logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Mergulhos mal calculados – a história de dois exemplos de superação

Igor tem 34 anos. Nasceu na Moldávia e vive em Portugal há 20 anos. Em 2019, numa festa de aniversário, e apesar de “ter experiência em mergulhos e natação”, mergulhou numa piscina, a pouca profundidade. Fraturou a C7, o que lhe provocou tetraplegia incompleta. Esteve no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão entre 2020 e 2022, tendo passado por vários internamentos e tratamentos ambulatórios.

“É, de facto, muito importante alertar a sociedade sobre os mergulhos e brincadeiras nas praias e piscinas. Pensamos que estas situações só acontecem aos outros, mas não. E se estas campanhas de sensibilização forem feitas por pessoas como eu, que passaram por isto, mais impacto terão nos recetores”, diz Igor.

Esta é uma posição partilhada também por Henrique, 50 anos e 32 de tetraplégico. Também ele mergulhou “numa piscina pouco profunda. Bati no fundo e fraturei a C4, C5 e C6. O perigo está sempre lá, tal como quando conduzimos uma viatura”. Por isso, considera que “todas as campanhas que possam existir são bem-vindas, o que não invalida que seja feito um trabalho mais amplo, sobretudo nas escolas e nas idades mais jovens, pois quando ganhamos alguma autonomia e não temos tanta supervisão dos adultos, e se tivermos recebido informação sobre os perigos que existem quando mergulhamos no desconhecido, talvez consigamos evitar alguns acidentes destes”.

Tanto Igor como Henrique insistem na prevenção como a melhor forma de evitar males maiores, alguns deles sem retorno: “É preciso que sejamos responsáveis. Não fazer uma coisa tão simples como, por exemplo, brincar aos empurrões à volta das piscinas, porque tudo acontece num segundo e esses ambientes têm tudo para correr mal”, insiste Igor. Henrique assina por baixo: “O que eu digo às pessoas é que se divirtam, sim. Mas na hora de mergulhar, não custa nada verificar primeiro o local onde o vão fazer. Além disso, não fazer mergulhos para os quais não se está apto – mergulhar bem exige coordenação motora, alguma força e técnica”.

Apesar das situações limitativas que vivem, estes dois exemplos de superação mantêm muita esperança no futuro. Igor pratica rugby em cadeira de rodas no Casa Pia e atletismo adaptado na associação Jorge Pina, tendo já praticado outras modalidades adaptadas como surf, andebol e cross fit. “Apesar de ter recuperado muito após o acidente, tenho esperança que a ciência ainda nos ajude a recuperar mais movimentos. Quem sabe, voltar a conseguir subir mais alguns metros”. Já Henrique espera continuar a trabalhar como analista de sistemas. “Apesar de a tetraplegia obrigar a uma constante adaptação ao dia a dia, seja no trabalho ou em ambiente mais social, a exigência física e mental é muito grande. Mas espero conseguir, tal como até aqui, integrar-me em todos os aspetos da vida”.

Com o lema “Mede as consequências. Mergulha em Segurança”, a campanha “Mergulho Seguro” tem como objetivo alertar e sensibilizar os mais jovens para a prevenção de lesões vertebro-medulares provocadas por acidentes relacionados com mergulhos imponderados (em piscinas, praias ou outras zonas balneares, costeiras ou fluviais), e que constituem uma das maiores causas de situações graves de paraplegia e tetraplegia.

Lançada, em 2013, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), dez anos depois o alerta mantém-se, porque “mais vale prevenir do que remediar”.

E porque nunca é demais lembrar, antes de mergulhar, avalie primeiramente o espaço, perceba onde há mais profundidade bem como se há rochas envolventes e/ou correntes de água. Evite locais desconhecidos, não vigiados e sem as devidas condições de segurança indicadas para mergulhar. Informe-se, fale com frequentadores do local e com as equipas de nadadores salvadores. Garanta que existe água debaixo de água, para não bater no fundo. Mergulhe em segurança.

Casa do Impacto: candidaturas abertas para o RISE for Impact

As candidaturas para a 5.ª edição do RISE for Impact, programa de aceleração da Casa do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, já estão abertas e vão decorrer até ao dia 7 de outubro.

Este é um programa destinado a empreendedores com projetos em fase de validação de ideia, produto ou serviço e/ou modelo de negócio que promova soluções inovadoras na resolução de problemas e necessidades sociais. A base parte sempre dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O RISE for Impact foi delineado para transformar as ideias em soluções tecnicamente viáveis e financeiramente sustentáveis, tendo como princípio o objetivo da Casa do Impacto de promover soluções para problemáticas ambientais e sociais.

O programa vai decorrer em três fases (bootcamp, capacitação e incubação), entre outubro deste ano e junho de 2024, e vai distribuir mais de 10.500 euros em prémios.

Consulte todas as informações aqui.

JMJ: Misericórdia de Lisboa contribui para semana histórica

A manhã do primeiro dia de agosto começou amena, no tempo e no espaço do Largo Trindade Coelho. Pelo local, logo às primeiras horas, circulavam já centenas de peregrinos, empunhando orgulhosamente as bandeiras dos seus países, uns cantando, outros mais silenciosos, mas todos unidos pelo propósito de celebrarem este encontro planetário.

Ali, já estavam também preparadas não só as várias estruturas de apoio aos visitantes, mas também as equipas de voluntários da Santa Casa. Ali, no Largo Trindade Coelho, e em vários outros pontos de Lisboa.

Foram quase 70 trabalhadores da instituição que, altruisticamente, quiseram oferecer o seu tempo a mais esta missão. Como? Fazendo o acolhimento aos peregrinos de várias formas, desde ajudar na concretização dos vários eventos e atividades programados, passando pela execução de tarefas tão diversas como prestar informações várias, proceder à limpeza de espaços ou, simplesmente, ajudar a traduzir uma ou outra palavra ou expressão mais difícil de entender.

Atenção à Deficiência e à Saúde

E para se chegar, de facto, a todos, a Misericórdia de Lisboa dedicou especial atenção ao projeto de acessibilidades “Atenção à Deficiência”, assente em três perspetivas: na formação de voluntários para apoio nas plataformas de mobilidade reduzida, na disponibilização de equipamento de apoio – com empréstimo à organização da Jornada de 50 cadeiras de rodas, 40 canadianas e dez rampas telescópicas – e no contributo de três técnicos da Valor T em áreas específicas da deficiência.

A intervenção da Santa Casa fez-se também na área da saúde, organizada conjuntamente entre os seus serviços e a equipa da Jornada Mundial. Para o efeito, foram disponibilizadas três Unidades Móveis Saúde Santa Casa: uma no Largo Trindade Coelho, até ao dia 4 de agosto, outra na Quinta das Conchas, nos dias 1 e 2, e a terceira no Parque Tejo, no dia 6. Esta com a finalidade primeira de apoiar os participantes na saída após a missa desse dia.

Em todas, os peregrinos puderam (e poderão) contar com um médico, um enfermeiro, um psicólogo e um motorista para auxílio na prestação de primeiros socorros, na disponibilização de medicamentos de venda livre e de material informativo em saúde, no apoio psicológico e ainda no encaminhamento para cuidados diferenciados em caso de necessidade.

Logo pela manhã do dia 1, por exemplo, foi necessário atender duas pessoas na Unidade Móvel no Largo. Não foram situações preocupantes, mas requereram alguma intervenção, prontamente realizada pela equipa de apoio.

JMJ_Largo Trindade Coelho_2_Unidade Móvel Saúde

Emoção, partilha, esperança, amor… e amor

A segunda-feira no Largo Trindade Coelho foi uma enchente de pessoas, mas também de desafios. Um deles (não tão relevante, seguramente, como todos os outros) foi um verdadeiro teste aos conhecimentos de Geografia de quem por lá passava. Isto porque a diversidade de bandeiras era tal que se tornava difícil perceber as nações a que pertenciam.

Espanha, Brasil, França, Itália e Bélgica eram cores e combinações relativamente conhecidas. Taiwan, Filipinas, Guatemala, El Salvador… já não tão conhecidas assim.

Mas esta diversidade – de países, de línguas, de cores, de culturas, de civilizações – é, simultaneamente, o que agrega os milhares de pessoas que fizeram, muitas delas, também milhares de quilómetros, com todas a falarem a linguagem universal do amor.

Esta foi, pelo menos, a palavra mais ouvida da parte dos peregrinos que passavam no Largo: “é muito emocionante poder participar nesta Jornada e partilhar estes momentos únicos de amor e esperança”. Ou “estar aqui é a concretização de um sonho. Poder espalhar alegria e amor entre todos é uma alegria muito grande”.

Foi também esta a mensagem que a Misericórdia de Lisboa quis transmitir e partilhar ao associar-se à Jornada Mundial da Juventude 2023. Nas palavras da provedora da instituição, Ana Jorge, “vale a pena acreditar no futuro. Ele é feito por todos nós, pelos mais velhos e pelos mais novos. Se tivermos esperança e formos muito mais próximos uns dos outros, mais humanos, acreditamos que é possível que a paz nos chegue. Tudo depende da vontade e resiliência de cada um e cada um pode trabalhar naquilo que é capaz de fazer. Se o fizer bem, temos esperança no futuro”.

JMJ: Santa Casa e Companhia de Jesus enchem Largo Trindade Coelho em momento histórico

A Jornada Mundial da Juventude serviu de mote para a iniciativa Largo da Misericórdia, resultante da parceria entre a Santa Casa e a Companhia de Jesus, que desde ontem, dia 1 de agosto, tem preenchido o Largo Trindade Coelho com centenas de jovens em espírito de celebração.

A sessão de abertura contou com a presença de Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que recebeu o venezuelano Arturo Sosa, Superior Geral da Companhia de Jesus, vulgarmente designado como Papa Negro.

A comitiva percorreu o recinto e ambos os responsáveis demonstraram a maior satisfação por esta iniciativa conjunta, alusiva a uma ligação histórica e centenária entre a Misericórdia de Lisboa e os Jesuítas, como sublinhou Ana Jorge.

“A vinda do Superior da Companhia de Jesus enche-nos, obviamente, de alegria, é um reconhecimento estarmos aqui. Há um histórico muito grande e uma relação muito próxima entre a Companhia de Jesus e a Santa Casa da Misericórdia ao longo dos anos. A Igreja de São Roque é, talvez, o elo mais forte que nos liga à Companhia. Mas tudo o que tem sido feito em parceria é o enriquecimento mútuo que pretendemos, quer para a Santa Casa, quer para a Companhia de Jesus”, referiu a provedora da Santa Casa.

Por seu lado, Arturo Sosa fez notar que a memória desta união não é apenas referente ao passado.

“É muito importante o recado da memória. Não apenas como recordação, mas também como fundamento de muita gente que participou neste processo de fazer um mundo melhor. E este local, de alguma maneira, representa uma memória viva importantíssima para Portugal, para a Igreja e para a Companhia de Jesus”, comentou o Superior.

O primeiro dia do Largo da Misericórdia apresentou alguns dos cerca de 50 eventos programados, entre os quais constam momentos de oração, workshops e outras atividades que decorrem até dia 4 noutros quatro locais além do Largo Trindade Coelho: Brotéria, Igreja de São Roque, Convento de S. Pedro de Alcântara e a Igreja da Encarnação.

Largo encheu no primeiro dia

Começaram por aparecer timidamente às primeiras horas da manhã, mas num ápice os peregrinos encheram o Largo Trindade Coelho. Bandeiras de todo o mundo, acompanhadas das respetivas línguas e sotaques, inundaram o ar à porta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Um pequeno stand da Irmandade de São Roque instalado em pleno Largo vende artigos relacionados com a Jornada Mundial da Juventude que ajudam a colorir ainda mais o ambiente.

À caça de ‘autógrafos’ dos vários países presentes encontramos Rita e Diogo, dois escuteiros da Póvoa de Santo Adrião munidos de uma bandeira nacional. Vieram num grupo grande de cerca de 60 pessoas, mas separaram-se por instantes com um objetivo em mente.

“Estamos a tirar fotografias e a pedir que autografem a nossa bandeira”, refere Rita. Diogo frisa que já conseguiram “alguns países, como Alemanha, Egito e Hungria”. O grupo escolheu o Largo para passar a hora de almoço, aproveitando a programação musical do primeiro dia.

“Viemos almoçar aqui e ouvir um bocadinho a música. E aproveitámos o facto de haver jovens de outros países aqui para conviver, conhecer e tirar fotografias”, acrescentou o jovem peregrino.

festa no largo trindade coelho

Viver a Casa Comum

Um dos grandes atrativos nesta zona da cidade foi preparado pela Direção da Cultura da Misericórdia de Lisboa, que estabeleceu um trajeto de peregrinação entre o Convento de São Pedro de Alcântara, Igreja de Santa Catarina, Convento dos Cardaes e Igreja de São Roque.

Em cada um destes locais, há elementos naturais que podem ser recolhidos pelos peregrinos para recordação e que estão diretamente ligados à preservação do meio ambiente, uma das bandeiras que o Papa Francisco tem defendido. Estes elementos serão guardados nas “Bolsas de Peregrinos” feitas por materiais naturais, tal como São Roque usava.

Podem ser recolhidos lã na Igreja de São Roque, sal em São Pedro de Alcântara, tecidos nos Cardaes e cortiça na Igreja de Santa Catarina.

À medida que os peregrinos iam tomando conhecimento desta iniciativa, iam recolhendo as diversas relíquias nos quatro locais designados. Na Igreja de São Roque, por exemplo, o colombiano Emanuel contemplava os diversos cestos repletos de lã.

São as primeiras Jornadas em que participa, embora já tenha visto o Papa Francisco aquando da sua visita à Colômbia em 2017. Desta vez, decidiu viajar “10 ou 11 horas de avião” até Portugal, onde ficou instalado em Cabreira, uma freguesia do município de Almeida, no distrito da Guarda.

“Estou, verdadeiramente, muito feliz”, referiu Emanuel, que viajou da Colômbia num grupo de 55 pessoas. Promete “ficar até ao final das Jornadas” e está “ansioso” por ver o Papa pela segunda vez. Para já guarda a lã na bolsa, um bocadinho de Portugal e destas Jornadas que vai levar consigo para o outro lado do Atlântico.

interior da igreja de são roque

Misericórdia de Lisboa financia bolsa de Doutoramento em História

Até 31 de agosto de 2023, encontra-se aberta a 2ª fase de candidaturas para a atribuição da terceira edição da Bolsa de Doutoramento Pedro Almeida Ferreira – Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

Financiada pela Santa Casa, a bolsa tem como objetivo apoiar a formação de doutorandos e candidatos/as ao 1.º ano do curso de Doutoramento Interuniversitário PIUDHist: Mudança e Continuidade num Mundo Global e prestar homenagem ao aluno Pedro Almeida Ferreira (1986-2017), que integrou a sexta edição do PIUDHist e destacou-se como um dos doutorandos mais ativos e empenhados deste programa, com vários trabalhos publicados sobre história contemporânea, movimentos sociais e didática da história.

Serão premiados com a bolsa os estudantes que apresentem o melhor projeto de doutoramento e que não consigam prosseguir os estudos por razões financeiras, pese embora o seu reconhecido mérito pessoal e académico, bem como o relevante empenho cívico que apresentam. 

O PIUDHist: Mudança e Continuidade num Mundo Global é o primeiro programa doutoral em História assente numa parceria entre instituições universitárias portuguesas: o Instituto de Ciências Sociais e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade de Évora.

Candidaturas à bolsa e mais informações, aqui.

Santa Casa na Jornada Mundial da Juventude

Pela primeira vez em 37 anos de existência, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) irá decorrer em território nacional entre 1 e 6 de agosto, juntando pessoas de todo o mundo num evento planetário anunciado pelo Papa Francisco. O envolvimento e a participação da Santa Casa na JMJ serão amplos e diversos, envolvendo múltiplos serviços, departamentos e iniciativas da instituição.

Ao longo dos dias em que decorrerá a JMJ, a Misericórdia de Lisboa desenvolverá atividades em várias vertentes, entre as quais se encontra o “Largo da Misericórdia” que será palco de um programa cultural e espiritual que integrará o Festival da Juventude da JMJ, entre os dias 1 e 4 de agosto. Esta é uma iniciativa conjunta entre a Santa Casa e a Companhia de Jesus, que terá concertos, momentos de oração, workshops e outras atividades.

A iniciativa que acontece em cinco locais, todos situados na mesma área da cidade, como a Igreja de São Roque, a Brotéria, o Convento de S. Pedro de Alcântara, o Largo Trindade Coelho e a Igreja da Encarnação, conta ainda com a presença do Superior-geral da Companhia de Jesus, Arturo Sosa Abascal, também conhecido como o “Papa negro” devido à sua batina negra. Consulte todo o programa, aqui.

A direção da Cultura da Misericórdia de Lisboa aproveita igualmente a ocasião para convidar os jovens a “Viver a Casa Comum”. Esta iniciativa é um itinerário por quatro locais religiosos: Igreja de São Roque, Convento de São Pedro de Alcântara, Convento dos Cardaes e Igreja de Santa Catarina, onde cada jovem pode recolher um elemento natural (reaproveitamento de desperdícios de indústria) para colocar na sua bolsa de peregrino, tal como São Roque usava, feita por materiais naturais.

Além disso, a sustentabilidade é um dos três temas centrais do pontificado do Papa Francisco, que até na escolha do seu nome foi inspirado a escolher São Francisco de Assis, “o santo da natureza e dos animais”.

Unidade Movél de Saúde Santa Casa

Durante toda a semana da JMJ, a instituição assegura a prestação de cuidados de saúde em primeiros socorros e sessões de sensibilização através das Unidades Móveis de Saúde Santa Casa. Estas unidades, que contam com uma equipa composta por enfermeiro e médico da Santa Casa em regime de voluntariado, estarão no Largo Trindade Coelho, de 1 a 4 de agosto, na Quinta das Conchas dia 1 e 2 de agosto e no dia 6, no Parque Tejo, no apoio à saída dos peregrinos após a missa. 

Procurando garantir e promover os direitos individuais e uma plena integração social, a Santa Casa disponibiliza na JMJ respostas destinadas a pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. 

No âmbito do apoio a todos que, embora com dificuldades motoras ou outras, pretendam participar na JMJ’23, a Santa Casa participa no projeto de acessibilidades “Atenção à deficiência”, através da disponibilização de equipamento de apoio, com a cedência de 50 cadeiras de rodas, 40 canadianas e dez rampas telescópicas e com a presença de técnicos da Valor T que vão dar o seu contributo e apoio especializado na área da deficiência. As equipas da Santa Casa vão também ajudar a formar voluntários da JMJ para acolhimento de pessoas com deficiência, nomeadamente peregrinos que vão acompanhar as ações junto dos dois palcos do evento, no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo.

Ao longo de toda a jornada, a Santa Casa estará igualmente representada por vários voluntários. Ao todo, serão 70 os colaboradores da Misericórdia de Lisboa, que irão oferecer o seu tempo para ajudar os outros. Estes voluntários estarão ao “serviço” dos peregrinos e dos eventos/atividades programadas, sob supervisão do COL (Comité Organizador Local – Lisboa). 

Já os voluntários prestarão serviço na área geográfica da sua paróquia, sob supervisão do COP (Comité Organizador Paroquial), acolhendo peregrinos em casa ou noutros locais preparados para o efeito.

A Santa Casa também disponibiliza espaços de oração e acolhimento, como é o caso da cedência do Convento do Grilo para albergar peregrinos de todo o mundo.

Complexo de São Roque

A um pequeno passo de um dos ex-líbris turísticos da cidade, o Miradouro de São Pedro de Alcântara, e ladeado pelas emblemáticas Escadinhas do Duque, ponto de passagem diário de centenas de pessoas de várias culturas, o Largo Trindade Coelho é, nos dias de hoje, um ponto de paragem obrigatório para quem visita Lisboa.

O Complexo de São Roque organiza-se como uma cidade na cidade. Começou por ser o Largo de São Roque no século XVI. No final dos anos 20 do século passado, com a colocação no local de uma estátua em homenagem aos cauteleiros, passou a ser conhecido como o Largo do Cauteleiro e ponto de encontro para incursões na noite do Bairro Alto. 

Mas, desde 1913 que o Largo de São Roque tem a denominação oficial de Largo Trindade Coelho, e é neste local que podemos encontrar o Complexo de São Roque, composto principalmente pela igreja e museu a quem o santo emprestou o seu o nome, e ainda pelos serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

Hoje em dia, o espaço que preserva, ainda em grande medida, as fachadas e paredes interiores originais, é composto por cinco núcleos arquitetónicos distintos: a antiga Casa Professa de São Roque, que inclui a igreja e o museu, o antigo Palácio dos Marqueses de Nisa, o Hospital Infantil de São Roque, as casas de arrendamento da Calçada da Glória e o Asilo do Amparo, onde funcionam os serviços centrais da instituição e, ainda, a antiga Lavandaria, edifício isolado alvo de remodelação há poucos anos e, atualmente, em reabilitação.

Complexo de São Roque atual

Um lugar cheio de história e de estórias interligadas

A história deste espaço remonta a 1768, altura em que o marquês de Pombal concedeu a antiga casa professa da Companhia de Jesus à Misericórdia de Lisboa, providenciando uma nova sede à instituição, após as instalações originais, na igreja da Conceição Velha, terem sido arrasadas pelo terramoto de 1755.

Esta escolha feita pelo marquês de Pombal de colocar a instituição no Bairro Alto, não foi inocente. O objetivo do marquês era colocar a Misericórdia de Lisboa no centro dos problemas sociais da capital na época, de maneira que instituição cumprisse o seu desígnio secular de estar próxima dos que mais necessitam, orientando a sua ação em três vertentes estratégicas: criação dos expostos, proteção das órfãs e assistência aos inválidos.

As casas de arrendamento da Calçada da Glória foram a primeira ampliação do núcleo inicial jesuíta. Foram construídas já no final do século XVIII (1783 a 1795) e destinavam-se a angariar receitas, através do arrendamento de quartos a pessoas de classe baixa. Este conjuntou urbanizou o muro da cerca da antiga casa professa na Calçada da Glória, arruamento com pouco valor imobiliário pelo seu perfil geográfico. Porém, com o terramoto de 1755, houve uma grande procura de casas, principalmente pelas classes mais baixas, que com poucos recursos e por iniciativa própria edificaram barracas junto à cerca. 

A ação da Misericórdia de Lisboa, com a construção destas habitações destinadas às classes mais baixas da população, demonstrou uma preocupação inovadora em fornecer casas a pessoas desfavorecidas, permitindo igualmente acabar com as barracas nas imediações da sua sede. Desta maneira, já no final do século XVIII, o Complexo de São Roque acumulava todos os equipamentos da instituição, ou seja, as oficinas, as casas de arrendamento da Glória, o Hospital dos Expostos, o Recolhimento das Órfãs, a Enfermaria de Santana, e a Igreja de São Roque.

Já em 1834 e por decisão do Governo, o complexo foi reformulado, tendo o Asilo do Amparo e a Enfermaria de Santana passado para as instalações do Hospital de São José. Em São Roque ficou apenas funcionar o Hospital dos Expostos e as áreas administrativas, as casas de arrendamento e a igreja.

Volvidos 20 anos, a 22 de junho de 1853, a Mesa da Santa Casa deliberou que se orçamentasse a construção do novo edifício destinado ao Hospital do Amparo e que este, deveria ter uma ligação ao Hospital dos Expostos, para partilharem a mesma cozinha. Ainda nesse mês a Companhia de Carruagens Lisbonenses propõe à Misericórdia de Lisboa a construção de um espaço para as suas instalações, o Hospital Infantil.

A 1905, surge o que hoje conhecemos como o Museu de São Roque anteriormente designado como Museu do Tesouro da Capela de São João Batista. Inaugurado pelo rei D. Carlos, este espaço museológico nasce com o intuito de preservar o espólio da instituição e de aproximar o espaço aos novos burgueses que povoam o Chiado.

Logo a seguir, e de acordo com o espírito da I República, a única obra idealizada no complexo foi a Lavandaria. Projetada e iniciada em 1911, com a função de concentrar a limpeza das roupas de todos os equipamentos da Santa Casa num único espaço, otimizando desta maneira recursos. Já com a implantação do Estado Novo e vendo a lacuna que existia no cuidado de assistência médica na cidade (o único hospital público do país era o Hospital de São José), a Misericórdia de Lisboa decide adquirir, em junho de 1926, as antigas instalações da Companhia de Carruagens Lisbonenses para aí criar o futuro Hospital Infantil.

Em 1959, o Complexo de São Roque começa a ser moldado no que ainda hoje podemos observar, tendo sido apresentada a primeira fase do plano de remodelação deste conjunto de edifícios, que propunha a valorização da Igreja de São Roque

Em 1962, foram realizadas obras de conservação no Asilo do Amparo e concluídas as obras do então conhecido por edifício do Totobola (e mais tarde por Departamento de Jogos), da Casa do Pessoal e da creche para os funcionários da instituição.

Mais tarde, a antiga farmácia do Hospital Infantil de São Roque, o Arquivo Histórico e Centro de Documentação sofreram obras. Já em 2009, a obra no Largo Trindade Coelho foi concluída, recuperando os valores urbanísticos idealizados em meados do século XIX, por Pierre Joseph Pézeret, que pretendia converter o outrora Largo de São Roque, numa das praças mais belas de Lisboa. 

Complexo de São Roque atual

Andores do Museu Rainha Dona Leonor expostos na Igreja de São Roque

Pertencentes às confrarias monásticas das Baptistas e das Evangelistas, rivais nas manifestações do culto prestado aos seus santos patronos (São João Baptista e São João Evangelista), os dois andores em prata apresentam “composições escultóricas com cenas da vida do santo respetivo”, ou seja, “o batismo de Cristo e o martírio de São João Evangelista”, nas palavras da DRCA.

Datadas do século XVIII, as peças em prata são consideradas exemplares notáveis da ourivesaria portuguesa setecentista, que testemunham a riqueza do Real Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Beja.

A Igreja de São Roque, da Misericórdia de Lisboa, é guardiã de importantes evocações que se relacionam com estes andores, exemplo disso é a Capela de São João Baptista, encomendado por D. João V, a Roma, considerada como uma das melhores obras do renascimento da época.

Cuidar de plantas de forma sustentável foi a receita vencedora do Triggers

O projeto Generosa Nature foi o grande vencedor da 2.ª edição do programa Triggers, da Casa do Impacto, que estimula a geração de novas ideias e a sua transformação em soluções sustentáveis.

O projeto vencedor, que teve início em 2018, é focado sobretudo no tratamento de plantas domésticas, através de uma linha própria de produtos feita com ingredientes de subprodutos naturais e materiais reciclados. Ao Generosa Nature foi atribuído um prémio de cinco mil euros e um ano de incubação na Casa do Impacto.

A decisão foi tomada pelo júri na passada quinta-feira, dia 20 de julho, numa final na qual estiveram ainda a concurso os projetos Wisedrop e Windcredible, que ficaram no segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, fez um balanço muito positivo desta edição e destacou o empenho das vencedoras. “Os projetos partiram de estágios diferentes e senti uma evolução enorme em todos eles. No caso das vencedoras, foi um esforço incrível. Conseguimos também ter uma maior diversidade no tipo de vencedores que normalmente temos: são pessoas de uma faixa etária diferente e mais maduras”. Concluiu a sua intervenção referindo que “normalmente o empreendedorismo é muito associado a camadas mais jovens e ter exemplos de que não é forçosamente assim é uma coisa que valorizamos imenso”.

O júri desta 2.ª edição do Triggers foi constituído por Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e por representantes dos cinco parceiros do programa: Inês Proença, da Câmara Municipal de Cascais, Manuel Andrade, da UpComing Energies by Galp, João Arbués Moreira, da EDP, Flávia Nobre, do Grupo Ageas Portugal, e Bárbara Leão de Carvalho, da 3XP Global.

Sobre os projetos vencedores

As representantes do projeto Generosa Nature não podiam estar mais satisfeitas. Rosário Sommer refere que “obviamente, há uma camada de reconhecimento nesta vitória que é importante, porque a caminhada tem sido longa. Mas não escondo que a componente financeira também é, até porque precisamos de algum dinheiro para investir na área do marketing. Somos as duas agrónomas, precisamos de algumas valências que não temos e o dinheiro servirá para isso”.

Já Cristina Capitão, reforça que a participação no programa Triggers fez todo o sentido. “Quando quisemos continuar a crescer, só fazia sentido encontrar um programa de impacto ligado à economia circular e à sustentabilidade, e este programa tem uma qualidade extra na organização e monitoria. Não é uma sensação de dever cumprido, mas sim de uma responsabilidade de continuar”, explicou.

Relativamente aos outros projetos finalistas, o Wisedrop é uma plataforma dedicada à indústria hoteleira concebida para melhorar a experiência dos hóspedes através da sensibilização e educação sobre a gestão da água. Também foi premiado com um ano de incubação e com um prémio de três mil euros.

Por fim, o Windcredible, premiado com um ano de incubação e dois mil euros, tem como objetivo produzir e comercializar uma nova geração de turbinas eólicas, democratizando assim a produção de energia para autoconsumo.

Santa Casa disponibiliza 100 frações para arrendamento a preços mais baixos

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estabeleceu, na passada quarta-feira, dia 19 de julho, um protocolo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Estamo no âmbito do Programa “Arrendar para Subarrendar”, através do qual a instituição vai disponibilizar 100 frações na cidade de Lisboa.

Ana Jorge, provedora, e Ana Vitória Azevedo, vice-provedora da instituição, marcaram presença na cerimónia, que contou também com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e a ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

Cumprindo a obrigação de boa administração e gestão do seu património imobiliário, a Santa Casa presta, através do protocolo assinado no âmbito deste programa, mais um contributo na criação de respostas no domínio da habitação para quem mais precisa.

No total, o programa “Arrendar para Subarrendar” vai lançar 320 contratos com rendas acessíveis entre os 250 e os 900 euros mensais. Além da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, os imóveis em causa pertencem ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e a privados. Segundo Marina Gonçalves, “a maior parte” das 320 casas estão prontas a habitar, ainda que “cerca de cem” necessitem de “pequena reabilitação”.

As casas serão atribuídas por sorteio, mas existirá uma lista de destinatários com prioridade: jovens até aos 35 anos, famílias monoparentais e agregados com uma quebra de rendimentos superior a 20%. O sorteio do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana deve realizar-se no terceiro trimestre deste ano.

O Estado vai arrendar habitações em 16 municípios: Amadora, Cascais, Ílhavo, Lisboa, Marinha Grande, Oeiras, Portimão, Porto, Silves, Sintra, Tavira, Torres Novas, Vila do Bispo, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão e Vila Nova de Gaia.

 

Foto: IHRU

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas