Estão abertas as candidaturas para os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria promovidos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Os interessados podem, até ao dia 15 de março de 2022, concorrer a estes prémios, que pretendem galardoar pessoas de qualquer nacionalidade que, em Portugal, tenham contribuído pelo seu esforço, trabalho ou estudos para cada uma das seguintes áreas: 1) cuidado e carinho dispensado aos idosos desprotegidos; 2) progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas; 3) progresso no tratamento das doenças do coração.
O valor de cada prémio é de 12 mil e 500 euros. Para consultar o regulamento dos prémios e contactar a Unidade técnica de Atendimento e Relações Públicas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para mais informações sobre a apresentação de candidaturas, aceda à página do nosso site dedicada a estes prémios.
As candidaturas aos Prémios Nunes Correa Verdades de Faria serão apreciadas por um júri composto por personalidades de reconhecido mérito no âmbito da área social e da saúde, presidido pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Em 1974, Enrique Mantero Belard deixou à Misericórdia de Lisboa uma parte significativa dos seus bens com a obrigação de atribuição de três prémios pecuniários anuais. Nascido em 1903, Enrique Mantero Belard é reconhecido como um dos últimos grandes beneméritos portugueses. Foi casado com D. Gertrudes Eduarda Verdades de Faria, mulher particularmente atenta aos artistas, idosos e desprotegidos.
Todos os dias, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), jogam-se partidas muito difíceis. São batalhas muitas vezes desiguais. Mas em cada desafio que os utentes enfrentam, há sempre um elemento extra pronto para ajudar. Tal como no futebol, aqui também há o “12º jogador”. No CMRA, esse papel é assumido por uma equipa multidisciplinar que, todos os dias, ajuda a promover a máxima funcionalidade dos utentes e a potenciar as capacidades de cada indivíduo para que possam voltar à vida normal, à escola e até aos estádios.
Para alguns dos 13 utentes em idade pediátrica internados neste equipamento da Santa Casa, todos os dias são marcados por pequenas conquistas. A força extraordinária necessária pode ser extraída de vários elementos e, não raras vezes, esse elemento capaz de fazer a diferença pode estar em pequenos nadas. Porque não substituir as aborrecidas batas verdes hospitalares por poderosas camisolas de jogadores de futebol, para que seja possível potenciar um espírito vencedor nas crianças internadas?
Durante o mês de novembro, a Santa Casa, em parceria com a Fundação do Futebol – Liga Portugal e a Fundação do Gil, promoveu o projeto “Esta Bata Tem Poderes”, onde converteu camisolas de jogadores das 34 Sociedades Desportivas da Liga Portugal BWIN e Liga Portugal SABSEG em poderosas batas hospitalares. Para a diretora do Serviço de Pediatria do CMRA, Isabel Batalha, esta iniciativa “é muito importantes para as crianças e jovens que estão a viver um período crítico nas suas vidas”, até porque muitos deles “têm como referência jogadores de futebol”.
O objetivo é que os jovens utentes encontrem nestas novas batas uma energia que lhes permita fazer frente ao maior rival da vida deles: a reabilitação. É vestir a camisola do Everton Cebolinha para fintar as adversidades; ser duro como o Luís Neto para aguentar os adversários; ter a visão de jogo do Silvestre Varela para gerir os problemas; ou ser o Ricardo Quaresma para quando tudo isto passar podermos olhar para trás e ver que foi um percurso de conquistas, que só está acessível aos melhores do mundo.
O pontapé de saída desta iniciativa foi dado no CMRA, com o jogador do Sporting CP, Luís Neto, a proporcionar um momento de alegria, recheado de força e ânimo às crianças e jovens hospitalizados neste equipamento da Misericórdia de Lisboa. O internacional português mostrou-se muito feliz por fazer parte desta iniciativa e “por ter podido trazer alguma felicidade a estes jovens que enfrentam dias difíceis”. No regresso a casa, o futebolista parte com a certeza de que, no CMRA, os “utentes estão bem entregues”, mas também que o futebol, independentemente da cor futebolística, consegue fazer a diferença.
Neste tipo de missões não existem rivalidades futebolísticas. O projeto “Esta Bata Tem Poderes” foi abraçado por todos os clubes da primeira e segunda ligas, que estão unidos nesta missão solidária. De norte a sul do país, foram vários os jogadores que proporcionaram momentos felizes a várias crianças internadas: Everton (SL Benfica) visitou o Hospital de Santa Maria, Ricardo Quaresma (Vitória SC) e Silvestre Varela (FC Porto) viajaram até ao CMIN (Centro Materno ou Infantil no Porto). Ricardo Quaresma proporcionou um dia diferente a crianças que “estão frágeis e hospitalizadas”. Para o jogador do Vitória SC, o melhor deste projeto “foi ver um sorriso em cada uma das crianças”.
António Lopes, fisioterapeuta, psicólogo e professor-coordenador na Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão) foi eleito pelos fisioterapeutas para primeiro bastonário desta ordem profissional. Nesta que foi a primeira vez que a Ordem dos Fisioterapeutas foi a votos, depois da sua criação em setembro de 2019, António Lopes obteve 64,21% contra 31,54% de Emanuel Vital.
Na eleição que aconteceu via voto eletrónico participaram 2819 fisioterapeutas dos quase cinco mil inscritos na Ordem. Estima-se que em Portugal existam cerca de 15 mil profissionais, o que faz com que esta seja a terceira maior profissão na área da saúde, segundo a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas.
António Lopes, formado na ESSAlcoitão, “sente-se preparado e motivado para assumir este novo desafio, de garantir quer o desenvolvimento e afirmação da profissão, no contexto das profissões de saúde e das equipas onde se insere, quer a defesa dos cidadãos, em particular no que respeita à qualidade dos cuidados de saúde prestados.”
Em setembro deste ano, a ESSAlcoitão deu os primeiros passos no sentido de aliar inovação e serviço público com a criação da app ReageCovid, uma ferramenta que pretende promover a autogestão a curto e longo prazo no contexto Covid-19.
Perfil:
António Manuel Fernandes Lopes nasceu em 22 de agosto de 1954, em Vila Nova de São Bento, Serpa. É licenciado em Psicologia Educacional, Mestre em Ciências da Educação (Área de Pedagogia na Saúde). Fisioterapeuta com o título de Especialista em Fisioterapia pelos Institutos Politécnicos de Lisboa, Porto e Coimbra. Desempenha as funções de professor-coordenador, na Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
Atualmente é presidente do Conselho Pedagógico e Presidente da Comissão Permanente de Avaliação e Qualidade, e membro do Conselho Técnico Científico. Colabora, desde 2011, com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), na qualidade de presidente de Comissões de Avaliação Externa, na área CNAEF de Terapia e Reabilitação.
Desde 1980 que participa em processos de desenvolvimento curricular do curso de Fisioterapia, no plano nacional e internacional. Colaborou no desenvolvimento curricular de outros cursos na área da saúde, tendo sido, em 2004, nomeado membro do grupo coordenador para a implementação do processo de Bolonha a nível nacional.
No plano internacional, foi vice-presidente do Comité Permanente de Ligação dos Fisioterapeutas da CEE (SLCP) entre 1991 e 1998, e foi presidente da Região Europeia da Confederação Mundial de Fisioterapia (ER-WCPT) entre 1998 e 2010. Em 2011, foi distinguido pela “International Service Award” da WCPT, galardão que premeia o reconhecimento da liderança e serviços prestados à organização, e à fisioterapia, no plano mundial. Foi vice-presidente da Comissão Pró-Ordem da APFisio, e vogal da Comissão Instaladora da Ordem do Fisioterapeutas.
Com mais de cinco décadas de existência, a Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAalcoitão) tem como missão promover o aprofundamento e a difusão do conhecimento em prol da melhoria do nível de saúde e bem-estar da população. Muitos dos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e da fala começaram os seus estudos aqui.
A ESSAlcoitão é um estabelecimento de ensino superior pioneiro e de referência nas suas áreas de atividade formativa: Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Terapia da Fala. Além destas licenciaturas, disponibiliza mestrados, pós-graduações e ações de educação e de formação contínua, quer nessas áreas de especialidade, quer no âmbito do trabalho social. Outras áreas de aposta formativa são por exemplo a estimulação sensorial das crianças ou a fisioterapia no período pós-natal.
O seu ensino pauta-se por elevados padrões de qualidade e por um equilíbrio entre as componentes teórica e prática, desde o primeiro ano dos cursos, com ligação direta ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Integra mais de 500 alunos e possui um corpo docente com cerca de 100 académicos, e profissionais de saúde, entre os mais qualificados a nível nacional. A ESSAlcoitão resultou da conversão, em 1994, da Escola de Reabilitação (ERA), criada em 1966, a qual deu continuidade aos cursos de formação, no domínio da reabilitação que surgiram em Portugal em 1957.
Ao longo dos anos, tem mantido uma forte componente de internacionalização, através da filiação nas redes europeias de escolas superiores de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, da Carta Universitária Erasmus e da participação ativa em consórcios no desenvolvimento de projetos académicos-científicos.
Numa aposta na educação, a Santa Casa disponibiliza, ainda, anualmente 30 bolsas de estudo à ESSAlcoitão para os cursos do primeiro ciclo, contribuindo também para reduzir o número de estudantes que abandonam a sua formação por incapacidade financeira das famílias.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é patrocinadora oficial da primeira edição da Nutrition Science Student Conference (N2S), uma iniciativa que pretende inspirar a nova geração de profissionais da área da saúde a contemplarem as ciências da nutrição na sua atividade diária. O congresso científico que decorre entre os dias 7 e 9 de maio, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, é organizado pela associação de estudantes daquela universidade e por estudantes da licenciatura em Ciências da Nutrição e do mestrado integrado em Medicina.
O programa da conferência reparte-se entre o online, via Zoom, e o presencial. O primeiro dia (7 de maio) do evento conta com nove workshops, que vão desde a “Alimentação Vegetariana”, passando pelas “Técnicas de Marketing Aplicadas à Nutrição Clínica”, até ao “Zero Desperdício Alimentar”. Os dias 8 e 9 de maio serão dedicados a vários webinars conduzidos por profissionais das ciências da nutrição, onde se discutirá, entre muito outros temas, o futuro da alimentação.
A N2S é dirigida a todos os estudantes universitários e profissionais da área das ciências da vida e da saúde. A organização prevê que pelas sessões virtuais e presenciais passem cerca de 200 participantes, 22 oradores e nove formadores, onde se incluem nutricionistas de renome nacional.
O apoio à educação e formação são áreas centrais da atuação da Misericórdia de Lisboa. Esse trabalho tem-se expandido para novos públicos e novos contextos, procurando, através da educação, contribuir para a promoção da qualidade de vida da população.
Sabia que a construção do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão foi financiada pelas receitas do emblemático jogo de apostas desportivas mútuas, o Totobola?
Inaugurada em 1966, a primeira unidade de resposta inovadora no país para situações de lesões medulares foi construída graças ao contributo dos apostadores do primeiro jogo de apostas desportivas (lançado em 1961). 55 anos depois, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão continua a reinventar-se.
Além de tratamentos de reabilitação com recurso a ferramentas tecnológicas, como um exoesqueleto que ajuda os doentes a recuperar força muscular e postura, o CMRA disponibiliza treinos dentro de água e é local de realização de vários estudos de investigação.
Em pouco mais de meio século, assistiram-se a avanços na medicina, mas também ao surgimento de novas enfermidades. A maioria dos internamentos no CMRA continua a dever-se a doenças neurológicas (onde se incluem os AVC), seguindo-se lesões vertebro medulares.
Apesar da sua construção ter iniciado em 1956, por iniciativa do então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, José Guilherme de Mello e Castro, só dez anos depois, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão abriu as portas ao primeiro doente, começando então a funcionar em pleno.
Hoje, como há pouco mais de meio século, o CMRA prossegue o seu trabalho de excelência, reconhecido internacionalmente, na reabilitação de lesões vertebro-medulares e de sequelas das doenças neurológicas, estendendo a sua atuação também à área pediátrica.
Em entrevista, Maria de Jesus Rodrigues, administradora-delegada/diretora clínica do CMRA, fala-nos um pouco sobre o trabalho de excelência na reabilitação, levado a cabo pelo centro, bem como do impacto e desafios resultantes da pandemia de Covid-19.
– Que balanço faz de 55 anos de um trabalho reconhecido internacionalmente, sobretudo no campo das lesões vertebro-medulares e das sequelas das doenças neurológicas?
Desde 1966, o CMRA tem sido considerado um dos melhores e mais completos centros de reabilitação do mundo. A forma de trabalhar em equipa multiprofissional, com uma abordagem centrada no doente e família e a preocupação em prestar cuidados de excelência, baseados na melhor evidência científica têm sido fundamentais para o sucesso e credibilidade que nos são atribuídos desde a inauguração.
A forte presença nacional e internacional nos foros científicos da reabilitação neurológica tem sido o outro pilar da posição de destaque e reconhecimento que o CMRA ocupa e pretende continuar a consolidar, continuando a inovar e liderar nesta área de especialidade.
– Qual foi o impacto da pandemia de Covid-19 no funcionamento do centro?
A pandemia de Covid-19 trouxe desafios a que os profissionais do CMRA deram resposta rápida e eficaz, assegurando a continuidade da prestação de cuidados aos seus utentes, mas fazendo todos os ajustes logísticos e procedimentais para garantir a segurança de utentes e profissionais. Os resultados têm sido muito satisfatórios e mostram que apesar de ser uma instituição com 55 anos, continua viva, ágil e capaz de se adaptar às necessidades e contingências, de forma a não desamparar aqueles que são o objeto da sua existência, os doentes e seus familiares.
– Quais são os grandes desafios para o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão?
Os grandes desafios do CMRA para o futuro próximo passam por continuar a crescer em diferenciação e qualidade: na prestação de cuidados de medicina de reabilitação; na produção de investigação clínica e formação especializada continuada dos profissionais de reabilitação em Portugal e no Mundo; na liderança, pelo exemplo, nas vertentes conceptual e organizacional do trabalho em centro de reabilitação; no desenvolvimento tecnológico ao serviço da excelência de cuidados e na melhoria operacional em saúde.
A celebração em 2021
O aniversário é celebrado a 20 de abril – data em que deu entrada o primeiro utente no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão – embora, a inauguração tenha acontecido a 2 de julho.
Uma ação de experimentação de handbikes e uma atuação musical levada a cabo por animadores, são algumas das iniciativas que decorrem durante este dia.
Mesmo em tempos de pandemia, houve lugar a uma decoração festiva dos espaços e a mensagens especiais de vários utentes, que não quiseram deixar de aproveitar a data para agradecer aos seus “cuidadores”, como demonstra o seguinte vídeo.
O Santa Casa Challenge está de volta. O concurso promovido pela Casa do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia, lança o desafio a todos os empreendedores: “Como podemos promover uma saúde de qualidade, com especial atenção aos problemas da saúde mental e às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade?”.
O tema desta edição vai ao encontro do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número dois, que faz parte do leque de 17 metas globais, definidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas até 2030.
A pandemia de Covid-19 –tema da última edição do Santa Casa Challenge– elevou a necessidade de se promover uma saúde de qualidade, depois de um ano de 2020 marcado pelo aumento do número de pessoas em situação vulnerável.
É isso que a Casa do Impacto está à procura: soluções inovadoras de base tecnológica e digital que criem um impacto social positivo. O grande vencedor terá um apoio de 15 mil euros para desenvolver a sua ideia de negócio. O primeiro e segundo classificados terão acesso a um pack de incubação na Casa do Impacto por um período de um ano. Os três primeiros lugares vão também usufruir de um Alpha Packs, para a Web Summit 2021, onde poderão aproveitar a cimeira tecnológica para mostrarem as suas ideias de negócio ao mundo.
O Santa Casa Challenge é um concurso promovido no âmbito da estratégia de investimento da Casa do Impacto, que premeia soluções tecnológicas inovadoras que deem origem a dispositivos, aplicativos, conteúdos digitais, serviços web ou de comunicação, exequíveis do ponto de vista tecnológico.
“Cuidar” e “ajudar” quem mais precisa são, provavelmente, as palavras que melhor definem o trabalho realizado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ao longo do ano 2020. A pandemia de Covid-19 tudo condicionou e elevou as fragilidades de alguns setores de atividade. O impacto da pandemia observa-se, por exemplo, no aumento do número de pessoas em situação vulnerável, o que levou mais cidadãos a recorrerem aos serviços da Misericórdia de Lisboa.
A Santa Casa esteve, desde o primeiro momento, na linha da frente a apoiar quem mais precisa. 2020 foi desafiante, mas a instituição elevou-se na resposta a esses desafios. Recorde aqui algumas ações levadas a cabo no ano em que trabalhar “Por Boas Causas” fez ainda mais sentido.
janeiro
O ano começa com o anúncio de mudanças no Euromilhões: nova imagem e mais milhões no jogo que cria excêntricos, todas as semanas. Para muitos, ganhar o Euromilhões é um sonho. Para outros, fazer da música carreira é o maior dos desejos. A Orquestra Geração, projeto que tem como objetivo combater o abandono e insucesso escolar através do ensino da música, pode ser o prelúdio de um sonho.
O percurso até à realização pode, por vezes, ser feito de obstáculos. Todas as semanas, Tatiana e Maria percorrem um caminho difícil – mas cheio de esperança -, em direção ao Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos (CRNSA) para que as suas filhas aprendam a viver sem ver. É a história de quem “só precisa de um bocadinho de ajuda” para atingir grandes objetivos.
Um novo espaço cultural nasceu em Lisboa. Depois de quase 120 anos como revista de cultura, a Brotéria saiu do papel e mudou-se para o Bairro Alto. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou o espaço que faz parte de polo cultural da Santa Casa.
Março: o mês em que a pandemia de Covid-19 começou a condicionar a vida dos portugueses. Numa altura em que o país atravessa uma das maiores crises de saúde pública de que há memória, a Santa Casa mantém a sua ação no terreno em tempos difíceis.
A missão de não deixar para trás quem mais precisa de nós, manteve-se. De refeições feitas à base de carinho e atenção, da proteção aos idosos, de sermos, muitas vezes, a única família dos nossos utentes e dos heróis que encontramos na Santa Casa, a resposta à pandemia exigiu o máximo empenho de todos os colaboradores da instituição.
Com uma nova imagem e uma apresentação mais dinâmica e intuitiva, esta reformulação vai para além do elemento visual. Em destaque estão novos conteúdos, que pretendem dar a conhecer uma vertente mais pessoal do hospital e, ao mesmo tempo, apresentar aos utilizadores informação mais completa e relevante acerca dos seus serviços e parceiros existentes.
Na nova casa digital do hospital, disponível em hosa.scml.pt, poderá encontrar todas as informações sobre as especialidades e serviços disponíveis, fazer marcações de consultas médicas e exames complementares de diagnóstico e conhecer todo o corpo clínico do equipamento, classificado, desde 2011, como Monumento de Interesse Público.
Seguindo as mais recentes tendências de Web Design, o site foi desenvolvido de maneira a garantir o acesso a todos, independentemente do equipamento utilizado, das limitações físicas do utilizador ou da localização geográfica.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pelo elevado número de colaboradores, de estabelecimentos e de atividades desenvolvidas, inclusive hospitalares, que prestam apoio social e cuidados médicos a uma ampla população, na sua maioria vulnerável, deve estar permanentemente em alerta máximo.
Consequentemente, para ter capacidade de se confrontar com um problema muito grave, é fundamental a adoção de medidas de controlo da infeção, sempre em conformidade com as orientações da Direção Geral de Saúde (DGS).
Em todos os seus equipamentos e serviços, mas sobretudo naqueles em que se verifique um contacto direto com o público, onde a probabilidade de atendimento a pessoas infetadas assume um papel importante, afigura-se necessário prevenir e minimizar, através de uma comunicação adequada e da adoção de medidas de higiene pessoal e das instalações, um contágio em grande escala.
Um planeamento atempado em cada equipamento é fundamental na redução do impacto desta pandemia, não só para a própria instituição, como para toda a comunidade.
A nova versão do Plano de Contingência da Santa Casa, que agora se apresenta, é uma continuidade do plano inicial, elaborado em março de 2020. Contudo, é de referir que o atual plano é mais completo e será apoiado por um conjunto de documentos de fácil consulta, designados por Norma de Execução Permanente (NEP). As atuais alterações têm em vista uma melhor execução de todas as atividades inerentes ao combate da Covid-19, em todo o panorama e campos de ação da Misericórdia de Lisboa.