logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Plano de Contingência perante o tempo frio

Em virtude do agravamento das condições meterorológicas adversas, encontra-se ativado o Plano de Contingência para as Pessoas em Situação de Sem-abrigo Perante o Tempo Frio que, entre outras medidas, prevê a ativação do Dispositivo Integrado de Apoio às Pessoas em Situação Sem Abrigo (DIAPSSA), instalado no Pavilhão Manuel Castel Branco, na Freguesia de São Vicente, com horário de funcionamento entre as 18h00 e as 9h00, e duração prevista até dia 29 de janeiro.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, de acordo com o Protocolo aprovado, garante o atendimento Social a todos os cidadãos que procurem ou aceitem encaminhamento para o Pavilhão da Graça/Sapadores.

Para mais informação, consulte as recomendações da Direção Geral da Saúde em https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/post-frio-2022-pdf.aspx.

Educação: investir no presente para garantir o futuro

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, a 3 de dezembro de 2018, o dia 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação. As Nações Unidas declaram a educação como um direito humano, um bem público e uma responsabilidade pública. Valores partilhados pela Santa Casa e cimentados na intervenção diária, em quase 525 anos de existência, desde logo a garantir condições para que os mais desprotegidos tenham o melhor acesso possível à educação.

O trabalho desenvolvido pela Santa Casa nesta área expandiu-se nos últimos anos para novos públicos e novos contextos, com o objetivo de contribuir para a promoção da qualidade de vida da população. Desde a primeira infância, passando pela formação profissional e ensino superior, são várias as respostas da instituição nesta área.

Infância

A Santa Casa dispõe de vários estabelecimentos de educação pré-escolar na cidade de Lisboa. Nestes espaços, são proporcionadas atividades educativas e de apoio à família a crianças até à idade de ingresso no Ensino Básico.

Através da sua rede de estabelecimentos de infância, a Santa Casa procura dar resposta às necessidades das famílias que residem nas freguesias da sua área de intervenção – com prioridade na admissão de crianças em situação de perigo e/ou mais desfavorecidas, que necessitam de um apoio acrescido face à situação de vulnerabilidade das suas famílias.

Crianças a brincar na creche(1)

Para além destes equipamentos e respostas para a primeira infância, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão conta com uma escola muito especial, a Escola Básica Gracinda Antunes Valido, que recebe os alunos do internamento do Centro. Inserida no Agrupamento de Escolas de Alcabideche, esta escola funciona fisicamente nas instalações do Centro de Alcoitão e foi batizada com o nome da terapeuta da fala, em reconhecimento da comunidade pelo trabalho desta profissional com as crianças em Alcoitão.

Formação profissional

Em Albarraque, encontra-se uma das respostas da Santa Casa direcionadas para a formação profissional de jovens. O Centro de Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel promove e desenvolve ofertas formativas de dupla certificação, na modalidade de educação e formação de jovens e cursos profissionais.

No Centro de Formação e Certificação da Santa Casa, a oferta formativa está disponível para jovens (a partir dos 15 anos) e adultos que pretendem desenvolver competências e aumentar as suas qualificações escolares e profissionais, através de uma resposta de formação e qualificação.

Ensino superior

Com licenciaturas em Terapia da Fala, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e uma vasta oferta de pós-graduações e mestrados na área da saúde, a Escola Superior de Saúde do Alcoitão distingue-se por melhores taxas de empregabilidade nas suas áreas de formação. A escola disponibiliza anualmente candidaturas para bolsas de estudo a comportar 100% do financiamento das propinas de frequência, estágios acompanhados desde o 1º ano, protocolos com cerca de 100 instituições académicas e entidades na área da saúde, educação e ação social, Programas de Mobilidade Europeus (Erasmus+), reconhecimento internacional dos cursos (compatibilidade dos graus académicos) e integração em redes europeias de escolas congéneres.

Estudantes com capas da licenciatura(1)

Bolsas Sociais EPIS. Por mais e melhor educação

Num ano em que a guerra na Europa e a inflação estão a afetar o nível de vida das famílias, a EPIS e os Messias da associação decidiram aumentar o valor total das bolsas a atribuir nesta edição. A cerimónia de entrega das bolsas aconteceu esta quarta-feira, 18 de janeiro, no auditório da Galp e contou com a presença dos premiados e parceiros desta iniciativa.

Das oito candidaturas à categoria apoiada pela Santa Casa, quatro receberam uma bolsa de estudo, num valor global de 6.600 euros. Este apoio está enquadrado na categoria Mérito Académico no final do 9º ano de escolaridade a nível regional (para escolas de concelhos específicos).

Entre os premiados com estas bolsas da Santa Casa e da EPIS, está Renato Alexandre Morais Borda de Água, que terminou o 9.º ano de escolaridade com média 4,38 e que está a frequentar atualmente o 10.º ano de escolaridade na Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa.

O futuro engenheiro eletrónico esclarece que aquilo que pondera quando pensa no futuro académico é “a dificuldade em pagar pelo mesmo”, frisando que é um aluno “de quadro de excelência” e que este apoio “será uma oportunidade excelente para tirar o máximo proveito das aprendizagens que antecedem o meu ingresso no curso de engenharia eletrotécnica e de computadores”.

Maksym, aluno do concelho de Cascais, foi outros dos premiados. Originário da Ucrânia, onde era desportista e frequentou cursos de programação, conta que a guerra obrigou-o a deixar o país de origem “e a vir para Portugal para sobreviver”, sendo que o sonho é “poder pagar e acabar” o curso de programação online que está a tirar e “também conseguir ajudar e apoiar os meus pais”.

Em situação semelhante está Mohammad Asify, que também recebeu uma bolsa Santa Casa/EPIS, e que em 2021 teve de fugir do seu país de origem, o Afeganistão, devido à instabilidade social e política que se vive naquele território, com a chegada dos Talibans ao poder. Atualmente a estudar na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, Mohammad que já era uma das maiores promessas daquele país, nesta área, frisa que gostaria de “ser professor e músico” e que com a bolsa “tudo fica mais fácil”.

Já António Massano, que frequenta o 10.º ano, na Escola Secundária Vergílio Ferreira, em Lisboa, acredita que este apoio será “bem-vindo”, comprometendo-se a fazer tudo para “não desapontar aqueles que acreditaram em mim”.

Bolseirtos EPIS

O programa Bolsas Sociais EPIS recebeu, nesta edição, 1.017 candidaturas para as 7 áreas de distinção: boas práticas organizativas de promoção da inclusão social de crianças e jovens; boas práticas organizativas de promoção da sustentabilidade e cidadania ativa; apoio à orientação, formação e inserção profissional de jovens com necessidades especiais; bolsas sociais para o ensino secundário; bolsas sociais para licenciatura (cursos CET e licenciatura); bolsas sociais para mestrados de 2 anos e categorias especiais para o ensino secundário, licenciatura e mestrado.

O programa existe desde 2011 e já permitiu o apoio a 110 escolas e organizações, através de 735 bolsas, num investimento de 1.252 mil euros, através do apoio de 75 investidores sociais.

 

Santa Casa e Renascença distinguem jovens jornalistas

Quatro jornalistas, com menos de 35 anos, foram esta quarta-feira, 18 de janeiro, distinguidos com a primeira edição do Prémio Jornalismo Jovem. A cerimónia, que foi conduzida pelo diretor de informação da Renascença, Arsénio Reis, teve lugar no auditório da Rádio renascença.

A jornalista Joana Ascensão, do semanário Expresso, venceu o Grande Prémio Jornalismo Jovem, com a reportagem “Filhos Únicos da Terra”. A peça, que aborda a questão da desertificação do país, arrecadou igualmente o Prémio Multimédia.

Para a autora, este trabalho agora premiado só foi “possível com uma grande dose de empenho e graças a uma equipa dedicada e motivada”, fazendo referência aos coautores da reportagem, os jornalistas, José Cedovim Pinto e Rui Duarte Silva, igualmente do Expresso.

“Focámos nos dois problemas demográficos: o abandono do interior, e o inverno demográfico na voz de três crianças que são as únicas que vivem numa aldeia”, contou Joana Ascensão, que se mostrou “feliz por estes problemas demográficos” poderem ser falados.

Na categoria Rádio, a vencedora foi Cláudia Silva com a reportagem “Ponto de Interseção: O que une os jovens e a política”, emitida na Rádio Voz de Alenquer. A vencedora frisou no seu discurso que “é impossível ser jovem em Portugal”, mas é ainda mais “impossível ser jovem jornalista”, comentando ainda que o facto de trabalhar numa rádio local “é um motivo de orgulho e uma escola de excelência”.

Já o Prémio Renascença, galardão destinado apenas a profissionais do Grupo Renascença Multimédia, foi entregue à jornalista Daniela Espírito Santo com a reportagem “Nos bastidores do TikTok – O trabalho traumático dos moderadores”. No palco, a repórter visivelmente emocionada, referiu-se a si própria como uma “menininha pobre de Campanhã que jamais sonhou ir para a faculdade, quanto mais ser jornalista numa grande casa como é a Renascença”, deixando o pedido de continuar a haver estes incentivos ao trabalho de jovens jornalistas.

Ainda nesta categoria, foi distinguido Tomás Anjinhos Chagas, com uma Menção Honrosa para a reportagem “Prisão: uma mancha que não sai do currículo”. O jovem jornalista na sua intervenção fez questão de salientar que “os jornalistas, não são pilotos de Fórmula”, comentando que mais do que o “imediatismo” dos trabalhos jornalísticos, o “importante é escolher bem, e não rápido”.

Maria João Matos, diretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa, falou da importância do “apoio ao talento jovem e emergente” e referiu que a instituição tem esse “foco estratégico em toda a sua estratégia de apoios, seja no desporto, na cultura ou agora nesta área do jornalismo”.

“Através de prémios como este, alcançam um apoio para prosseguirem o trabalho”, indicou Maria João Matos, para quem este prémio “é um empurrar para a frente de jornalismo que pode ser de grande qualidade”.

Já o administrador do Grupo Renascença Multimédia, José Luís Ramos Pinheiro, afirmou que “o jornalismo nunca foi tão ameaçado, mas talvez nunca tenha sido tão indispensável à vida das pessoas e das sociedades”, considerando que “não se pode aceitar acriticamente o que se está a passar. É necessário ter discernimento”, referiu, defendendo que os trabalhos premiados são “excelentes exemplos”.

O Prémio Jornalismo Jovem foi lançado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Renascença em maio de 2022. Teve como objetivo trazer à reflexão da sociedade as dificuldades e as perspetivas de futuro que se colocam às gerações mais novas. O concurso destinou-se a jornalistas com idades até aos 35 anos.

Museu de São Roque

Ao descer do Príncipe Real ou a subir do Chiado, no Largo Trindade Coelho, conhecido por muitos como o Largo da Misericórdia por ser a morada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, encontra-se o Museu de São Roque. Instalado na antiga casa professa dos padres jesuítas, foi doado à Santa Casa, em 1768, com a igreja, de quem tomou o nome do santo por empréstimo, como “vizinha do lado”. Guarda no seu interior uma das mais ricas e importantes coleções de Arte Sacra conhecidas e um espólio de relíquias de santos, raro no mundo.

Ourivesaria, escultura e pintura, mas também um conjunto de paramentos feito em ricos tecidos, bordados a ouro e a fio de seda, para serem utilizados em celebrações religiosas a que assistiram reis e rainhas, “pintam” os vários núcleos museológicos do Museu de São Roque. É neste espaço que encontramos peças únicas, tesouros que testemunham diferentes épocas, que tornam o passado mais próximo e um encontro com mais de 500 anos entre a arte e a história.

Embora fundado oficialmente no início do século XX, em oitocentos, era já visível a preocupação da instituição em divulgar ao público o seu rico acervo artístico. Exemplo disso é a primeira apresentação das relíquias da igreja de São Roque, a 30 de janeiro de 1843, na presença da família real.

Em 1898, por ocasião das comemorações do IV centenário da fundação da Santa Casa, são pela primeira vez expostas publicamente na sacristia da igreja as alfaias e paramentos do tesouro da capela de São João Batista, obra-prima de importação romana de setecentos, edificada por iniciativa de D. João V, num cenário de grande fausto espiritual, cultural e político, e numa tentativa de emulação do culto litúrgico pontifical. Nesse mesmo ano, assinala-se também o IV centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia, cujas celebrações contribuíram para o sucesso da exposição de obras de que a Santa Casa era possuidora.

Nesta ocasião, foi igualmente apresentada ao público, nos altares que ladeiam a capela-mor, a coleção de relíquias de que a Santa Casa era proprietária como um dos principais polos dos festejos.

A curiosidade e interesse pela beleza e raridade desta coleção incentivou a apresentação permanente deste tesouro da Misericórdia de Lisboa num espaço mais amplo, motivando o então provedor António Augusto Pereira de Miranda (1838-1922), ministro do Reino, a criar o Museu do Thesouro da Capela de São João Batista, escolhendo a antiga sala de extrações da lotaria para a sua instalação. O arquiteto Arnaldo Adães Bermudes foi o escolhido para a elaboração do projeto e da regularização da fachada do edifício adjacente à igreja.

Concluídas as obras, o Museu de São Roque foi solenemente inaugurado em 1905. Mais de cem anos passados sobre esse dia 11 de janeiro, momento que contou com a presença de ilustres figuras, entre elas o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, o Museu de São Roque apresenta-se como uma realidade cultural profundamente distinta da que abriu portas no início do século passado.

NOTA: Vídeo produzido, em 2021, durante o período pandémico, provocado pelo Covid-19.

Ao longo do século XX, foi objeto de várias remodelações, que permitiram acompanhar as mudanças operadas no domínio da museologia. A remodelação mais profunda foi feita entre 2006 e 2008, permitindo ao museu ampliar e duplicar a sua área de exposição permanente.

Hoje, completamente reestruturado possui uma riquíssima coleção, o antigo espólio de arte sacra pertencente à Companhia de Jesus, compreendendo pintura, escultura, objetos litúrgicos, arte oriental, e uma das mais importantes coleções de relicários da Europa, assim como o espólio da instituição. Destacam-se os núcleos expositivos da Ermida de São Roque com as quatro tábuas quinhentistas atribuídas a Cristóvão de Utreque, o núcleo dedicado à Companhia de Jesus documenta os cerca de duzentos anos de permanência desta Ordem, em São Roque, o núcleo de Arte Oriental que inclui peças de arte oriundas do Próximo Oriente, Índia, Japão e China e, ainda, um núcleo dedicado à Santa Casa, que “narra” a história da instituição.

 

Quando o amor sobe ao palco

O encontro decorreu este sábado, 7 de janeiro, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa. O programa contemplou uma peça de teatro e uma tertúlia. A edição deste ano levou a palco a peça de teatro “… se quando vi o rapaz, vi as estrelas”, pelo grupo de Teatro Terapêutico W+, da Misericórdia de Lisboa, com textos de Filipe Silva, encenação de Natália Luiza e Cláudia Semedo e com a participação especial de Afonso Lagarto.

Para Filipe Silva, psicoterapeuta da unidade W+ e organizador do projeto, esta é uma oportunidade “única para que as crianças, jovens e adultos do grupo ExperimentArte, possam aceder a índices progressivos de maturidade emocional, partindo de um contacto mais genuíno com a sua dor psíquica, através da terapia pela arte e possam encontrar formas mais evoluídas e sublimadas, para lidar com as fragilidades do seu mundo interno, o que se repercutirá naturalmente no seu bem-estar social”.

Compreender o sofrimento psíquico das pessoas com problemas de saúde mental é mais que urgente e é com isto em mente que o ExperimentArte pretende quebrar estigmas e barreiras, sensibilizando e envolvendo a sociedade civil, através da comunidade artística, para os problemas associados ao adoecer psíquico na infância.

“A representação é terapia, pois, as crianças que estão a passar por um mau momento vão, através de uma história ou de uma representação, conseguir encontrar soluções adequadas, numa linguagem que conseguem compreender, sem que tenham de aceder à consciência”, comenta o psicoterapeuta.

O encontro culminou com a realização de uma tertúlia, onde os “pequenos atores” estiveram à conversa com o público presente no teatro.

Paralelamente à peça teatral, e ainda inserido no ExperimentArte, foi inaugurada uma pequena exposição de banda desenhada, da autoria de Jesualdo Silva, 14 anos, jovem que é acompanhado pela Unidade W+.

Quadros

ExperimentArte, o projeto que pretende quebrar estigmas através da arte

Este projeto insere-se no âmbito do programa de sensibilização para a Saúde Mental e visa aumentar as competências emocionais, reforçar a resiliência das crianças, adolescentes e adultos, utentes da W+, assim como permitir o acesso genuíno a experiências artísticas diversas, enriquecedoras e promotoras de mudança intrapsíquica.

A iniciativa não pretende substituir o trabalho psicoterapêutico especializado nas suas diferentes especificidades, mas servir de catalisador desse mesmo tipo de resposta, mais comum em saúde mental.

O ExperimentArte pretende melhorar as questões de autoconceito, autoestima e autoimagem, desenvolvendo aspetos emocionais positivos da personalidade, pelo recurso a experiências vivenciais de grande riqueza humana.

Sofia Miguel Castro vence concurso “New Talent”

Sofia Castro, 22 anos, de Penafiel, é a grande vencedora desta edição do “New Talent”, após decisão do público. Eram dez os finalistas que foram a votações, mas só uma saiu vencedora no concurso. A atriz, que dedicou os últimos anos da sua vida à paixão pela sétima arte, com o prémio de dez mil euros pretende consciencializar os jovens para a reflorestação de serras despidas pelo fogo.

“Tenho esta paixão pela natureza desde pequena, provavelmente porque cresci e vivi num meio mais pequeno que Lisboa e de facto há muito que tinha esta ideia de unir estes dois mundos, o teatro com o ambiente, e surgiu esta ideia de montar um espetáculo teatral interativo, que potenciasse a plantação de árvores pelo público durante o próprio espetáculo”, conta a vencedora.

Sofia ficou surpresa e, em simultâneo, feliz quando percebeu que tinha ganho. “Foi uma notícia avassaladora e ainda não estou bem em mim. Tinha algumas expetativas, como é óbvio, mas não estava assim tão confiante”, assumiu Sofia, na cerimónia de entrega do prémio, que decorreu na Sala das Extrações da Santa Casa. “Se ganhasse, seria perfeito. Mas se perdesse, na verdade não perdia nada, porque consegui ser ouvida e dar a conhecer o meu trabalho”.

Para Maria da Cunha, subdiretora de comunicação e marcas da Santa Casa, esta distinção “reforça o cumprimento de uma missão da instituição que é o de apoiar a cultura, o talento jovem e permitir que jovens como a Sofia possam continuar a apostar nos seus sonhos”.

“Sentimos que há cada vez mais jovens a destacarem-se em várias áreas. Os projetos são cada vez melhores, mais ambiciosos. É um sinal que este concurso está a correr bem e nota-se a evolução todos os anos”, conclui Maria da Cunha.

Representantes da Nit e da Santa Casa com a vencedora do Prémio New Talent

Créditos das Fotografias: NiT

Um “mimo” natalício para quem tem menos

O Natal foi há pouco mais de duas semanas e ainda estão muito presentes na nossa memória todos os momentos bons e prazerosos passados com quem mais se ama. Com isto em mente e à semelhança do que sucedeu em edições anteriores, o mercado de Natal da capital, Wonderland Lisboa, voltou a acolher a campanha solidária “Um presente a Mais para quem tem Menos”. Esta é uma ação dinamizada pela TVI em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa, que visa proporcionar ainda mais sorrisos às nossas crianças.

Nem todas as crianças têm a sorte de ter uma árvore repleta de presentes e um Natal em família. Esta iniciativa apelava às pessoas para deixarem uma prenda para ser oferecida a crianças desfavorecidas e, mais uma vez, os portugueses provaram que são solidários e generosos.

António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa, frisa que este tipo de iniciativas “assume particular importância para quem dá, pois permite a reflexão sobre as diferentes realidades e permite uma ajuda solidária a quem tem menos”.

No total, foram angariados mais de 300 presentes que foram distribuídos pelas crianças dos vários equipamentos de apoio à infância e pelas equipas de apoio à família, da Santa Casa.

“É muito importante para estas crianças estes mimos. Vê-los a abrir os presentes, especialmente os mais pequenos, que são sempre os mais entusiastas, é uma verdadeira alegria”, realça António Santinha. Veja aqui a reportagem da TVI, que acompanhou a entrega dos presentes numa das nossas casas de acolhimento.

Um presente a mais

Delegação sul coreana visita Santa Casa

Neste contexto, a delegação sul coreana visitou, no passado dia 15 de dezembro, o Centro Intergeracional da Ferreira Borges, em Campo de Ourique, equipamento da Santa Casa, que trabalha na área do envelhecimento e em diversas respostas sociais desenvolvidas para combater as desigualdades.

O objetivo dos sete funcionários do Estado sul coreano – ligados à administração pública e que fazem parte do Ministério do Interior e da Segurança da Coreia do Sul – foi, acima de tudo, conhecer as práticas no acolhimento, apoio e acompanhamento das pessoas mais velhas seguidas pela nossa instituição.

A comitiva do país asiático escolheu visitar a Misericórdia de Lisboa, por ser uma referência nacional no âmbito da acão social e no apoio à população mais idosa. O encontro serviu para recolher informação sobre a forma como a população +65 é acolhida e cuidada pelos diversos serviços da Santa Casa, com o objetivo de replicar e melhorar o apoio prestados à população mais velha sul coreana.

2022 em retrospetiva. O “regresso à normalidade” e o abraçar de novos desafios

Após dois anos plenos de grandes incertezas provocadas pela pandemia de Covid-19, o ano de 2022 assumia-se como auspicioso e desafiante. Perante uma “nova realidade” e um mundo “virado do avesso”, a Santa Casa adaptou-se e continuou a sua jornada com mais de cinco séculos “Por Boas Causas”, devolvendo às pessoas uma normalidade tranquilizadora e um compromisso renovado, de apoiar quem mais necessita.

Se 2021 trouxe vários desafios e muitas mudanças na vida de todos nós, 2022 foi um ano de viragem e onde palavras como solidariedade, amor, dedicação e empenho ganharam um renovado sentido. Recorde aqui algumas das principais ações levadas a cabo pela Misericórdia de Lisboa.

Janeiro

O ano iniciou com uma “chuva de milhões” por toda a Europa. O Euromilhões, através de um sorteio extraordinário, premiou 100 apostadores com um milhão de euros cada. Mas se para alguns o sonho é ser um “milionário excêntrico”, para outros o facto de  poder assistir a uma peça de teatro, através de audiodescrição, é a vitória de uma vida.

Já a terminar o mês levámos os sonhos de algumas crianças, ao cuidado do Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, para dentro do campo da final da Taça da Liga, que ditou o campeão de inverno do futebol nacional.

Fevereiro

Demos a conhecer Fares, Reza e Mahdi, nomes desconhecidos para a maioria das pessoas, mas que com o apoio da Santa Casa encontraram no mundo da moda a tranquilidade e a paz que não tiveram nos seus países de origem.

jovens migrantes modelos

Assistimos ao lançamento da segunda versão do Protocolo de Avaliação Orofacial (PAOF 2), ferramenta e um contributo importante para os avanços na terapia da fala.

Igualmente importante e de grande utilidade é o projeto Holi, o “cérebro” que conquistou a edição do Santa Casa Challenge de 2021, e que demos a conhecer pelas vozes das próprias criadoras.

Ainda em fevereiro, abrimos portas e alargámos a nossa capacidade de resposta aos públicos mais novos, com a inauguração do Núcleo de Infância e Juventude de Mafra.

Março

Perante a situação do conflito armado na Ucrânia e o enorme fluxo de refugiados da guerra, a instituição disponibilizou-se, desde a primeira hora, a criar condições de integração destas pessoas na sociedade portuguesa.

Destaque ainda para a obra de restauro da Igreja da Misericórdia de Évora, que contou com o contributo do Fundo Rainha Dona Leonor no valor aproximado de 300 mil euros.

Ainda em março, organizámos a palestra dedicada ao “Impacto da pandemia nas pessoas mais velhas – estratégias para mitigar os seus efeitos”, que contou com Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil e médico gerontólogo, como orador.

Já no final do mês, e juntamente com a Federação Portuguesa de Futebol, quebrámos barreiras ao promover a máxima de “futebol para todos”.

Jovem de 29 anos vai estar pela primeira vez num estádio de futebol

Abril

Assinalámos o Dia Mundial da Saúde relembrando que “os cuidados continuados integrados são um compromisso assumido pela Santa Casa” e que a instituição está a trabalhar para dar mais dignidade à vida das pessoas.

Depois de um interregno de dois anos, a Escola Superior de Educação do Alcoitão e o Centro de Educação e Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel voltaram a marcar presença na maior feira nacional de oferta educativa, Futurália.

A Casa do Impacto apresentou os grandes vencedores da edição deste ano do Santa Casa Challenge, que responderam ao desafio da ação climática, através da educação e transição digital. Ainda neste mês, a Casa do Impacto aumentou a sua rede de parceiros ao assinar um protocolo com o Instituto dos Registos e Notariado para apoiar a criação de projetos de inovação social a serem implementados naquela entidade.

No desporto, demos um novo “IMPULSO” às carreiras duais, premiando mais 50 jovens desportistas talentos nesta área através do já conhecido Programa de Bolsas de Educação Jogos Santa Casa que, em 2022, assumiu uma nova identidade.

Na véspera do 1º aniversário da VALOR T, demos a conhecer as histórias inspiradoras de Ângelo e Alexandre. Dois jovens portadores de deficiência que, nas suas palavras, conseguiram o que tanto ambicionavam: “ser como as outras pessoas”.

Maio

“Dar é receber”. Esta foi uma das mensagens transmitidas na nova campanha do LX Acolhe, da Misericórdia de Lisboa. Vera e Paulo, Marta e Sérgio são alguns dos exemplos que incorporam esta missão de acolher para assim devolver a infância a crianças em risco.

Consciente do valor e poder de uma informação correta e fidedigna, a Santa Casa uniu-se à Rádio Renascença na criação do Prémio de Jornalismo Jovem.

No mês dedicado à diversidade e inclusão, e entre vários exemplos de histórias retratadas, mostrámos ainda que os nossos valores começam em casa. Enquanto instituição responsável, promotora de diversidade e inclusão, lançámos uma campanha dedicada a esta temática, que contou com a participação de alguns rostos da instituição. Esta campanha venceu na categoria “Sustentabilidade e ESG: Social”, um galardão atribuído na cerimónia de entrega do Grande Prémio Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa.

Junho

Junho, um dos meses mais acarinhados pelos lisboetas. Mês de festa, de arraial e acima de tudo de marchas populares. Cumprindo a tradição, vários utentes da instituição voltaram a vestir-se a rigor para descer a Avenida da Liberdade, em uma edição da festa mais “alfacinha” que existe.

Ainda em ambiente de música, rumámos à “cidade do rock”. O Rock in Rio regressou a Lisboa e a Santa Casa voltou a associar-se ao festival de música promovendo a acessibilidade de uma forma ainda mais alargada, não só a pessoas com mobilidade reduzida como também a pessoas com deficiência visual e deficiência auditiva.

Através de dois episódios (vídeo 1 e vídeo 2) demos a conhecer um pouco mais do trabalho feito na nossa Obra Social do Pousal e das histórias que ali habitam. Um local que se tornou a casa de pessoas com perturbações do neurodesenvolvimento.

Em junho nasce ainda o projeto É Uma Mesa, um espaço de esperança para quem pretende sair das ruas, ao qual a Santa Casa não podia deixar de se associar.

Também no desporto registámos novidades. Os Jogos Santa Casa passam a apoiar mais duas modalidades: voleibol e atletismo.

Julho

No mês do aniversário da instituição, a Santa Casa assina um protocolo com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que estabelece os princípios de colaboração entre as duas instituições na implementação de atividades do projeto Valor T.

De uma parceria estabelecida com o PÚBLICO, nasce o Artéria, o projeto de jornalismo comunitário dedicado ao quotidiano da cidade de Lisboa. Um projeto aberto a todos os que sintam a cidade como sua e tenham vontade de dar a conhecer as histórias que lhe dão vida.

Com vista a exponenciar o apoio da Santa Casa à população deslocada da Ucrânia, em particular crianças entre os 8 e os 14 anos, assinámos um protocolo com a Associação Cultural Êxito das Tendências, que prevê um projeto-piloto a ser implementado no nosso Centro Social de São Boaventura, no Bairro Alto.

Numa aposta na promoção do património da instituição, dinamizámos a iniciativa “Santa Casa Open House”. Um dia aberto ao público interessado em visitar as frações então disponíveis no número 100 da Rua dos Douradores, na freguesia de Santa Maria Maior.

Ainda em julho, o restauro da Igreja da Misericórdia de Coruche venceu a primeira menção honrosa do Prémio Gulbenkian Património. As obras receberam o apoio do Fundo Rainha D. Leonor (FDRL), no valor de 300 mil euros.

Agosto

66 mil consultas depois, o SOL – Saúde Oral em Lisboa comemorou o seu terceiro ano de existência. Este equipamento da Santa Casa tem contribuído para a diferenciação e melhoria da qualidade de prestação de cuidados de saúde oral às crianças e jovens.

O maior certame cultural de Lisboa regressou ao Parque Eduardo VII, com o apoio da Santa Casa. No espaço destinado à instituição, celebrámos a literatura, a história e o voluntariado.

Setembro

No mês de regresso ao trabalho e às atividades escolares, recebemos a visita às nossas creches da Fundação HighScope americana.

Os Jogos Santa Casa reforçaram a sua aposta no desporto ao apoiar a seleção nacional de hóquei em patins masculina e a seleção nacional feminina de futsal.

Setembro é também mês de fado e, uma vez mais com o nosso apoio, este estilo musical voltou a abrilhantar a capital ao acolher o Santa Casa Alfama.

No ano que antecede a Jornada Mundial da Juventude, o provedor da instituição discute os desafios enfrentados pelos mais jovens no nosso país, na conferência “Em Nome do Futuro: Os Desafios da Juventude”, promovida pela Renascença.

 

Outubro

A saúde mental e os idosos estiveram em destaque durante o mês de outubro. Dois temas que ganham particular importância nas Estruturas Residenciais Para Idosos e Centros de Dia da Santa Casa, onde as respetivas equipas procuram, diariamente, dar um pouco mais de sentido e de qualidade de vida aos mais velhos.

Na 11ª cerimónia de entrega dos galardões que reconhecem contributo dos idosos para a sociedade, homenageámos Maria Raquel Ribeiro, falecida em janeiro deste ano e personalidade que dá nome a estes prémios.

Santa Casa apoia primeira escola de pós-graduação na área da saúde em Portugal, a Advanced Health Education (AHED).

Quatro anos depois da sua fundação, a Casa do Impacto apresenta nova identidade visual, novo posicionamento e visão do futuro para o empreendedorismo social.

Já na música, assistimos à 34ª edição da Temporada Música em São Roque, uma iniciativa que vem reforçar a política da instituição de apoio à cultura portuguesa, divulgando, em simultâneo, o seu património histórico e artístico. Nos bastidores, falámos com um grupo estreante desta edição.

Novembro

Logo no início do mês, a Santa Casa voltou a marcar presença na maior cimeira de tecnologia do mundo, WebSummit. Na Feira Internacional de Lisboa, a Casa do Impacto apresentou as novas edições do Triggers e do Santa Casa Challenge e ainda o seu apoio à estreia do documentário “O Sopro do Diabo”, realizado por Leonardo Di Caprio, que revela o desespero vivido pelas vítimas do incêndio que assolou Pedrógão Grande em 2017.

A infância e juventude estiveram em grande destaque este mês. Exemplo disso foi a participação da Santa Casa no seminário “A Criança no Processo Tutelar Cível”. Um seminário que dá continuidade ao trabalho efetuado pela instituição, que assumiu, em 2019, na sequência de um protocolo de cooperação celebrado com o Instituto de Segurança Social- a intervenção em matéria de infância e juventude.

Demos, ainda, voz a Carolina, Kenny e Murilo, três jovens residentes em casa de autonomia da Santa Casa, que, na primeira pessoa, falaram sobre os desafios dos seus percursos de vida.

Depois de Vila Franca de Xira, Amadora e Mafra, Oeiras recebeu uma resposta da Misericórdia de Lisboa centrada na promoção dos direitos e proteção das crianças e jovens.

Em matéria de prémios e investigação, celebrámos e demos a conhecer os grandes vencedores da 10º edição dos Prémios Santa Casa Neurociências, galardões nos quais a instituição já investiu mais de 4 milhões de euros para apoiar projetos científicos e clínicos destinados a promover avanços no tratamento e recuperação de lesões vertebro-medulares e nas doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento.

 

Dezembro

Maria Odete, Carla e Pedro fazem parte do grupo de dezenas de voluntários que, diariamente, ajudam a Santa Casa a cumprir a sua missão. Dedicam parte da sua vida aos outros, sempre com a mesma entrega, empenho e afeto, e sem esperarem nada em troca.

 

Como manda a tradição nesta época festiva, a instituição promoveu, uma vez mais, a magia do Natal em Lisboa, com a realização do Wonderland, e em Vila Nova de Gaia, com a Praça de Natal.

Dezembro ficou igualmente marcado pelas intensas inundações que afetaram a capital, situação que levou a uma atuação extraordinária por parte da Santa Casa de alojamento de emergência de 25 pessoas.

Quase a fechar o ano, a Santa Casa dá nota da inauguração da creche do Desagravo, no Campo de Santa Clara, revelando ainda a promessa de, em 2023, vir a inaugurar mais duas creches na cidade. Um compromisso assumido entre a instituição e a Câmara Municipal de Lisboa.

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas