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Complexo de São Roque

A um pequeno passo de um dos ex-líbris turísticos da cidade, o Miradouro de São Pedro de Alcântara, e ladeado pelas emblemáticas Escadinhas do Duque, ponto de passagem diário de centenas de pessoas de várias culturas, o Largo Trindade Coelho é, nos dias de hoje, um ponto de paragem obrigatório para quem visita Lisboa.

O Complexo de São Roque organiza-se como uma cidade na cidade. Começou por ser o Largo de São Roque no século XVI. No final dos anos 20 do século passado, com a colocação no local de uma estátua em homenagem aos cauteleiros, passou a ser conhecido como o Largo do Cauteleiro e ponto de encontro para incursões na noite do Bairro Alto. 

Mas, desde 1913 que o Largo de São Roque tem a denominação oficial de Largo Trindade Coelho, e é neste local que podemos encontrar o Complexo de São Roque, composto principalmente pela igreja e museu a quem o santo emprestou o seu o nome, e ainda pelos serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

Hoje em dia, o espaço que preserva, ainda em grande medida, as fachadas e paredes interiores originais, é composto por cinco núcleos arquitetónicos distintos: a antiga Casa Professa de São Roque, que inclui a igreja e o museu, o antigo Palácio dos Marqueses de Nisa, o Hospital Infantil de São Roque, as casas de arrendamento da Calçada da Glória e o Asilo do Amparo, onde funcionam os serviços centrais da instituição e, ainda, a antiga Lavandaria, edifício isolado alvo de remodelação há poucos anos e, atualmente, em reabilitação.

Complexo de São Roque atual

Um lugar cheio de história e de estórias interligadas

A história deste espaço remonta a 1768, altura em que o marquês de Pombal concedeu a antiga casa professa da Companhia de Jesus à Misericórdia de Lisboa, providenciando uma nova sede à instituição, após as instalações originais, na igreja da Conceição Velha, terem sido arrasadas pelo terramoto de 1755.

Esta escolha feita pelo marquês de Pombal de colocar a instituição no Bairro Alto, não foi inocente. O objetivo do marquês era colocar a Misericórdia de Lisboa no centro dos problemas sociais da capital na época, de maneira que instituição cumprisse o seu desígnio secular de estar próxima dos que mais necessitam, orientando a sua ação em três vertentes estratégicas: criação dos expostos, proteção das órfãs e assistência aos inválidos.

As casas de arrendamento da Calçada da Glória foram a primeira ampliação do núcleo inicial jesuíta. Foram construídas já no final do século XVIII (1783 a 1795) e destinavam-se a angariar receitas, através do arrendamento de quartos a pessoas de classe baixa. Este conjuntou urbanizou o muro da cerca da antiga casa professa na Calçada da Glória, arruamento com pouco valor imobiliário pelo seu perfil geográfico. Porém, com o terramoto de 1755, houve uma grande procura de casas, principalmente pelas classes mais baixas, que com poucos recursos e por iniciativa própria edificaram barracas junto à cerca. 

A ação da Misericórdia de Lisboa, com a construção destas habitações destinadas às classes mais baixas da população, demonstrou uma preocupação inovadora em fornecer casas a pessoas desfavorecidas, permitindo igualmente acabar com as barracas nas imediações da sua sede. Desta maneira, já no final do século XVIII, o Complexo de São Roque acumulava todos os equipamentos da instituição, ou seja, as oficinas, as casas de arrendamento da Glória, o Hospital dos Expostos, o Recolhimento das Órfãs, a Enfermaria de Santana, e a Igreja de São Roque.

Já em 1834 e por decisão do Governo, o complexo foi reformulado, tendo o Asilo do Amparo e a Enfermaria de Santana passado para as instalações do Hospital de São José. Em São Roque ficou apenas funcionar o Hospital dos Expostos e as áreas administrativas, as casas de arrendamento e a igreja.

Volvidos 20 anos, a 22 de junho de 1853, a Mesa da Santa Casa deliberou que se orçamentasse a construção do novo edifício destinado ao Hospital do Amparo e que este, deveria ter uma ligação ao Hospital dos Expostos, para partilharem a mesma cozinha. Ainda nesse mês a Companhia de Carruagens Lisbonenses propõe à Misericórdia de Lisboa a construção de um espaço para as suas instalações, o Hospital Infantil.

A 1905, surge o que hoje conhecemos como o Museu de São Roque anteriormente designado como Museu do Tesouro da Capela de São João Batista. Inaugurado pelo rei D. Carlos, este espaço museológico nasce com o intuito de preservar o espólio da instituição e de aproximar o espaço aos novos burgueses que povoam o Chiado.

Logo a seguir, e de acordo com o espírito da I República, a única obra idealizada no complexo foi a Lavandaria. Projetada e iniciada em 1911, com a função de concentrar a limpeza das roupas de todos os equipamentos da Santa Casa num único espaço, otimizando desta maneira recursos. Já com a implantação do Estado Novo e vendo a lacuna que existia no cuidado de assistência médica na cidade (o único hospital público do país era o Hospital de São José), a Misericórdia de Lisboa decide adquirir, em junho de 1926, as antigas instalações da Companhia de Carruagens Lisbonenses para aí criar o futuro Hospital Infantil.

Em 1959, o Complexo de São Roque começa a ser moldado no que ainda hoje podemos observar, tendo sido apresentada a primeira fase do plano de remodelação deste conjunto de edifícios, que propunha a valorização da Igreja de São Roque

Em 1962, foram realizadas obras de conservação no Asilo do Amparo e concluídas as obras do então conhecido por edifício do Totobola (e mais tarde por Departamento de Jogos), da Casa do Pessoal e da creche para os funcionários da instituição.

Mais tarde, a antiga farmácia do Hospital Infantil de São Roque, o Arquivo Histórico e Centro de Documentação sofreram obras. Já em 2009, a obra no Largo Trindade Coelho foi concluída, recuperando os valores urbanísticos idealizados em meados do século XIX, por Pierre Joseph Pézeret, que pretendia converter o outrora Largo de São Roque, numa das praças mais belas de Lisboa. 

Complexo de São Roque atual

Andores do Museu Rainha Dona Leonor expostos na Igreja de São Roque

Pertencentes às confrarias monásticas das Baptistas e das Evangelistas, rivais nas manifestações do culto prestado aos seus santos patronos (São João Baptista e São João Evangelista), os dois andores em prata apresentam “composições escultóricas com cenas da vida do santo respetivo”, ou seja, “o batismo de Cristo e o martírio de São João Evangelista”, nas palavras da DRCA.

Datadas do século XVIII, as peças em prata são consideradas exemplares notáveis da ourivesaria portuguesa setecentista, que testemunham a riqueza do Real Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Beja.

A Igreja de São Roque, da Misericórdia de Lisboa, é guardiã de importantes evocações que se relacionam com estes andores, exemplo disso é a Capela de São João Baptista, encomendado por D. João V, a Roma, considerada como uma das melhores obras do renascimento da época.

Cuidar de plantas de forma sustentável foi a receita vencedora do Triggers

O projeto Generosa Nature foi o grande vencedor da 2.ª edição do programa Triggers, da Casa do Impacto, que estimula a geração de novas ideias e a sua transformação em soluções sustentáveis.

O projeto vencedor, que teve início em 2018, é focado sobretudo no tratamento de plantas domésticas, através de uma linha própria de produtos feita com ingredientes de subprodutos naturais e materiais reciclados. Ao Generosa Nature foi atribuído um prémio de cinco mil euros e um ano de incubação na Casa do Impacto.

A decisão foi tomada pelo júri na passada quinta-feira, dia 20 de julho, numa final na qual estiveram ainda a concurso os projetos Wisedrop e Windcredible, que ficaram no segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, fez um balanço muito positivo desta edição e destacou o empenho das vencedoras. “Os projetos partiram de estágios diferentes e senti uma evolução enorme em todos eles. No caso das vencedoras, foi um esforço incrível. Conseguimos também ter uma maior diversidade no tipo de vencedores que normalmente temos: são pessoas de uma faixa etária diferente e mais maduras”. Concluiu a sua intervenção referindo que “normalmente o empreendedorismo é muito associado a camadas mais jovens e ter exemplos de que não é forçosamente assim é uma coisa que valorizamos imenso”.

O júri desta 2.ª edição do Triggers foi constituído por Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e por representantes dos cinco parceiros do programa: Inês Proença, da Câmara Municipal de Cascais, Manuel Andrade, da UpComing Energies by Galp, João Arbués Moreira, da EDP, Flávia Nobre, do Grupo Ageas Portugal, e Bárbara Leão de Carvalho, da 3XP Global.

Sobre os projetos vencedores

As representantes do projeto Generosa Nature não podiam estar mais satisfeitas. Rosário Sommer refere que “obviamente, há uma camada de reconhecimento nesta vitória que é importante, porque a caminhada tem sido longa. Mas não escondo que a componente financeira também é, até porque precisamos de algum dinheiro para investir na área do marketing. Somos as duas agrónomas, precisamos de algumas valências que não temos e o dinheiro servirá para isso”.

Já Cristina Capitão, reforça que a participação no programa Triggers fez todo o sentido. “Quando quisemos continuar a crescer, só fazia sentido encontrar um programa de impacto ligado à economia circular e à sustentabilidade, e este programa tem uma qualidade extra na organização e monitoria. Não é uma sensação de dever cumprido, mas sim de uma responsabilidade de continuar”, explicou.

Relativamente aos outros projetos finalistas, o Wisedrop é uma plataforma dedicada à indústria hoteleira concebida para melhorar a experiência dos hóspedes através da sensibilização e educação sobre a gestão da água. Também foi premiado com um ano de incubação e com um prémio de três mil euros.

Por fim, o Windcredible, premiado com um ano de incubação e dois mil euros, tem como objetivo produzir e comercializar uma nova geração de turbinas eólicas, democratizando assim a produção de energia para autoconsumo.

Santa Casa disponibiliza 100 frações para arrendamento a preços mais baixos

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estabeleceu, na passada quarta-feira, dia 19 de julho, um protocolo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Estamo no âmbito do Programa “Arrendar para Subarrendar”, através do qual a instituição vai disponibilizar 100 frações na cidade de Lisboa.

Ana Jorge, provedora, e Ana Vitória Azevedo, vice-provedora da instituição, marcaram presença na cerimónia, que contou também com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e a ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

Cumprindo a obrigação de boa administração e gestão do seu património imobiliário, a Santa Casa presta, através do protocolo assinado no âmbito deste programa, mais um contributo na criação de respostas no domínio da habitação para quem mais precisa.

No total, o programa “Arrendar para Subarrendar” vai lançar 320 contratos com rendas acessíveis entre os 250 e os 900 euros mensais. Além da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, os imóveis em causa pertencem ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e a privados. Segundo Marina Gonçalves, “a maior parte” das 320 casas estão prontas a habitar, ainda que “cerca de cem” necessitem de “pequena reabilitação”.

As casas serão atribuídas por sorteio, mas existirá uma lista de destinatários com prioridade: jovens até aos 35 anos, famílias monoparentais e agregados com uma quebra de rendimentos superior a 20%. O sorteio do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana deve realizar-se no terceiro trimestre deste ano.

O Estado vai arrendar habitações em 16 municípios: Amadora, Cascais, Ílhavo, Lisboa, Marinha Grande, Oeiras, Portimão, Porto, Silves, Sintra, Tavira, Torres Novas, Vila do Bispo, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão e Vila Nova de Gaia.

 

Foto: IHRU

Inaugurada obra de requalificação do antigo hospital da Misericórdia de Penamacor

Na presença da ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho, da provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ana Jorge, e do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penamacor, João Cunha, a recuperação do antigo edifício do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Penamacor foi inaugurada esta terça-feira, 18 de julho.

A obra, orçada em 1,2 milhões de euros, recebeu o apoio do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), no valor de 300 mil euros, o montante maior passível de ser concedido, facto que João Cunha fez questão de realçar na sua intervenção:

“É para nós um privilégio estar num ato de inauguração oficial da requalificação da obra do edifício do ex-hospital de Santo António, hoje Edifício Multiusos. Uma primeira palavra para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que, em boa hora, resolveu instituir o FRDL. Foram os 300 mil euros que este Fundo nos atribuiu que possibilitaram encarar este desafio e perceber que a obra, inacabada há uma dúzia de anos, podia tornar-se realidade”.

O Espaço Multiusos, como agora se chama, e que foi inaugurado “já com vida dentro”, como disse Ana Mendes Godinho, passou a albergar as valências de Atelier de Tempos Livres – que conta já com 18 crianças –, Centro de Dia, Apoio Domiciliário (com 56 utentes já) e as atividades do Jardim Infantil (não instalado no espaço), promovendo, diariamente, a intergeracionalidade. Dispõe ainda de espaços interiores e exteriores para convívio e de um auditório para representações, assembleias da Irmandade e outras atividades.

O hospital da Misericórdia foi construído em 1906 e, até ao final dos anos de 1960, foi o único serviço de saúde do concelho. Agora, é devolvido à população com novas funções.

ESSAlcoitão: +10 vagas na licenciatura em Fisioterapia em 2023/24

No próximo ano letivo, há mais 10 vagas para licenciatura em Fisioterapia no concurso institucional, comparativamente ao ano letivo anterior, totalizando agora 60 lugares disponíveis aos interessados nesta oferta.

O desenho curricular da licenciatura em Fisioterapia compreende várias estratégias de ensino e aprendizagem, destacando-se a Aprendizagem em Contexto Real (estágio) realizado em hospitais, centros de saúde, clínicas, clubes desportivos, centros de reabilitação, entre outros.

Além desta licenciatura, a Escola Superior de Saúde do Alcoitão oferece também cursos de Terapia da Fala e Terapia Ocupacional. Tendo em conta as três licenciaturas, a taxa média de empregabilidade da ESSAlcoitão passou de 98,20% para 98,63%, comparativamente ao ano letivo anterior.

A primeira fase de candidaturas abriu no dia 17 de julho e vai decorrer até ao dia 24 deste mês. As vagas sobrantes ficarão para as fases posteriores, nomeadamente entre 28 de agosto e 5 de setembro e entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Consulte mais informações sobre todos os cursos disponíveis e respetivas candidaturas, aqui.

Inaugurada Sala de Estudo Digital do Centro de Alto Rendimento de Anadia

Foi na passada sexta-feira, 14 de julho, que decorreu a abertura oficial de mais uma  Sala de Estudo Digital da rede de Centros de Alto Rendimento, desta feita, no CAR de Sangalhos, em Anadia, no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Fundação do Desporto, em vigor desde 2017, e que tem sido renovado anualmente desde então.

A Fundação do Desporto tem como objeto social apoiar o desenvolvimento do desporto particularmente no domínio da alta competição. A seu cargo, e no universo do desporto nacional, tem também a coordenação e gestão dos 13 Centros de Alto Rendimento do país. 

O protocolo define que no eixo de apoio “a projetos de educação, formação, capacitação e qualificação pelo desporto”, e considerando a “Santa Casa que o trabalho desenvolvido pela Fundação se reveste da maior relevância, promovendo o acesso ao desporto por parte de todos”, é de vital importância investir num programa que permitisse a instalação de “salas de estudo nos Centros de Alto Rendimento (digital rooms)”.

Além dos aspetos relacionados com a edificação das salas, está também incluído o fornecimento de mobiliário específico, quadros interativos, monitores televisivos especializados ao mobile learning, material informático, tablets e acessórios específicos e complementares, como câmaras de videoconferência, diferentes suportes de armazenamento, entre vários outros equipamentos.

Estando já em pleno funcionamento os Centros de Alto Rendimento de Vila Real de Santo António, o de Viana do Castelo, o de Rio Maior e agora o de Anadia, o objetivo é dotar a Rede Nacional de CAR (com exceção do do Jamor) com salas de estudo tecnológicas/digitais até ao final deste ano.

Esta parceria entre a Misericórdia de Lisboa e a Fundação do Desporto promove o apoio à concretização das “carreiras duais”, para alunos-atletas de alto rendimento desportivo na conciliação entre o sucesso desportivo e escolar, tendo como objetivo melhorar as condições de trabalho/estudo dos praticantes desportivos sediados ou deslocalizados em CAR ou nos Centros Nacionais de Treino.

Santa Casa sensibiliza jovens das casas de acolhimento para a transição energética

A Santa Casa da Misericórdia associou-se ao projeto Smart2B, uma iniciativa financiada pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020 e coordenada em Portugal pela EDP, que visa criar um sistema abrangente de edifícios inteligentes que coloca os seus utilizadores no centro da transição energética. O objetivo final passa sempre por contribuir para um futuro mais verde e sustentável.

Neste âmbito, a Santa Casa será responsável por promover o envolvimento das crianças e jovens adultos que vivem em casas de acolhimento, incutindo-lhes a consciência ambiental e o conhecimento sobre transição energética através de várias atividades, para que eles próprios se tornem agentes ativos de mudança. 

Entre as iniciativas pensadas estão atividades lúdicas e de lazer com caráter formativo, centradas nos temas de eficiência energética e no tema da sustentabilidade, que despertem a curiosidade e alertem para a importância do uso responsável de energia.

Numa vertente mais tecnológica, a Misericórdia de Lisboa disponibilizou aos jovens dispositivos energéticos de última geração, capacitando-os para participarem ativamente na sua gestão da energia e tomarem decisões informadas sobre o uso da mesma nas suas vidas quotidianas.

Consciencializar a jogar

Tendo em conta o impacto que os videojogos têm nos jovens hoje em dia, a Santa Casa procurou desenvolver o conceito de ‘gamificação’, em conjunto com a EDP New, fazendo uso do fascínio existente por este imenso mundo virtual. No horizonte está a criação de um ambiente divertido e interativo que motive os jovens a aprender e a contribuir para os objetivos do projeto de eficiência energética e preservação ambiental. Este sistema irá posteriormente incorporar elementos de um jogo de vídeo tradicional, incluindo missões, vários níveis de dificuldade e pontos de experiência.

Além destes vetores, a instituição está também a trabalhar em conjunto com uma rede de parceiros internacionais para criar uma rede de edifícios inteligentes que respondam aos problemas atuais em torno da sustentabilidade energética.

Santa Casa e Fundação Benfica voltam a premiar dezenas de crianças

Decorreu ontem, dia 11 de julho, a entrega de prémios no final de mais um torneio de futsal integrado no projeto socioeducativo “Para ti se não faltares”. Esta iniciativa, que resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Fundação Benfica, destina-se a combater o absentismo e abandono escolar de crianças e jovens em risco.

António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Misericórdia de Lisboa, marcou presença na cerimónia de entrega de prémios e explicou que esta é uma iniciativa em que “todos ganham”.

“É uma das atividades que temos dentro do protocolo com o Sport Lisboa e Benfica e a Fundação Benfica. Aquilo que tentamos é que os nossos miúdos, que estão dispersos pelas escolas, possam participar neste projeto, no fundo, como medida de combate ao insucesso e ao abandono escolar. Esse é o nosso foco. O futsal é só um motivo”, referiu.

No projeto “Para ti se não faltares” participam crianças indicadas quer pela Santa Casa, quer por Comissões de Proteção de Crianças e Jovens ou mesmo pelas próprias escolas.

“O projeto tem essa característica de ter três fontes e decorre durante todo o ano letivo. Os miúdos treinam nas suas escolas e este é o torneio final”, acrescentou o responsável.

A 11.ª edição do torneio de futsal teve o seu dia final espalhado por vários pavilhões da freguesia de Marvila: Escola Básica Damião de Góis, Pavilhão dos Lóios, Polidesportivo do Vale Fundão, Escola Agostinho da Silva e Escola Secundária D. Dinis. Foi nesta última que foram entregues os troféus às diversas equipas masculinas, femininas e mistas, nos escalões sub-10, sub-12, sub-14 e sub-17, num total de mais de 340 jovens atletas.

O projeto “Para ti se não faltares” iniciou-se há 14 anos, precisamente em Marvila, mas alargou-se, entretanto, a todo o território nacional, e por ele passaram já mais de cinco mil alunos de todo o país. É uma das várias atividades que a Santa Casa tem desenvolvido com a Fundação Benfica na área da responsabilidade social.

Um ano de Artéria. O projeto comunitário que colocou Lisboa a conversar

O projeto Artéria está de parabéns. Um ano dedicado a contar muitas histórias de Lisboa, desconhecidas do grande público. Criado com o propósito de ser um novo canal para o jornalismo de comunidade, protagonizado por voluntários e estudantes de comunicação social, no último ano o Artéria levou a cabo vários passeios pela cidade, dinamizou mais de uma dezena de fóruns de debate de questões importantes para o dia a dia dos lisboetas e de quem visita a capital e, até, ensinou a plantar em ambiente urbano, através de workshop de agricultura em cidade. Em comum, estas iniciativas tinham um objetivo: colocar Lisboa e os seus moradores e visitantes a falar entre si e a discutir sobre as temáticas atuais mais relevantes da cidade.

O foco sempre foi Lisboa, as suas histórias, os seus projetos de vizinhança, as questões que mexem com a cidade na procura de soluções, o seu património a descobrir. A iniciativa passou, por isso, por vários locais, com algumas visitas guiadas onde se inscreveram mais de duas centenas de pessoas. Algumas destas visitas foram promovidas pelo serviço de públicos da Direção da Cultura da Santa Casa, que possibilitaram aos participantes ficar a conhecer lugares que fazem de Lisboa um local mágico e enigmático, com histórias onde mitos e realidade se cruzam numa simbiose perfeita.

Entre os vários temas “em cima da mesa” nos debates promovidos pelo Artéria estiveram a mobilidade na cidade, o ativismo, a vida nos centros urbanos e como ela afeta a saúde mental, ou ainda um debate sobre a qualidade de vida em Lisboa, que teve lugar noutro espaço emblemático da instituição: a Sala das Extrações da Santa Casa, no Largo Trindade Coelho.

Destaque, ainda, para os reconhecimentos obtidos pelo Artéria, na sequência de algumas atividades promovidas. Pelo seu trabalho comunitário, recebeu dois prémios no European Newspaper Award, na categoria “Inovação em edição impressa/edições especiais” e na categoria “Projetos cross-media”. Já este ano foi distinguido com prémio “Wood Pencil” nos D&D Awards, iniciativa que celebra a criatividade a nível internacional.

Conheça o projeto na íntegra no seu site oficial, aqui.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas