logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

É Uma Mesa: o restaurante inclusivo que emprega pessoas em situação de sem-abrigo

O relógio marca as 12h16. Camilo alinha pormenorizadamente as cadeiras do É Uma Mesa. Enquanto os clientes não chegam, o tempo sobra para observar, uma vez mais, a ementa. Antes da abertura de portas, Camilo e a restante equipa assimilam as ordens dadas pelo chef Nuno Bergonse, a quem foi confiado este restaurante inclusivo idealizado pela associação CRESCER.

Hoje, dia 20 de junho de 2022, é, por várias razões, muito especial para Camilo. A estreia deste homem, que viveu algum tempo na situação de sem-abrigo, na restauração começa com um serviço especial ao Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa quis ver de perto como funciona o projeto de reintegração de pessoas em situação de sem-abrigo no mercado de trabalho através da restauração. Depois do É Um Restaurante (situado junto à Avenida da Liberdade), nasce o É Uma Mesa. Dois projetos idealizados pela associação CRESCER para dar um futuro a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na abertura do É Uma Mesa

Agora, no Centro Cultural de Carnide, no Bairro Padre Cruz, em Lisboa, há um restaurante italiano pronto a “servir pratos de inclusão e de esperança”. A ementa está a cargo do chef Nuno Bergonse, que é auxiliado por Beatriz Peres, que além de chef é encarregada por orientar uma turma de pessoas em situação de sem-abrigo. A equipa formada por dez pessoas, divididas entre a cozinha e a sala, tem a oportunidade de aprender tudo, desde a mise en place ao empratamento, de modo a garantir que o restaurante funciona a 100%.

“Eu garanto que estas pessoas saem daqui com as ferramentas de trabalho necessárias para que consigam colocá-las em prática lá fora. É isso que estamos a fazer com esta turma. Tentamos perceber que tipo de aptidões têm, as competências, as vontades. Neste momento temos seis pessoas, homens e mulheres de todas as idades, sendo que três delas são refugiadas”, explica Beatriz Peres.

Com este projeto, a CRESCER pretende formar, por ano, 75 pessoas. Depois da temporada no É Uma Mesa, segue-se a integração no mercado de trabalho, que será feita de forma gradual, tendo sempre em conta a avaliação da supervisora, mas também a do formando. Todos os anos, a CRESCER espera que cerca de 40 pessoas sejam integradas no mercado de trabalho após a formação no É Uma Mesa.

“Este projeto tem como objetivo integrar no mercado de trabalho pessoas que estiveram em situação de sem-abrigo. Depois de formação ao nível das relações interpessoais com os psicólogos da CRESCER, as pessoas estão entre quatro a seis meses a trabalhar neste restaurante. Após esse período, é esperado que consigam ingressar numa empresa. Durante todo o processo são acompanhados por técnicos psicossociais da CRESCER, que além de apoiarem as pessoas, também apoiam as empresas a perceberem melhor as especificidades deste tipo de público”, refere o diretor executivo da associação, Américo Nave.

Américo Nave, diretor executivo da CRESCER

“Faz todo o sentido a Santa Casa associar-se a este projeto”

O trabalho desenvolvido pela CRESCER nos restaurantes É Um Restaurante e É Uma Mesa só é possível devido à rede de instituições da cidade de Lisboa envolvidas no projeto. A associação conta com o apoio de entidades como a Santa Casa para fazer um levantamento de pessoas em situação de sem-abrigo, que possam reforçar as equipas dos dois restaurantes inclusivos.

A Santa Casa é, desde o primeiro momento, parceira dos dois projetos. O apoio da Misericórdia de Lisboa é feito, grande parte das vezes, através do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo de Lisboa (NPISA), onde a instituição presta apoio a vários níveis como, por exemplo, o tratamento dentário das pessoas em situação de sem-abrigo.

Além disso, Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Misericórdia de Lisboa, realça que “quando a Santa Casa foi convidada a juntar-se a este projeto e a partilhar do financiamento, foi feito nesta ideia de investir na sociedade”.

“Este é um projeto de absoluto mérito e inovador a nível europeu. Faz todo o sentido a Santa Casa associar-se a este projeto, até porque qualquer cêntimo que for investido para as pessoas garantirem a sua autonomia, esse cêntimo será multiplicado milhares de vezes”, reforça Sérgio Cintra.

Presidente da República e Sérgio Cintra conversam com moradores do Bairro Padre Cruz

Envelhecimento saudável. Edmundo Martinho participa na V Conferência Ministerial da UNECE sobre Envelhecimento

Os Estados-membros da Comissão Económica da Região Europa das Nações Unidas (UNECE, na sigla inglesa) aprovaram a Declaração Ministerial de Roma, onde consta a estratégia de promoção do envelhecimento ativo adotada pelos países membros da UNECE para os próximos cinco anos (2022–2027).

O encontro, que teve como tema “Unir forças para a solidariedade e igualdade de oportunidades ao longo da vida”, contou com a participação do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, na qualidade de presidente do Grupo de Trabalho Permanente sobre o Envelhecimento (SWGA-UNECE) , e com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

A Declaração Ministerial agora aprovada destaca a determinação dos países membros em alcançar três prioridades até 2027: promover o envelhecimento ativo e saudável ao longo da vida, garantir o acesso a cuidados de longa duração e apoio aos cuidadores e famílias e integrar o envelhecimento para promover uma sociedade para todas as idades.

O compromisso aprovado a 17 de junho, em Roma, sublinha ainda o impacto que a crise pandémica teve nas pessoas mais velhas, destacando ainda a ligação entre a saúde, os sistemas sociais, a sociedade civil, a família e a cooperação multissetorial durante a pandemia de Covid-19.

Na sua intervenção, Ana Mendes Godinho sublinhou a importância da cooperação entre os vários setores da sociedade no apoio a quem mais necessitou, durante a pandemia de Sars-Cov2. “A pandemia colocou em perspetiva a necessidade que os governos tiveram de encontrar novas soluções para responder a problemas criados pela situação pandémica, de maneira a garantir o bem-estar da população, em especial dos mais velhos. Só foi possível fazer face a este problema com uma rede bem estruturada de apoio entre os vários setores da sociedade”.

“O mundo demonstrou uma solidariedade para com o outro, nunca vista” e afigura-se necessário o contributo dos cidadãos menos jovens, acrescentou a ministra da tutela, realçando ainda que “este reconhecimento tem de vir dos governos e da sociedade”, relembrando que em 2030 haverá mais pessoas com 50 anos, do que com 15 anos. “É crítico e agora é o momento de os governos conceberem políticas estruturadas que vão ao encontro das necessidades das pessoas mais velhas e que contribuem para um envelhecimento saudável e participativo”, finalizou.

Já no início da conferência, Edmundo Martinho fez questão de salientar que “é necessário mais progressos nas políticas que abrangem as pessoas mais velhas, para poderem viver mais e melhor, numa sociedade justa e preocupada com as suas necessidades e anseios”.

Para o presidente do Grupo de Trabalho Permanente sobre Envelhecimento da UNECE, a aprovação da Declaração de Roma é um reconhecimento de que o trabalho desenvolvido na área do envelhecimento saudável “tem sido positivo”, salvaguardando que “ainda existe muito caminho a ser feito, nas políticas de apoio às pessoas mais velhas”.

“Embora exista ainda um longo caminho a percorrer na melhoria dos serviços de segurança social, de cuidados continuados e de políticas de promoção de envelhecimento participativo e saudável, com a aprovação desta declaração por parte dos ministros dos Estados-membros da UNECE existe um compromisso e uma aspiração de concretizar um mundo mais sustentável para todas as pessoas e de todas as idades, até 2027”, concluiu Edmundo Martinho.

A Conferência Ministerial das Nações Unidas juntou mais de 365 participantes, incluindo 30 ministros, secretários de Estado e representantes oficiais dos Estados-membros da UNECE, numa organização conjunta entre a UNECE, o Grupo de Trabalho Permanente sobre Envelhecimento da UNECE e o Governo italiano.

Assista ao vídeo da conferência, aqui.

 

Fotografia: Federica Mangano – UNECE.

Desporto no feminino. Nathalie Eklund vence Volta a Portugal feminina

Depois da edição inaugural em 2021, cerca de 100 mulheres participaram na segunda Volta a Portugal feminina em bicicleta. O pelotão cresceu e a ambição também. Com o apoio dos Jogos Santa Casa, o sonho tornou-se realidade para estas ciclistas, mas também para centenas de jovens praticantes da modalidade que veem a segunda edição como o passo decisivo na afirmação do ciclismo feminino em Portugal.

A ciclista sueca Nathalie Eklund (Massi Tactic) confirmou, este domingo, o triunfo na Volta a Portugal feminina, na qual venceu todas as etapas, com a portuguesa Vera Vilaça (Velo Performance/JS Campinense) a assumir a terceira posição.

Após os triunfos no prólogo e nas duas primeiras etapas, Nathalie Eklund voltou a ser a mais forte, erguendo a camisola amarela Jogos Santa Casa. Em segundo lugar, terminou a companheira de equipa Mireia Benito, que gastou mais 18 segundos, mas venceu as camisolas vermelha Cofidis, dos pontos, e azul IPDJ, da montanha.

Entre as portuguesas, Vera Vilaça esteve com as melhores todos os dias e conseguiu chegar ao pódio. Foi a terceira classificada da geral, a 32 segundos da vencedora. Ana Caramelo foi a décima classificada, a 2m 07s.

Pódio Volta a Portugal Feminina 2022

Nuno Pires, responsável pela Unidade de Patrocínios da Direção de Comunicação e Marcas da Santa Casa, sublinha que “quase 100 anos depois da Volta inaugural masculina em bicicleta, os Jogos Santa Casa patrocinaram, em 2021, a primeira edição da Volta a Portugal feminina. Este ano, voltamos a estar presentes, aumentando o nosso investimento e colocando a marca Jogos Santa Casa na mais prestigiada das camisolas [camisola amarela]”.

“Sabíamos que o nosso apoio seria fundamental para a continuidade desta competição, tão importante para o desporto feminino nacional. Mais do que um patrocínio é uma iniciativa de responsabilidade social. O nosso objetivo é ajudar as 18 federações apoiadas pelos Jogos Santa Casa a desenvolverem e potenciarem o desporto feminino. Em 2023, queremos continuar a estar associados a esta prova, esperando ver um pelotão feminino cada vez maior”, finalizou.

Volta a Portugal Feminina

Era uma pretensão do ciclismo feminino há muito tempo. A Volta inaugural chegou em 2021, quase um século depois da primeira edição masculina ajudar a cimentar a popularidade de uma das modalidades mais acarinhadas no país. O pelotão teve cerca de uma centena de corredoras com 17 equipas presentes na partida, dez nacionais e sete estrangeiras – quatro espanholas, entre elas a seleção da Catalunha, duas britânicas e uma francesa.

A Volta a Portugal feminina abriu portas e o pelotão cresceu em quantidade e qualidade. A segunda edição da Volta a Portugal feminina regressou (de 16 a 19 de junho). A prova foi constituída por um com um prólogo seguido de três etapas, ligando Loures a Anadia ao longo de 273,4 quilómetros.

Esta prova, que ajuda a lançar atletas para o estrangeiro, trouxe renovada dedicação ao ciclismo a outras e conduziu a uma subida de nível do pelotão. Após a edição inaugural, esta foi uma Volta mais diversa geograficamente, deixando a zona da Grande Lisboa para se ‘esticar’ até ao Centro e até Anadia, um dos centros agregadores do ciclismo nacional.

 

Da linguagem gestual à reparação de cadeiras de rodas, o Rock in Rio é mais inclusivo com o apoio da Santa Casa

O Rock in Rio está de regresso a Lisboa. Na edição de 2022, a Santa Casa volta a associar-se ao festival de música, possibilitando que o evento seja acessível a pessoas com deficiência visual, deficiência auditiva e mobilidade reduzida.

O apoio oficial da Misericórdia de Lisboa ao Rock in Rio permite que o recinto do festival esteja dotado de plataformas para pessoas com mobilidade reduzida (no Palco Mundo e no Galp Music Valley), bem como de wc adaptados, oficinas para eventuais reparos nas cadeiras de rodas e sinalética em todo o recinto. A Santa Casa vai ainda ter no terreno uma equipa pronta para dar resposta as necessidades dos públicos especiais.

Nos dias 18, 19, 25 e 26 de junho, dezenas de artistas vão subir aos palcos do Rock in Rio Lisboa, mas, em 2022, as grandes estrelas são os intérpretes de linguagem gestual da Hands Voice, que, aos pares, vão acompanhar do início ao fim todas as atuações do festival. O uso de interpretação em linguagem gestual no Rock in Rio é algo nunca antes feito em festivais de música em Portugal, mas possível devido ao apoio da Santa Casa ao festival de música.

“No ano em que se assiste ao regresso em pleno dos festivais de música, a Santa Casa ajudará na modernização e melhoria das acessibilidades, através do desenvolvimento de acessos e áreas de mobilidade reduzida. Teremos também no local técnicos a garantir o apoio a pessoas com este tipo de dificuldades. Este ano, pela primeira vez num festival de música em Portugal, teremos ainda concertos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, o que representa mais um passo para garantir que se proporcionem cada vez mais espetáculos acessíveis e inclusivos, alcançando todos os públicos que frequentam estes eventos musicais”, explica a diretora de Comunicação e Marketing da Santa Casa, Maria João Matos.

A parceria entre a Misericórdia de Lisboa e o Rock in Rio tem como objetivo proporcionar uma experiência única para todos os públicos, possibilitando que ninguém fique de fora da festa da música, onde a inclusão é prioridade.

O apoio à cultura é outro objetivo desta parceira, uma vez que essa é uma missão assumida pela Misericórdia de Lisboa, que tem-se aliado de forma consistente a eventos culturais. O compromisso da Santa Casa com a cultura traduz-se, por exemplo, no apoio à produção de espetáculos de música, literatura ou cinema.

“Um dos pilares da Santa Casa é a promoção do acesso à Cultura para todas as pessoas. A presença neste ou noutros festivais insere-se numa estratégia mais ampla que tem por base essa premissa e, nuns casos através da criação de melhores condições de acessibilidade para todas as pessoas, noutros apoiando festivais e outras iniciativas culturais menos mediáticas em comparação com o Rock in Rio. Ou seja, sim: sentimos que a nossa presença é importante e faz todo o sentido”, refere Maria João Matos.

Uma festa para todas as gerações

A Quinta Alegre acolheu a festa cultural, “Às Claras – Arte e Cultura na Comunidade”, entre os dias 3 e 4 de junho, com um cartaz repleto de iniciativas para animar públicos de todas as idades.

Vencedora do concurso Gerações Solidárias, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 2019, a iniciativa pretende promover o encontro de antigos e novos residentes da freguesia de Santa Clara, bem como o convívio entre gerações mais velhas e mais jovens, propondo ainda que estes públicos criem as próprias redes de vizinhança.

Para Sérgio Cintra, administrador de ação social da Misericórdia de Lisboa, esta festa “serve para fortalecer o sentido de responsabilidade cívica e apoiar as gerações mais jovens, por via das suas próprias experiências, com as pessoas mais velhas, e a enfrentar os desafios sociais futuros da mistura de idades e da variedade dos processos de longevidade”.

“Apesar dos avanços verificados nas formas de abordar os processos de longevidade, constata-se em simultâneo, que a desigualdade, a discriminação assente na idade e o isolamento tendem a intensificar-se. Assim, este tipo de iniciativas assumem toda a relevância, para se proporcionarem oportunidades de reencontro a todos os níveis”, comenta.

“Projetos desta natureza incentivam os equipamentos a abrir as suas portas ao bairro e aos vizinhos e promovem uma conceção de viver em conjunto, em que o principal motor é a solidariedade. De uma forma espontânea criam-se laços e as relações tornam-se recíprocas”, concluiu o administrador.

O evento uniu, no mesmo espaço, várias instituições que operam na cidade, como foi o caso do Teatro Nacional D. Maria II, da Escola E.B. 2,3 do Alto do Lumiar, do Instituto Politécnico de Lisboa, do Projeto MixOeira INOVA – Culturface e da Escola de Música da Banda Musical e Artística da Charneca, entre outras.

No âmbito da iniciativa, realizaram-se vários workshops dinamizados pela equipa do Centro de Desenvolvimento Comunitário da Charneca, que promoveram a interculturalidade e a intergeracionalidade. Destaque ainda para o concerto de encerramento a cargo do Grupo Amador de Vozes Femininas, que interpretaram várias obras do cancioneiro tradicional português.

Prémio Jornalismo Jovem Renascença / Santa Casa: candidaturas estão abertas

Jornalistas até aos 35 anos já podem submeter, até 12 de outubro de 2022, trabalhos que incidam sobre os problemas e as perspetivas de futuro que se colocam às gerações mais novas. O Prémio Jornalismo Jovem Renascença / Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tem como pano de fundo as Jornadas Mundiais da Juventude em 2023, é uma iniciativa da instituição e da Renascença, que se uniram para colocar a sociedade a refletir sobre os problemas da juventude. Além do lançamento do Grande Prémio do Jornalismo Jovem, a parceria prevê também a realização de uma grande conferência dedicada à temática.

Os trabalhos a concurso têm que ter sido publicados entre 1 de setembro de 2021 e 30 setembro de 2022. O prémio tem quatro categorias a concurso e na sua totalidade um valor de 8.500 euros: Prémio Rádio, no valor de 2.500 euros; Prémio Multimédia, no valor de 2.500 euros; Grande Prémio Jornalismo Jovem Renascença / Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com o valor de 1.000 euros; Grande Prémio Renascença – no valor de 2.500 euros (dedicado apenas a jornalistas da Renascença).

Recorde-se que o Prémio Jornalismo Jovem foi anunciado no programa da manhã da Renascença, “As três da Manhã”, que teve como convidados o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, e o Presidente do Conselho de Gerência do Grupo Renascença Multimédia e Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar.

Na altura, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa sublinhou a importância de reconhecer o trabalho dos jornalistas mais novos: “Aceitámos de imediato este projeto de premiar trabalhos de jornalistas jovens, pois sabemos das dificuldades em que muitas vezes exercem a sua profissão, porque é conhecida a forma como hoje a pressão é imensa. Este é um contributo modesto que queremos dar”, explicou Edmundo Martinho.

Já D. Américo Aguiar referiu os momentos difíceis vividos por muitos jovens “nestes últimos dois anos”. “Há jovens que não deixaram de viver apenas em situações de limite, seja pela questão económica passada, seja pela pandemia que vivemos. Eu acredito que muitos jovens têm tido dificuldades em permitir-se sonhar.”

 

 

“A Beleza das Pequenas Coisas”

Josefina Santos está a aprender o que não teve oportunidade de fazer antes: ler e escrever. Fá-lo com a ajuda da amiga Fredi, uma escritora a quem a mobilidade reduzida não impediu de colocar em palavras as histórias que habitam na sua imaginação.

Josefina e Fredi tornaram-se inseparáveis. São o apoio uma da outra. Foi na Obra Social do Pousal que a ligação nasceu. Foi na vontade de verem a beleza nas pequenas coisas que a amizade nasceu. O admirável está nos gestos manifestados, nos sorrisos partilhados e no olhar que denuncia o orgulho que Josefina tem pela amiga “que não quer perder”.

Trazer a vida às dezenas de pessoas que residem na estrutura residencial para pessoas com perturbações do neurodesenvolvimento é a missão desta resposta da Santa Casa, que conta com uma equipa multidisciplinar focada nas necessidades dos utentes.

Veja aqui a primeira parte da reportagem “A Beleza das Pequenas Coisas”, que conta a história de utentes da Misericórdia de Lisboa, para quem, muitas vezes, só importa “ter um dia feliz”.

 

Café Memória regressa ao formato presencial

As sessões presenciais do Café Memória estão de volta, depois de uma temporada em formato digital. A entrada/participação neste evento é livre e não implica marcação prévia.

A iniciativa, que resulta da parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Fundação Montepio e a Associação Alzheimer Portugal, regressa já este sábado, dia 11 de junho. Entre as 10h e as 12h00, a primeira sessão da versão “2.0” do Café Memória terá lugar Cafetaria da Casa do Pessoal da Santa Casa e será subordinada ao tema “A Árvore da Memória”.

Já no sábado seguinte, a 18 de junho, à mesma hora, é a vez do espaço Atmosfera M, da Associação Mutualista Montepio, na Rua Castilho, em Lisboa, acolher uma nova sessão, onde a equipa do Café Memória vai desenvolver a atividade, “Quem Sabe, Sabe!”.

Para terminar o mês de junho, no dia 25, o Café Memória ruma à zona oriental de Lisboa, à Quinta Pedagógica dos Olivais, onde vai decorrer uma sessão dedicado à quadra dos santos populares, onde a típica sardinha de Lisboa será a rainha da ação.

Com sete anos de existência, o Café Memória mantém a sua missão de reduzir do isolamento social das pessoas com demência, bem como dos seus familiares e cuidadores, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida. É uma iniciativa que visa ainda sensibilizar a comunidade para o tema das demências diminuindo desta maneira o estigma que lhes está associado. Em Portugal existem já 20 espaços de Café Memória.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa associou-se em 2014 à rede de sessões do Café Memória, abrindo, duas unidades em Lisboa: em São Roque e no Espaço Santa Casa (transferido em 2016 para o Espaço Atmosfera do Montepio). Desde março de 2014 até à data, realizaram-se, ininterruptamente, 2 sessões em cada mês, tornando-se estes espaços locais de encontro regular, sobretudo para familiares e cuidadores de pessoas com demência.

Em setembro de 2017 a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Município de Lisboa, a Sonae Sierra e a Associação Alzheimer Portugal assinaram um protocolo de colaboração para a criação, de dois novos Cafés Memória na cidade, situados no Campo Pequeno e em Marvila, nas Bibliotecas Municipais.

Jogos Santa Casa apoiam “Programa de Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios”

Com o apoio dos Jogos Santa Casa, a Associação dos Atletas Olímpicos de Portugal (AAOP) em parceria com o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) criou um Programa de Formação Executiva Avançado inédito, exclusivo para atletas olímpicos e paralímpicos de “Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios” que visa desenvolver competências funcionais nos atletas para que possam, com sucesso, desenvolver o seu negócio, preparando-os para entrada no mercado executivo.

Os Jogos Santa Casa são um patrocinador de referência da AAOP e irão comparticipar 40% deste programa, prosseguindo uma estratégia de apoio ao desporto nacional, a qual pretende ser, não só uma ferramenta de promoção do talento nacional desportivo, como também de integração e de coesão.

Programa de Formação Executiva Avançado

A primeira edição deste curso, inédito, promovido com docentes altamente creditados, arranca já entre 27 de setembro e 29 de novembro de 2022 e terá um total de 50 horas. As inscrições encontram-se abertas e são limitadas a 25 vagas. Cada participante será apenas responsável pelo copagamento de 100 euros, valor simbólico face à propina total, que é comparticipada em 40% pelos Jogos Santa Casa.

Atletas, associados da AAOP, como Marco Fortes (atletismo), João Paulo Mendonça (judo), Joaquim Videira (esgrima), Bárbara Timo (judo) e Leila Marques (natação adaptada) são alguns dos atletas olímpicos já inscritos.

Dar um novo impulso às suas carreiras, preparar para a entrada num novo contexto, no mercado executivo, fornecer ferramentas e competências funcionais de gestão, de Liderança e Gestão de Equipas, para que possam desenvolver o seu negócio com sucesso, à semelhança da sua carreira de atletas de alta competição, são alguns dos objetivos deste Programa de Formação Executiva Avançado.

No plano de conteúdos programáticos são abordados conceitos de Estratégia, Marketing, Comunicação e Finanças, modelos de inovação e empreendedorismo fundamentais ao bom desempenho do empreendedor. Os alunos terão ainda uma componente prática com vários workshops subordinados às temáticas de criação e gestão de marca nas redes sociais e canais digitais, Liderança e Inovação, Comunicação & Vendas, Marketing Estratégico: desenhar o negócio, entre outros.

Da esquerda para à direita, Nuno Pires, Ana Marta Costa e Maria da Cunha em representação da Santa Casa/JSC e, por último, Luís Alves Monteiro da AAOP

Declarações

Para Maria da Cunha, subdiretora da Direção de Comunicação e Marcas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, “temos como premissa que os nossos patrocínios tenham sempre uma componente útil e um fator de integração e inclusão social, como tal o apoio dos Jogos Santa Casa ao Programa de Formação Executiva Avançado – Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios para atletas olímpicos e paralímpicos complementa o apoio da marca à formação de atletas olímpicos e paralímpicos. Procura-se através deste programa responder às reconhecidas dificuldades de entrada e integração no mercado de trabalho que muitos atletas sentem, deixando muitos dos que representam Portugal, ao mais alto nível, numa situação delicada por isso é um gosto estar, uma vez mais, ao lado dos nossos atletas, apoiando-os na sua formação!…”

Para Luís Alves Monteiro, presidente AAOP, “esta parceria com os Jogos Santa Casa tem como base o facto de a educação influenciar uma cultura desportiva. O desporto é um meio e não um fim em si mesmo. O que pretendemos é ajudar e contribuir para alinharmos todos os atletas olímpicos, no mesmo sentido e na mesma direção para poder inspirar uma nação, uma nação mais responsável, mais solidária e mais inclusiva. Consideramos que a educação aliada ao desporto é um motor de desenvolvimento cultural. A educação e o desporto tornam as sociedades mais saudáveis, mais equilibradas e mais aptas para o progresso e fomentam um conjunto de valores fundados no respeito, na excelência e na amizade. Se queremos estar preparados durante a carreira e para o pós-carreira, temos que começar já e alimentar este propósito, espalhar uma semente deixá-la crescer, ver os frutos e dar a possibilidade aos outros de os colher, esta é a nossa missão, está acima de cada um de nós, para os atletas, pelos atletas, para a sociedade.”

 

A marcha de todos volta a brilhar em Lisboa

Já cheira a verão em Lisboa. As festas estão de regresso. Reina a boa disposição pelos bairros da cidade. Na tarde deste domingo, 5 de junho, o corrupio era bem visível no Espaço Santa Casa. Os 50 marchantes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa preparam-se para atuar logo à noite, no pavilhão Altice Arena.

Os protagonistas provaram os figurinos, vestiram-se e maquiaram-se. Os últimos preparativos correm a bom ritmo, e a coreografia está alinhada ao milímetro, sob o olhar atento do ensaiador Paulo Jesus. Com alegria e entusiasmo redobrados, os marchantes da Santa Casa estão sedentos de regressar às atuações. É a 12 de junho, véspera do Dia de Santo António, que a Avenida da Liberdade se vai encher de milhares de pessoas e de muita cor e alegria. Mas para já, o desafio é no Altice.

“Santa Casa abraça a vida” é o mote da marcha

A marcha da Santa Casa é diferente. Não é de um bairro. É de Lisboa. É de todos. Maioritariamente composta por utentes e funcionários da instituição, a marcha da Santa Casa tem 25 pares efetivos, dois pares suplentes, o porta-estandarte, dois mascotes e dois padrinhos.

Às 50 pessoas que atuaram no Altice Arena juntaram-se, ainda, o ator Ricardo Carriço e a apresentadora Maria Botelho Moniz, padrinhos da marcha da Misericórdia de Lisboa. Esta iniciativa garante a participação de todas as pessoas, independentemente da sua idade, condição social ou de saúde, nas festas da cidade. A marcha da Santa Casa desfiliou pela inclusão, pela diversidade, por toda a cidade e pelo combate à discriminação. E que bonita foi a festa!

Os testemunhos

Maria José Aleixo, 83 anos, utente do Centro de Dia de São Boaventura, é veterana nestas andanças. “Tinha saudades desta animação, de voltar a vestir o figurino, de dançar e cantar”, diz a porta-estandarte da marcha da Misericórdia de Lisboa. “A pandemia ia matando-me”, lamenta. A octogenária não sofre de ansiedade por cada vez que atua. Está habituada a estas coisas. “Eu entro à vontade. Tenho jeito para isto. Faço teatro e cinema”, confessa.
“Isto dá-me vida, dá-me energia. Vou cá andar, enquanto sentir-me com capacidade. Esta marcha é muito querida. É uma marcha Santa, porque faz bem a muita gente”, remata.

Já Maria Luísa Branco, 72 anos, aluna da Academia do Espaço Santa Casa, é a primeira vez que participa na marcha da Santa Casa. Enquanto é maquiada, Maria confessa “algum nervosismo”, mas está bastante “empolgada” com a sua estreia nas marchas populares. “Convidaram-me para vir para as marchas. Foi a melhor coisa que fiz. estou muito satisfeita, gosto muito”, admite. Sabe de cor a letra da música que vai cantar no pavilhão Alice Arena. De forma improvisada começa a cantar.

 

 

Na hora de ensaiar ou de atuar, não há dores nem angústias, não se pensa em mais nada. É o caso de Elisabete Cotrim, 69 anos, participante desde 2017. “A marcha dá-me muita alegria, muito ânimo”, enaltecendo o espírito de camaradagem do grupo. “Gosto muito de estar aqui e quero continuar enquanto puder. Elisabete confessa que sente alguma ansiedade em voltar à Avenida da Liberdade, o seu palco de eleição. “Eu sempre conheci esta tradição, todos os anos assistia às marchas, ao longe. E, pela primeira vez, com 65 anos participei nestas festas. Hoje tenho 69 anos e nunca pensei que com esta idade pudesse ter estas experiências”, finalizou.

Já Maria Manuel Loureiro, 55 anos, aluna da Academia Espaço Santa Casa, diz a brincar que veio “substituir” a mãe na marcha da Santa Casa. Elogiando o espírito da iniciativa, Manuela descobriu outra forma de fazer amigos. Está bastante empolgada com a estreia e confessa estar ansiosa com a descida da Avenida da Liberdade. “Ensaiámos todos os dias. Foi muito giro. Estamos todos muito ansiosos pelas festas de Lisboa”.

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas