual e útil sobre questões relacionadas com a memória e demência, além de poderem participar em atividades lúdicas e estimulantes, sempre com o apoio de profissionais qualificados nas áreas da saúde e ação social.

A iniciativa tem demonstrado um impacto significativo na comunidade. De 2014 a janeiro de 2023, contabilizaram-se mais de 11 mil participações, seja em sessões presenciais ou virtuais, evidenciando a relevância e procura deste espaço de apoio e partilha.

A participação nas sessões é gratuita e não requer inscrição prévia. Após a sessão de reinício de 12 de março, o calendário das próximas sessões já está definido para 9 de abril, 14 de maio e 11 de junho.

Sobre o Café Memória Chiado

Uma iniciativa da Santa Casa que proporciona um espaço de encontro, partilha e apoio para pessoas com problemas de memória ou demência, seus familiares e cuidadores, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida e para a sensibilização da comunidade para estas condições.

Morada: Espaço CLIC-LX | Rua Nova da Trindade, nº 15, Lisboa

Para mais informações, os interessados podem dirigir-se ao espaço CLIC-LX ou contactar a equipa do Café Memória Chiado.

Fundo Rainha D. Leonor apoia restauro da Igreja da Misericórdia de Tentúgal

Em dia de aniversário pelos seus 442 anos, a Santa Casa da Misericórdia de Tentúgal inaugurou, esta quinta-feira, 6 de março, a sua Igreja, após obras de restauro e conservação, uma intervenção que foi apoiada pelo Fundo Rainha D. Leonor (FRDL) no valor de 233.482,69 €. Devido ao elevado estado de degradação em que se encontrava a Igreja da Misericórdia, a Santa Casa de Tentúgal avançou com uma candidatura ao FRDL, que, após verificação dos trabalhos a realizar, iniciou a intervenção.

A cerimónia que foi presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, contou com a participação da Provedora da Misericórdia local, Lurdes Santiago, a Administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ângela Guerra, o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, e o Presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão. Contou ainda com a presença de vários representantes de outras Misericórdias do distrito de Coimbra e instituições locais.

Satisfeita com a concretização deste projeto, a Administradora da Misericórdia de Lisboa, Ângela Guerra, referiu na sua intervenção que a instituição que representa “está sempre disposta a ajudar as suas congéneres”, referindo que o FRDL é dos projetos da instituição que melhor incorporam “os valores que estão na génese da criação das Misericórdias nacionais, da solidariedade, apoio e respeito pelo legado secular de cada uma das instituições”.

Ângela Guerra afirmou ainda que o Fundo Rainha D. Leonor “é para continuar”, salientando que a Santa Casa de Lisboa, juntamente com a União das Misericórdias Portuguesas, terminou na passada sexta-feira, 28 de fevereiro mais um concurso ao FRDL, que terá a dotação de um milhão de euros para projetos que apostem na recuperação do património histórico das Misericórdias. 

Já no final do seu discurso a responsável deixou uma mensagem de apreço a todas as Misericórdias que “todos os dias fazem muito, com pouco”, reforçando a ideia de que “sem o trabalho diário das Misericórdias locais, milhares de pessoas estariam totalmente desprotegidas”.

Depois de todas as intervenções, foi descerrada uma placa comemorativa alusiva a esta inauguração e ao apoio do FRDL, seguida de uma visita a todo o espaço intervencionado.

De referir que para além dos trabalhos de recuperação dos espaços emblemáticos da igreja, destaca-se o retábulo quinhentista, em pedra de Ançã, considerado como um dos maiores da Península Ibérica, e que apresentava já vários sinais de degradação, e a reabilitação do órgão e baldaquio.

Paralelamente, foi também recuperada a Sacristia e a Tribuna dos Mesários, onde está representada uma imagem de Cristo na Via Sacra. Também a grande Sala do Despacho, no primeiro piso, e os anexos, foram inteiramente reabilitados tendo sido eliminados elementos espúrios e pavimentos recentes e desiguais. A Misericórdia aproveitou para recuperar o R/C da Sala do Despacho, que dá para a rua e para este pátio, potenciando o uso social destes equipamentos.

O FRDL nasceu de um acordo histórico entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para dar apoio a causas sociais prioritárias das Misericórdias de todo o País. Desde 2015, apoiou 142 projetos nas áreas dos equipamentos sociais e da recuperação do património num investimento superior a 23 milhões de euros.

“Mês de março, mês da Mulher” dedica programa de atividades ao público feminino

No mês em que se assinala o Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Direção de Saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu programa GPS, em parceria com o Centro Editorial, a Unidade de Apoio ao Trabalhador e o espaço CLIC Lx, dinamizou um programa com várias iniciativas alusivas à data: “Mês de março, mês da Mulher”.

Assim, ao longo de todo o mês o espaço do CLIC Lx vai acolher colaboradoras da Misericórdia de Lisboa, utentes de equipamentos da Instituição e mulheres da comunidade para celebrarem o papel feminino que tem moldado a sociedade desde sempre, num ano em que se assinalam os 500 anos da morte da Rainha D. Leonor, fundadora da Santa Casa.

A primeira atividade decorre já no dia 10, às 15 horas, com a conversa “Saúde da Mulher ao longo do ciclo de vida”, dinamizada por Clara Monteiro, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, e Teresa Pimenta, Enfermeira Especialista em Saúde Mental e Psiquiátrica, ambas da Unidade Saúde Dr. José Domingos Barreiro.

Seguem-se outras atividades como um workshop e visitas presenciais e virtuais a espaços da Santa Casa como a Sala de Extrações e a Igreja/Museu de São Roque, sempre com o foco nas personagens femininas que marcaram a história da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Consulte o programa completo do “Mês de março, mês da Mulher” e inscreva-se aqui.

Dia Europeu da Terapia da Fala: Quando comunicar é uma dificuldade

“Será que ele tem algum problema?”. Esta é a pergunta que quase sempre antecede uma visita ao terapeuta da fala, o profissional que previne, avalia e trata os distúrbios relacionados com a comunicação, que podem ser tão diversos como problemas de fala, de linguagem, de voz, de audição e de deglutição. Patologias diferentes, mas que têm em comum o facto de afetar a capacidade comunicativa de crianças e adultos, podendo conduzir a problemas como isolamento social e baixa autoestima. Afinal, estas podem ser as consequências de se viver num mundo dominado pela comunicação sem se ser entendido.

“Um dos casos que mais me marcou foi na altura em que trabalhava no serviço de Medicina Física e Reabilitação com adultos, quando recebi um utente que tinha sofrido um AVC e que tinha ficado com afasia. O que me marcou particularmente foi o facto dessa pessoa ser uma figura pública que tinha tido um papel fulcral no planeamento do 25 de Abril. Gostava de contar essa história, mas tinha perdido a capacidade de o fazer”, recorda Margarida Ramalho, Professora Adjunta e diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão. Neste caso em particular, a terapia “era um momento essencial” onde se tentava recuperar a função perdida e, simultaneamente, se procuravam formas alternativas de comunicação.

Quer o paciente seja uma criança de tenra idade, quase sempre a iniciar a aprendizagem da leitura e da escrita, ou um adulto que tenha sofrido um AVC, por exemplo, fornecer aos pacientes a capacidade de comunicar é quase sempre um desafio. Um desafio “recompensador”, nas palavras das Margarida Ramalho, sobretudo por o trabalho do terapeuta da fala ter um impacto direto na vida das pessoas, facilitando “processos que lhes permitem ser quem quiserem”.

“Quando os problemas são ultrapassados, nota-se que as pessoas ficam mais capacitadas em termos comunicativos e isso traduz-se num aumento da segurança, autoconceito e autoestima”, explica a responsável, adiantando que além da intervenção em perturbações da comunicação e da deglutição, o terapeuta da fala trabalha também no aperfeiçoamento da expressão oral, seja em contextos educativos, clínicos ou profissionais.

Atualmente, os terapeutas da fala têm um papel cada vez mais abrangente, apoiando não apenas crianças com dificuldades linguísticas, mas também adultos que desejam melhorar a sua voz, dicção, projeção vocal e confiança ao falar em público. É o caso de apresentadores televisivos ou políticos, que recorrem a estes profissionais não por qualquer problema de saúde, mas para melhorar a respetiva comunicação.

Margarida Ramalho, a recém-nomeada diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão

Margarida Ramalho, a recém-nomeada diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão

Um mundo de dificuldades

É sem dúvida incontestável que a Terapia da Fala cresceu exponencialmente nos últimos anos. Muitos dos problemas desta área são hoje mais facilmente identificados e diagnosticados, os cidadãos estão mais consciencializados para a importância de procurarem um especialista precocemente – quer diretamente, quer através do encaminhamento de profissionais de saúde e de educação -, e a evidência científica trouxe mais suporte às metodologias utilizadas. Por outro lado, com o aumento das áreas de intervenção, surgiu também a necessidade dos terapeutas se especializarem, para conseguirem responder a uma vasta gama de problemas que afetam a comunicação, a linguagem, a fala, a deglutição e a alimentação.

Mas se a Terapia da Fala tem evoluído, as dificuldades têm crescido na mesma medida, sobretudo ao nível da procura por estes profissionais, especialmente na área pediátrica: “Atualmente, um dos maiores desafios é garantir o acesso atempado a cuidados especializados, sobretudo no setor público, onde ainda há carência de terapeutas da fala em algumas regiões”, refere a diretora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão, destacando a necessidade de se sensibilizar a população para a diversidade de áreas de intervenção da terapia da fala, que vão desde a neonatologia até à reabilitação de doentes neurológicos, sem esquecer o trabalho com profissionais da voz.

“Outro desafio prende-se com a digitalização dos serviços de saúde, que impõe a adaptação de metodologias de intervenção para contextos online, garantindo sempre a qualidade da prestação dos cuidados”, acrescenta a responsável.

Este ano, o Dia Europeu da Terapia da Fala assinala-se sob o lema “Potenciar o ambiente linguístico das crianças”, tema lançado pelo European Speech and Language Association (ESLA).

Santa Casa inaugura novo centro de acolhimento para pessoas em situação de sem teto e requerentes de proteção internacional

O Centro de Alojamento Temporário da Saudade, destinado a acolher pessoas sinalizadas em situação de sem teto e requerentes de proteção internacional, com vista a promover o desenvolvimento de competências pessoais, sociais, educacionais e profissionais, foi inaugurado esta quarta-feira, 5 de março, na presença da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, do Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa, do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, do patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, e de representantes de várias instituições da cidade.

Na sua intervenção, o Provedor começou por dizer que este é mais um momento importante da vida Misericórdia de Lisboa, salientando que este centro “é mais uma resposta essencial para a cidade de Lisboa e que reforça o compromisso secular da instituição, de apoiar os mais vulneráveis e desprotegidos”.

Depois da abertura do Centro de Alojamento Temporário do Grilo, no final do ano passado, que veio dar resposta à necessidade de providenciar alojamento temporário a pessoas que, embora recebam rendimentos, não conseguem aceder a habitação própria, esta nova Unidade, com 17 quartos, vem reforçar a capacidade instalada de alojamento temporário da instituição.

Para além do alojamento temporário de emergência, o centro disponibiliza um conjunto de serviços e valências básicas como a lavagem e tratamento de roupa, o provimento de pequeno-almoço, um banco de roupa, atividades pedagógicas, ocupacionais e de capacitação e ainda cuidados de saúde, em articulação com as Unidades de Saúde da Santa Casa e do Serviço Nacional de Saúde.

Paulo Sousa salientou que a problemática das pessoas em situação de sem abrigo e requerentes de asilo têm sido uma prioridade para a administração da Santa Casa, que tem desenvolvido respostas e planos que promovam “a capacitação, aquisição e desenvolvimento de competências para uma reintegração plena na sociedade”.

“Continuaremos a trabalhar diariamente com o objetivo de reforçar e ampliar as nossas respostas e rede de apoio territorial, apostando em medidas preventivas para uma sociedade mais justa e inclusiva”, frisou o Provedor.

Já Carlos Moedas identificou como prioritário que as instituições da cidade continuem “este trabalho de colaboração”, destacando o papel que a Santa Casa tem tido no apoio “aos que mais necessitam”.

“A Santa Casa é uma organização irmã da Câmara Municipal de Lisboa e é inspirador o trabalho que a Santa Casa tem feito na cidade”, destacou o autarca, complementando que é “crucial o investimento que a instituição tem feito nesta área de atuação”.

A identificação e encaminhamento para esta nova resposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) é feita pelas equipas técnicas da Unidade de Emergência e da Ação Social da SCML, pelos gestores de processo do Núcleo de Planeamento e Intervenção com Pessoas em Situação de Sem Abrigo e por outras entidades do concelho.

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social acrescentou que “o trabalho de proximidade e colaborativo entre a Santa Casa e a Câmara Municipal de Lisboa, juntamente com o Estado é essencial para que respostas como esta possam ser uma realidade”. 

Maria do Rosário Palma Ramalho frisou ainda que “não basta apenas dar um teto. É importante, para além de garantir uma residência, ajudar as pessoas a reencontrar o seu projeto de vida”. 

Desta maneira, a Santa Casa passa agora a dispor de sete equipamentos de alojamento temporário e de emergência direcionados a públicos vulneráveis e com respostas sociais adaptadas às problemáticas das pessoas acolhidas. Exemplo disso são as unidades da Misericórdia de Lisboa destinadas a antigos reclusos, jovens com percursos de institucionalização, mulheres com filhos e pessoas com necessidade de acompanhamento terapêutico.

Valor T em ações de divulgação pelo país

A Valor T, agência de empregabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para pessoas com deficiência, continua a divulgação do seu trabalho pelo país, à boleia da nova Rede Valor T IES, criada no âmbito do protocolo celebrado em setembro de 2024 entre a Santa Casa, a Direção-Geral do Ensino Superior e 21 Instituições de Ensino Superior.

Esta rede tem como objetivo contribuir para a empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior com deficiência e facilitar o percurso de transição para o mundo do trabalho, potenciando os recursos científicos, técnicos e humanos existentes e criando pontes entre diferentes agentes que podem fazer a mudança. Para isso, foi lançada uma campanha de divulgação num Plano de Ação para 2025, com um total de 170 ações.

A mais recente decorreu no passado dia 22 de fevereiro, dia em que a Associação de Antigos Alunos da Universidade de Aveiro e o GUIA – Gabinete de Apoio ao Estudante organizaram a 6.ª Edição do Alumni Talks – “Talento e Transformação”, na qual Vanda Nunes, diretora da Valor T, apresentou o projeto.

Já antes desta iniciativa tinha decorrido, ainda em janeiro, o webinar “A Educação Inclusiva no Ensino Superior: Construindo um ambiente académico para todos e todas”, dirigido a docentes e não-docentes do Instituto Politécnico de Castelo Branco, bem como uma ação de divulgação da Valor T aos estudantes com Necessidades Educativas Específicas e aos Alumni da Universidade de Aveiro.

Já no mês de fevereiro, o trabalho desenvolvido pela Valor T e pela nova Rede Valor T IES foi apresentado na reunião de Senado da Universidade de Lisboa, órgão consultivo de representação da Comunidade Académica e das Escolas que integram a Universidade.

A Valor T passou depois pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco, num encontro de divulgação dirigido a alunos e alunas com Estatuto de Estudante NEE (Necessidades Educativas Especiais).

Próximas ações da Rede Valor T IES

  • 5 de março | Participação da Valor T no Encontro Feira de Emprego 2025 da Universidade Lusófona – Centro Universitário Lisboa;
  • 10 a 14 de março| Presença da Valor T na Semana da Empregabilidade do Instituto Politécnico de Setúbal;
  • 12 de março | Encontro de apresentação da Valor T e da Rede Valor T IES e de sensibilização para a diversidade e a inclusão, dirigido à Comunidade Académica do Instituto Politécnico de Beja;
  • 19 de março | Presença da Valor T na UAlg Careers Fair, da Universidade do Algarve.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas